Alex Pereira de Holanda

Alex Pereira de Holanda

Arquivista e Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Arquivos

Últimos Discursos

29 de nov, 10:49

CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

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Sim. Bom, agradeço o convite, peço desculpas que eu tive pequeno problema de, de voz, mas eu espero que todos consigam ouvir e que isso não comprometa tanto a a minha apresentação de hoje. Bom, fico muito feliz em ver a evolução né da da da câmara dos deputados desde a da publicação da sua política de preservação digital, e ver o quanto isso evoluiu e amadureceu ao longo desses anos, até se tornar modelo, que a meu ver, pode servir de exemplo, pra pra outras instituições. Bom, a gente já tem aí, cerca de 40 anos de estudos em preservação digital, 30 anos de relatórios e publicações, desenvolvimento de metodologias, cerca de 20 30 anos, de normas já consolidadas no AIIS, ISO 16 3 meia 3, e 1 série de outras ações que acabaram se plasmando em normas, padrões, modelos, definição de formatos, metadados, definição de procedimentos e tratamento dessa dessa documentação né e tratamento no sentido dessa preservação, e, mas falta ainda principalmente no Brasil em contexto onde é que essas ações no âmbito de 1 instituição possam ser avaliadas né, possam ser auditadas, possam ser certificadas a partir de padrões robustos, e bem e bem consolidados, tanto a nível internacional e até mesmo, a nível nacional. E esse processo de auditoria e certificação, como eu já falei aqui da da última vez, ele tem 1 1, 1 dimensão interna, porque são processos que nos permitem verificar a qualidade, dos nossos processos da nossa infraestrutura do nosso pessoal, pra saber se de fato, esse meu modelo ele é capaz de, de garantir, 1 preservação de forma confiável. E quando eu digo preservação de forma confiável, é entender se a minha infraestrutura, se a minha organização é capaz de promover essa preservação, da forma mais eficiente e eficaz, mas também se o meu objeto é preservado, de forma íntegra, garantindo assim a sua intensidade. Mas há também 1 1 1 dimensão externa, desse processo de certificação, que é gerar 1 relação de confiança entre a minha instituição entre o custodiador e o preservador, e aquele que produz e aquele que vai fazer uso dessa informação a gente sabe que, a confiança ela se estabelece na relação, a confiança ela é relacional. A partir de de diversos fatores tanto da instituição que pretende ser vista como confiável, quanto pelo pelo usuário por aquele que utiliza os serviços dessa instituição então, estabelecer essa relação de confiança, é fundamental para que o usuário tenha garantias de que aquele objeto aquele documento aquela informação que ele precisa que ele vai fazer uso, é confiável, é autêntica, tal qual ela foi, quando ela foi produzida, e assim poder fazer uso desse documento, pra fins de evidência, mas torçam de litígio pra fins de prova e poder né querer aí, os seus direitos a sua pesquisa, enfim. Mas existe algumas questões que eu acho que são importantes salientar, e é é 1 questão que eu tenho observado, em várias instituições pelo país e e que eu acho que a câmara é bom exemplo, de como deve ser feito, a gente percebe movimento muito grande de instituições que estão preocupadas com a preservação digital, já falam de repositório, falam até de certificação, mas que não empreendem as ações necessárias pra garantir de preservação dos seus acervos analógicos, porque fenômeno similar ao que acontecia na época da microfilmagem e depois da época da digitalização onde é se você dirigiu os esforços pra ações de pra ações de reformatação em detrimento da preservação do seu AC então é é esse é problema que eu acho que é bastante complicado, e que a meu ver, em algum momento há de ser observado, mas que a Câmara, ao contrário desse cenário apresentado ela tem ações efetivas e muito robustas, tanto na preservação é daquilo que não é digital, quanto na preservação daquilo que é digital e promovendo de fato a preservação do seu acervo independente se ele é digital ou não digital, utilizando as melhores práticas possíveis. E é 1 outra questão que eu acho que também é bastante delicada e que a meu ver em algum momento, deve ser observado no âmbito da certificação e da auditoria é, no contexto de produção, no contexto da gestão de documentos, porque eu também percebo, e eu também acho que a câmara é bom exemplo de como as coisas devem ser feitas de instituições que, estão atrás da preservação digital, de criar repositório, certificações e tudo mais mas que não dão a devida atenção ao contexto de produção, ao contexto da gestão de documentos e a gente nem sabe que, a preservação ela enquanto processo ela se inicia desde a gênese da concepção de sistemas de requisitos definição de formatos metadados até a destinação final e guarda permanente e eu também sei que, a câmara tem nível de maturidade de gestão de documento bastante alto, e consegue de fato promover tanto a essa preservação integral dos seus acertos quanto ter ambiente de gestão de documentos que é confiável, e ambiente de preservação digital, que está em desenvolvimento, mas cada vê já é bastante confiável, e que, com vias de poder no contexto de certificação, é ser certificado. Então acho que na minha fala aqui, traz também a questão da certificação mas acima de tudo observar, que a câmara ela está pra muito além, da questão da preservação digital porque ela tem, ela tem 1 infraestrutura que permite essa preservação integral, e, e também tem ambiente propício de gestão de documentos então eu acho que a no meu ver, esses fatores contribuem diretamente para contexto de preservação digital, mais robusto, mais forte e e com vias de de de se tornar ambiente então, essa é minha fala, eu agradeço aqui mais 1 vez o convite, da câmara e me coloco à disposição, a da mesa e dos convidados, obrigada. Obrigado, Alex.

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