
Alô? Quer ver se lembra? Sim. Nossa, é que é muito bom. Muito bom. Muito obrigada deputada. É 1 alegria, é 1 honra poder estar aqui e na companhia do senhor e de dessas autoridades, né? A Cléo Bom, a Amanda, o José, o Francisco, pessoas que são reconhecidamente lutadores do dia a dia, pela inclusão da pessoa com deficiência. Eu vou fazer 1 breve autodescrição. Sou 1 mulher de meiaidade, cabelo escuro ondulado, na altura do pescoço, eu estou de blusa de manga comprida preta, com broche do símbolo de acessibilidade da ONU, que é círculo com boneco ao meio, com as pernas abertas, eu uso 1 calça preta, sapato vermelho, e 1 cadeira de rodas vermelha. Então, quero aproveitar esse momento pra gente falar sobre a importância de ter dia internacional. A gente já teve dia 20 e de setembro, dia nacional de luta pelos direitos da pessoa com deficiência, o dia escolhido desde 1980 e por conta dos nascimento da primavera, pela primavera de direitos, e o dia 3 de dezembro, né, com 1 luta internacional. Necessário falar que essa data vem desde 92, pela ONU, a definição dessa data como dia de visibilidade do da luta diária das pessoas com deficiência e de quem convive com ela, com as pessoas com deficiência. No mundo se estima 15 por 100 da população tendo a a pelo menos tipo de deficiência. Então significa que mais ou menos bilhão de pessoas no mundo têm deficiência, estão mais localizadas nos territórios mais empobrecidos e vulnerabilizados, aqueles que muitas vezes até promovem e provocam a deficiência. As condições de vida podem levar 1 pessoa a ter deficiência né seja pela violência urbana, violência rural, trabalhos precários. A gente tem aí a né com o advento da uberização muitos jovens que com moto tem que percorrer períodos aí de longos e e com pressa no nosso trânsito e a gente tem então 1 realidade de que não só se nasce com deficiência, mas se por muitos motivos se torna a pessoa com deficiência. Importante falar que há causas que podem ser evitadas, como por exemplo, lembrar num num passado recente, de quando foram, desacreditadas as vacinas. E agora a gente tem aí a retomada da poliomielite. A gente tem o reconhecimento também de que o mito de que a hanseníase já acabou, fez fez com que muitas pessoas não fossem diagnosticadas antes do tempo de se tornar pessoa com deficiência e ter seus membros amputados ou perdidos Então a gente tem muito trabalho pela frente e passa por 1 cultura conversar 1 cultura política de entender a deficiência como dado da realidade não é algo que não é 1 tragédia pessoal não é 1 tragédia familiar maior tragédia é a gente não tem 1 sociedade que respeite a essa diversidade humana e que há possibilidade sim de todos nos desenvolvermos e construirmos com acessibilidade com conhecimento com pesquisa 1 vida melhor e mais digna para todos os indivíduos né inclusive as pessoas com deficiência. Então como eu já disse né 15 por 100 da população mundial aqui no Brasil, a última pesquisa que a gente tem dados é a da de 2022, a pesquisa nacional por amostragem de domicílios, que apresentamos o ano passado junto com o IBGE. E ali apresenta, de novo, muita disparidade, né, na escolaridade e no acesso ao emprego. A gente tem as pessoas com deficiência no Brasil cerca de 5 vezes, 5 vezes maior o índice de analfabetismo em relação às pessoas sem deficiência. Índice muito alto ainda de 19 por 100 da população com deficiência. Nós temos assim essa lacunas no reconhecimento do direito das pessoas com deficiência em todas as políticas públicas e não é de hoje. A gente a gente tem ainda que superar essa cultura que ainda invisibiliza a presença da pessoa com deficiência no espaço público. Eu eu já sei que vou ganhar mais tempinho pra gente conversar seriamente esse assunto muito sério pra gente muito caro e peço licença pra ficar mais uns minutinhos pra dizer o quanto cada de vocês, cada pessoa que nos assiste é fundamental na luta pelos direitos da pessoa com deficiência, o quanto a gente precisa reconhecer que o estado brasileiro, historicamente tem 1 dívida com a população com deficiência. Pronto e agora essa conversa continua e a gente agradece então a essa oportunidade e se coloca à disposição para que a gente consiga avançar com currículos escolares, qualificando o tema da deficiência pela perspectiva de direitos humanos. Não não é só cura ou reabilitação, a deficiência não é doença, ainda há muito estigma sobre as pessoas com deficiência que podem ser resolvidos com formação em direitos humanos, com reconhecimento de que as pessoas com deficiência têm direito a estar em em todo lugar e e cada vez mais estamos. Muito obrigada.
© 2026 O Congresso.
Todos os direitos reservados.