Adriana Nunes Gomes

Adriana Nunes Gomes

Diretora de Relações Institucionais - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma)

Últimos Discursos

03 de dez, 10:32

COMISSÃO DE SAÚDE

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Pra gente é muito importante estar aqui, dizer que nós somos muito favoráveis à valorização dos profissionais que se capacitam, as farmácias entendem que isso é diferencial no mercado, né? E que cabe a cada mesmo fazer essa escolha de de se profissionalizar, e só realmente a gente faz a dimensão ao artigo sexto pra que não sejam todos os profissionais que estão na farmácias obrigados a isso, e sim que seja 1 1 situação diferencial do próprio mercado. Obrigada viu?

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03 de dez, 09:35

COMISSÃO DE SAÚDE

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Deputado Clodoaldo, esse ambiente de debate que as audiências públicas nos trazem é muito rico sempre. Amadurecem o o processo legislativo né? Nos deixa mais confiantes na aprovação das propostas sempre com essa pluralidade de atores como a gente vê aqui, com o contraditório que são essenciais né pra gente fazer bons projetos de lei. E eu agradeço por estar aqui ao nosso Presidente Executivo Sérgio Mena Barreto pela confiança, oportunidade, ao nosso presidente do conselho Marcelo Cansado, cumprimentar a todos aqui na presença do nosso senador Ademir Santana, que tanto nos honra. A AbraFarma é 1 entidade com mais de 30 anos de de existência, nós hoje temos 29 redes associadas, e temos mais de 11000 lojas físicas fora né os canais digitais hoje estão utilizados pela população, e fizemos só no ano passado mais de bilhão de atendimentos. Nós temos mais de 200000 funcionários contratados, então pessoas que que ganham o seu salário, cuidam das suas famílias né, que é o nosso capital humano é o que mais importa nas nossas redes. A gente vê a farmácia cada dia mais como estabelecimento de saúde, como atenção primária à saúde da população, a gente acha que esse primeiro canal pra saúde privada e pública deve ser a farmácia, a gente consegue resolver mais de 80 por 100 dos casos, né, que não poderiam não precisariam estar ali na saúde de na saúde de alta complexidade, que custa muito para o sistema público brasileiro, o SUS, como também para os planos de saúde, hospitais privados. A capilaridade da farmácia, né, a gente está presente em todas as regiões do Brasil, sobra a farm em mais de 1000 municípios, traz pra população essa segurança de ter com quem contar onde contar, de ter farmacêutico ali que vai saber ministrar o seu medicamento, né, dizer como ele funciona no seu corpo, como deve ser utilizado e a gente tem muito orgulho então de trabalhar com todos esses profissionais, com os atendentes né, com os auxiliares das farmácias e o que nos traz aqui hoje é exatamente projeto nesse sentido, que que regulamenta a profissão dos técnicos farmacêuticos. Abrafarmas preocupa muito com a com a profissionalização, a capacitação dos seus funcionários, a gente durante todo o ano faz cursos em várias partes do Brasil, esse ano a gente esteve em Belo Horizonte, aqui mesmo em Brasília com Hold show em Foz do Iguaçu, em Manaus, no Rio, em São Paulo, a gente só só nesse ano formou mais de 5000 profissionais, 45000 ao longo dos últimos 8 anos, percorremos 12 cidades e isso faz com que todas as tendências na área de saúde, todo o tipo de profissionalização necessária, tanto com relação aos medicamentos, aos novos tipos, ao que acontece no nosso corpo, são sempre proferidos, ministrados nesses cursos. A profissionalização é ela traz protagonismo imenso pra farmácia e desse projeto de lei que o deputado Ricardo Silva apresentou, o PL 2 9 meia, ele traz exatamente essas reflexões pra gente, né? Quanto quanto mais o profissional ele ele cuida da sua técnica na farmácia em si, tanto a técnica de venda porque hoje esses auxiliares eles ficam mais na parte administrativa, né? Como entender o porquê dos medicamentos, como eles são utilizados e como eles atuam no organismo é fundamental, né? Então a gente parabeniza pela apresentação do do projeto que é realmente muito importante e que faz, traz requisitos para esses profissionais que estão hoje na farmácia de serem inscritos, né, no Conselho Regional de farmácia, de ter esse diploma de curso técnico, de nível médio, reconhecido pelo MEC, a gente sabe que nesses cursos eles eles aprendem sobre farmacotécnica, né, na questão da manipulação, farmoquímica na questão do como os medicamentos agem no organismo, geralmente duram ano e meio, aprendi sobre técnicas de venda e sobre atendimento ao público, né, que é tão importante esse contato com o público, a farmácia ela é esse esse cantinho, né, especial que a gente cuida não só da doença, né, mas também da cura, também da prevenção e pessoas bons atendentes, né, bons profissionais, bons farmacêuticos são essenciais para que a gente entregue para população bom serviço. As competências desses técnicos hoje farmacêuticos é de auxiliar o farmacêutico, né, e as atribuições vão ser definidas pelo Conselho Federal de farmácia. Nesse ponto a gente considera assim de essencial importância o diálogo, né, com as associações, tanto a PraFarma, AAAA Farmag, né, a CNC, a gente considera que não não conseguimos fazer 1 regulamentação sem escutar todos os lados, né, da proposta. E e também no projeto deixa claro que essas atividades elas são supervisão, né, que esse profissional ele não substitui o farmacêutico, né, o farmacêutico ele é o centro da farmácia, né, ele é profissional que se graduou pra isso, pra cuidar de pessoas, né, né, e e também eles não poderão dispensar medicamentos que é 1 função também do farmacêutico. O que nos traz preocupação com a proposta, estudar sempre é bom, se profissionalizar sempre é bom, todos nós lutamos isso em todas as nossas profissões, mas o que nos traz muita preocupação é o artigo sexto em especial, né, que falam assim que todos os balconistas e demais profissionais que atuem nas farmácias, vai ter esse prazo de 3 3 anos sob penalidade das vigilância sanitárias caso isso não ocorra. Então a gente entende que a constituição federal no seu artigo quinto ali no inciso 13, ele prevê a liberdade de ofício para todas as pessoas, a liberdade de profissão. Então a gente, a Constituição ela consagra essa plena autonomia individual de cada de escolher o seu trabalho, a sua atividade profissional. E a criação de 1 exigência acaba que ela vem às vezes como empecilho, que a gente tem que tomar bastante cuidado no exercício desse ofício, então acaba que contraria a liberdade que a própria constituição não se as guarda, né, nos prevê. Então a pessoa é livre hoje para se candidatar a qualquer vaga na farmácia, né, de atendente, de auxiliar, ela não, a gente não tem 1 reserva de mercado específica pra determinados profissionais a não ser o próprio farmacêutico, e a gente tem que sempre que lutar pros projetos eles serem benefício da sociedade, né, e da economia, do mercado de trabalho. Então, que a gente não crie 1 barreira pra entrada de profissionais no mercado e isso vem da regulamentação que virá dessa lei, que a gente espera né, que todos os setores sejam ouvidos pra gente construir juntos esses caminhos. Obrigado deputado. Eu acho que agradecemos aqui.

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