Amália Cardona Leites

Amália Cardona Leites

Secretária da Coordenação de Inclusão e Acessibilidade - Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica - Sinasefe

Últimos Discursos

03 de dez, 18:51

COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

Transcrição automática

Vou ver as considerações finais, vou só comentar rapidamente 1 das 1 das perguntas, que é sobre a linha de recursos financeiros né, tem 1 pergunta dizendo por que que não existe 1 linha de recursos financeiros para eficiente adequação de ambientes laborais do executivo, autarquias e fundações. E aí a gente, eu gostei dessa pergunta e acho que ela é fundamental porque ela faz a gente falar de novo né, que pra pedir pra gente ter educação de qualidade a gente precisa de dinheiro, né, pra gente ter inclusão, a gente precisa também de dinheiro, a gente cobra a a superação de barreiras atitudinais porque elas são extremamente necessárias, mas não são só essas né, nos vários exemplos aqui que a mesa deu, que por exemplo o servidor que só precisa de lugar pra poder ficar tranquilo, só precisa sair daquele setor, talvez ele possa, talvez a própria gestão concorde, mas aí pode ser que esbarre na situação como vários campos dos institutos federais em cidades de 30000 habitantes, campos extremamente pequenos, campos precários, campos sucateados e aí, né, tudo isso, e aí por mais que a gestão tenha né a o entendimento ou compreensão da necessidade de colocar esse servidor em 1 sala separada, e se não tem estrutura? O que que faz com esse servidor né? Então, de novo, não não basta né só essa superação, essa compreensão essa, ou empatia ou qualquer outra palavra bonita né, a gente precisa concretizar essas políticas públicas e aí precisa também como isso como essa pergunta falou né, por exemplo até de imobiliário até de salas né, de todas essas questões. E aí, e aí pra isso a gente conta também com essa esse forte combate das nossos parlamentares, parlamentares e os parlamentares também, pra gente combater o arcabouço fiscal e esses cortes de gastos que não param de vir né, você vai dormir sexta com né, valor, alguns bilhões você acordou sábado, e já tem mais bilhões ali sendo cortados de educação então assim a gente não tem nem fim de semana. E aí pra pra terminar de verdade, gostei muito e agora pena que já saíram né, a Isabela que é dirigente do Sintrajude, e dizer pra quem está nos ouvindo os servidores e servidores PCD's, vão se sindicalizem, vão, busquem suas direções sindicais, vejam se tem pasta de inclusão, isso é muito importante, né, como também foi falado que é preciso muitas vezes é falta de informação e se, sei que é pesado vocês terem que ser advogar em causa própria, mas na atual situação é isso que nós temos, então a gente precisa que você se mobilize, vocês cobrem de seus sindicatos essa luta que se engajem conjuntamente, pra que a gente consiga pensar em ações, em ações, né, integradas aí nos, nos outros movimentos aí com mais, mais entidades né, além do do SINAZF, do SintraJUDE que que vem essas outras entidades aqui. Agradecer mais 1 vez boa mesa agora estão as minhas companheiras do sindicato e deputada que tinha agradecido mas vou agradecer novamente também quem já foi, quem pode continuar aqui até o final pela e pela oportunidade que nós tivemos obrigada.

Ir para evento
03 de dez, 17:01

COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

Transcrição automática

Boa tarde a todas as pessoas presentes, vou começar fazendo minha, audiodescrição. Eu sou 1 mulher morena de pele clara, cabelo cacheado, uso óculos, cordão que me identifica como pessoa autista. Usa 1 camiseta amarela e 1 camisa jeans. Bem primeiramente, queria agradecer em nome do SinaZF, essa abertura e essa oportunidade que tanto o gabinete da deputada Sâmia quanto da deputada Fernanda Melchiona nos deram, pra podermos discutir aqui esse essa pauta nesse momento que pra nós é histórico, diante de 1 conjuntura que oprime várias categorias de trabalhadores e trabalhadores e algumas continuam ainda muito invisibilizadas e muito mais a gente precisa avançar como é a de pessoas com deficiências. Queria iniciar a minha fala partindo de que as demandas que o sindicato tem, elas vêm de relatos que a nossa base nos traz e que demonstram 1 grande disparidade nas instituições federais de educação que o SNAZF abrange representa, tanto no reconhecimento de diagnósticos quanto de adaptações pra essas às vezes dentro do mesmo IF que em que é muito fácil PCD ter a sua condição reconhecida, em outros precisa buscar o buscar o judiciário muitas vezes não tem condições financeiras pra isso e essas discussões é muito frequente que elas acabem caindo em algo muito individualizante, como se dependesse unicamente de cada PCB resolver o seu problema, porque nós somos vistos como isso, problema a ser resolvido e cada precisa buscar suas soluções. Especialmente quando a gente fala das deficiências invisíveis, né, como o autismo, é dos casos como a gente tem fibromialgia avançando em outros, avançando em alguns estados, ainda não temos legislação nacional por exemplo só pra citar 2. Então acho que a gente vai ter também hoje, e o tempo é bem curto, e a gente vai ter também essa discussão, sei né que a mesa também vai falar sobre o quanto a deficiência e o quanto esse momento também é momento de formação pra nós e pra nossa base né? E talvez pras outras pessoas que estão nos acompanhando pelo Youtube pra entender que a deficiência não é simplesmente CID, né? Não é simplesmente número. Existe a gente tem avançado por 1 compreensão da deficiência como sendo de caráter biopsicossocial, nós temos documentos que estão avançando nisso, porém na prática nas unidades de saúde principalmente dos institutos federais que são aquelas instâncias que vão nenhuma ela está tão avançada quanto ela está em outros espaços. Então nós vamos ter médicos peritos, médicos peritos psiquiatras que vão dizer pra 1 pessoa autista que o que ela tem é mania de perseguição, ou vão dizer que o que ela tem é apenas conflito trabalhista, conflito laboral que deve ser resolvido no âmbito da instituição, ou vão dizer ela que ela não é 1 pessoa com deficiência porque afinal ela não parece, ou porque ela não entrou no serviço público por cotas pra pessoa com deficiência. E todas essas essas situações elas já nos mostram e já é 1 das demandas que nós vemos trazendo bastante demandas né, que é a falta de preparo de capacitação desses próprios médicos e vejo de médicos às vezes da área da saúde mental psiquiatras né, que estão ali nas juntas médicas, eles não têm preparo pra entender as condições de por exemplo autistas principalmente nível de suporte, muitas vezes sequer entendem os direitos que 1 pessoa com deficiência tem, né, e a gente sabe que hoje, institucionalmente, quando você pede essas adaptações ou 1 ou a redução de jornada ou mudar o regime por teletrabalho, é o documento do médico perito que vai determinar se você vai ter acesso àquele direito ou não. Mas aí a gente já coloca 1 questão que é quem é que acompanha a atuação desses servidores públicos dessas servidores que são médicos e médicos peritas? Quem que audita, quem que quem que sabe dos abusos e muitas vezes das violências que esses servidores como nós, que são colegas, que estão correndo no nosso ambiente de trabalho, pra onde você reclama, né, pra quem você, a quem você recorre quando a gente tem, então principalmente você se envolve ou a pessoa com deficiência se envolve nas discussões, ela começa a ter consciência dos seus direitos, ela vai atrás e se depara com profissionais que deveriam ter essa qualificação, essa capacitação, essa compreensão e eles negam né? E bom né, outro outra questão que a gente vai ter, e que não tem como separar né, a deputada falava do arcabouço fiscal, é que 1 das principais demandas de servidores e servidores PCDs é a redução da jornada de trabalho. E aí não tem como nós dissociarmos isso de entender que a probabilidade com o arcabouço fiscal, né, que é o teto de gastos com o nome mais bonito, que no momento enquanto ele seguia existindo, seguir existindo né, seguir existindo, não vai haver nenhum interesse do Estado em dar essa redução de jornada porque vai levantar o problema de quem vai trabalhar, quem vai cumprir as tarefas que aquele servidor vai deixar de cumprir porque a jornada dele está sendo reduzida. Então não existe interesse institucional de dar redução de jornada, nós não temos acesso a como esses médicos peritos nessa, como as juntas médicas são treinadas, orientadas, mas nós sabemos porque nós somos do sindicato que essas coisas estão inter relacionadas e que não dá pra ignorar que elas vão sim afetar na causa das pessoas com deficiência, ou seja, cada vez mais vão haver pessoas com deficiência tendo seus direitos negados porque a a educação pública federal está sendo sucateada, porque a gente tem 1 proposta de se abrir em mais 100 campos de institutos federais, e se não houver servidores suficientes isso vai cair numa carga de trabalho cada vez maior para quem está. E aí pessoas com deficiência que querem reduzir a jornada vão estar cada vez mais distantes, vou corrigir a minha fala, não é que elas queiram reduzir a jornada, elas precisam por causa das suas condições de saúde, vão ter cada vez mais esse direito negado e cada vez mais sendo empurradas pra pra resolver no âmbito judicial, né. E nós estamos aqui porque enquanto sindicato a gente entende que essas soluções precisam ser coletivas, né, a gente precisa da da câmara né, e dos parlamentares todos e todas engajados conosco pra gente conseguir tirar essas legislações que são tão bonitas e que nossos gestores e gestoras podem até falar sobre e nem todos falam, sequer a gente está num momento avançado todos falam muito bem sobre a lei brasileira de inclusão, sequer estamos aí. Mas mesmo aqueles que falam é muito bonito de falar, mas na prática, né, quando chega o momento de se concretizar essa lei da inclusão essas coisas não não acontecem. Então nós tivemos 1 greve né bastante 1 greve bastante histórica no serviço público federal e estamos aí há quase 6 meses esperando porque sequer os acordos foram cumpridos, né, então essas coisas estão entrelaçadas e a gente tem a convicção que elas estão entrelaçadas é que a gente precisa, né, enfrentar elas né, como todo complexo. Outro exemplo também 1 demanda né, nós não estamos servidores e servidores PCIDs, não constam no cadastro inclusão do Ministério de Direitos Humanos, então se você tentar se cadastrar, então onde é que nós estamos? Né, a gente gostaria de saber onde é que a gente está, por quê? Principalmente se você não entrou como PCD, se você se tornou PCD após o ingresso no serviço público, você já tem aí 1 zona cinza muito grande porque ninguém sabe muito bem o que fazer com você no sentido de onde cadastrar você, qual é o sistema, qual é, enfim, não o local. No Ministério de Direitos Humanos o cadastro inclusão ele contempla informações sobre PCDs que recebem BPC ou aposentadoria do INSS, e nós consultamos através do Fala.br, onde servidores e servidoras se encontram e eles não estão aí. E onde é que nós estamos, né? Onde que ou qual é, então isso seria né acho que outra demanda. A gente precisa ter banco de dados unificado e não só unificado mas reconhecido pelo governo, né, pra que nós não precisemos por exemplo, que mães atípicas que pedem redução de jornada tenham que fazer se submeter a 1 violência de cada 6 meses levar os seus filhos neuro atípicos pra dizer que eles ainda são neuro atípicos, como se fosse possível né, ter 1 1 1 condição que mês que vem ela vai se modificar. E pra encerrar a minha fala então, pra encerrar a minha fala é isso né, reforçar esse apelo pra que nós temos legislações avançadas sim, mas a gente precisa ainda de regulamentos pra que essas e leis né, e portarias enfim, a gente precisa de respaldo legal pra que a luta das pessoas com deficiência não seja 1 luta isolada, tocada em escritórios de advogados somente, que seja 1 luta coletiva da sociedade mesmo como todo. Obrigada.

Ir para evento