
Também acho que fazendo eco a a fala da Amália a gente precisa agradecer muito aos mandatos dessas pessoas que são preocupadas né, com a classe trabalhadora, com o serviço público. Então agradecimento especial pra deputada Sâmia, pra Érica que estava aqui agora pouco, pra Fernanda Melchiona, e dizer que o SINAZF está sempre também encampando essas lutas, né, que vocês também podem contar sempre com a nossa base no no apoio a essas questões e essa questão do do orçamento é importante que a gente tenha como este estratégico o a derrubada do arcabouço fiscal porque não é possível fazer educação no país, fazer ciência, fazer tecnologia que é o o que a gente faz no nosso cotidiano, sem dinheiro, né, e enquanto o dinheiro está indo pra dívida pública, né, a gente fica à míngua na educação, na saúde, no transporte, em tudo que é social né, no no BPC, então a a gente precisa enquanto sociedade definir o que que é importante pra gente né, o que que é importante efetivamente pra levar o dinheiro dos impostos que a gente paga, e esse congresso está dizendo que que o que é importante é manutenção dos dos juros e da dívida pública e a gente precisa dizer em alto e bom som que o que é importante é nós, é a classe trabalhadora, é o serviço público de qualidade, é ter dinheiro pra fazer saúde educação ciência tecnologia, soberania nacional, soberania alimentar, então era essa minha contribuição muito obrigada. Muito
Então, é prazer estar aqui com vocês hoje, quero saudar a deputada Sâmia e em nome dela saudar todos os integrantes da mesa, fazer agradecimento especial à deputada Fernanda né, foi quem nos assessorou nessa parte nos deu esses encaminhamentos pra pro contato com a com a Sami então muito obrigada pelo pronto atendimento das nossas demandas né. Então antes de iniciar né o manifesto meu apoio ao deputado Glauber Braga perdão que por sua luta intransigente em defesa da classe trabalhadora tem sido duramente perseguido por essa casa, então o SINAZF está contigo Glauber. Glauber fica. Glauber fica. Nas últimas gestões do SINAZF primeiro encampado pela colega Luiza que fala logo em seguida, e agora por mim e por Amália, a gente está dando passos históricos, né, porque a gente está criando e fortalecendo a pasta da inclusão e diversidade dentro do nosso sindicato. E isso é motivo de orgulho da gente ser dos sindicatos pioneiros a estar com essa temática com cadeira na direção nacional do sindicato. Então hoje a gente tem 2 cadeiras na direção nacional pra discutir a temática da inclusão e acessibilidade. E esse tema nos é muito caro né, eu venho da da educação, o meu lugar de fala é como trabalhadora técnica administrativa do Instituto Federal do IFESUL, e aí minha formação em economia né então eu preciso trabalhar com números né então eu convido vocês a olhar junto comigo alguns números que eu vou trazer aqui, que ilustram 1 realidade que nos é dolorosa né? Então dados divulgados pelo IBGE no terceiro trimestre de 2022, apontam 1 taxa de analfabetismo para as pessoas com deficiência de 19.5 por 100, e entre as pessoas sem deficiência de 4 vírgula ou seja a taxa de PCDs é quase 5 vezes maior do que a taxa de da população geral. Quando a gente vai ver esse, esse aspecto do no ensino médio, a gente vê que apenas 25 por 100 do das e 5 por 100 do das pessoas com deficiência concluem essa, esse nível de ensino, enquanto que na população em geral esse índice é de 57 por 100, né. E aqui a gente não está falando apenas de números, né, eu apresento como estatística, mas elas são, histórias de exclusão, elas são barreiras e desigualdades que afetam a dignidade e o futuro de milhares de pessoas. E, pro por isso pra gente olhar pra inclusão, é olhar pra possibilidade de fazer diferente disso, né, pra que esses números eles não não não se mantenham dessa forma, porque essas pessoas estão excluídas inclusive de fazer concurso público de estar aqui, numa mesa como essa, né? E aí, público de estar aqui, numa mesa como essa, né? E aí então quando a gente fala de inclusão no serviço público, a gente não pode ser apenas na questão do acesso, a gente tem que trabalhar a questão da permanência, trabalhar a questão da qualidade de vida de quem está fazendo a educação, de quem está fazendo o serviço público, de quem está levando o direito pras pessoas efetivamente, né? E aí garantir a inclusão, passa por garantir necessariamente a acessibilidade, né, então é dever da sociedade, dever do estado, dever de cada instituição nossa garantir a acessibilidade EEE acabar com as barreiras que excluem a as pessoas de ter acesso a 1 vida autônoma, segura, plena, né, em todas as em todos os âmbitos da sua vida. E aí pra pra ilustrar algumas barreiras do serviço público né eu trago aqui exemplozinho pra gente pensar, sobre como que cada barreira afeta né a as nossas vidas e o nosso fazer laboral. Então 1 pesquisa realizada pela Big Date Corp, em parceria com o movimento web para todos divulgou em julho desse ano, que apenas 2.92 0.9 por 100 dos sites brasileiros foram aprovados em testes de acessibilidade. Dos sites governamentais, aqueles sites que é onde a gente trabalha os nossos sistemas com quem a gente tem que lidar todo dia, 90 por 100 apresentaram problemas de acessibilidade. E isso é 1 barreira real pra quem tem ou outro tipo de de de deficiência, né, 1 pessoa cega, 1 pessoa com baixa visão, né então, é 1 barreira que impede né muitas vezes, a pessoa de estar acessando esse essa sua ferramenta de trabalho né porque hoje a gente trabalha muitas vezes com sem internet a gente não consegue trabalhar. E aí se a pessoa não consegue ter acesso ao site, ter acesso ao seu sistema de informação como é que ela vai desenvolver o seu trabalho, né? E aí reforçar, né, que não é a deficiência que exclui a pessoa, são as barreiras que são postas nos nossos locais de trabalho, na sociedade, que é o que exclui, né, e quando a gente exclui, a gente está excluindo toda 1 história de vida daquele espaço, né, a gente não está simplesmente excluindo 1 pessoa, a gente está excluindo às vezes 1 família inteira. E aí, trazer, né, que 1 das barreiras que a gente precisa pensar, e, nesse espaço é ambiente rico pra que a gente faça esse diálogo, é a barreira do capacitismo, né? Aí eu trago aqui a Débora Diniz, né, que nos afirma que o capacitismo, assim como a misoginia e o racismo, é 1 forma de discriminação e opressão pela abjeção dos nossos corpos. Então, o o capacitismo ele estrutura as relações da nossa sociedade, do Estado brasileiro, dos nossos sindicatos, das nossas instituições de trabalho, como espaços perversos pra quem precisa acessar e tem essas barreiras impedindo, né? Então o capacitismo, parafraseando a Lélia Gonzales, ele é 1 das dos sintomas da neurose cultural brasileira. E ele alija as pessoas da sua cidadania. E aí a Débora Diniz e a Ivone Gebara, né, falam que o normal ele tem nome predicado que é o patercado racista, né? E aí eu coloco também que é patercado racista e capacitista. E, nessas discussões eu acho que a gente precisa sempre trazer AAAA as que vieram antes né, então junto com a Lélia, chamo aqui pra pra gente pensar também as demais feministas negras que criaram conceito muito importante quando a gente vai fazer a luta em relação ao combate às opressões, que é o conceito da interseccionalidade, porque quando a gente fala 1 pessoa com deficiência, essa pessoa ela tem outros marcadores pra além da sua deficiência. Então ela pode ser 1 mulher, ela pode ser negra, ela pode ser LGBTQIAPini mais, e isso traz outras barreiras de opressões na no trama da sua vida, que precisa ser olhado, porque a nossa luta ela não pode ser em cima da exclusão de outras pessoas de outras camadas né, então a interseccionalidade ela precisa ser olhar também que a gente atente em relação a isso. E aí pra gente pensar né algumas questões que a que essa audiência poderia trabalhar é essas questões físicas né de adaptações do espaço e aí olhando aqui a gente não vê por exemplo piso tátil, né. Então, nas nossas escolas a gente às vezes não vê piso tátil, então, rampas, piso tátil, placas em braile, corrimões, né, que isso seja o nosso novo normal. Formação de servidoras e servidores, então a gente tem colegas que estão com, entrando agora com cotas ou se descobrindo nesses processos com o PCD, e a gente não sabe às vezes como lidar com isso ou com o público né, que nos chega a gente está recebendo bastante alunos PCDs por exemplo e os servidores que estão lá acostumados a tipo de trabalho não tem formação pra trabalhar com esse novo público que exige 1 nova forma de assistir pra que a gente não crie barreiras de convívio, né? Melhorias então nos nossos sites, né, como eu no site elas são muito importantes pra pra gente que trabalha com sistemas com internet e tudo mais. E é isso a inclusão ela não é 1 concisão ela é direito fundamental, e a gente precisa ter espaços de de de inclusão pra que consiga igualdade e dignidade. E por fim manifesto nossa solidariedade ao povo palestino que há mais de 7 décadas resiste ao genocídio. Palestina livre do Rio Omar, obrigada.
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