Paulo Stevanato

Paulo Stevanato

Diretor de Ensino e Residência - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)

Últimos Discursos

03 de dez, 18:25

COMISSÃO DE SAÚDE

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Mais 1 vez agradeço ao honroso convite, é grande prazer estar aqui. A cirurgia oncológica hoje, todo paciente oncológico, cerca de 85 a 90 por 100 dos pacientes oncológico vão passar por algum procedimento cirúrgico ao longo do seu tratamento. Então, nos casos principalmente nos casos mais complexos, quando ele recebe 1 cirurgia de qualidade, o impacto disso é muito maior do que o impacto às vezes de tratamento sistêmico em quimioterapia, com radioterapia, então paciente que ele é muito bem assistida às vezes do ponto de vista cirúrgico, a redução de custo que ele vai ter lá na frente é muito grande, e a robótica ela vem trazendo grandes avanços nesse sentido. Então eu gostaria de parabenizar a todos, e é grande prazer estar aqui, muito obrigado. Muito obrigado doutor Paulo de Sabanato, passo a palavra pras suas considerações finais ao doutor Alessandro Campolina.

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03 de dez, 17:43

COMISSÃO DE SAÚDE

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A todos, meus cumprimentos à mesa diretora, a todos os os parlamentares, agradecimento desse convite honroso pela comissão de saúde, ao deputado José Vitor, doutor Pedro, doutor Carlos Zambelli. É grande prazer estar aqui e poder compartilhar com vocês pouquinho da nossa rotina, tá? Lá na C Camargo câncer center, ou junto da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncogica. Eu não tenho nenhum conflito de interesse com essa com essa apresentação. Quando a gente fala de de robótica, a gente pode falar de robótica na segurança, nas forças armadas, na vigilância. A gente pode falar de robótica na exploração espacial, robótica na agricultura. E por que não na medicina? Como que está o papel da robótica na medicina? Nós sabemos que, na medicina, nós já temos a reabilitação em robótica, nós já temos, a aquisição de de de carga, de força, de adaptação, do ponto de vista funcional. E da parte cirúrgica, o robô chegou pra gente ali olha, essa plataforma da 20 em 99, com o conceito de, de 4 braços, né? Primeira vez que cirurgião opera com 4 braços, né ele manuseia o pé, ele consegue movimentar. Depois 2006, já veio o conceito do 3 d, a gente começou a ter sinal de profundidade. Isso ajuda a preservação de nervo, preservação funcional, e 1 melhor qualidade na cirurgia. Em 2009, a gente tem o dual Console, ou seja, cirurgião, 2 cirurgiões conseguem operar ao mesmo tempo, o paciente, cada com braço por exemplo do robô, ou cirurgião tutorando aquela pessoa que está em formação, então isso ajuda muito na capacitação. Em 2014 a gente tem essa plataforma Xi, que é mais utilizada hoje no país, que é 1 plataforma que nos dá aí maior acesso cavidade e expande pra diversas cirurgias, te dá 1 1 ampla gama de tratamento, é esse avião aí olha. Então a gente começou como robô no Brasil em 2008, com 3 unidades apenas, passando ali em 2008 a gente já tinha esse enxame de robô ali nos Estados Unidos, em 2013 já tinha mais do que o dobro, enquanto que no Brasil, a gente tem cerca de 100 robôs da A20 em 2020, e agora em torno de 134, 135 5 plataformas instalada nos dias atuais. A gente tinha procedimento predominantemente do ponto de vista de urologia, depois cirurgia geral, isso vem aumentando todos os anos, tá? A gente tem 1 fatia no mercado mundial de de robótica em torno de por 100, isso foi evoluindo. De ano de, 2018 pra 2019, houve aquecimento de 44 por 100, já no início de 2020, 90 por 100 das cirurgias previstas pra aquele ano foi realizado no primeiro trimestre, então de maneira exponencial esse crescimento e a plataforma continua crescendo no mundo todo de 1 de em torno de 10 por 100 ao ano em todos os continentes né? EA0 número de cirurgia ela só vem aumentando em todos os anos e agora, a gente tem ali não predomínio só de cirurgia urológica, mas também de cirurgia geral, cirurgia ecológico, cirurgia coloproctológica, cirurgia oncológica no geral, principalmente. A gente tem 1 fatia agora de ponto por 100, de todo o mercado mundial. E o treinamento de cirurgia robótica? Qual que é o problema? Quem que está pronto a pilotar agora essa nave, né essa, então foi constituída pela AMB ali em 2019 né, as formas de se treinar profissional a ter a capacidade hoje de realizar 1 cirurgia de qualidade, 1 cirurgia robótica, de maneira, com todos os outros passos né? Então o primeiro ponto é a avaliação de base, a gente tem ali o estudo na medicina, os princípios cirúrgicos né, os conhecimentos e habilidades em laparoscopia, tem que ter motivação, possibilidade e dedicação daquela pessoa né, dentre outros, aí ele parte para 1 base teórica, o próprio site da empresa no mundo todo te dá treinamento teórico muito bom e acessível amplo pra todos, mas existe diversas plataformas de ensino e informação, e conteúdo digital que dá esse conteúdo com facilidade pra todo mundo nesse tipo de treinamento. Depois a gente passa 1 fase de observação, né da cirurgia pra acompanhar os casos, entender a dinâmica de 1 sala cirúrgica, acompanhamento daquela rotina, daquele programa, você está vendo ali na imagem ali olha, 2 consoles provavelmente está operando e o outro supervisor está acompanhando ali ao mesmo tempo, a tela é de touch screen, você consegue ser mais intuitiva, depois você passa por 1 parte de simulação, essa simulação é importante que você tenha pelo menos 30 horas de simulador olha, tem vários tipos de simulador como foi comentado pelo Felipe, simula várias cirurgias desde o início final, você aprende que tem os 7 graus de liberdade, a movimentação que você vai fazer lá dentro, ele vai reproduzir. A visão 2 d duma vídeo basicamente seria essa em analogia, enquanto que o robô seria essa visão aqui, a visão em 3 d, 1 visão em profundidade né, te facilita aí o procedimento. Você pode ter o laboratório com o próprio robô ali olha, está operando ali 1 peça ali de silicone por exemplo, para o treinamento, ou então, em laboratório também com modelos animais também, mas só o próprio simulador por si só já te dá, bom ensino do ponto de vista de prática né? Depois você parte pra realização procedimentos, como que realiza o procedimento? O médico não vai realizar o procedimento por inteiro, ele começa por partes, faz pedacinho ali, e com isso ele vai realizando até que ter condições de realizar 1 cirurgia completa. Ao final de 10 procedimentos realizados, você tem ali 1 certificação que você está apto a operar o sistema de maneira sozinha, como 1 outra equipe sem supervisão. Curva de aprendizagem do robô era muito rápida, o que quer dizer isso? Por exemplo, câncer colorretal, câncer de reto por videolaparoscopia, eu preciso operar de 60 a 80 pacientes pra ser considerado médico experiente, da PECRA. Robô, de 18 a 22 casos vai te dar isso, tá? Então isso facilita muito, e com o tempo você vai adquirindo cada vez mais essa essa habilidade e ganho de tempo também. Ergonomia pros profissionais de trabalho, veja só trabalhar com videolaparoscopia ao longo de 20 anos isso vai trazer problema, com certeza do ponto de vista funcional, dores cervicais, problemas articulares, e a robótica conforto se operando ali a está operando e o outro acompanhando o supervisor, tá? No início, as posições, né? Certamente eu saio de 1 cirurgia robótica, pronto pra fazer outra cirurgia robótica, 2 ou 3 no mesmo dia. Só faço 1 cirurgia videolaparoscópica extensa, a gente sai às vezes bem esgotado, cansado, então, o rendimento é muito diferente nesse sentido. E aqui só pra vocês terem 1 ideia da tecnologia que a gente tem chegando, é isso daí, como ficar de fora. Único portal, outros braços para se trabalhar, em apenas 1 incisão, cirurgias indoluminais. Com qualidade destreza.

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