Samuel de Albuquerque Carvalho

Samuel de Albuquerque Carvalho

Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável - Condraf

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04 de dez, 11:08

CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

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Todas, todos, todos. Bom, primeiro na verdade tem aqui na mesa a Elizete que é minha conselheira do contraste lá representando a Civil nem devia estar aqui né? Está mais do que representado pela Elizete. Mas né? Chamaram a gente pra pra vim aqui e eu eu faço 1 brincadeira de vez com ela no CONDRAF né? No quem é do quem vem da do povo das igreja aqui a gente fala que não se pode servir a 2 senhores né? Mas o meu, a minha vida é muito difícil, né? E eu eu brinco que lá eu tenho que servir a 2 senhores, que eu tenho 2 chefes, tenho o meu chefe que é o ministro, mas eu tenho meu chefe que é meus conselheiros da sociedade civil, né? Então eu fico ali, né? Tem que se sambar e se samba. Então eu vou vestir aqui minha roupinha de chefe do de de subordinado da sociedade civil pra pra trazer pouco da da contribuição aqui do CONDRAF pra esse nosso debate. Porque eu acho que de fato a gente tem desafio muito duro diante de 1 conjuntura dramática que exige a gente pensar todas as nossas frentes de ação né? E esses espaços de articulação da cidade civil com com o governo são estratégicos pra isso. E nós nós estamos tendo dificuldade de usar eles de forma estratégica. Nós retomamos governo, que tem como como princípio né, com o modo método de governo, a participação social, mas os espaços de participação social estão tendo muito pouca efetividade de voz e condição né de de de de, construir a agenda política do governo. Então, hoje à tarde vamos ter 1 conversa interconselhos aqui né? Que é esforço que eu acho que vários desses nossos conselhos nacionais estão fazendo e tem tido algum sucesso. Acho que nós tivemos sucesso enorme com o Planapo e com o PRONAR a parcialmente lá com o presidente Lula fruto dessa articulação e então a gente tem que né seguir nessa estratégia. E aí falando então aqui com o CONGRAF eu acho que assim, essa conjuntura é dramática por vários motivos. Primeiro deles é que nossa situação, dentro do governo não está nem pouco fácil né, nós estamos, primeiro todo mundo sabe, não não se vê pra ninguém, que é governo de coalizão, governo que abriga interesses diversos, e essa nossa pauta aqui dentro do governo, ela está longe de ser 1 pauta consensual, muito antes pelo contrário, como se diz por aí né? Além de ter governo que tem o orçamento sequestrado pelo pelo pelo congresso, então tem muito pouca autonomia pra definir as suas prioridades em termos de aplicação de recurso. E, vamos falar mais sincero ainda, dentro do campo político progressista dentro dessa dessa coalizão de governo, essa pauta da agroecologia e da e do enfrentamento ao ao agrotóxico, a redução dos agrotóxicos, também não é 1 pauta consensual, nem no nosso campo. Pelo menos não enquanto prioridade, Né? Muita gente dentro do nosso campo, dentro do governo não acha que isso é a prioridade pra pra pra enfrentar nesse momento. Então é é drama complexo que a gente tem que enfrentar. Por outro lado, no congresso a situação é pior ainda, aí no congresso nós temos congresso abertamente contrário a essa agenda, congresso abertamente pró veneno, pró fortalecimento do do do estratégia de desenvolvimento baseada na na exportação de produtos pelo agronegócio. Então ali o campo ainda mais difícil, mas temos né aliados valorosos estão aqui nossos parlamentares estão aqui participando dessa iniciativa aqui, nós temos nosso núcleo agrário do do do PT na câmara, temos várias frentes aonde nós temos espaços de disputa importantes e acho que nós estamos aqui hoje pouco pra pra tentar encontrar formas de de diálogo que que nos fortaleçam dentro do congresso. E por e por terceiro elemento que eu acho que também é dramático, e nós temos que reconhecer isso, é na sociedade. Na sociedade nós estamos com dificuldade de colocar a nossa pauta na boca do povo. E aí, temos, dificuldade de colocar isso enquanto governo, enquanto partido, enquanto, mas também enquanto movimento social e como enquanto sociedade civil. Eu acho que, a gente viveu momento recente, onde a gente conseguiu trazer a pauta da agroecologia, do enfrentamento da da do do veneno, do agrotóxico na sociedade, que chegou a aumento alto, teve alguns anos atrás, alguns bons anos atrás, vocês vão lembrar que a gente tinha escola de samba que fazia o tema da escola de samba, né? Denunciando o agronegócio, o agrotóxico, o agronegócio viu que isso era muito perigoso, respondeu com força, fez essa campanha do que já tem aí uns 15 ano, acho 10 ano, que está tomando a pauta. Ao ponto de que hoje, a sociedade brasileira, elas não enxergam, 00A agricultura, o a produção de alimentos, a produção, o rural, na verdade, como o nosso povo, como a agricultura familiar, como o Campesinato, como os povos do campus das das águas. Como a sociedade brasileira hoje, quando você fala do rural, eles veem o rapaz do chapeuzinho lá, 000 sertanejo universitário, o agropop, o agrotech, é isso que essa que é a imagem que eu que a sociedade brasileira hoje tem do do rural. Então essa é 1 disputa que a gente tem que fazer na sociedade. Tem 1 1 negócio que eu estava até conversando ontem com o pessoal, recentemente teve show do Caetano e da Maria Bethânia aqui em aqui em Brasília, e teve momento do show que o Caetano fez negócio e deixou todo mundo meio de boca aberta, ele falou vou fazer cantar 1 música agora que fala sobre o fenômeno das igrejas evangélicas no Brasil. E aí ele vem e me canta 1 música gospel. E muita gente ficou indignado aquilo. Como que Caetano está homenageando né? Justamente né? 1 agenda né? Pra não entrar muito na na polêmica, mas quer que é é conta tudo que a gente defende e tal. E aí acho que as pessoas não estão entendendo na verdade que o Caetano vai te dar 1 mensagem importante, que é assim, se a gente não voltar a se comunicar, a se relacionar com a parte da sociedade que que que não tem interesse do nosso na nossa pauta, a gente não vai conseguir enfrentar esse debate na sociedade. Então nós estamos tendo dificuldade muito grande de levar a nossa discussão pra dentro da sociedade. Então, e aí pra tentar fechar aqui pouco encerrar e dar sentido entre 2 que eu estou falando, eu acho que a gente tem que pensar 1 estratégia que consiga, fortalecer 1 construção de 1 agenda política, 1 narrativa política do rural, né? Que nós que nós imaginamos da cultura familiar, produz alimento saudável, sem veneno, mas de enfrentamento a esse projeto agroexportador que é do projeto do veneno que é o projeto do agrotóxico, no governo, no congresso e na sociedade. Então não dá pra gente pensar 1 linha de ação, não dá pra gente identificar problema só num deles, não é só no problema não é só o governo, o problema não é só o parlamento e o problema não é só não é só a sociedade. Então a gente tem que construir, acho que nossa nossa tarefa aqui, né? Com a nossa bancada, com nossos, né? Aliados aqui, Paulo João, Nilton Tato, Bom Gás está aqui também, enfim, dentro do congresso, fortalecer as nossas iniciativas. E aí falando enquanto com o DRAF, enquanto conselho que tem essa tarefa de diálogo dentro do governo com a sociedade civil, a gente tem que que que que priorizar algumas pautas de enfrentamento dentro do governo, fortalecer nossa capacidade de agenda, incidência sobre o centro do governo, sobre o presidente Lula, como a gente conseguiu fazer ali com o PRONRA, com com com o PNAPO. E estabelecer 1 agenda pro pro pro longo desses últimos 2 anos que nós temos pela frente pra conseguir trazer o centro do governo. O nossos o nossos deputados, os nossos parlamentares tem que fazer esse esforço de colocar na pauta das nossas bancadas essa essa agenda como 1 agenda prioritária desse governo. Porque senão a gente vai se afogar nessa história. Vamos vamos continuar né? Adiando esse pronário indefinidamente porque se não se não se o se a gente não conseguir botar isso na na cabeça do centro do governo que essa é 1 pauta estratégica pra gente enfrentar nesses próximos 2 anos a gente não a gente não vai só nessas tratativas aqui e ali conseguir. Então precisamos botar isso na no centro do governo. A gente tem né lá no contrato agora 1 tarefa bastante difícil. A gente tem trazido também puxado ACENAP, o CONSEA pra pensar com a gente que é o processo de conferência nacional de desenvolvimento rural sustentável e solidário que nós vamos fazer a partir do ano que vem. E padre João vamos precisar de vocês inclusive né? Vamos ser mais aí a disputar o pires aí porque vamos precisar de recurso nós estamos sem dinheiro pra fazer conferência não quero disputar com as com as com os com o pires da das políticas mas nós vamos precisar de apoio pra fazer. Mas eu vejo como momento estratégico da gente também fazer esse diálogo governo, parlamento e sociedade. É processo que a gente vai pros municípios, pros territórios, pros estados pra discutir o que que a gente entende como desenvolvimento rural, mas também o que que a gente tem de como 1 agenda prioritária pra mudar A0A0A forma de enfrentar inclusive as as agendas que hoje estão na na na ordem do dia que é a emergência climática, a insegurança alimentar. Então nessa nesse processo conferência a gente está desenhando 1 conferência que vai começar como conferência temática discutindo transição agroecológica e emergência climática e vai terminar em outubro essa nossa nossa proposta no dia medida da alimentação discutindo em segurança alimentar. Então a gente quer trazer a Cenapo, o CONSEG já fez a conferência ano passado mas que está acho que é o conselho que mais tem acesso ao presidente Lula hoje, que mais é ouvido pelo centro de governo, mas nós precisamos do do do Consea e desse desse conjunto de conselhos que estão nessa discussão com a gente. E também do dos nossos, parlamentares aqui dentro do da da câmara, do senado, pra poder, aproveitar esse momento, esse processo de conferência, pra pautar dentro dos no centro de governo a o debate da agroecologia, da soberania alimentar, a partir da da necessidade de fortalecer a cultura familiar, e outro modo de produção de alimentos nesse país.

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