Luciana Sardinha

Luciana Sardinha

Diretora Adjunta de Doenças Crônicas Não Transmissíveis - Vital Strategies Brasil

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04 de dez, 09:46

COMISSÃO DE SAÚDE

Transcrição automática

A deputada Ana Paula sua equipe que nos ajudou, está aqui também o Filipe da Frente Parlamentar de Saúde Mental que tem nos apoiado e tem nos acompanhado pra que a gente pudesse hoje estar aqui apresentando então o painel de promoção de saúde mental infantojuvenil. Ela é 1 ferramenta na verdade que vai avaliar aqueles espaços aqueles territórios seja bairro seja município seja estado onde tem 1 1 perspectiva de 1 melhor promoção da saúde mental. Vocês sabiam que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, nós temos já 19000000 de pessoas diagnosticadas, nós somos o quinto país com mais diagnóstico de depressão, já somos 11.5 milhões de pessoas diagnosticadas. As nós, acho que eu pulei e as nossas crianças e adolescentes eles estão adoecendo a gente observou muito isso no pós pandemia e a gente tem muita coisa que tem saído na mídia como a saiu na Folha de São Paulo 1 matéria enorme que falava que os registros de ansiedade entre crianças e jovens superaram os de adultos pela primeira vez, daqueles que se chegaram ao CAPES, a RappiES, né, a Rede de Atenção Picossocial, mas principalmente aos CAPES nos no Brasil, e já superou esse número de diagnóstico. 1 outra matéria fala que o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 24 anos. Então, esse trabalho todo é pra prevenir, promover saúde prevenir adoecimento mental mais 1 outra matéria que falou da frequência de transtornos mentais que ela dobra né bem na no período da infância A gente tem as condições de saúde mental, 50 por 100 delas acontecem até os 14 anos. 75 por 100 dos transtornos mentais acontecem até os 24 anos. No Brasil, estimase de 10 a 20 por 100 da população infantojuvenil já apresenta esse transtorno mental e desses 3 a 4 precisariam de tratamento intensivo. O que que isso acomete? Qual é o problema da do adoecimento mental? Ele interfere tanto na qualidade de vida do indivíduo, da criança, do adolescente, quanto no seu desempenho escolar que vai refletir mais à frente na sua performance no trabalho, na sua entrada no mercado de trabalho, e aí nós estamos falando de bemestar social, nós estamos falando inclusive de economia do país, porque nós temos pessoas que vão ficar adoecidas e podem ter 1 produção menor, podem nem chegar ao mercado de trabalho. Então, nós trabalhamos com 4 pilares, a transversalidade. A saúde mental, ela é, são vivências das pessoas, da sociedade, mas nós precisamos de políticas públicas que sejam possíveis, acessíveis, para que favoreçam o ambiente escolar do lugar onde mora, o ambiente da questão da assistência social, para que essas pessoas possam fazer escolhas mais saudáveis para que tenha 1 saúde melhor, 1 saúde mental melhor. A intersetorialidades, já que a saúde mental ela é transversal, ela mexe em tantas áreas da vida, então a gente só consegue resolver de 1 forma intersetorial. A saúde vai pagar a conta ao final do adoecimento, mas a gente pode estar junto com a educação, com a saúde, com a segurança pública, com a assistência social, com a a questão urbana da cidade, pra que a gente junto possa oferecer territórios com melhor qualidade para a saúde mental. E 1 perspectiva da promoção da saúde, prevenir custa muito mais barato com muitas aspas do que recuperar, do que curar. Então nós estamos aqui mudando de paradigma, a gente quer investir na qualidade de vida pra que a gente não tenha mais tarde o adoecimento mental das crianças e adolescentes. Evidências baseadas em dados intersetorials, intersetoriais, que é o nosso trabalho aqui, vai ajudar a definir prioridades né, num território, se eu vou investir mais na área de educação ou na área de saúde. Vai apoiar os gestores no desenvolvimento de novas ações e projetos e as ações intersetoriais elas vão pra além do poder público. A gente pode ter apoio da sociedade civil, da academia, pra poder oferecer as melhores lugares. E aí aqui a gente chega no painel, onde nós sintetizamos 29 indicadores, nós temos esses dados públicos, todos os as bases de dados são públicas, sistema de mortalidade, sistema de nascidos vivos, o CAD único da assistência social, sistema da segurança pública, entre tantos outros. Nós trabalhamos pra pra todas as UFs, nós temos dados de todas as 27 UFs, dos 5600 municípios, trabalhamos dados por de 4 anos de 19 a 22 para que a gente pegasse ano antes da pandemia para ver o impacto da pandemia e nós chegamos e em 4 nós chegamos em 5 domínios de saúde mental cada desses domínios acessos uso de demanda e serviços de saúde eventos estressantes sócio demográfico morbidade em saúde relações sociais positivas ele carrega indicadores e temas que são afeitos a esses domínios. Então a partir deles nós avaliamos a o território. Fizemos 1 revisão de literatura, o que se usava para acompanhar a saúde mental, chegamos em 222 indicadores. Desses indicadores nós tínhamos aí a a 1 seleção como é que nós vamos selecionar, eles tinham que ser dado público, acessível nos anos que a gente estava estudando, e nós chegamos aí então essa lista, tá pequenininho, mas vocês têm acesso aí na mesa né, de livreto, de quais são os indicadores. Eu vou dar apenas exemplo aqui de como nós escolhemos os indicadores, se eles eram diretos, falavam diretamente saúde mental, como número de CAPS, ou como vacina. Cobertura vacinal BCG é 1 vacina que a criança toma nos primeiros 30 dias de vida. Por que que a gente colocou BCG que não tem nenhuma relação direta com saúde mental? Porque a gente queria saber aqui se essa criança ao nascer ela já teve acesso ao serviço de saúde e depois nós temos a cobertura vacinal por poliomielite que é nos 5 primeiros anos de vida, são 4 doses, é o Zé Gotinha. Então a gente quer saber se ele entrou no sistema de saúde, se ele está sendo acompanhado nos 5 anos, então é proxy pra gente saber se a assistência da saúde está acompanhando aquele indivíduo. E aqui vários outros indicadores. Fizemos painel de especialistas muitos estão aqui foram convidados, pra que tivesse olhar da saúde mental, se fazia sentido, se ao mudar indicador desse ele realmente vai mudar a saúde mental, território naquele ambiente. E após isso construímos o índice que ele vai número de 0 a 100. Quanto mais próximo de 100, melhor tá esse território. Quanto mais perto do 0, pior está. Aqui a gente tem então o primeiro resultado pra Brasil. Aqui a gente observa, lá em cima, no Pará, 2 bolinhas verdes, então a gente observa que o Pará ele se mantém a mesma corzinha clara, mas ele melhora em 2022. Outro exemplo, o Amapá. O Amapá o contrário, ele piora, ele tá melhorzinho, mas azul mais escurinho e ele fica clarinho. E mais exemplo ali que nós temos, que vai, que fica, se mantém ao longo dos 4 anos. Então são esse tipo de informação que a gente tem. Aqui é 1 tela que a gente tem ao entrar no painel nós temos, podemos pedir pro Brasil olhar pelos estados, então nesse. Ah, é aqui 1 luzinha, não tem. Essa é a gente tem o mapa então para o Brasil para o índice saúde mental mas aqui embaixo nós temos 5 colunas que são os domínios como eu comentei com vocês então a gente pode olhar e já observar qual é o domínio que tem mais sensibilidade que o gestor pode começar a atuar a gente pode mostra para gente quais os indicadores compõem esse domínio então se eu tenho 2 territórios e eu sou gestor eu posso olhar aqui e observar a taxa de cobertura do Cap está 0.5 qual seria a média Brasil poderia comparar e ver como é que tá a situação daquela cidade e aqui só exercício a gente pegou nessas 3 primeiras colunas equivalem a 3 cidades a cidade ABEC elas praticamente têm o mesmo valor 55 mas quando a gente olha por domínio Olha a diferença olha para morbidade em saúde nós temos de 37 a 57 então não necessariamente cidades que tem o índice de saúde mental igual tem os seus domínios também da mesma forma, eles podem variar. É aí a grande expertise desse material, você vai poder direcionar exatamente para necessidade do território. Aqui a gente pode olhar e observar para estado, aqui a gente colocou Minas Gerais e Belo Horizonte. Então você sempre vai poder comparar o estado. Vai sempre poder comparar o estado como ele está em relação à capital e ao Brasil e da mesma forma nas coloninhas abaixo né os domínios Então isso é 1 outra ou oportunidade de olhar Da mesma forma a gente vai poder entrar vendo que ali naquele primeiros, as primeiras 3 colunas né, que é o domínio de acesso ao serviço. A gente observa que Belo Horizonte está muito abaixo dos 2 primeiros, Brasil e Minas Gerais. Então podemos abrir a caixinha e ver quais são esses indicadores que trouxeram esse problema é mas nós temos algumas limitações quais são nós temos muita dificuldade com a qualidade das informações dos bancos públicos no Brasil das bases de dado pública então nós temos muito 0 mas a gente não sabe se é 0 porque não tem a ocorrência ou se é 0 porque simplesmente não foi anotado. Então nós vamos agora trabalhar muito em cima, em regiões mais específicas, em cidades, pra ver onde que tá esse esses essas qualidades que a gente precisa melhorar dentro das bases de dados então melhorar a subnotificação hoje o sistema de mortalidade já melhorou muito em questão de subnotificação mas nós temos outros que carecem de melhora e eu vou dar último exemplo aqui que é 1 taxa de notificação de trabalho infantil nós encontramos informação de 500 municípios falando sobre isso é será que os outros 5.100 municípios do Brasil não tem trabalho escravo a gente não sabe dizer não sabe se foi subnotificação não sabe se realmente não registrou então mas esses 500 eu tenho certeza que tem porque eles notificaram consistentemente pelos 4 anos que a gente avaliou então mesmo tendo 5.100 municípios com 0 a gente optou em colocar aqui o trabalho infantil porque é algo sério, é algo que interfere diretamente na saúde mental infantojuvenil, então nós mantivemos aqui. Então agora o que a gente precisa pros gestores estarem sempre trabalhando e promovendo a melhoria da qualidade dos nossas bases de dados nacionais. Sobre iniquidades em em saúde, iniquidades raciais especificamente, nós olhamos todos os bancos de dados, nós queríamos 1 tela, 1 parte do do mapa, mostrando sobre raça cor, qual é a diferença né das acessibilidade, dos de todos os itens que a gente vem avaliando. Apenas 15, apenas 14 bases de dados tinham a informação de sim ou não para raça cor, as demais não tinham informação. Então a gente precisa trabalhar do ponto de vista de melhorar, aprimorar esse processo e análise de dados pra que a gente possa ver também essa questão da saúde. A saúde, ela é mais que 1 escolha individual, as políticas públicas precisam criar ambiente favorável pra essas escolhas. Então o nosso convite agora aos municípios, ao Distrito Federal, aos estados, pra usar essa ferramenta que tem como objetivo promover a saúde mental da população brasileira. Vamos juntos? Então ela está aí disponível, a gente deixou aí QR para que vocês possam olhar estamos à disposição para poder levar para os estados para os municípios capacitar para que possa ser usado e o que a gente quer com isso é a melhoria da qualidade de vida das pessoas muito obrigada Obrigada, Luciana.

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