Giovano Palma

Giovano Palma

Superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da (ANAC) Representante do Departamento Aeroportuário do Governo do Estado do Rio Grande do Sul - Superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da ANAC

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04 de dez, 15:12

COMISSÃO EXTERNA SOBRE DANOS CAUSADOS PELAS ENCHENTES NO RIO GRANDE DO SUL

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Enquanto isso, enquanto a gente vai passando primeiro agradecer o convite, deputado EEA oportunidade de estar aqui dividindo com vocês a a mesa né, e e reforçar primeiro a nossa solidariedade com com todo o povo gaúcho, em nome da agência e como gaúcho que também sou, e reafirmar o compromisso pro restabelecimento das operações no Salgado Filho, enfim, e no Rio Grande do Sul. E dessa enchente sem precedentes como foi colocado que gerou 1 crise sem precedentes, que demandaram soluções normais triviais, mas também soluções inovadoras, soluções que nós não tínhamos testado mesmo no período da da pandemia. E pra isso eu trouxe aqui pouco apanhado geral 1 linha do tempo, que ela visa demonstrar pouco dessas dessas ações e por final, fazer 1 1 provocação aqui, pra gente aqui. Passou pouquinho demais aqui, acho que é o. Eu acho que. Ah agora sim. Está passando lá né? Pode passar aqui ou não? Desculpa posso posso seguir? Ok, obrigado então, seguindo aqui dia 3 fatídico dia 3 de maio, aeroporto fechado, e já naquele dia a ANAC autoriza que aeronaves privadas agrícolas táxi aéreo, aeroclubes e centros de instrução a utilizarem para voos de de ajuda humanitária então no no mesmo dia que nós fechamos o aeroporto, já começamos com as primeiras ações e na sequência, já abrimos também foi criada a malha essencial que que trabalhou aí tanto com, tanto com Santa Catarina quanto com com o Rio Grande do Sul, e eu vou passar pra ali porque daqui não está, não está passando né? 116 voos como, como eu comentava, e, e na sequência também, nós já fomos aprimorando, na sequência da malha mínima, trouxemos também o lançamento de carga, isso não tinha sido utilizado ainda essa permissão de lançar carga por aviões privados, e também isenção de tarifas pra que essas pessoas esses proprietários de aeronaves que estavam utilizando suas aeronaves não tivessem a cobrança. Foi feito 1 proibição também, 1 medida cautelatória de de proibição de vendas de passagens naquele momento porque continuava ainda a venda da das passagens, e determinado em conjunto com com com os órgãos de defesa do consumidor, que fosse feito o reembolso daquelas passagem e fosse dado prioridade no atendimento para aqueles que tinham o voos. E na sequência já no dia 14 ou seja, 11 dias depois do fechamento nós começamos as primeiras tratativas, com a base aérea de Canoas, com as companhias aéreas, com a Frapore, com o governo federal estadual, pra utilização da base aérea de Canoas para operações comerciais civis. Então e na na sequência então, o que que se foi fazendo enquanto isso enquanto se trabalhava para essa reabertura? O objetivo foi retirar os passageiros e funcionários do aeroporto tinham muitos funcionários passageiros inclusive internacionais menores lá no no aeroporto, preservar também o aeroporto pra que já pensando numa retomada se tivesse, alguns equipamentos críticos disponíveis pra 1 retomada, foi colocado heliponto sobre 00A garagem o edifício garagem pra permitir o acesso, a manutenção também foi liberado 1 autorização pras pras empresas de manutenção operarem fora do sítio do sítio aeroportuário. Enquanto isso, várias reuniões sendo feitas com todo o setor, e e aqui vai o reconhecimento né, da proatividade da colaboração de todos, pra que as operações efetivamente começassem, no mês de maio. E no dia 20 de maio nós tivemos a publicação que autorizou o início das operações na base aérea civil de de Canoas então foi grande marco como foi passado, nunca antes tinha sido utilizada a base aérea para operações civis. E na sequência no dia 27 de maio, essa é 1 imagem muito significativa tivemos o primeiro voo, começando com 5 movimentos por dia, isso representava aí, o Salgado Filho tinha quase 35 movimentos por dia, e a gente estava com 5 movimentos por dia né? Então quase, o que tinha numa semana a gente estava só num dia né? E também o embarque como foi colocado pela Julia utilizando o shopping. Na sequência foram feitas outras outras tratativas né então as os próximas companhias começaram a operar, e o que que nós fizemos de de junho e outubro? A operação da base aérea é 1 operação bastante restrita, levava 2 horas pra fazer a operação lá com com com a aeronave. Por quê? Por diversas, diferenças na operação que se tinha lá. 1 delas era porque, só se operava diurno, depois a gente conseguiu ampliar a operação noturna. Tudo isso foi muito coordenado, muito discutido pra que a segurança das operações fosse garantida e também interesse público fosse preservado. E com isso foi, depois viabilizando o abastecimento no início as aeronaves não tinham como abastecer na Base Aérea de Canoas, então, depois de muita, de muita coordenação se conseguiu o abastecimento, foi feito também a pedido o translado das aeronaves que estavam no Salgado Filho, aquelas aeronaves da aviação geral que estavam lá ainda, então foi foi possível fazer 1 liberação parcial da pista, essa retirada dessas aeronaves mais de 50 aeronaves, depois foi possível já ter cargas né sendo transportadas, tudo isso pra quê? Pra melhorar a acessibilidade, pra transportar medicamentos, pra transportar pessoas que pudessem ajudar na reconstrução do estado. E na sequência começou o quê? À medida que foi diminuindo a água você começou já os ensaios principalmente na pista de pose e decolagem, já pensando na na reconstrução. E também, na sequência que a Frapore conseguiu liberar o terminal de passageiro, foi migrado então o embarque do terminal de do do shopping pro terminal de passageiros. E aí, se iniciaram as obras, e teve também, como a Julia já colocou né a medida cautelar emergencial que garantiu o recurso aí pra pra toda a reconstrução. E aí, 20 e de outubro, outro grande marco, encerra as operações na base aérea de Canoas, quem já estendo aqui o agradecimento ao comandante Romanelli e à força aérea brasileira, por todo todo o apoio e toda toda a dedicação, e reinicia as operações de forma parcial no aeroporto Salgado Filho. Pois bem, e a expectativa 16 de dezembro retomarmos a operação full no aeroporto de Porto Alegre com toda a pista a pista recuperada. E aí o que que vem? O que que eu trago aqui pra essa pra essa mesa? Eu acho que é pouco aqui 1 reflexão, de quais foram qual que é o caminho pra luz qual que é o caminho aí pra pra céu de brigadeiro? Quais são as lições aprendidas e o que que a gente pode fazer melhor, e o que que a gente pode fazer diferente também, pra que se acontecer de novo, a gente esteja melhor preparado. E aí, trazendo aqui pouco, essa questão de mudanças climáticas, eventos climáticos, se a gente pegar fazer recorte aqui só pros aeroportos. Em abril, tinha acontecido alagamento do aeroporto de Dubai. Em maio alagamento de Porto Alegre, e agora em outubro alagamento do aeroporto de Barcelona. O que que significa? Quem os efeitos climáticos atuam de forma global. E o que que a gente pode fazer? Nós temos a a organização da aviação civil internacional, e teve evento agora esse ano, e e nós propusemos né paper lá, e ele foi acatado, foi aceito, e qual que é a recomendação da da dessa organização da aviação civil internacional pra todos os estados? Pra que considere as mudanças climáticas no planejamento das infraestruturas aeroportuárias. Isso é suficiente? Não não é não é suficiente, eu acho que a gente tem que buscar enxergar muitas vezes aí no meu entendimento de 1 forma mais local, acho que os os aeroportos precisam fazer 1 avaliação de risco contemplando as mudanças climáticas, identificando vulnerabilidades avaliando aquilo que precisa ser feito, redefinindo muitas vezes protocolos protocolos de preservação de infraestruturas críticas, e também protocolos de retirada por exemplo das pessoas que estão lá, não só os passageiros como também todos os funcionários as as pessoas que estão que estão lá. Diria também, precisamos treinar, precisamos treinar mais eventos significativos como esse. Precisamos estar preparados, definir protocolos, pra que possamos ter 1 resposta mais imediata, mais rápida, quando novo evento seja esse ou de de de 1 nova catástrofe acontecer. Para além daqueles que nós já treinamos, eu diria também pouco mais num nível mais mais global, precisamos ter 1 maior conversa com as municipalidades, com os estados, com a união, pra quê? Pra definir estratégias de mais longo prazo que considerem também as mudanças climáticas e aquilo que a gente pode fazer. Enfim, obrigado deputado. Muito obrigado.

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