Thiago Romanelli Rodrigues

Thiago Romanelli Rodrigues

Comandante da Base Aérea de Canoas - Base Aérea de Canoas

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04 de dez, 16:06

COMISSÃO EXTERNA SOBRE DANOS CAUSADOS PELAS ENCHENTES NO RIO GRANDE DO SUL

Transcrição automática

Questão do do tempo despendido, tá? Só solicito que a apresentação seja colocada aqui na tela. 5 minutos e mais 5 com tolerância. Primeiro administrar o tempo. A quinta. Perfeito é assim obrigado. Obrigado. Bom seu coronel Romanelli, comandante da base aérea de Canoas, essa base que, é 1 base exclusivamente militar né, ela não tem operação como, não tinha então operação compartilhada com aviação civil, e de forma de missão ela trabalha para manter a soberania do espaço aéreo até o momento em que esse ano a gente se deparou com essa tragédia como todos já falaram, e a base então, teve que agir da forma dela da forma que com as orientações que que seguiram do comando aeronáutica para enfrentar essa situação da calamidade pública que todo o nosso estado do Rio Grande do Sul passou. 1 forma rápida e sucinta até para ser cronologicamente mais adequada, né, então também trabalho com linha do tempo, eu estabeleci dia 29 como ministro da catástrofe quando as águas de fato começaram a inundar Vale do Rio Pardo e novamente o Vale do Taquari, né. Então nesse mesmo dia no primeiro momento, os helicópteros da Base Aérea de Santa Maria que era a região mais próxima a base mais próxima já passaram a agir para tentar resgatar aqueles que estavam precisando de auxílio né. Já nos primeiros movimentos, 2 dias após o primeiro de maio foi foi montado o comando conjunto que é 1 1 grupo multidisciplinar né com agências governo prefeituras forças auxiliar forças armadas, e onde a base aérea de Canoas estava devidamente inserida pra começar a agir pra, combater né, pra tentar dar o traçar as ações que seriam necessárias para efeito desse enfrentamento, até que no dia 3 de maio então a catástrofe chega a capital, e o momento mais simbólico certamente a gente pode ver e vimos várias e várias vezes aeroporto Salgado Filho, então debaixo d'água no dia 3 de maio de 2024, foto simbólica. A partir de então, né, sobra a base com 1 estrutura crítica e infraestrutura aeroporitária na região metropolitana de Porto Alegre a única disponível e a gente passou a coordenar todas as ações, então no nos primeiros dias, né, totalmente voltado ao resgate e levar aqueles equipamento e itens de de necessidade básica para a população a gente chegou a operar com mais de 60 helicópteros de diversas forças agências público e privado na base aérea de Canoas resgatando pessoas levando água levando águas e mantimentos recebemos como de como já falar de aeronaves transportando donativos transportando material aeronaves nacionais aeronaves internacionais aqui na na nas fotos a gente tem 2 exemplos de 1 aeronave americana e outra que trouxe donativos da Itália pousaram diretamente na base aérea de Canoas. Bem como a evacuações eram médicas 1 vez que os nossos hospitais nos diversos municípios foram afetados e a gente precisou tirar muitos pacientes de de de determinado hospital levando para outros. Também né da mesma forma que trabalhávamos a gente teve o a gente faz parte, a gente que eu falo força aérea brasileira, a Base Aérea de Canoas, a gente faz parte da população, assim como a cidade de Canoas foi muito afetada, 30 por 100 do efetivo da Base Aérea de Canoas foi afetado, e foi pra dentro da base porque tinha que trabalhar mas não tinha mais casa do lado de fora pra morar, e aí com isso a gente ficou com o nosso efetivo e mais outros militares e civis que foram trabalhar na região voluntários ou não, e que de certa forma foram obrigados por nós, onde a gente teve em média principalmente nos 3 primeiros meses de operação, fornecimento de hospedagem e alimentação para em torno de 1500 pessoas dias né, hospedagem teve que ser improvisada improvisadas em barracas de campanha como vocês podem ver nas fotos, e alimentação da nos nossos refeitórios. Também montamos né 2 a força aérea montou 2 hospitais de campanha distribuídos na cidade de Canoas. As forças de 1 forma geral, as 3 forças distribuíram seus hospitais em locais escolhidos a força aérea mantevese em Canoas e nos no no período que ficou lá fizemos em média mais é em torno de 700 atendimentos por dia, somados esses 2 hospitais de campanha. Transportamos pessoas, animais, cidadãos, voluntários, civis que que precisaram sair do Rio Grande do Sul por meio do nosso correr nacional. Enfim, mundo, 1 diversidade de de de emails até a própria bancada aqui alguns deputados já falaram que, vários de cargueiro de fato, muita gente voa em aproveitamento de aviões da Força Aérea Brasileira que levavam equipamentos donativos e e levavam e traziam e de tirava as pessoas da região sul. E o mais importante frisar então é que a gente utilizou a plenitude da nossa estrutura da forma que deu com as nossas capacidades. Angares de manutenção viraram grandes andares logísticos, pra que dos descarregamentos que fazíamos e trabalhamos com a Defesa Civil Estadual para que fosse distribuído para quem precisasse da forma que que a defesa sim entendesse que tinha que fazer. Nós trabalhamos de dia de noite com os nossos aviões descarregando e carregando, embarcando pessoas, desembarcando pessoas. Lançamos água donativos para aquelas cidades principalmente aquelas que foram tiveram interrupção de vias de acesso e precisavam só tinha esse meio para que pudessem ter o mínimo de de, amparo, né? É bem como também tivemos dentro da base de Canoas algumas comissões enfim, reuniões governamentais, que foram foram rotineiras na medida que a gente não tinha outra possibilidade de acesso que não à base aérea de Canoas. Aqui pouco desconfigurado, mas tem números da força aérea no apoio do Rio Grande do Sul, eu chamo atenção com relação a pessoas resgatadas, mais de 2000, mais de quase 3000 horas voadas, e as a parte mais importante donativos se transportavam para modal aéreo, porque muito também desses donativos chegaram via terrestre, na medida que as vias foram sendo sendo restabelecidas, mas nas primeiras semanas onde a gente tinha problemas severos com relação ao modal terrestre que sobrava o aéreo, e a gente transportou, só de donativos mais de 1000 de 1000 toneladas na base aérea de Canoas. 1 segunda oportunidade então de linha do tempo né? Vai o pós até a retornada ao retorno do Salgado Filho, mas vai ser o início das das da dos comerciais na base, com o seu fim a partir de 20 e de outubro, então, né, como já falado aqui pelo Giovanna da ANAC no dia 17 de maio, né, despacho decisório do Ministério de Aeroporto e Aportos em coordenação com o Ministério da Defesa e coloca a infraestrutura da base disponível para os voos regulares. A preparação, ela já começa pouco antes né, mas oficialmente a partir do dia 17 de maio para que no dia 27 a primeira empresa que foi a Latam passe a operar com gol e azul iniciando a operação em 3 de junho na Base Aérea de Canoas até o dia 20 e de outubro, quando se encerra a operação dos voos comerciais, mas vale frisar que pela própria não plenitude da capacidade do Salgado Filho, algum dos voos, principalmente os privados, Pequenos ainda continua utilizando a Base Aérea de Canoas e alguns voos importantes de logística como amanhã teremos também o continue utilizando a Base Aérea de Canoas pela impossibilidade da plenitude do Salgado Filho. Essa é a imagem então do primeiro voo da Latam, utilizando a nossa estrutura num ponto de estabelecido pra pra pra utilização, com os nossos angaretes aí de que a gente utiliza para os para nossa aeronave de alerta de defesa aérea, ser ser sucedidos para que o trânsito todo da operação frapore comerciais pudesse ocorrer na maior segurança e do melhor forma possível. Ponto só que vale ressaltar, né, que a gente fala e muita muitas vezes com relação às capacidades, por que que a gente não conseguiu colocar mais voos na Base Aérea de Canoas? É porque são de infraestrutura. Hoje por por questão de da capacidade do nosso do nossos pavimentos em suportar as grandes toneladas que são os voos aviação comecé que são aeronaves grandes, a gente só tem 1 posição que pode ser recebida e que suportaria esse voo pleno de passageiros e essa essa posição aqui que na verdade não é pátio, é 1 e ela foi adaptada para receber 1 aeronave por vez. O pátio da Base Aérea de Canoas não tem a infraestrutura com relação à resistência a peso necessária para aguentar voo de 1 empresa Latam, gol azul pleno de passageiros. Ele a resistência dele permitiu a gente colocar os voos dos voos os voos dos clubes de futebol charter, que eles não tenham ocupação na plenitude são é só os jogadores e comis e e comissão técnica, então a gente conseguiu operar lá e e da mesma forma que a gente disponibilizou o tempo todo 1 posição para em caso de PANE, de aeronaves comerciais elas fossem saíssem dali fossem rebocadas até o pátio para liberar a posição para 1 outra aeronave e para conhecimento de todos nesses quase 5 meses de operação por 3 vezes a gente teve que fazer isso. Então esse é o real motivo, a questão do voo diurno noturno de fato, a ressalto aqui a questão da aviação militar, ela tem riscos inerentes, a gente não tem AAA capacidade de iluminação de pátio como requisitos obrigatórios e necessários para a aviação civil e por isso que algumas várias adaptações poder tiveram que ser feitas até que a gente pudesse ter a operação do voo comercial 24 horas por dia, por dia chegando aos 87 voos semanais, que foi o que chegamos. Por fim, pra concluir então o portão principal da Base Aérea de Canoas que dá 1 ideia do que foi a direita, espaço todo segregado pra, operação, os ônibus entrando com os passageiros e a esquerda ficou o ingresso da Base Aérea de Canoas para aqueles que tiveram lá tiveram a oportunidade de conferir. E algo que é também muito importante para concluir, essa é comparativo rápido do que a gente basearia de Canoas teve na nossa pista em 2023 e agora em 2024 depois de todos esses envolvimentos, então a gente saiu de 4400 pouso na nossa pista para mais de 10600. E aquelas categorias de aeronaves que estão circuladas, 6, 7, 8, que são as mais pesadas, que é onde a aviação comercial, o rende que a aviação de comercial trabalha. Então a gente se como nesse comparativo saiu da categoria 6 76 pra 2300, categoria 7 não teve nenhum movimento no passado, tivemos nesse período 738 e na categoria 8 de 10 para 98 movimentos, consequência disso é inevitável cicatrizes né? Na nossa pista, nos nossos pavimentos e principalmente no nosso pátio de operação. Reparos paliativos foram feitos pela Frapor, mas paliativos eles não resolvem então são danos de infraestrutura muito importantes, que hoje a gente ficou como legado né, como 0A0 grande a grande cicatriz que que lá permanece na base, e como tentativa de 1 de paliativo, a gente montou o projeto e foi colocado como proposta de emenda de bancada, pra e distribuído para todos os deputados da bancada do Rio Grande do Sul, na semana passada. Era isso senhores e senhoras, essa apresentação da Base Aérea de Canoas frente ao, a 1 catástrofe climática que é a Solohura no Sul obrigado, com licença.

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