Frínea Andrade

Frínea Andrade

Diretora e Fundadora - Instituto Dimitri Andrade Recife/PE

Últimos Discursos

04 de dez, 19:40

COMISSÃO DE SAÚDE

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Essa grande oportunidade que foi colocada em pauta, a pessoa com autismo EAE0 ingresso dela no mercado de trabalho. Ressaltar que essas pessoas são dotadas de capacidade que são pessoas que podem contribuir efetivamente pro crescimento do nosso país. Agradecer ao deputado Eduardo da Fonte por esse coração sensível, empático, não só a causa da pessoa com transtorno do espectro do autismo, mas a pessoa neurodivergente como todo, tem militado, tem apoiado essas famílias, agradecer a casa que abre as portas pra ouvir a nossa dor, a dor da família, a dor das mães, a dor da mãe que segue essa esse legado solo por vezes e que também necessita de cuidado lembrar que o cuidador necessita de cuidado, lembrar que o profissional precisa se atualizar, precisa acompanhar esse indivíduo. Pedir pra que a que a sociedade amplie o horizonte nós temos muitas políticas públicas, muitas clínicas e centros especializados na criança. Mas não temos pras pessoas adultas eles seguirão carecendo de cuidado, de apoio, de terapia. Então a minha palavra deputada é de gratidão, é de gratidão, é de alegria agradecer a Deus por ter me trazido aqui, o que me move é o amor ao meu filho, o que me move através do meu filho eu posso contribuir com a sociedade, eu posso contribuir com essa causa. Meu filho tem 17 anos EEE 10 meses e eu estou aqui por ele. Militando, abrindo portas, nós fomos ele foi o primeiro autista matriculado em algumas escolas. Assisti meu filho esse ano saí da escola, por não conseguir mais acompanhar o processo pedagógico, mas estou aqui dando voz a essa causa acreditando que dias melhores virão que a sociedade irá evoluir e chegará o dia que nós não precisaremos mais de audiência pública. Chegará o dia que nós não precisaremos mais do dia mundial da pessoa com deficiência. Nós precisamos caminhar, porque já é nos roubado muita coisa já é nos tirado muita coisa só sabe a dor de não ter 1 partilha, de filho, quem não ouve a voz do filho. Eu conheço a escassez, muita das mães que nos ouvem agora conhece a escassez, conhece a dor de não ser convidada pra 1 festa por 1 questão de 1 característica do seu filho, e elas são convidadas a sair, nós somos convidados a sair, nós não estamos mais dispostos a sair, então minha minha gratidão a Deus, minha gratidão, ao deputado por abrir a porta dessa casa porque todo o poder manda no povo, e eles também têm direito e eles também são cidadãos, eles também têm o direito de ir visitar e permanecer. Muito obrigada a todos vocês.

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04 de dez, 17:42

COMISSÃO DE SAÚDE

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Deputado Eduardo da fonte, aos demais deputados aqui presente. E vamos à apresentação. Pode ir, apertando. Sou do instituto Dimitri Andrade, 1 associação, OS que está atuando em recife há mais de 10 anos sou psicóloga de formação. Não está funcionando. Sou psicóloga de formação, sou analista do comportamento, trabalho há mais de 15 anos com pessoas com autismo. No instituto Dimitri Andrade nós não delimitamos a idade ou o diagnóstico então a partir do momento que nos chegam, nós estabelecemos processo de intervenção, e ali a gente não limita a idade ou nível de suporte, então estamos de portas abertas para todos. Quando a gente pensa no transtorno do espectro autista a gente tem que pensar na família então a minha apresentação ela vai passar pela família e também trazer a questão do mercado de trabalho, nós enquanto familiares de pessoa com autismo, eu sou mãe do Dmitri Andrade, adolescente de 17 anos, que carrega o nome do instituto nível 3 suporte e o que é que eu encontro na minha prática clínica? Muita dificuldade que as mães que os pais eles passam devido ao diagnóstico é necessário realinhamento familiar, 1 reestruturação no modelo de trabalho por vezes essa mãe precisa também abdicar da sua trajetória pra se dedicar ao filho e estar com ele no percurso terapêutico. E as expectativas geradas sobre o filho quando a mulher engravida são, as mais belas possíveis ninguém em sã consciência espera filho atípico, então quando ele nos chega é necessário que a família se adapte, que a que a mãe se adapte e muitos percalços se iniciam, o percalço pra ingressar essa criança na escola, a gente ainda enfrenta muita demanda pra matricular essa criança na escola, dificuldade pra socializar e as demais, dificuldade emocionais que a família passa então a gente ouve dos pais, que encontram passam por pela fase do luto, então se sentem frustrados, tristes e desamparado por vezes pelo processo de exclusão que a sociedade os impõe. Historicamente o cuidado do filho é direcionado à mãe, e a ela também cabe, o se despedir do mercado de trabalho, porque também historicamente e culturalmente, pesquisas mostram que os pais, o homem ele costuma ganhar mais então nessa reunião que ocorre no seu familiar, de como acordo por vezes a mulher sai do mercado de trabalho por essa razão e ela passa a exercer papel de chofer de deslocamento, de estar levando ali pra aquele mundo desconhecido levando para as terapias, e que e fica ali também nas recepções das clínicas, pensando e, querendo o melhor pro seu filho buscando o tratamento, mas também a gente precisa pensar que o tratamento pro mercado pensando que o autista vai ingressar no mercado de trabalho, esse essa a intervenção terapêutica deve começar na infância com foco na vida adulta, então é necessário que as os especialistas que os pais foquem muito na autonomia desse sujeito. Muitas vezes quando a mulher ela consegue se manter no mercado de trabalho ela precisa contar com o RH com a paciência do RH com a paciência do seu chefe imediato porque esse filho pode apresentar distúrbio do sono, ela precisa levar ele pra 1 sequência de terapia e tudo isso é 1 situação exaustiva e leva a frustrações, processo de depressões também. A gente tem índice de separação de família de casais de 78 por 100, então por vezes também pessoal, essa mãe ela vai tocar esse barco sozinha, então nós precisamos refletir sobre isso, nós precisamos pensar em políticas públicas pra essas mulheres também. Essas mulheres pedem socorro, porque o príncipe encantado vai embora, ela fica sozinha com o filho dela, passando por todas essas dificuldades então não não há como se falar do autismo sem se falar da condição da mãe, sem se falar da condição da mulher. Diferente da mãe típica que prepara o filho, pro mundo, ela vai ter que fazer o caminho inverso, ela vai ter que fazer 1 grande esforço, ela vai ter que preparar o mundo para o filho dela, então ela vai ter que preparar a escola, ela vai ter que levar informação pra comunidade, pra brinquedoteca, pro parquinho, ela vai ter que mediar ali a conversa com os pais pra que eles entendam que o filho dela não vai ser empecilho de participar de aniversário, ou de 1 festa. E a importância da terapia é muito se falado e os estudos mostram que quanto mais cedo a criança ela ingressar nesse processo terapêutico maior chance de desenvolvimento, no entanto, o processo terapêutico ele deve ser pensado para além do setting terapêutico, então a gente precisa expor essa criança a vida prática, a gente precisa expor essa criança trabalhar a potencialidade e o talento porque a pessoa com autismo ela é talentosa, ela é inteligente, ela tem habilidades significativas e ela pode vir contribuir muito de dentro de processo de 1 empresa, dentro de 1 execução de trabalho porque 1 das características do espectro do autismo é ter o hiperfoco, a capacidade de conhecimento sofisticado num dado conteúdo, então se isso desenvolvido e bem lapidado, ele pode se tornar especialista na área que ele tem aptidão que ele tem foco. Os filhos crescem e se a gente fez toda essa jornada terapêutica levou incansavelmente desde ano e 11 meses desde 2 anos pra terapia, ingressou na escola e se no final desse percurso dessa jornada a gente não conseguir ingressar esse sujeito no mercado de trabalho a gente volta a estado do quo, por quê? Porque as habilidades trabalhadas arduamente no sétimo terapêutico pode se perder, porque ele pode desenvolver obesidade, ele pode desenvolver ansiedade, porque assim como nós ele se compara ele olha pro outro e vê que o seu colega já está prestando vestibular que seu colega já está incluso no seu primeiro emprego e ele não e os processos que a gente a gente observa que os processos de entrevista pra aquisição de vagas de emprego eles são excludentes, é exigido do candidato desenvoltura, sociabilidade, é fazer ela apresentações elaboradas e aí, nesse exato momento há ponto do de corte porque alguns autistas têm 1 dificuldade latente nas interações sociais, então a gente precisa reorganizar esse processo de vagas. A expectativa de vida é de 76 anos, quarto a gente passa na infância e 3 quartos na vida adulta, então é muito maior o tempo vivendo na vida adulta do que na infância então além de pensar em trabalho a gente precisa pensar em espaços que atendam esse sujeito. Foi feito levantamento na cidade do Recife, e 78 por 100 dos serviços que lá são ofertados limitam a idade de 11 anos de 17 anos e 11 meses ou seja, ao completar 18 anos é como se o autista deixasse de existir para onde eles vão. Nós observamos movimento da inclusão no mercado de trabalho somente da pessoa autista nível de suporte, nós precisamos ampliar pro nível 2, e também pensar no nível 3 porque eles são capazes de fazer trabalhos, executar trabalhos repetitivos, eles são capazes de seguir rotina visual e eles podem se tornar produtivos e nós precisamos de 1 oportunidade pra mostrar os a potencialidade então a minha fala hoje é convidar a casa do povo a refletir em potenciais e não ver a diferente a deficiência e não ver o CID o CID o diagnóstico ele é importante pra nortear a intervenção terapêutica, mas por vezes ela se torna, ele se torna limitador de desenvolvimento, e nós precisamos abrir portas. E porque é importante incluir? Porque incluindo a gente vir, vir, vir, vir, a gente promove a inclusão, a gente promove a dignidade, a gente promove a socialização, e a gente promove o a saúde social, psicológica, da família e também da pessoa com autismo. Eles crescem, e agora até ontem nós tínhamos muito pouco e hoje a gente tem muito porque a gente está aqui chamando a atenção de vocês apesar do nervosismo, chamando a atenção de vocês mostrando pra vocês que a diferença ela foge a competências também, que a diferença ela pode ser vista de forma normativa, e que ser diferente é normal e normal é ser diferente, o lugar de autista é onde ele quiser, e o lugar da família autista é inclusa nessa sociedade, a gente não pode mais sair pelas portas dos fundos, nós não podemos mais sermos convidados pra sair da escola, nós não podemos mais mendigar os direitos que são, advogados a nós pela constituição, todos nós temos direito, pros nossos filhos não são, não é diferente, pros nossos assistidos não é diferente, então essa audiência pública é de extrema importância pra que a gente possa incluir, pra que a sociedade saiba que eles crescem e eles precisam continuar sendo incluídos eles são 1 mão de obra qualificada, eles são 1 mão de obra potente. Esse é o meu filho, esse é o Dmitri Andrade, é por ele, e por 130 assistidos do instituto Dmitri Andrade que eu estou aqui, em grande maioria criança, muita da militância que eu faço meu filho não vai usufruir porque ele é nível 3 de suporte, e nós estamos ainda muito aquém da inserção do mercado de trabalho pra pessoa nível de suporte, imagine com 3 com nível 3 suporte, mas a gente está aqui pra promover a inclusão, pra falar que nossos filhos podem, nós corremos 1 maratona todos os dias quando levamos eles pra terapia, quando brigamos pelo direito à escola, e vamos seguir confiantes, feliz em saber que a casa do povo se abre pra ouvir essa pauta tão importante, muito obrigada.

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