
Importantíssima, queria agradecer ao deputado Eduardo EAA todos envolvidos nesse trabalho pela pela por essa oportunidade né? Eu sou a Ana Maria Melo e eu sou 1 das pessoas. Que fundou a AMA associação de amigos autistas de São Paulo em 1983, faz 40 e anos, e a ama é 1, foi a primeira associação de autismo, ela, ela a gente quando começou quando a gente teve o diagnóstico de nossos filhos, a gente não tinha, nem ideia do que era autismo a gente estava pedido não tinha nada no Brasil, foi e enfim foi 1 situação, muito difícil pra todos nós e desse grupo nós continuamos 3, pessoas até hoje. O, 3 dos fundadores e hoje a ama tem 2 séries 1 parceria com com o governo no Felipe Pineo, tendo as redes 1 no Cambuci em São Paulo, né e outra em Pardelheiros. E nós atendemos damos atendimento especializado e gratuito a 500 pessoas com autismo que crianças jovens e adultos, de todas as faixas etárias e níveis de suporte, né. Nós temos assim, o trabalho cresceu EEE assim hoje está bastante grande, né? Então quando a gente começou, nem se sabia o que era autismo e muito menos se falava em inclusão, tanto inclusão escolar como de trabalho, e foi 1 questão que foi o autismo foi crescendo eu acho que a gente colaborou muito, porque a gente, apoiava todo mundo que queria fazer 1 associação e vinha pedir apoio pra nós. Então eu acho que a gente teve papel muito importante nesses, no no que o autismo, o conhecimento do autismo cresceu né? Desde, desde o o ano da fundação da AMA até hoje né? O assim só pra dar exemplo de como era, a gente foi conversar logo depois da fundação com o secretário da saúde do estado de São Paulo, na época em 1980 e pouco, e a gente estava falando com ele e ligaram pra ele, e ele falou olha eu estou com aqui com grupo de mães e crianças autistas. Aí a pessoa deve ter perguntado o que é isso? Ele falou olha, não sei, deve ser alpinistas, crianças que gostam de altura, e era o secretário da saúde e ele também como nós nunca antes falar de autismo né? Então a gente percebeu só pra contextualizar que precisava investir no, em que as pessoas ouvissem falar do autismo, e aí a gente teve a ajuda do Antônio Fagundes que fez o gravou 1 campanha assim, cobrar nada, pra, divulgando que era autismo teve muita vinculação na globo e tal e foi 1 coisa que contribuiu muito também, por por esse andar. Hoje, eu o o tem crescido muito a inclusão e eu sinto que está andando bastante bem, a inclusão no mercado trabalho, a preparação de pessoas com autismo, as empresas têm procurado apoio tanto pra pra na no apoio da da equipe do, do, as pessoas que trabalham na empresa para saber como receber entender pessoas com autismo e tal, então a gente percebe, tem empresas que estão intermediando o, também que estão ajudando fazer isso como especialista externo que eu vi que o Marcelo está aqui né, que também tem a especialista externo veio pro Brasil, em foi 2014 se não me engano, e faz acho que aos 3 anos e de nesse desse espaço de tempo também tudo foi crescendo, mas sempre priorizando pessoas que necessitem de menos nível de suporte né, do nível de suporte mais baixo. Pessoas que, têm o o mercado tem se voltado muito pra informática. E tem, e isso é 1 coisa que as pessoas com autismo que precisam de menos nível de suporte, elas, se dão muito bem, elas têm excelente desempenho. Tem algumas questões de sociabilização na empresa, que ainda está eu acredito que apresentem alguma dificuldade mas é assim, isso tem andado bastante bem tem melhorado muito. A nossa, a minha preocupação, a nossa não, eu quando eu me apresentei, eu não falei que eu sou mãe do Guilherme, que tinha 4 anos, faz 40 e anos então tem, na época da fundação da AMA hoje ele tem 45 anos, é adulto, e é adulto com bastante, que que apresenta bastante dificuldade ele não fala não é quer dormir, mas, ele ele é, ele de suporte e 3 né? E, a gente quando criou a ama, criou com sonho, eu tenho muitos textos que a gente escreveu na época da fundação da ama. Tenho muitos textos dizendo que o nosso sonho é que quando eles fossem adultos eles tivessem oportunidade de trabalho. E assim eu queria concluir dizendo que quando na década de 60 né, o centro na Carolina do Norte nos Estados Unidos, o centro kit, criou 1 metodologia né, para que para ser implantado em salas regulares em escolas públicas dos Estados Unidos, e de estruturar tarefas simples pra pessoas com, o nível de suporte mais alto, 1 necessidade mais alta de suporte, pudessem desempenhar essas tarefas orientadas pela estrutura visual que que se apresentava. A gente ainda não conseguiu fazer isso, mas a gente, põe, põe em prática né no no com os adultos que a gente trata, é essa metodologia porque a gente ainda tem sonho de conseguir incluir pessoas com nível de, de dificuldade maior que não leem que o eventualmente até que não falam né? E com ferramentas de apoio né que estruturem o trabalho visualmente pra que elas possam se orientar e fazer trabalho simples, repetitivo, mas que possa ser treinado, acompanhado, melhorado e, e que efetivamente tenha resultado, indecente né? Resultado digno porque, eu se tem 1 coisa que eu não gosto desde que meu filho era pequeno, é fazer de conta que ele está trabalhando ou fazer de conta que, aí efetivamente a gente escolhe 1 coisa mais simples, mas, e que efetivamente seja verdadeira e e tenha algum resultado, que seja benéfico pra ele e pras pessoas que utilizam. E é isso que eu queria é sonho, eu não tenho 1 realidade pra apresentar, mas, a gente ainda pensa em ver dia isso colocado em prática. Muito obrigada e que eu espero que essa discussão prossiga, e traga frutos, importantes e tão necessário.
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