Lucinete Ferreira Andrade

Lucinete Ferreira Andrade

Presidente-diretora - Associação Brasileira de Autismo Comportamento e Intervenção (ABRACI/DF)

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04 de dez, 18:28

COMISSÃO DE SAÚDE

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Boa noite. Meus cumprimentos ao deputado, Pedro Fontes e os demais participantes né? Dessa audiência. É agradecer inicialmente por trazer tema tão relevante, meu nome é Lucinetti, eu sou diretora presidente da ABRACI fundadora também da ABRACI. AbraCI é associação brasileira de autismo comportamento e intervenção, funciona aqui em Brasília nós atendemos atualmente 130 pessoas com autismo temos 1 fila de aproximadamente 300 pessoas que aguardam, porque o é é 1 expansão né nós temos aí, aí a chamada rede que é aquela aquelas regiões do do do do de Goiás né fazem parte aqui conosco, Então, por incrível que pareça, infelizmente mesmo sendo a capital, nós estamos com serviços bastante aquém para o atendimento a pessoas com autismo, tá? E quando eu disse digo aquém no que se refere a diagnósticos precoce, acesso a esse diagnóstico, né atendimento, as filas do do SUS aqui estão gigantescas né? Nós também temos muitas dificuldades com relação a aos AAA ao estado, abraçar as instituições do terceiro setor que se propõe a fazer serviço que o estado não oferece. Eu me senti muito contemplada nas falas anteriores então, não retomarei nesse nesses tópicos como por exemplo os níveis de suporte, as questões que envolvem, hoje o nível de suporte ele está muito mais, atendido dentro do mercado de trabalho. Fora da eu também sou conselheira tutelado sudoeste. E é bem preocupante dentro das vagas de PCDs, a gente observar que os institutos os próprios institutos que prepararam as pessoas as os adolescentes ali para estarem no mercado de trabalho, que esses próprios institutos tenham política excludente também, né? Tenho trabalhado bastante outras promotoras aqui do DF nesse sentido. Na ABRACI nós atendemos com a ABA análise de comportamento aplicada e também temos o desejo de colocar aqui, oficinas profissionalizantes. Mas, antes da gente falar em preparar o autista para o mercado de trabalho, eu até tenho 1 visão pouco diferenciada, eu acredito que nós precisamos preparar o mercado de trabalho para receber o autista. Hoje, o que nós não temos é adequação dentro desses espaços. Nós temos grupo, eu achei bacana 1 fala anterior sobre, a gente tratar desses temas com a presença do dos autistas, porque nada sem nada sobre nós sem nós. Então nós temos grupo de neuro divergentes aqui em Brasília, que são autistas, na sua maioria com diagnósticos tardios como foi falado também aqui sobre o diagnóstico tardio. E são pessoas que exatamente eles estão fora do mercado de trabalho. E nós precisamos começar a pensar em políticas públicas não para que o autista acesse o mercado de trabalho mas que ele consiga permanecer. Porque hoje na realidade do Distrito Federal, não é que o autista não consiga chegar, é que ele não consegue permanecer. Dentro do nosso grupo nós temos professor da UnB, nós temos, jornalista, jornalista que está desempregado, que não conseguiu permanecer no no no mercado de trabalho, temos, mães que pessoas que também são mães que passam por aquela situação, Que foi falada que não é só a a barreira maior não é só o trabalho pago ao altíssimo em si, mas para AAAA na maioria das vezes tamanho que é solo também. Tá? Nós eu me coloco inteiramente à disposição, abracia também coloco todo o nosso nosso nosso espaço à disposição pra gente tratar dessa desse desse dessa temática que ela é 1 temática que ainda estamos engatinhando né? Esses autistas que nós que tem esse grupo conosco e que são chamados neuro divergentes da ABRACI, eles inclusive, estão com projeto, aonde eles pensam em fazer 1 plataforma, que une empresas que vão receber alguma qualificação pra receber o autista, e pra receber o autista também. Então eu acho muito importante viu deputado, se a gente puder dar oportunidade pra eles participarem desses grupos de trabalho e dessa forçatarefa que envolve esse tema tão relevante que eles possam também contribuir. Eu acredito que a partir do olha lá deles é muito importante. Muito obrigada pelo espaço de fala, o meu trabalho e toda a minha luta também é em torno da minha filha que é Mayara que tem 20 e anos e que também é autista nível 3 de suporte.

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