
Muito obrigado pelo espaço. Importante essa iniciativa pra gente discutir, a questão da empregabilidade das pessoas autistas, como o poder público, como a casa legislativa pode contribuir aí pra que a gente tenha, mais pessoas trabalhando que a gente tenha mais possibilidades de suporte para as pessoas autistas e que a gente muda essa realidade eu espero que daqui a pouco tempo a gente ter possa falar de números mais efetivos a gente possa ter projetos no Brasil como todo e a iniciativa do senhor com esse requerimento com essa proposta Legislativa para facilitar a entrada de profissionais notícias no mercado de trabalho é algo muito precioso que pode mudar a vida, seguramente de muitas pessoas, e seguramente aí a gente vai estar com com resultados muito melhores. Muito obrigado pela oportunidade e a especialista está à disposição.
A todas as pessoas cumprimento o deputado Eduardo da fonte em primeiro lugar agradecer pela empatia ao tema né da inclusão de pessoas autistas no mercado de trabalho A gente fica muito feliz de ver essa casa preocupada com o tema e buscando alternativas para que a gente possa melhorar os números de inclusão de pessoas autistas no mercado de trabalho e mais do que isso né buscar 1 inclusão com qualidade para que as pessoas permaneçam né? Muito importante a fala da Lucinetti, que a gente vê isso no nosso dia a dia pessoas com nível superior, é muito bem qualificadas, que conseguem entrar nos nas empresas, mas elas não conseguem permanecer, porque as empresas não estão preparadas para receber esses novos profissionais e a pessoa consegue entrar, mas ela não consegue permanecer. Então isso é problema muito sério, né? E começar falando também lembrando que a gente tem aí 1 taxa de desemprego das pessoas autistas de mais de 70 por 100 das pessoas que poderiam trabalhar, estão fora do mercado de trabalho. Então isso é problema social é que a gente precisa discutir, buscar alternativas pra que a gente mude essa realidade no nosso país. Eu vou compartilhar 1 1 apresentação muito rápida. Eu acho que eu fico feliz de encontrar a Ana Maria aqui. Ana Maria é 1 pessoa importante pra história das pessoas pistas nesse país né ela há muitos anos há muitas décadas vem batalhando é 1 parceira nossa da especialista Ester inclusive nós recebemos já pessoas oriundas da ama e hoje temos jovens que estão trabalhando, por exemplo, numa no Banco Itaú e que passaram pela AMA e foram atendidos enquanto criança e hoje estão com 1 carreira profissional, tão independentes e, mas a gente quer que muitas mais histórias como essas possam acontecer e deixa eu compartilhar rapidamente aqui e apareceu apresentação apareceu gente não não não e deixa eu voltar aqui e agora apareceu apareceu. Ah então está está bom. Bom, falando pouquinho do nosso trabalho né nosso a especialista externa é 1 organização de impacto social, onde nós temos serviços para as pessoas autistas, nós temos projetos de capacitação e inclusão de profissionais autistas e contra as neuro divergências, apoiamos a inclusão desses profissionais no mercado de trabalho e apoiamos as empresas para receberem esses profissionais através de de de assessoria e consultoria pra que ocorra 1 inclusão com qualidade, né? A especialista seninitária Pacto Global da ONU a gente entende que toda essa conversa que a gente está tendo aqui hoje, ela está muito alinhada às ODS principalmente ao ODS número 8 né o trabalho DC de crescimento econômico. Nós nós nascemos na Dinamarca em 2004, a especialista é 1 organização que nasceu de 1 história familiar também numa dor de de pai de 1 mãe de jovem autista, que ficavam ficavam muito preocupados com o futuro profissional do seu filho. EEA gente bem que aquela história começa com esse desenho, né, Tóquio e sua mulher na net tem filho chamado Larz e ele com 7 anos de idade fez esse desenho, né? A família foi com 1 viagem de férias, depois de 20 dias ele se retornar dessa viagem de férias e depois de 20 dia, Larz pegou papel e fez esse desenho. E e Thorquio não conseguia muito bem identificar o que que era esse desenho, e depois de tempo ele identifica que esse desenho era índice de mapas da Europa, que o Lars fez com 7 anos de idade, depois de 20 dias que ele viu, esse índice de mapas da Europa. Torquio fica assim muito assombrado com a memória de seu filho, e começa a pensar assim, mas por que que as empresas não podem também aproveitar esses talentos que as pessoas autistas possuem? Parte das pessoas autistas possuem. E a partir disso ele cria a a especialista com foco de capacitar pessoas autistas e capacitar as empresas pra receberem adequadamente esses colaboradores, foi foi aí que começou a nossa história, né? Então como a Frine já disse, as pessoas autistas sim tem talentos, a gente precisa poder identificar quais são os talentos de cada pessoa e buscar 1 inclusão em atividades que as pessoas se sintam bem, mas que elas possam permanecer dentro das suas empresas e terem efetivamente, espaço acolhedor às suas necessidades. Hoje a especialista externa ela está presente em em em 26 países, nós incluímos aproximadamente 10000 pessoas autistas nos países que nós estamos presentes. E aí quando a gente fala de pessoas autistas a gente fala de grupo muito grande de profissionais, mas quando a gente pega o contexto da neurodiversidade como todo a gente está falando de mais ou menos 15 por 100 da população com algum tipo de neurodivergência. Então aproveitando a fala das colegas anteriores, é possível pessoas com diferentes níveis de suporte trabalharem, né? Desde que elas tenham o suporte adequado, o suporte condizente com a sua com as suas necessidades. E às vezes pra isso, o suporte que a pessoa necessita, é investimento alto pra ser feito também. Então, se possível nessa discussão a gente colocar o tema de financiamento também pra as as inclusões de profissionais autistas que necessitam de suporte maior, também esse é dado muito importante pra gente discutir. É possível incluir pessoas com todos os tipos de suporte? Sim, mas o nível de suporte pra sua inclusão profissional, ele acaba sendo mais alto, e demanda investimentos importantes. Então, a gente precisa também que as organizações que atuam nessa área também se possam ser contempladas com com esse tipo de financiamento a fim de proporcionar a inclusão de mais pessoas. Eu já falei pouquinho sobre desemprego e o que que a gente busca no no mercado de trabalho é que as pessoas tenham acessibilidade pra trabalhar, né? E quando a gente fala de acessibilidade a gente fala tanto de de ambientes, né, onde as pessoas possam ter adaptações de acordo com seu tipo de de necessidade, a gente pode ter espaços aí onde a gente tem 1 redução da das simulações sensoriais, o aspecto de promover a acessibilidade atitudinal é vital para que a gente consiga fazer com que as pessoas permaneçam dentro das empresas, assim como a metodológica, a programática e a comunicacional. Nesses quase 10 anos aqui no Brasil nós incluímos por volta de 500 pessoas autistas, nas cidades aqui em São Paulo, Rio de Janeiro e também começamos agora em recife. Foi aí que conhecemos a Frina com trabalho maravilhoso que ela tem, tem sido 1 parceira muito importante e a gente quer que esse projeto cresça muito no nordeste a gente está com 1 ação específica. Aqui a título de exemplo a gente tem algumas empresas que fazem a inclusão de profissionais autistas hoje e buscam fazer essa inclusão com qualidade. Então a gente tem grandes empresas como Itaú como Brásque Bradesco, Johnson Johnson, Accenture, IBM, ou seja, existe movimento de contratação de de profissionais autistas, essas empresas buscam ter processos adaptados pra receber esses colaboradores e também pra que eles possam ter 1 carreira e possam permanecer nas empresas. E pra fechar, eu vou passar os benefícios da neurodiversidade a gente tem da da inclusão de profissionais autistas a gente tem visto muitos, né? Então, a gente tem equipes mais humanizadas, a gente tem 1 satisfação da equipe de receber esse novo colaborador. Essa pesquisa foi feito pela Archcenture 2018. E o aspecto principal é eficiência também que as pessoas apresentam, mas como as empresas se tornam ambientes melhores pra sociedade, né, mais humanas, mais colaborativas. E a título de exemplo eu vou passar filme muito rapidinho. Está com o som? Obrigado. Desde quando eu entrei na Johnson Johnson há 7 meses e meio, eu tenho me desenvolvido bastante, o que eu tenho feito lá está indo muito além da minha A especialista externo me ensinou bastante coisa como postura, programação como eu contei, e é claro, eu acho que eles me prepararam pra isso eu estou olhando pra frente com todo o suporte com todas as tutorias. Inclusive na formação da especialista externa a gente trabalha também a comunicação e interrelação pessoal e isso tem ajudado é 1 empresa de impacto social ter por objetivo capacitar incluir pessoas autistas no mercado de trabalho, nós estamos presente em 25 países e é especialista numa organização que nasceu na Dinamarca. Parceria entre Itaú e a especialista externa ela teve início em 2016, onde nós começamos com projeto piloto com a contratação de 2 pessoas. Já no ano seguinte esse número cresceu pra 10 pessoas contratadas, e atualmente nós temos mais de 50 pessoas que pertencem ao programa da Especial externa, espalhadas por toda a instituição em diversas áreas administrativas que nós temos na que nós temos na instituição. Então na SAP a gente tem programa que é o Autismentwork, é o nome do nosso programa de contratação de pessoas com autismo, e no início eles foram contratados principalmente na área de programação e desenvolvimento, porém ao longo do tempo nós também inserimos as pessoas com autismo em outras áreas como suporte a vendas, área de prévendas e área administrativa também. E a gente percebeu que eles têm habilidades também pra nessas áreas não só em áreas de programação, como por exemplo habilidades de atenção a detalhes, né? Compromisso, engajamento, então a questão da concentração é muito grande, né? A contratação de pessoas autistas traz diversos ganhos pra instituição. O valor a valorização da neurodiversidade, equipes mais humanizadas porque as pessoas que integram o time, passam a olhar mais ao redor, saem daquele piloto automático do dia a dia, e começam a entender as adaptações e o suporte que as outras pessoas necessitam, e também pra resultados mesmo, falando de automação né das atividades que eles realizam. Tanto a especialista quanto o Itaú, mudaram a minha vida, reconhecendo o meu valor no mercado de trabalho. O jeito que eles fazem a formação faz a gente enxergar visualmente, o os nossos pontos fortes e a gente consegue perceber, como nós somos capazes e fomos podados durante a vida, então isso traz 1 autoconfiança muito grande. Eu estou superando o meu receio e estou começando a ver que não tem nenhum problema em me revelar como 1 pessoa neurodiversa, especificamente 1 pessoa com autismo. A minha tutor a Viviane e eu e ela nos vemos até hoje, eu tenho orgulho dela principalmente de ter me transformado o que eu estou agora no meu nível atual e quero continuar evoluindo e ir até aonde eu quiser parar no caso eu quero ir além. Hoje em dia eu vejo que existe 1 grande possibilidade de inclusão dentro das áreas das grandes empresas. Especialistane tem dado 1 nova oportunidade eu não tinha essa esperança antes de seguir 1 carreira profissional. Bom, era esse recado que eu queria deixar as pessoas têm o direito ao trabalho e elas podem mudar as nossas organizações trazer resultados e com esse tema a gente melhora a nossa sociedade seguramente né? Com essa preocupação que o deputado traz pra nós aqui, a gente pode tornar a nossa sociedade muito melhor mesmo. Muito obrigado. Mafé.
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