Flávio Gonzalez

Flávio Gonzalez

Coordenador de inclusão - Instituto Jô Clemente

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04 de dez, 19:54

COMISSÃO DE SAÚDE

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Agradecer né ao ao deputado Eduardo da fonte em nome do instituto joão Clemente por mais esta oportunidade né é realmente tema fundamental. Queria comentar, bem rapidamente, é 1 coincidência né, com a com a Frinha, que há alguns anos atrás nós impunímos, jovem, com autismo nível de suporte 2, chamado Dimitri, né eu vou falar até o nome da empresa, a empresa é o grupo Restock, 1 empresa de de moda, EAA loja Lemes Blanc, da Oscar Freire que é 1 rua muito, badalada aqui de São Paulo, né, e o Dnitry enquanto isso já faz alguns anos mas enquanto, a gente manteve o acompanhamento ele ficou firme lá no trabalho, né estava na na, transitando lá pela loja, né, então acho que esse é trabalho que que que nos orgulha muito, né e que nós queremos expandir cada vez mais né, dona Jô Clemente, nossa fundadora hoje com 98 anos, também começou do 0 né 1 organização que que hoje atende milhares de pessoas né e essas iniciativas de de dedicação, extremada né de parque da das mães costumam deixar raízes que que perduram por muito tempo. Então agradecer, ao deputado mais 1 vez e colocar o Instituto João Clemente à disposição de todas as pessoas, pra aquilo que que a gente pudesse ser útil, e também à disposição do deputado pra aquilo que for necessário. Muito obrigado. Eu é que

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04 de dez, 18:53

COMISSÃO DE SAÚDE

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As pessoas, é grande prazer estar aqui, né e queria agradecer, em especial ao deputado Eduardo da Fonte, por esta oportunidade. Né o Instituto João Clemente é 1 organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que apoia a inclusão social, previne e promove a saúde de pessoas com deficiência intelectual, transtorno do espectro autista e doenças raras. Né nós temos 1 série de de trabalhos que vai desde de a prevenção através do do teste do pezinho, até a longevidade, né? E trabalhamos, né, desde 2013, com 1 metodologia pra inclusão a moral, né de pessoas com deficiência intelectual e com autismo, que é o emprego apoiado. Então, eu queria aproveitar essa oportunidade, né pra falar de de 2 temas rapidamente, né que que estão diretamente ligados aí às às atividades e ao propósito do Instituto Joclemente. Primeiro falar da defesa que nós temos que fazer da chamada lei de cotas, né? A lei de cotas, existe como todos sabemos, né desde 1990 e na verdade é o artigo 93 da lei 8213, né? E em 33 anos, né da lei de cotas, nós só conseguimos que o Brasil cumprisse 50 por 100 da lei, né ou seja, hoje existem em média 500000 pessoas, trabalhando com algum tipo de deficiência inclusive com transtorno do espectro autista. Quando a lei potencialmente se ela estivesse sendo cumprida na sua, integralidade no Brasil, nós teríamos hoje pelo menos milhão de pessoas trabalhando. Então, é importantíssimo, né que a lei existe, a lei é muito boa, né recentemente colega nosso, te viu hoje com o Marcel Vitoriano evento na na Volkswagen, colega nosso esteve na organização internacional do trabalho pra evento, e quando nós falamos da nossa legislação, o aplauso sempre vem o reconhecimento do trabalho que o Brasil fez, na defesa dos direitos das pessoas por deficiência em geral, porém, temos esse esse fato de que em 33 anos não conseguimos fazer que a lei seja cumprida, né? E aí sobre os mais diversos pretextos, né então, é é fundamental que que a gente reforce sempre a importância da lei de cotas, volta e meia aparecem projetos que tentam flexibilizar essa lei, né EEE nós sabemos o quanto ela é importante porque o Ministério do Trabalho e Emprego estima que 93 por 100 das pessoas que trabalham no Brasil hoje, com deficiência, só estão trabalhando porque existe a lei de cotas, né? O o deputado trouxe essa projeto de lei aí de incentivo fiscal, né que que é complemento importante né eu eu gosto do exemplo do Japão, que também tem 1 lei de cotas e, as empresas passam a ter isenção fiscal quando elas começam a cumprir aquilo que está acima da lei, né ou seja, ela cumpre a sua cota, e a partir do momento em que ela supera aquilo que é esperado, que é cobrado pela sua cota ela começa a ter alguns incentivos fiscais e seria bom modelo, né a legislação japonesa já tem alguns anos nesse sentido. E o Instituto já Clemente vem usando, já há muitos anos, o emprego apoiado, né existem 3 projetos de lei tramitando, né no Congresso Nacional, acerca dessa metodologia que é 1 política pública em vários países, né nos Estados Unidos é 1 política pública, na Espanha, em alguns outros países, prego apoiado parte do pressuposto de que toda a pessoa, pode trabalhar desde que sejam oferecidos os apoios, né, e o que nós chamamos de inversão da lógica, invés de de de qualificar para incluir, incluir para qualificar. E aí tem ponto importantíssimo que foi colocado, que que era o trabalho pós colocação que precisa ser feito, né porque a retenção hoje nós fazemos em média 500 inclusões por ano, e temos 1 taxa de retenção no trabalho de 92 por 100, isso se deve não só trabalho de preparo da empresa que nós fazemos, mas também o acompanhamento pós colocação que nós fazemos pelo menos durante ano, visitando cada pessoa no seu posto de trabalho, conversando com seus líderes direto, com seus colegas, né esse trabalho de apoio é fundamental e no mundo inteiro, emprego apoiado, é 1 metodologia reconhecida, é 1 metodologia baseada em evidências, que ainda é muito pouco conhecida no Brasil, né? Eu sempre cito o termo em inglês porque se alguém quiser procurar no Google, a gente vai ver lá o termo supportted emploiment ou em pleu com apoio em espanhol, né? Diversos países dos Estados Unidos a China, Reino Unido, Suécia enfim, utilizam essa metodologia com índice de efetividade, em em termos de inclusão muito superior a quando ela não é utilizada, porque foise colocado muito bem, a né nós falamos muito de suporte, né quando nós falamos do transtorno espectro autista, e esse suporte, se ele não é disponibilizado, nós estamos inclusive violando direito porque, na convenção internacional para os direitos da pessoa com deficiência do qual o Brasil é signatário, é 1 emenda constitucional pra nós, No seu preâmbulo J, fica muito claro proteger os direitos das pessoas com deficiência, inclusive daquelas que precisam de maior apoio, não é? E esse é trabalho, que precisa ser feito e desenvolvido e o emprego apoiado é 1 boa oportunidade, porque ele traz método pra se fazer inclusão porque, foi colocado muito bem, né você, a retenção é desafio, a inclusão a colocação em si é desafio, mas a retenção também, né quando nós temos, apenas a contratação, muitas vezes a pessoa continua excluída dentro do trabalho, né? Porque nós falamos contratar não incluir, contratar é o primeiro passo a inclusão começa no dia seguinte. Então esse trabalho baseado na metodologia do emprego apoiado, ele permite que a gente faça trabalho com começo, meio e fim, né? Mas infelizmente, a gente não conseguiu tornar isso ainda 1 política pública, no país, né e, o Instituto Geoplemente se coloca à disposição, pra enviar material, disponibilizar pra qualquer organização, pra qualquer pessoa, informações sobre essa metodologia porque nós temos utilizado essa metodologia com grande sucesso, né fizemos desde que, pra gente ter 1 ideia, né, até 2012, quando não não usávamos essa metodologia nós fazemos fazemos em média 100 inclusões por ano. Em 2013 ao implantar essa metodologia já fizemos 280, e temos mantido nos últimos anos, 1 média de 500 inclusões por ano, já fizemos em torno de de 5000 inclusões com essa metodologia com 1 taxa de retenção muito alta, né. Então, eu acho que pra sintetizar, né o instituto entre as suas, seus pilares, tem a defesa e garantia de direitos, e reforçar realmente, que a lei de cotas precisa ser protegida e precisa ser cumprida, talvez nós precisamos criar instrumentos, né hoje você tem o esocial, você tem o DEDS que são instrumentos eletrônicos do Ministério do do Trabalho e Emprego, que poderiam gerar 1 fiscalização remota mais efetiva, pra que o não precisasse necessariamente ter a presença física do fiscal na empresa, né? Porque senão a gente vai evoluindo muito a contagotas, né? Nós temos apenas por 100 do total de trabalhadores brasileiros formalmente registrados com algum tipo de deficiência. E por outro lado, disseminar a metodologia do emprego apoiado que tem dado certo pra nós, e quem sabe tornar 1 política pública, né já temos como eu falei 3 projetos, de lei tramitando na câmara, e esperamos que eles sejam aprovados, isso já faz tempo, né pra que a pessoa a gente precisa entender que tecnologia assistiva, não é só prótese, não é só órtese, não é só cadeira de rodas, é é processo também, que viabilize os apoios que a pessoa precisa pra fazer a inclusão. E a gente, pegando 1 fala do Marcelo e já encerrando aqui, às vezes o desafio é porque pra você dar suporte maior, né isso acaba demandando investimento que nem sempre a empresa está disposta a fazer, né? E se a gente tivesse 1 política pública a gente aumentaria bastante, o índice de efetividade das colocações que nós fazemos. Então, acho que em linhas gerais é isso, agradecer mais 1 vez em nome do Instituto João Clemente, e dizer que nós estamos aí à disposição, sempre né e agradecer mais 1 vez aí ao deputado Eduardo da Fundi. O Flávio.

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