Manoel da Conceição

Manoel da Conceição

Representante - Frente Nacional de Luta

Últimos Discursos

05 de dez, 10:29

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

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Bom dia, né? Bom dia a todos os companheiro de luta que estão aqui nessa plenária. Tem alguns companheiro ainda pra chegar. Agradecer ao companheiro Glauber aqui por mais essa, né? Mais essa audiência pública pra discutir essa questão da criminalização dos movimentos sociais, né? Não só todos os movimento, mas também alguns deputado igual ele, igual a companheira Érica, a Sâmia, né? Melchior e outros companheiro aí que faz essa defesa do do dos movimentos sociais que faz a defesa da legalidade e da luta né? Também são perseguido nessa casa né? E está aí com alguns processos né Glauber? Também agradecer o companheiro Edson né? Está ali, chegou, conheço o companheiro já tem algum tempo já e não só no DF, né? Mas nós temos essa perseguição a nível nacional que nós temos que combater a partir daqui, né? Porque aqui está a casa onde você discute os projeto, onde você discute as leis, né? Onde é votada e onde os depois são implementada, né? E quem sofre lá na ponta somos nós com com essas, com o que eles faz aqui de errado. Eu tive a oportunidade de estar no dia da votação da, se eu não me engano EPL, né, da criminalização dos movimentos sociais, que teve esses dia aqui na casa. Eu tive a oportunidade de estar lá e ver a sacanagem, né, como eles discute a questão do da criminalização dos movimentos sociais. Eles quer considerar roubo, que seja roubo de carro, ou que seja roubo de celular, que nem o dito cujo deputado eu não me lembro o nome agora, né? Usou como argumento, né? Que o cara rouba e vai pra dentro do movimento social, ele está livre, né? Como lá é a casa de acolhimento, né? Dos, do, da coisa errada, né? Você vê que não tem argumento e não não sabe também discutir e querem na verdade a discussão ao contrário do que aos movimentos sociais, que é fazer a luta, a luta pela terra, a luta pela saúde, a luta pela pela igualdade, né? Então isso a gente tem buscado. E eles quer o contrário, eles quer manter o que eles têm hoje, né? Por que que não é crime invadir terra de indígena? Por que que não é crime, lá eles derrubaram tudo, né do meio ambiente, mas não é crime. Por que que não é crime? Hã? Ou é crime, mas não não é visto, porque eles têm dinheiro, eles têmando. Aí tem que pegar nós, contra os movimentos sociais, o ESC, com com seu processo aí eu sei que é de longa data, né? Né? Nós também tem alguns processos aqui também por criminalização, e na verdade, não só a questão do ambiental que eles estão jogando em cima, mas também a questão da grilagem de terra, né? Que o movimento pratica a grilagem de terra. E quando vai pra mídia, não sei se vocês já viram, passa lá realmente, ah o movimento está grilando, está fazendo isso, estou vendendo lote, isso e aquilo outro. Mas seus condomínios que eles geram milhões, né, vendido pela Terra Cap, que grilada pelo pela parte do do governo do GDF, e isso não é crime, né? É crime é lutar, né? Mas nós vamos continuar lutando e não vamos baixar a cabeça. E essa é a essa é, é 1 ideia, é 1 é 1 coisa que nós não vamos abrir mão, que aí eu tenho conversado com o Edson, com os outros meninos do movimento, o próprio MST. Então assim, nós temos que estar na rua, nós temos que estar cobrando nossos direito, entendeu? Nós temos que fazer essa diferença. E pra isso, Glauber, nós temos que juntar mais essa casa, esses os deputado aqui dentro que são mais voltado à esquerda, entendeu? E e aumentar esse debate, né? E aumentar esse debate e procurar na câmara, na na na plenária lá da câmara, levar esse debate pra lá. Até eu cobrei muito algumas vezes de alguns alguns deputado aqui, isso não tem o debate da reforma agrária mais na câmara, né? Tem ato político dia 19 de abril, dia não sei do que, mas não tem mais aquele debate, aquela cobrança, né, da que a reforma agrária tem que estar na pauta, que a reforma agrária tem que ser feita, porque isso é reparo, né, não só pra pra nós contra semterra, mas pros quilombola também, pros companheiro indígena também que tem suas terra usurpada, que estão lá morrendo, né? Na Bahia mesmo, estão feito várias retomada, e os companheiro, né? São alvejado. Hoje, pela bala, né, da Polícia Militar, que está a comando de quem? Quem é o governador? Governador que a gente diz nosso do PT, né? Como que nós amarra essas, como que nós amarra essas essas polícia, né? Essas milícia que vamos colocar não como polícia, mas como milícia, né? Então é complicado, nós nós temos que que trabalhar mesmo e buscar a criminalização dessas pessoas, e não dos companheiro que faz a luta. Colocando hoje, hoje nós estamos com o companheiro Zé Rainha, o Claudio fez 1, fez 1 campanha da **** também mais outros menino, pra soltura, hoje o companheiro não pode sair do município, né? Não pode sair do município, passou 4 mês preso, já tem aí com o processo andando já há mais de há uns 2 anos mais ou menos, e não consegue, não consegue 1 liberação pra ir no no estado do Paraná onde o Mato Grosso do Sul, onde o seu genro está fazendo tratamento de câncer, pra você ver né? Entendeu? Não vai fugir, o Zé vai fugir. Então assim, e outros companheiro, Luciano também está está lá também, então pra pegar seus 4 ano, né? Aqui colocando na na pessoa da da FML que é é Frente Nacional de Luta Campicidade. Nós estamos respondendo também o processo de, o processo de, processos de meio ambiente, e onde as prova que estão dentro do processo, são fotos que nós tiramos, encaminhamos pra polícia, entendeu? Denunciando a grilagem. E essas foto estão sendo hoje utilizada dentro do processo, com prova como que nós fomos que Guiller materno. Pra vocês verem como é que é a coisa. Então assim, a polícia ela, ela tem seu, está está com seus conchavo, né? Igual o cara que veio aqui eu não sei se está por aí, está com seus conchavo, e vai nas casa da gente, lá em casa mesmo, é direto à polícia e tal, isso aquilo outro. Esses dias a milícia foi lá tentar retomar 1 parcela do companheiro que é assentado, nós tivemos que ir pro enfrentamento. Vocês sabem quantas BO que eles fizeram? Nenhum. Não aceitaram fazer nenhum BO, não aceitaram fazer. Aí atrás, nós fizemos 1 denúncia no na Defensoria Pública, com a Patrícia e com outros menino aqui, foi que encaminhou processo ao juiz, 1 solicitação ao juiz e o juiz encaminhou mandado de prisão pro cara, que foi lá, porque o cara tem processo que é é miliciano, que ele não é polícia, ele é miliciano, ele tem processo pra retirar de nós lá só que nós ganhamos. Como nós ganhou na justiça, então a justiça pra eles não serve, né? Isso foi palavra dele lá dentro, tem filmado, foi passado pra pro pro pessoal anexar no processo. A justiça não presta, então nós vamos fazer do jeito nosso. Eles foram lá 2 vezes tentar tirar os companheiro, Com tiro, com tudo, entendeu? E não, e a polícia não aceitou fazer 1 1 ocorrência. Então aqui, é terra, a discussão falar, é dentro de Brasília, os cafalharam aonde está o poder, mas muitas vezes está a terra terra sem lei, sabe? Tem a terra, tem a lei, mas ela só prevalece de lado. Então assim, os companheiros sofrem muito, estão ali na na FRONA, não é isso Edson? O PS deve falar depois, com várias pessoa o tempo todo ali retirando os companheiro de lá por questões ambientais, mas tem projeto habitacional se eu não me engano pra 5000 moradia. Vai, Uai, se vai construir moradia, qual é o impacto menor ambiental que seja ali, se não fosse fazer o assentamento, se não for colocar, dividir, colocar os companheiro ali cada qual num pedacinho de 3 hectares, 2 hectare e meio, com projeto sustentável, entendeu, recuperado? Então pra vocês verem que não tem cabimento essa essas essas coisa, entendeu? É utilizada realmente só pra reprimir e, e aí isso faz com que os companheiro que estão lá na base, que estão acampado, fiquem com medo. Porra, né? O Edson, os menino estão todo mundo processado, a polícia perseguindo. E eu que e eu, qual é o meu apoio que eu tenho, entendeu? A sensação daquelas pessoas que estão ali é totalmente de insegurança. Vai lá, derruba os companheiro, deixa eles na chuva, na chuva sem ter o que comer, aí pega cachorro que ficou por acaso amarrado, isso vira 3 dias de notícia na TV. 3 dias de notícia pro cachorro que ficou amarrado, entendeu? Que eles, foi obrigado a deixar, né porque quer, porque quem mais cuida dos animais você pode ver que é que é quem necessita, não é quem tem dinheiro, mas quem necessita, é que mais cuida com carinho como se fosse ente da família. Então os cara tiveram que sair, o cachorro ficou, o cachorro virou 3 dia. E aqueles companheiro que ficou sem ter aonde dormir? Que esse companheiro que ficou sem ter aonde de fazer 1 comida? Não é gente? Então, essa essa essa Brasília, essa sociedade nossa ela está bem diferente, né? Onde o ser humano não tem mais nenhuma nenhuma validade, não tem mais valia né? Não não tem mais respeito. Então é isso, recuperado, eu só tenho que agradecer, e cada dia nós fomentar mais esses debate, né com com todos os companheiro, que pena que está faltando bastante, mas também tem que ir pra rua. Nós temos que ir com a rua e cobrar, porque nós sabemos que esse estado não é pra nós, esse estado é pros rico. Então nós temos que combater de frente a frente, né essas essa essa esses, me diz o outro, essa criminalização que eles colocam sobre nós, e nós defende aqui junto com os com os companheiro que estão aqui, estão com seus mandato, e nós temos que defender na rua. Na rua nós também não vamos conseguir. Então eu convido todos os companheiro aí, o Edson, os companheiro que está aí, o Zanata ali. No primeiro momento quem tiver a oportunidade, nós temos que ir pra rua. Tem que ir pra rua, obrigado. É isso.

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