Claudio de Moura Castro

Claudio de Moura Castro

Doutor em economia - Universidade de Vanderbilt

Últimos Discursos

10 de dez, 13:22

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO

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Ele é puxadinho na universidade medieval. Quando existiram passaram a existir mais preceptores para preparar a universidade porque a escola não existiram, criase com ensino médio muito atrelado àquela problemática da filosofia e da teologia daquela época. E assim vai. Mas muita coisa acontece, a burguesia se expande e quer a escola, e tem e quer outras coisas. As ciências explodem sobretudo nos últimos 2 3 7. E aqui esperase que a escola forneça, o conhecimento práticos coisa que aquela aquela aquela universidade medieval e o seu secundário inicial não fazia. Então o que que acontece? Cresce, a a heterogeneidade. A educação não é mais pra elite da elite no nível médio. E o que que acontece? Começa a ficar difícil a convergência de todos esses objetivos simultâneos num só período da vida dos alunos. A expansão da ciência, obriga a a real muito mais muito mais alto de de estudo delas no nível secundário de acordo com a, com a com a carreira que vai ser tomada quer dizer, não adianta com licença pra conversarmos nos nos salões e nos saraus. E os alunos. Tem idade pra ter preferências, ter gostos, ter vocações, ter talentos, ter ausência de talentos, quer dizer, dificuldades em certas áreas. As carreiras começam a exigir mais, a medicina que é mais biologia, a engenharia que é mais física e matemática e não dá tempo pra estudar tudo. Então a escola não consegue mais ser a mesma pra todo mundo. Portanto há há há 1 resposta inevitável, diversificar, ou seja, criar muitas alternativas para as escolas secundárias. São calibragem diferentes de acordo com aptidão acadêmico. Uns chegam mais preparados, outros chegam menos preparado, mais foco em menos temas, quer dizer, nós tínhamos aí o clássico científico é é mais ou menos nessa linha. Portanto existem muitas soluções, e cada 1 delas oferece 1 opção diferente. Na Europa nós temos 2 escolas separadas, lugar pra cada coisa, ou então nós temos escolas como na França que tem sabores separados, tem mais física numa tem mais ideologia na outra tem mais matemática na outra e isso tudo termina em Bacaloiar diferentes. Então isso que é 1 solução única que é 1 escola só, só que umas 1 1 escola típica americana macrogrande ele ela tem 200 disciplina, quer dizer, é como se fossem, não sei quantas escolas lá, então, isso é no mundo inteiro. E no Brasil, nós tínhamos a opção mais o estilo francês, o clássico, o científico normal e contabilidade. E assim vem, até que acontece acidente, o percurso, em meados dos anos 90. Por razões, que a gente que eu não consegui muito bem decifrar, os Conselho Nacional de Educação adota currículo único para todos. 1 escola única pra todos sem escolhas. É o único sistema assim no mundo dos países pelo menos os mais conhecidos, e ou é o melhor do mundo ou é o pior do mundo, eu suspeito que seja o pior no mundo é 1 vergonha pro Brasil. Nessa época Paulo Renato de Souza era ministro e ele não percebeu o que estava acontecendo, se ele tivesse percebido eu imagino que ele entraria nesse assunto. Resultado possivelmente devido a esse a esse modelo, é que o médio estagnou, e duplamente estagnou. Estagnou a matrícula e estagnou a qualidade. Será culpa nesse modelo? É bem sugestivo, e possivelmente é. Vamos agora, perguntar, como de onde de que fundo do poço, de que bolso do colete, foi tirado essa ideia. Isso nos leva, à Itália, do lá nos anos 20, onde havia jornalista brilhante, filósofo, comunista e palastrão. Pallastão. Quando ele falou mal do partido comunista ele foi expulso. Quando ele falou mal do machismo ele foi preso e passou o resto da vida na cadeia. Ele se chamava Antônio Grande. Ele tinha, ele produziu os cadernos sobre muitos assuntos na área da educação, o que ele dizia o seguinte, como que os pobres os pobres poderão sombrear aos ricos, se as suas escolas são diferentes? O tema é bom. E até hoje também nós ainda não sabemos como resolver esse assunto, e mais sabemos. Fundamental, É a diferença entre o desempenho de pobre e o desempenho de rico com tudo que está enrolado nisso. Agora, embora ele tenha posto o dedo, no problema fundamental em que nos persegue até hoje, a solução dele era simplista. A mesma escola para todo mundo. Isso não, isso não pode existir, isso não existe isso é incompatível, nem a Itália prestou atenção nele e nem outros países tomaram isso literalmente. Só o Brasil. De repente estoura esse negócio no Conselho Nacional de Educação. Problema são os níveis iniciais. Incapazes de igualar ou sequer manter as diferenças do primeiro ano primário, entre o período educado e crise não educado. Então no médio, não adianta querer oferecer a mesma escola porque os alunos já são muito diferentes, mas muito mesmo. Além disso, e as preferências individuais? Gosta de poesia outro gosta de química. E ainda pior, o o fruto de de 1 visão ideológica estreita no ensino técnico, as disciplinas profissionalizantes se tornaram inaceitáveis pra contar carga horária. Ou seja, aumentou na ordem de 1000 horas a a duração do diploma técnico. E esse é justamente o o curso que é frequentado por gente mais modesta, com o com pretensões de se profissionalizar, passa a cursar ano a mais. Para o entra com os 3 anos do médico. Para ser técnico, tem que ter ano a mais quer dizer 1 1 solução absolutamente fora do do do mundo. Aí então, vem a reforma. Custou, anos se passaram eu escrevi escrevi escrevi sobre isso, não adiantou nada. Mas quando começou a pesar no caso do secretário estadual de educação, ele se organizaram. O ministro foi muito ativo, e o presidente participou ativamente pra viabilizar a mudança que no fundo é 1 volta ao que era com as mudanças com as alterações que são o fruto do da evolução e do tempo. Ufa. Não foi 1 reforma perfeita, mas foi aceitável. Permitiu diversificar e criou 4 vertentes. E 1 vertente profissionalizante técnica, que passou a ser incorporada na carga horária. Voltou o que é? Porém, a patrulha, da Politecnia não desiste Politecnia esse termo misterioso que o grande usa. É é a mesma forma pra todo mundo, todos têm que ter o mesmo currículo, o filho de do do favelado tem que estudar Kant, o filho do do milionário tem que trabalhar na enxada porque o trabalho enobrece. Quer dizer, tudo isso tem fundo de verdade. Agora a tradução literal dessa não pode ser 1 escola igual pra todo mundo, tanto assim que nenhum país tentou fazer, tanto quanto eu saio. Aí, a patrulha não desiste, tenta voltar atrás aparece na primeira proposta do PNE etcétera quer dizer voltar pro pior sistema do mundo. Obviamente, 1 proposta desse tipo, desse tamanho, heterogêneo, com muitas situações diferentes, vai apresentar 1 montanha de problemas, grandes e pequenos, como é que é a entidade pequena, como é que é a entidade média, como é que é a cidade grande, quantas opções dessas 4 vertentes tem que ter, como é que fica a vertente técnica, e por aí após. Não tem fim os problemas. E, só há 1 maneira de lidar com isso. Pragmaticamente, enfrentar, a Ninguém que conhece pouco essa situação, poderia jamais imaginar que esse problema não existisse. É só que obviamente ninguém vai ficar fazendo propaganda deles no momento em que você tem que no momento em que você tem que aprovar 1 lei da maior importância pra educação brasileira porque nós temos 1 legião, não é? Então tem que resolver pragmaticamente. É isso que se espera. A gente tem que aceitar o desafio de que muitas pequenas e médias decisões têm que ser tomadas aqui e ali, mas que não podemos voltar atrás. Quer dizer, não podemos ouvir o canto das viúvas da foi otecnia de Granther. Nós temos que minimamente fazer como todos os países conhecidos fazem, quer dizer, ter o ensino médico, que é diversificado. O o alguns uns querem mais isso, outros querem mais aquilo, os são mais difíceis, outros são menos difíceis. Lembrar por exemplo que nos Estados Unidos, que tem apesar de alguns problemas dos melhores sistemas educacionais do mundo, 00AA disciplina de inglês ela é oferecida 2 3 4 alternativas diferentes. Matemática mesma coisa. Na na Alemanha existem, ensino secundário. Na Suíça são 2 livros de ensino secundário além da do da educação e alternância, educação e trabalho e alternância que pega mais da metade da da coorte nessa idade do ensino médio. E eu quero terminar contando casinho bem curioso. O a última reunião dos secretários de educação, para acertar a proposta que ia ser enviada pro congresso, foi em Manaus. E havia 1 grande discussão mas basicamente todo mundo concordado, exceto com a ideia de que, inglês devia ser obrigatório ou constitucional. E havia representante que não abria mão da ideia de inglês opcional. EAAA discussão se arrastava e não não se não andava no lugar. De repente, passa garçom na frente da mesa com 1 bandeja enorme cheia de copo para e dito. Estou ouvindo vocês falarem esse negócio aí. Olha, eu venho chinês fala comigo em inglês, vem o argentino fala comigo em inglês, vem o francês fala comigo inglês. Como é que inglês não é obrigatório? Aí fica todo mundo assim, então o meu eu não tenho dinheiro para pagar meu fixo para estudar inglês. Matou aí, inglês passou a ser obrigatório graças ao garçom do do hotel de Manaus. Como diria não se pergunte como se fazem as salsichas e as meias. Muito obrigado. Instituto Sonho Grande.

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