Manuella Mirella

Manuella Mirella

Presidente - União Nacional dos Estudantes - UNE

Últimos Discursos

10 de dez, 16:02

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO

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Me ouvem? Ouvimos bem. Ouvimos bem? Ah maravilha muito obrigado William queria saudar aqui esse espaço no teu nome, mas também dos debatedores que me antecederam. Fico muito feliz de participar de espaço como esse pra debater tema tão importante que é o plano nacional de educação. Antes de chegar no tema né sobre a própria educação superior e a inserção no mercado de trabalho que é o tema central aqui desse painel, é importante lembrar como como chegamos na síntese desse plano apresentado né aconteceu em dezembro, a conferência nacional de educação, a conferência aconteceu na nos municípios estados e a nacional né que culminou com a entrega das propostas organizadas pelos movimentos sociais por professores e estudantes de todo o Brasil que foi tratado, e isso foi resumido nesse plano apresentado né com alguns pontos inclusive que nós achamos que precisamos avançar e ampliar e outros que a gente achou que foram bem colocados né acho que o que nos une aqui é de que o o PNE não pode ser conjunto de palavras mortas. O último PNE não teve nem 50 por 100 de suas metas atendidas. Em janeiro. Tem, tem alguém que falou daqui, acho que o seu microfone está aberto meu bem. Acho que foi? Eu acho que nós obrigada, eu acho que é importante que a gente consiga nesse novo processo de discussão sobre o novo PNL né entendendo inclusive que o atual foi estendido, que a gente tivesse tempo de debater sobre o novo PNE, a gente precisa precisa defendêlo e ampliálo à luz do que a gente acha e julga necessário né e alguns pontos inclusive que são mantidos que pra nós não são indiscutíveis como por exemplo os 10 por 100 do PIB pra educação como todo, nesse novo plano tem ali acho que na meta 18 se eu não me engano mas tem falando sobre financiamento pra educação básica e a gente acha que os 10 por 100 do PIB precisa ser voltado pra educação como todo, seja superior, seja básica, seja profissionalizante, seja superior, pra que a gente consiga através de financiamento e investimento a gente consiga garantir a ampliação da qualidade e valorização da educação. Olhando pra o PNE a proposta apresentada, a gente traz aqui algumas preocupações também acho que foi falado aqui sobre a situação do ensino superior brasileiro hoje. Nós entendemos no movimento estudantil, que que a gente não pode olhar pra educação educação em caixinhas, deparamentalizadas né, a gente precisa de 1 educação brasileira que esteja comprometida e que dialogue com o projeto nacional de desenvolvimento. Acho que a Beth colocou aqui, a meta de ampliação de matrículas, de ampliação do acesso, de ampliação do acesso ao ensino público ou privado. Antes disso, antes inclusive de dividir qual é o formato do ensino, CAD que eu também tenho pouco a contribuir sobre isso, acho que a premissa é de que a educação precisa estar relacionada a esse projeto nacional desenvolvimento que sirva o povo brasileiro. Olhando pro mercado de trabalho hoje, olhando pra juventude, que é a maior que é a parcela né que encontra a educação a gente vê com muita preocupação algumas, alguns dados né hoje mais de 40 por 100 da juventude se encontra no mercado de trabalho informal, e o que isso significa? Significa que o o crescimento da evasão nesse, no período foi gigantesco, a gente olha pro ensino superior e privado público a evasão também então o nome traz nos traz números alarmantes. Nós precisamos garantir que a educação brasileira esteja comprometida com esse projeto nacional de desenvolvimento. E olhando pro ensino superior hoje também trazemos algumas preocupações, foi falado aqui e eu não vou entrar muito nesse mérito, sobre a questão do EAD, do presencial, do próprio formato da regulação do ensino superior privado. Hoje inclusive a gente está participando da do CCPARES né, que é 1 comissão que está debatendo o EAD no ensino superior, mas exceto eu acho que é consenso aqui entre nós de que nós não podemos olhar a educação como mera mercadoria, porque a educação, mesmo entendendo que parte dela vem do ensino superior privado, ela precisa estar comprometida, volto a falar com esse processo nacional de desenvolvimento, precisa estar comprometida com projeto de educação e 1 educação de qualidade. Nós defendemos 1 educação que esteja comprometida com a resolução de problemas sociais, com o combate às desigualdades sociais, com o combate à fome que sirva ao povo brasileiro numa universidade que forme pra além de profissionais que não atuar em áreas específicas pra desenvolvimento do Brasil, que consiga também elevar a consciência das pessoas pra que a gente consiga formar cidadãos críticos pra transformar a nossa realidade. Acho que esse novo PNE traz inclusive, pouco sobre a questão da própria regulamentação do ensino superior privado quando se diz a qualidade né, acho que nós defendemos na UNE, a criação do insights né, houve aqui 1 discussão sobre ter ou não 1 agência reguladora, aí é ou não autorregulação não acho que as universidades privadas têm que se autorregular, acho que existe sim existir instituto nacional de avaliação de supervisão e avaliação do da educação superior como todo que a gente consiga garantir parâmetros pra garantia da qualidade na educação, com qual o Adalet falou aqui sobre o Enade, acho que a gente precisa revisitar o Enade sobre a qualidade dessa avaliação, mas o que a gente precisa é o compromisso com educação de qualidade. E quando olhamos no mercado de trabalho, a universidade em si, ela não vai ser responsável por solucionar o problema do mercado de. A gente falar mas a universidade não garante 000 acesso ao emprego. É certo que hoje já existem alguns dados que falam que, ter e a hoje existe no Brasil, a discussão sobre o processo de reindustrialização, né industrialização, esse processo de garantia de ampliação de empregos é também a garantia da valorização desses profissionais, a a valorização acho que nesse novo PNE fala pouco sobre a valorização dos profissionais da educação básica, acho que é bom ponto, a garantia da valorização desses profissionais, da evolução das carreiras dos professores inclusive, pra que a gente consiga garantir o maior acesso desses estudantes ao mercado de trabalho porque olhar pra licenciatura hoje a gente olha com alarmismo né, nós temos hoje déficit de profissionais da educação formados e áreas que precisam de professores, então, eu acho que se debruçar sobre o ensino superior, e nesse PNE que é mais voltado, nós vemos sua grande maioria, é pra educação básica e a gente entende que é importante que se volte entendendo a defasagem dos últimos anos e ataques e desmonte da educação básica, é importante mas é importante também olhar pra 1 parcela importante da da nossa sociedade que é a universidade. Antes dela nós temos também a educação profissionalizante, eu não me me apresentei mas eu sou a Manu, eu sou formada em química, pela pelo aniversário federal rural de Pernambuco, toda metade da minha segunda graduação em engenharia ambiental, quero seguir nessa área de energias renováveis, que a acho que posso contribuir pra o Brasil nesse formato, mas também sou formado em química industrial, no técnico em química industrial, e a maioria dos meus amigos que formaram né no SENAI, trabalham na área outros que foram pra outra outra área totalmente diferente, A gente entende a importância também do ensino técnico profissionalizante pra garantia do contato desse estudante com a profissão, com o mercado de trabalho mas a gente entende que a gente precisa de projeto integrado de educação. Também Também não acho que o estudante que sai do ensino médio e entra na graduação ali ele vai saber qual o seu curso que ele vai fazer da sua vida pra sempre, muitas vezes inclusive a evasão diz respeito sobre o estudante trocar diário, ou mudar de curso. Eu acho que a gente precisa nesse novo PNE deixar mais mais claro né ampliar a questão das próprias metas e e marcos em relação à qualidade da do ensino superior mas o que nós achamos que não tem que ter no PNE mas que é importante que esteja à luz e com o objetivo do próprio Ministério da Educação, do Governo Federal, a discussão sobre o ensino superior como todo, a nossa reforma universitária, acho que a gente precisa olhar pra o ensino superior a partir inclusive do próprio senso do Inep que foi preocupante os dados que nos dão sobre a evasão, sobre a evasão na no no da educação pública, a ampliação do ensino superior privado como todo sem o objetivo ali voltado a esse projeto como disse mais geral bem como o próprio EAD, e aí eu queria reforçar aqui que a gente parece que o órgão estudantil vem falando do EAD como se nós fôssemos contra o EAD e é péssimo, e nós não achamos que é por aí, nós temos inclusive experiências no EAD como foi falado aqui a UNIVESP, como a própria UFRJ, como própria universidades públicas que têm mecanismo de EAD que funcionam né, mas o que nós vemos hoje, é que no ensino superior privado, presencial, no meu caso né, eu falo da minha universidade, da minha faculdade, nós temos mais de 40 por 100 da nossa grade curricular, dada em formato EAD chega a 60 por 100, porque não existe 1 regulamentação, 1 supervisão, e várias várias faculdades e universidades não são todas, também seguem nesse mesmo formato né sem nenhuma regulação e nenhum acompanhamento, à mercê da nossa denúncia, então acho que não é nosso papel, acho que é nosso papel acompanhar e denunciar mas precisa de 1 supervisão nesse formato, acho que a gente precisa de 1 reforma universitária e estruturante, tenho certeza que essa comissão de educação aqui na câmara, as bem como os atores que fizeram aqui a sua palestra, tem muito a contribuir sobre qual os caminhos pro ensino superior brasileiro. Acho que é importante se informar, formar professores, formar mestrando, mestrias, formar doutores, porque diz respeito à nossa soberania nacional, mas precisam ser correlacionados com esse projeto de Brasil. Formar para, para desenvolver que área, qual é a tecnologia, qual é a inovação brasileira, qual é o projeto nacional desenvolvimento que nós iremos realocar esses estudantes que são cientistas, que são pesquisadores, que estão comprometidos com o desenvolvimento de 1 área específica, não meros que produzem ali mais artigo científico, que a gente tem ali eu acho que se for comparar o Brasil com a Coreia do Sul, a gente tem ali a mesma quantidade de publicação científica de artigo, mas quando a gente olha pro número de patentes, a Coréia do Sul vai lá pra cima e a gente fica ali com 209 patentes se não me engano, não me falha a memória os dados. Então acho que o ensino superior brasileiro tem precisa ter compromisso e precisa também dentro das que estão apresentadas no PNE, o que tem gente feito sobre a ampliação do acesso, mas que a gente precisa conectar todos esses desafios e as metas a esse projeto nacional de Brasil forte e soberano com tecnologia brasileira, com inovação brasileira, a gente viu agora o processo, o projeto de inteligência artificial nacional, acho que é isso, fortalecer o Brasil, a gente tem mentes brilhantes no nosso país, desde o ensino médio ao ensino superior, desde que seja qualquer área pra fortalecer o nosso país, eu acho que o nosso compromisso aqui enquanto o movimento estudantil, enquanto união nacional dos estudantes é, garantir que o novo PNE, tenham metas específicas e relacionadas a esse projeto de Brasil, que pense numa educação transformadora, libertadora, que consiga garantir caminhos pra que esses estudantes consigam entrar na universidade, consigam ter acesso ao mercado de trabalho, ter emprego digno, dá dignidade pras pessoas, pra contribuir pra esse projeto maior de Brasil que a gente acredita. Pra concluir não vou usar o tempo todo, também já queria pedir desculpa se não conseguir ficar aqui todo o debate porque hoje tem ato, que vou me deslocar pra o ato, memória, verdade e justiça, sem anistia pra os golpistas então estou me deslocando pra lá mas fortalecer aqui o compromisso da UNIG em defesa de novo plano nacional de educação, que seja verdadeiramente né possível, de ser conquistado, que a gente consiga metas, que a gente tenha processo inclusive não só de aprovação do PNE agora mas que a gente consiga ter acompanhamento sobre como está o andamento, que a gente consiga garantir a qualidade do ensino nesse processo e que a gente consiga garantir que a educação atinja o seu objetivo, que é ser universal, que consiga garantir a dignidade pras pessoas e a elevação da consciência do nosso povo, e quando a gente fala isso a gente fala sobre ter emprego de qualidade, a gente fala sobre formação de qualidade, e a gente construiu Brasil justo, forte e soberano, e quando a gente fala isso a gente fala sobre qualidade, a gente fala sobre tudo que foi apresentado aqui, então queria me deixar à disposição de vocês reforçar o nosso compromisso com a educação, e com a aprovação desse novo PNE com os objetivos com as metas que já estão colocadas que a gente acha que dá pra ampliar em alguns pontos e outros estão muito bem colocados que a gente consiga provar PNE que seja atingível né, com metas reais, que a gente consiga garantir a melhoria da educação como todo, porque se a educação melhora o Brasil melhora junto. Muito obrigado William, estou aqui acompanhando até onde der.

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