
Excelente pergunta, né? É o que nos motiva aqui hoje a a tratar sobre o tema. A gente tem essa dificuldade hoje né porque nem o próprio Conselho Federal de nutrição reconhece a especialidade pra tratamento de doenças raras ou TEA. Então assim é desafio imposto né pra gente saber como é que a gente vai fazer a nossa resolução sobre especialidades ela é nova, mas já demonstra essa fragilidade, inclusive, a sociedade solicita né por isso os planos de saúde eles entram em contato conosco perguntando se nós possuímos o profissional especializado pra fazer o atendimento, e nós sabemos que aquele o profissional acaba que ele procura né se se especializar e buscar mais conhecimento mas eu não vou saber lhe responder hoje né se o ministério da saúde o sistema único de saúde se ele promove alguma mas é Mas é algo que a gente leva pra casa aí inclusive pra estimular o debate junto ao ministério da saúde. Eu passo agora a palavra.
Boa tarde todas e todas. Parabenizo aí pelo evento né? Grandioso e debate muito importante, e traz o conselho federal né pra esse momento que a gente também tem que rever algumas questões. Vou me posicionar aqui que já me falaram né que nós teremos 1 apresentação aqui. Então eu vou falar pra vocês brevemente aí o que que o Conselho Federal de nutrição vem fazendo com relação a essas temáticas. Lembrando que o papel do conselho é justamente né fiscalizar, disciplinar e principalmente orientar toda a categoria de nutricionistas e técnicos com relação à sua atuação junto à sociedade. Então hoje aqui, nós vamos destacar desafios, abordagens multiprofissionais, porque sabemos que o nutricionista né, ele é componente aí na ação do dia a dia, e o papel do sistema do Conselho Federal e principalmente dos regionais nisso tudo. Então apresento pra vocês né, o Conselho Federal de Nutrição hoje temos 11 regionais distribuídos aí em todo o país, Então somos responsáveis por 230000 profissionais entre nutricionistas e técnicos de nutrição. E o nosso papel institucional hoje, é justamente regulamentação e orientação profissional. Então o Conselho Federal ele tem esse papel de estabelecer essas normas e diretrizes, por isso a importância de hoje abrirmos esse debate aqui, junto à sociedade pra atuação dos nutricionistas e técnicos garantindo que o cuidado e atenção nutricional de pessoas com transtornos do espectro autista e doenças raras seja ético, embasado na ciência e respeite as particularidades desta condição. Lembrando que a gente vive momento de terrorismo nutricional, onde às vezes restrições indevidas são implementadas sem embasamento científico. Convido a todas e todos aqui presentes né pra juntarem aí forças junto ao Conselho Federal de nutrição, então a gente se coloca à disposição pra promoção de políticas públicas, justamente pra trabalhar pra incluir a atenção nutricional do transtorno de espectro autista e doenças raras como parte essencial das políticas de saúde pública, contribuindo para que haja acesso à assistência nutricional especializada e acessível pra todos. Eu sei, né, que aqui nós temos vários representantes aí de outras associações e sociedades, então depois eu gostaria de poder conversar com vocês sobre essa questão das políticas. E com isso a gente cumpre o nosso papel que é a proteção da sociedade né, zelar pela qualidade do serviço prestado por nossos profissionais, atuando na fiscalização desse exercício profissional e garantindo práticas adequadas. Então falando pouco aí sobre a questão né do que vem sendo feito no sistema CFNCN, e aí esse momento de fala é importante pro nosso sistema, pra nos mostrar o tanto que nós temos que avançar com relação a esse tema. Então a articulação junto à Agência Nacional de Saúde pra cobertura de sessões de terapia alimentar pelos planos de saúde, elaboração de nota técnica do cuidado e atenção nutricional a pessoas com esse transtorno, Resolução que trata de especialidades já é 1 resolução nossa, que já se mostra defasada apesar de nova né, porque hoje nós já temos sido aí questionados não só pela categoria profissional, mas também por planos de saúde questionando se nós temos especialistas nessa área e ainda não temos esse reconhecimento. E a sensibilização e capacitação que já foi iniciada no conselho regional de nutrição da oitava região no sul do país. Então, hoje de acordo com o Ministério da Saúde, o transtorno do espectro autista é distúrbio de neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar repertório restrito de interesse e atividades, né, essa é a definição nossa, de acordo com o ministério. Mas é importante a gente também lembrar que, esse essa esse transtorno ele vem em vários vários níveis de gravidade diferente, por isso a complexidade da doença e a necessidade de especialistas. E o que nós temos aí de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, é que no Brasil, apesar de nós termos ainda dificuldade de dados oficiais, o que se mostra é aumento do número de pessoas na população com esse tipo de diagnóstico, talvez justamente porque a gente agora fala mais sobre o tema e a gente consiga fazer diagnósticos mais precisos. Alguns estudos, só pra mostrar o impacto da nutrição nessa população, observem que, né, dos estudos traz que 65.38 por 100 das crianças estudadas apresentavam algum quadro de sobrepeso ou obesidade. Outro estudo, 90 e 0.2 por 100 das crianças estudadas apresentaram alteração do estado nutricional, podendo ser desnutrição, sobrepeso ou obesidade. E outro estudo e observem que a prevalência é elevada nos 3, 50.6 por 100 das crianças tinham alteração do estado nutricional, variando aí da desnutrição ao excesso de gordura corporal. Então os principais desafios pro profissional hoje nutricionista é justamente lidar com a seletividade alimentar, porque essas né pessoas, essas crianças têm resistência a texturas, cores, sabores e consistências específicas. Alterações sensoriais que afetam o comportamento alimentar. Riscos nutricionais, deficiências de micronutrientes, baixa ingestão de fibras, risco de desnutrição e a própria obesidade. E lembrando que, esses padrões de repetição que essas crianças enfrentam né, mostrando a preferência por poucos alimentos pode levar à deficiência de nutrientes importantes, por isso é importante de toda 1 equipe multiprofissional envolvida. Alergias alimentares, a prevalência de alergias ela é maior nesses indivíduos com transtorno do espectro autista. Lembrando, né, que nós vamos ter 1 nutricionista para falar sobre os erros inatos, demandando atenção especial à dieta, distúrbios gastrointestinais eles também apresentam quadro mais prevalente de desse tipo de distúrbio, e o risco de sobrepeso e obesidade que já foi falado aí em outros estudos né? Então é isso tudo é desafio aí pro profissional da nutrição, junto com os demais profissionais. Então o papel do nutricionista né, é iniciar ali avaliação individualizada já nas crianças, onde se faz 1 avaliação antropométrica, aonde se avalia o consumo alimentar, faz plano terapêutico não só adequado mas também individualizado, e monitora né, se realmente o que foi proposto está sendo seguido e se essa pessoa né ela está dentro do que é esperado ali para momento clínico dela e a idade. Então, não tem como, né o Conselho Federal de Nutrição defende que não só a nutricionista esteja aí no tratamento dessas pessoas, mas também toda a equipe multiprofissional, porque a gente entende que a abordagem integral ao indivíduo e a colaboração entre diferentes profissionais de saúde favorece a implementação de soluções mais eficazes e personalizadas. E a melhora na aceitação alimentar e no estado nutricional, depende de intervenções multiprofissionais e podem aumentar a adesão ao plano alimentar e melhorar o estado nutricional em geral. Por isso eu trago pra reflexão né de nós todos e todas aqui presentes, as seguintes questões, a relevância de olhar especializado pra nutrição no transtorno do espectro autista né e mais à frente vai ser tratado sobre doenças raras, A nutrição ela tem papel fundamental no manejo, os desafios como seletividade alimentar e comorbidades exigem atenção técnica e empática. Intervenções nutricionais adequadas impactam positivamente a saúde física, comportamental e cognitiva dessas pessoas, e olhar especializado garante abordagens tá sublinhada, é porque essa é a alma do negócio tá sublinhada, é porque essa é a alma do negócio. O cuidado integral então exige colaboração entre nutrição, psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e medicina. Trabalhar com equipe permite compreender e abordar os desafios alimentares de forma mais ampla. Aí que eu trago alguns exemplos de que o nutricionista sozinho ele não é capaz de tratar esse tipo de criança. Então o nutricionista com o terapeuta ocupacional vai trabalhar adaptação de texturas alimentares, o nutricionista com o psicólogo vai trabalhar estratégias para aceitação de novos alimentos, e a interdisciplinaridade ela vai ampliar as possibilidades de intervenção e melhorar o bemestar geral. Então esse papel transformador de políticas públicas bem estruturadas a gente, nós realmente tem que avançar nisso, porque políticas públicas elas vão garantir acesso a serviços de saúde especializados e inclusivos. Então, com isso a gente deseja viabilizar o mais breve possível, programas de assistência nutricional, capacitação profissional, campanhas de conscientização sobre transtorno do espectro autista e a importância do profissional nutricionista junto às doenças raras, promovem equidade, inclusão, suporte adequado às famílias e transformam vidas e fortalecem a sociedade ao priorizar a diversidade e a inclusão. Então eu fecho a minha fala, e coloco o Conselho Federal de Nutrição aí à disposição de todas e todos.
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