Paulo César Magalhães

Paulo César Magalhães

ABRAGE

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12 de dez, 11:42

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

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Bom dia deputado, obrigado pelo convite. Eu vou fazer 1 apresentação ali, dirigir ali. Fique à vontade. Bem, eu não sou, meu nome não é Enéas, mas vou tentar falar rápido. Bem, o a BRAGE é 1 associação que representa os geradores hidrelétricos, a gente representa as maiores empresas geradores de hidrelétrica do Brasil, 90 por 100 da geração hidrelétrica no Brasil, são de empresas associadas à BRH, tá? A matriz energética eu vou passar rapidamente esse slide, aqui já foi dito que nós temos hoje 1 das matrizes mais elogiadas no mundo, tanto a matriz energética quanto a matriz elétrica, por ser 1 das matrizes mais renováveis comparados com os países com a média mundial e com os países do mais a mais a avançados né, mais industrializados. Isso essa construção dessa matriz ela não foi 1 virada de chave, isso começou a 135 anos quando o Brasil tomou a decisão de investir na hidrelétrica, pra se pra pra pra toda a sua base econômica, industrialização começou com a hidroeletricidade e várias leis vários programas ao longo do tempo foram fazendo que a nossa matriz ficasse cada vez mais limpa e renovável. Bem, mas, essa matriz tem passado por grandes e profundas e aceleradas transformações ultimamente isso não só no Brasil mas também no mundo todo, a matriz energética e elétrica mundial tem passado por grandes transformações. Então o que eu gostaria de deixar claro aqui é que nem tudo são flores na nossa matriz, até apesar dela ser 1 matriz limpa e renovável, ela tem alguns problemas começaram a aparecer já na nossa matriz. Primeiro delas é o seguinte, a, se eu olhar 20 anos atrás, nossa matriz elétrica, era 1 matriz hidrotérmica, 90 por 100 mais ou menos da elétrica e o restante de geração termoelétrica fóssil, né? Atualmente essa participação da hidrelétrica, ela caiu pra 49 por 100 em termos de capacidade instalada, e a previsão do plano decenal dos próximos 10 anos, é de que reduzir ainda mais a participação da eletricidade da matriz. Só que quando a gente olha na renovabilidade, ela continua matriz renovável inclusive crescendo a renovabilidade da matriz, né? Então teve 1 redução de 34 por 100, nesses 30 anos da renova da da participação das hidrelétricas, e com o impacto disso, né? O impacto é que com a entrada massiva dessas fontes renováveis não despacháveis, ou seja, não controláveis, principalmente eólica e solar, a o papel das hidrelétricas ela modificou totalmente, elas operavam antigamente na base hoje elas fazem atendimento às flutuações da carga, tá? O sistema passou muito mais complexo a operação do sistema porque tem várias, tem a geração distribuída entrando, tem a as usinas não despachavam então o operador do sistema elétrico tem 1 dificuldade muito maior. O sistema, isso aqui é importante, ele se tornou restrito em alguns atributos que no passado ninguém por se preocupava com a capacidade, ou seja, o atendimento de potência no horário de ponta, flexibilidade operativa que aquela, que as fontes consegue flutuar atender rapidamente as demandas, e serviços acelares que já foi dito aqui. Então, e que que eu, qual o impacto disso? Que hoje a oferta de energia excedente a excedentes de energia em alguns horários principalmente durante o dia quando tem 1 forte geração solar, né? E, em outros horários, já se projeta risco de potência no curto prazo, a ANS fala que a partir do ano que vem, os critérios de atendimento à ponta do sistema já começam a ser violados, tá? Então com o risco de déficit de potência. E, a rede de transmissão cada vez o custo maior dessa rede porque os empreendimentos estão distantes do centro de carga, E0E0 1 coisa que tem impactado muito já foi dito aqui, o excesso de subsídios pra algumas fontes hoje que não precisa, são fontes hoje que já são maduras, já são competitivas e esses subsídios têm se estendido. Isso tem impactado em 13 por 100 a tarifa do consumidor, isso gera encargos pro consumidor, principalmente o consumidor que não consegue colocar geração solar nos telhados, né? E no futuro? O futuro nosso o Brasil tem excesso, tem recursos disponíveis, em com com quantidade enorme, os recursos são 10 vezes são são praticamente 20 vezes as necessidades da de atendimento a necessidade demanda, e mesmo os recursos renováveis e aquele de fácil obtenção, eles conseguem atender bastante, então nós não temos problemas de recursos naturais, nós temos recursos naturais em abundância. O que a gente precisa fazer, é como trabalhar com esses recursos, né? Da melhor forma para o consumidor. E aí, a conclusão, é que a gente tem que ter 1 matriz cada vez mais equilibrada, tem que ser 1 matriz diversificada, não pode se basear numa única fonte, né? Ela tem que ser tem que ter resiliência, então não ela não pode ficar pendurada e dependente de 1 única fonte, ela tem que ser segura e confiável, o o as fontes que estão entrando têm que dar segurança, tem que ter energia contínua, firme ao longo do tempo. Ela tem que ser flexível adaptativa pra que, elas elas consigam identificar novas tecnologias, as variações de mercado, tem que ter preços competitivos pra que o consumidor pague essa energia, reflita isso no bolso do consumidor, e sustentável ambientalmente pra evitar emissões, redução de emissões de gás de efeito estufa. Então, nesse nesse aspecto eu queria dizer a importância que as tem no sistema, pra elas conseguem atender todos os recursos de flexibilidade, confiabilidade, serviços chancelares, os os reservatórios hoje 89 por 100 de toda a água armazenada no Brasil estão em reservatórios de usinas hidrelétricas, isso é muito importante, pouca gente sabe disso, né? Então, e elas têm custos, o que a gente pede é que as as fontes tenham custo reais de produção, que elas sejam competitivas e não custos subsidiados, porque o custo subsidiado inibe a participação de outras fontes na matriz, né? Então, era era isso que eu gostaria de apresentar, muito obrigado. Obrigado. Obrigado.

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