
Me ouvindo? Sim sim sim sim estão me ouvindo? Sim sim muito bem. Ok. Bom boa tarde a todos obrigado aí deputado Tadeu e o deputado Pazuello que estava aí anteriormente está? O instituto aqui ele tenta fazer link aí com as associações, a o governo, entender esse processo aí da transição energética para mundo mais limpo tá? E temos aí desafio né, que eu gostaria de colocar aqui que é a construção dessa matriz energética pra 2050, eu diria que isso é 1 tarefa árdua, tá? É complicado nenhum país tem a a bala de prata pra isso, tá? E a gente vê então muitas associações, né, buscando a o seu seu espaço aí no sol né é e então a gente vai tentar aqui falar alguma coisa sobre o que que a gente pode prever aí de matriz para o caso brasileiro tá é o oton né falou aí sobre 1 surpresa que ele teve aí com a com a nossa matriz prevista aí para 2034 pela epe aliás eu coloco aqui 1 coisa importante talvez é esse esse essa possibilidade que a gente tem aqui de falar sobre a matriz dentro do parlamento aí dentro do poder executivo né é muito importante mas também a gente tem que olhar o poder executivo né porque é são os 2 que naturalmente fazem as políticas né e 1 delas é a política energética energética que vai direcionar a matriz energética futura do país tá então isso é importante ouvir as associações gostaria de parabenizar ali o congresso por essa iniciativa e a mais ponto que me ficou também preocupado é que pela EPE que representa o ministério de Minas e energia né? O executivo a gente está com 1 1 evolução tímida tímida da matriz energética na questão do percentual de renovável tá, e aí 1 interrogação como é que vai ficar em 2050 tá, então só na matriz energética a gente tem essa essa esse ponto aí que está pouco desfavorável é claro que o brasil em termos de percentual renovável na matriz energética é dos países que têm o maior valor a média hoje em torno de de 18 por 100 aí mundial nessa nesse quesito então a gente está muito na frente ali da média mundial e a gente vai agora para matriz elétrica também a gente olha pouco meio estranho aqui o que que tá acontecendo é cadeia solar aqui entrando e a nuclear a nuclear foi comentada aqui pelo Celso né, ela vem sendo dilema no Brasil eu me lembro desde o governo Geisel né quando quis introduzir AAA nuclear no Brasil né, e também quando depois na reformulação do setor elétrico na década de 90 no governo fhc a primeira reunião do c npe se discutia o destino de Angra olha isso há 25 anos vem se discutindo o destino de Angra 3, e aí a gente começa a ver poxa vamos ter que decidir o que que a gente quer tá? A nuclear é também 1 solução importante que tem que se avaliar tá assim como a nossa hidrelétrica a nossa hidrelétrica é também problema aí de meio ambiente restrições ambientais também não está evoluindo como falou aqui a Alessandra então a gente tem vários componentes aí que a gente tem que dar 1 olhada a solar eu coloquei a solar também existe outro ponto que é 1 dificuldade aí política hoje da inserção da g d disse que tem muito subsídio precisamos entrar nesse mérito e ver realmente se tem os subsídios ou não tá é então o que eu queria comentar aqui é basicamente os pontos que a gente tem que observar pra desenhar essa matriz futura tá? Qual o ponto importante que nós estamos vendo hoje? É há 1 demanda elétrica e aí eu coloco isso no rol da demanda energética né, aumento aqui desculpe aumento na questão da refrigeração e climatização tá nós vamos ter aumento de temperatura na região sudeste para 2050 em torno aí de 4 a 5 graus médios de de temperatura média e de temperatura máxima em torno aí de 7 graus tá isso dá 1 carga acentuada nessa questão da refrigeração e climatização eu diria que é 1 carga adicional além daquele 3 e meio por 100 que foi observado aí de crescimento vegetativo da demanda elétrica. Nós vamos ter também o aumento da automação inteligência artificial com data centers, aí a gente tem que decidir o governo tem que decidir nós vamos abrigar aqui esses data centers a Europa está valindo eles porque não traz emprego nada estados unidos também está repensando ou seja o que que nós vamos fazer nós temos muita energia renovável vamos introduzir os datacent aqui o que que a gente ganha com isso mas isso é 1 carga adicional que vai afetar nossa matriz energética e o hidrogênio como vetor energético também e auxilia essa transformação energética que a gente vai falar aqui agora bom o que que atrapalha a nossa matriz energética boa parte da termo a energia térmica né que a gente usou desde a revolução industrial com bastante intensidade e aí a gente está mudando né transformando isso tentando usar a eletricidade pra isso e aí a mobilidade é tema importante aqui no brasil porque a nossa é mobilidade basicamente é forte Então esse é ponto importante que a gente tem que avaliar principalmente veículos leves. Mudança na nossa indústria, a entrada do h 2 v biomassa, que é ente também importante pra fazer a nossa transição energética. Mudança no agro, fertilizante verde, mecanização elétrica, são pontos importantes aí que a gente tem que observar e introduzir na matriz. Na formação dos combustíveis fósseis pra biocombustíveis, aí nós temos a combustível de aviação, biodiesel, biometano, e eu acho ainda que o gás natural tem ainda 1 reserva ainda, lugar pra tapar esses buracos que a gente vai ter aí na nossa transição, tá? O outro ponto importante, é a resiliência climática, tá? E aí observar as fragilidades de cada fonte em eventos climáticos. Quando a gente bota as as a energia renovável, ela qual é a fonte, o combustível dela? É vento, sol, precipitação, ora, isso tudo é é perturbado pela mudança climática. Então a gente tem que olhar isso. Vamos botar muita hidrelétrica? Vem cá, mas daqui a em 2050, como é que vai ser os índices de precipitação na região norte sudeste, onde a gente tem mais com mais as nossas hidrelétrica. Tudo isso tem que ser levado em consideração. Os ventos no nordeste vão continuar bastante? Vamos ventar bastante? A princípio sim, mas como é que vai ser isso? Então a gente tem que olhar essa questão. Observar também na questão da resiliência climática as estruturas de transporte de energia. Bom, vamos colocar mais rede elétrica, mas elas são suscetíveis a a ventos fortes, a aumento da das descargas atmosféricas, isso tudo acerta na questão da movimentação climática. Movimentação de combustíveis, isso é importante, logística, tudo isso está relacionado com o que a gente vai fazer de matriz energética. Aí foi colocado aqui bastante aí pelo Pazuello a questão da política e regulação, isso aí é importantíssimo porque a gente olhando tudo isso a gente tem que fazer a nossa política que é o papel aí do parlamento. Então a gente tem que buscar capacidade, equilíbrio, presente e futuro das fontes energéticas, minimizando o custo global e claro, a descarbonização. É criação de mecanismo para incentivo à mudança e aí nós temos aí o mercado de carbono, selo de sustentabilidade, isso é importante também cada cada energético qual é AA0 teor de de carbono na na indústria, ou seja, em todas as atividades humanas a gente tem que entrar com ele. Por exemplo, o nosso o nosso agro, os nossos grãos, quão verdes eles terão e se a Europa vai comprar esses nossos nossa soja verde. O que a gente colocou lá, fertilizante verde, colocamos mecanização no campo verde, ora, isso tem valor no mercado lá na Europa? Que agora tem essa o mercado o Mercosul junto com a comunidade europeia? Ou seja, isso é importante a gente estar com isso pra poder até direcionar a nossa matriz energética. Combinar políticas energéticas tributárias e sociais, não adianta a gente fazer 1 boa política energética, se a política tributária bagunça tudo, isso é sempre acontece e a gente tem que estar ciente, aí o o parlamento é ponto importante pra buscar essa coerência, tá? Outra coisa que foi falada aqui, descentralização das decisões buscando soluções energéticas locais. A gente terminou o nosso o plano NetZero, junto com a USP e Unicamp, pra São Paulo, tá? E lá a gente viu que o São Paulo hoje é grande importador de energia, mas ele através da cana de açúcar, através dos biocombustíveis, ele pode virar até neutro em termos de importação de energia e contribuir bastante pra função do NetZero. Então, mas São Paulo era o caso, o nordeste é outro caso, o norte é outro, então isso tudo a gente tem que olhar, não adianta ter 1 política federal não adaptável às várias subregiões no Brasil, tá? Então esse é ponto importante aí. E aí a gente fala aí da geração distribuída versus geração centralizada pra suprimento dessas cargas, tá? Outro mote importante, tecnologia. Nós temos condições hoje de ter maior monitoramento, controlabilidade e segurança na alteração com fontes energéticas. Falou muito aqui de intermitência, realmente, intermitência das fontes solar e da fonte eólica são altas, mas nós temos e aí vou falar logo logo o armazenamento como condição de dar maior, como a Zilda comentou aí, controlabilidade a essas fontes, tá? Então isso e com isso eu consigo ter maior segurança. São investimentos adicionais, mas que melhoram a nossa matriz energética futura tá? Então minimização dos custos das alternativas energéticas, aí eu tenho que usar os o armazenamento, e aí ocorre a gente colocou bateria mas existe também as revercidas conforme foi colocado aqui, e observar as perda na transformação energética, porque outro ponto também é o seguinte eu vou transformar a minha energia elétrica em hidrogênio, do hidrogênio você vai fazer o que? Ah eu vou voltar para eletricidade, você tem 1 perda muito grande, ah eu vou transformar o hidrogênio para substituir a algum elemento térmico lá na indústria de aço, opa, então tem 1 quase que 1 1 coisa mais, 1 link mais direto, então você tem menos perdas energéticas. Então tudo isso embute a solução de eficiência energética aí tanto na produção como no consumo da energia, tá? Bom, então aqui final desenho da matriz em função das características regionais e nacionais, eu enfatizo essa parte, tá? Porque os modelos de determinados países não necessariamente funcionam pro Brasil, tá? Então a gente tem que tomar muito cuidado quando vem isso direto lá de fora e a gente tem que adaptar e possivelmente até usar os as tecnologias que a gente já tem hoje aqui como o próprio álcool por exemplo, que é importantíssimo aí a gente já está com álcool aí das de segunda, o etanol de segunda geração, então a gente tem condição de o que que é o objetivo, não é diminuir CO 2? Ora, então a gente pode fazer isso de várias formas. E aí, logo pra tudo isso, é a capacitação das soluções locais, a capacitação que a gente precisa ter pra dar cabo de todas essas mudanças. Gente, obrigado aí, estamos aqui à disposição. Obrigado deputado Tadeu.
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