
A Diretora do Programa de Tratamento ao Tabagismo - Instituto do Coração - Faculdade de Medicina da USP comentou sobre uma pesquisa que revelou que usuários de dispositivos eletrônicos de nicotina apresentam níveis de nicotina superiores aos fumantes de cigarros convencionais. Detectou-se que 15% dos usuários de eletrônicos superavam os níveis de nicotina de fumantes com anos de experiência. A diferença se deve ao sal de nicotina, que provoca consumo sem limites, levando jovens a atingirem doses tóxicas, intensificando a dependência e os sintomas de abstinência. O consumo fácil e frequente contribui para níveis elevados de nicotina, tornando a abstinência muito difícil.
A Diretora do Programa de Tratamento ao Tabagismo do Instituto do Coração - Faculdade de Medicina da USP destacou que cigarros eletrônicos não são soluções para a dependência de nicotina, apresentando níveis de nicotina superiores aos de cigarros convencionais. Pesquisas mostraram que usuários de cigarros eletrônicos desenvolvem dependência rapidamente, com consumo excessivo, aumentando riscos à saúde. A regulamentação desses produtos pode gerar problemas de fiscalização, assim como observado em outros países. O foco deve estar na assistência a fumantes, com tratamentos eficazes, pois o uso de cigarros eletrônicos não traz benefícios e contribui para a epidemia de dependência.
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