
Fazendo uma terapia. com uma psicóloga, e eu entrei de repente, entrei procurando alguma coisa, não sabia que estava lá, na hora que eu procurei por ela: "Marta, você está aí?" Ele levantou, viu a minha fala, ele levantou e ele olhou para mim assim: Então aquilo ali pra mim foi... Foi a primeira vez que eu tive aquela alegria, eu disse: "Não, agora ele vai ficar bom, ele vai ficar bom". Sabe aquela coisa que a gente tem assim, que... É difícil. Eu me sinto
Caio Souro. para quem não tem visão. Eu sou uma mulher parda, eu tenho um... Mori, me... Os cabelos já prateados, 74 anos de idade. Um filho autista com 42 anos de idade. Obrigado. E... Tudo que eu ouvi falar, tudo que eu fico falar, eu fico relembrando, já foram 42 anos, muita coisa aconteceu. Obrigado. E lhe digo com sinceridade, a maior alegria da minha vida Meu filho é autismo severo, bem severo. Foi com seis anos de idade que ele manteve o primeiro olhar contato comigo. Ele não olhava pra ninguém. E de repente ele olhou aquilo ali para mim, a gente disse que o autismo não tem cura. Mas naquele momento, aquilo que eu queria, ele foi curado, ele olhou para mim. Ele não olhava. Já com... 12 anos ele tinha medo de água. Eu chego na instituição, encontro meu filho nadando. Eu venho do emprego, encontro ele nadando, eu fiquei parada, eu chorava. Entendeu? Então as coisas assim, para quem diz assim o autismo É um transtorno na vida de qualquer pessoa? É. Mas ele traz tanta coisa boa pra gente, Eu sempre digo assim, trabalhei 30 anos, e sempre meus colegas de trabalho dizem: "Você, são duas pessoas, você é Maria do Carmo antes do Ramiro e Maria do Carmo depois do Ramiro". porque a minha vida mudou muito. me deixou mais humana, me deixou mais solidária, me deixou mais comunicativa. O meu filho me ajudou muito. Hoje, deputado... Eu sempre digo assim: "Eu vivi, até publiquei, eu vivi com muito, ainda vivo." Esses 42 anos na minha vida, medo. Medo de deixar meu filho no local e alguém maltratar. medo dele atravessar uma rua porque ele não tem... Ele não tem medo de perigos reais. Medo de morrer. E não saber com quem meu filho vai ficar. Mas, por outro lado, todo esse medo, toda essa vida, ele me ensinou uma coisa. Para mim, foi o maior mestre que eu tive na minha vida. Ele me ensinou muita coisa boa. Ele me ensinou a ser a pessoa que eu sou hoje. Ele me ensinou a lutar por ele e a lutar por muitos autistas que nós tivemos. Eu hoje estou presidente da Associação Brasileira de Autismo, a primeira associação brasileira no Brasil, fundada em 1987. Eu sempre digo que sou da época da década de 80, do autismo, onde a gente não tinha quase nada. Aliás, quase não, não tínhamos nada. Hoje está uma maravilha, com todas as dificuldades que eu vejo que ainda temos, mas melhorou muito. E eu peço aqui, eu tenho um apelo que eu faço, inclusive, é que eu sempre digo assim: esses autistas severo, adulto, Eu fico imaginando... Mães como eu, na minha idade, com um filho, com 42 anos, que ela apanha, porque ele bate nela mesmo, entendeu? E ela apanha e não diz nada. Mãe disse que vê os filhos se machucando. Entendi. E essa mãe sofre, essa mãe não está aguentando. Mães que chegam para mim e dizem, eu não aguento mais viver. Porque ele não tem... Os filhos casam. O marido, logo cedo... daquela continência e vai embora, e ela fica sozinha com ele. E essa mãe, quando chega nessa idade, ela não tem uma rede de apoio. E esse autista adulto não tem apoio. um atendimento. Eu suplico aqui a vocês, providencie um atendimento, que o Centro Dia, que tem da assistência, que tem um Centro Dia... especificamente para autista, para atender esses meninos, para que a gente, nós mães, né, podemos ter, pelo menos assim, um momento de lazer, um momento de descanso. Porque quando eu digo assim, hoje eu vi a passeata do menos seis, seis menos um do trabalho, né, mas mãe de autista, ela não trabalha seis por um, não. Ela trabalha 24 horas por nada. Obrigada. Aplausos.
Participante saudou comissão e representa São Paulo; conselheira do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, frequentadora da comissão do idoso lá em São Paulo. Traz saudação da comissão de São Paulo, conseguiram levantar bandeiras e pedir audiência pública. Agradecimento à oportunidade de se dirigir à comissão.
Participante preocupada com atendimento e apoio para autismo em stádio adulto severo, particularmente no Nordeste, e com suporte para mães cuidadoras, que precisam descansar e ter uma vida digna. Falta de rede de apoio é destaque.
© 2026 O Congresso.
Todos os direitos reservados.