CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

15 abr. 2026 16:00 às 19:32

Sobre o Evento

O evento focou na necessidade de fortalecer políticas de acolhimento e suporte para pessoas com autismo e suas famílias. Parlamentares e representantes de organizações da sociedade civil destacaram a importância do voluntariado e da cooperação entre os setores público e privado para promover a inclusão.

Status
Concluído
ID: 81633Total: 43 discursos
#1
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Boa tarde a todos e a todas. É uma satisfação imensa. recebê-los aqui, nesse plenário aqui, que inclusive a título de curiosidade, um dos plenários mais importantes, acho que se não o mais importante. tão grande quanto o Plenário 2, mas aqui, por exemplo, que ocorrem as reuniões da CCJ, Comissão de Constituição e Justiça, que é a principal comissão da casa, então, por isso que ele é maior, sempre muito populoso, sempre tem bastante gente, aqui saem muitas discussões, então... para vocês verem que a gente conseguiu reservar um espaço à altura, né? do que o mínimo, a altura do mínimo que a gente poderia imaginar em todos os detalhes para recebermos aqui e falar de um tema tão importante. Brevemente, acho que assim, eu poderia falar muito tempo, eu costumo falar bastante, eu que trabalho com as redes sociais, a gente... tem essa comunicação frequente e diária. Poderia falar muito aqui, vou tentar ser um pouco breve, para passar a palavra aqui para eles... principalmente para vocês, para a sociedade civil, para as organizações. que são as pessoas que estão mais à frente disso, que têm... é o embasamento não só o maior embasamento técnico, mas experiência Então, vou tentar ser muito breve. Antes de mais nada, fazer uma breve descrição. Eu sou um homem, pele branca, cabelos louros, estou usando um óculos de grau, trajando uma roupa social, um terno, um paletó azul. e uma camisa branca por baixo. É... brevemente o meu currículo, para que talvez alguns aqui não me conheçam. Eu tenho 39 anos, sou natural de São Paulo, sou paulistano, Então, policial civil, além de ser deputado federal... Tenho formação na área da saúde e na educação física. e também na área jurídica, me formei em Educação Física e Direito, e fiz seis pós-graduações, seis especializações, uma na área esportiva, e cinco na área jurídica, direito penal e processual penal, direito constitucional e administrativo, direito civil e processo civil, Direitos humanos e direito constitucional. e também uma pós de perícias criminais, por esse caminho que eu tive de seguir para a Polícia Civil do Estado de São Paulo, da qual eu sou concursado já... há mais ou menos 13 anos, se não me engano. E virei vereador de São Paulo no ano de 2021, tomei posse em 2021. Fiquei como vereador dois anos lá, na época fui o quarto mais votado do Brasil, tendo 98 mil votos. E, em 2022, o pleito... federal Com 180 mil votos, fui eleito deputado federal. O meu trabalho se baseia, eu cheguei até aqui, tudo que eu tenho hoje, construí Foi principalmente 90%, digamos assim... da causa animal, então eu resgato animais há mais de 15 anos... Sou um ativista, sou um protetor dos animais também, porque hoje eu visto esse broche, esse terno, mas... Tudo que eu construí e onde eu comecei diz respeito a lugares muito simples, comunidades... como a gente diz, pisar no barro, pisar na lama. Já resgatei mais de 5 mil animais... das ruas e das residências. O diferencial do nosso trabalho, se é que pode assim ser, não dizendo que ele é melhor ou pior que o de alguém, Mas é que pelo fato de ser policial civil... A gente consegue, com a força da insígnia policial, com a autoridade policial, tudo sempre dentro da legalidade, a gente consegue É... estar dentro das residências onde acontecem os maus tratos. Então, o nosso maior foco hoje e desde sempre. é responsabilizar criminosos que praticam maus-tratos contra animais. Eu sei que foge do tema, mas até esses minutos de atraso que se justificam a isso, já quero prestar essa satisfação, porque a gente está atuando aqui mesmo que a distância num caso de Pernambuco. onde um senhor praticou por mais de três minutos zoofilia, com uma égua. coloquei nas minhas redes sociais, é uma imagem muito forte, não vou me estender sobre isso, Mas, então... A gente trabalha no Brasil todo, seja através de ofícios, de parceiros, mas principalmente no estado de São Paulo, criando um movimento chamado Brasil contra Maus Traces, que a gente combate Esses caras, esses covardes que matam animais, mutilam animais, todos os dias dentro das residências. Então, já prendi centenas de pessoas com base nisso, já resgatamos milhares de animais, e assim que a gente... se pauta em causas sociais. E aí, brevemente, também brevemente, A minha história com relação ao autismo, ela tem uma responsável, ela tem uma pessoa, que eu já vou falar dela, e ela começou quando eu virei vereador de São Paulo. Eu não conhecia absolutamente nada sobre o autismo. Hoje eu conheço pouco ainda, perto do que é, da dor, do sofrimento. Então, nunca eu tenho total humildade, mas principalmente discernimento para falar que eu não sei quase nada. E o cupom que eu aprendi, eu devo a uma pessoa que eu já vou citar. Mas, mesmo tendo a causa animal como grande foco, hoje eu tenho 8 milhões de seguidores nas redes sociais. quase 2 milhões no Instagram, 2 milhões e meio no Facebook, 1 milhão no YouTube, por aí vai. Ou seja, para vocês entenderem que é uma rede muito grande, muito engajada, A gente tem um reconhecimento nacional em proteção animal. Mas eu tenho certeza que a obrigação de qualquer parlamentar é sentar, quando senta nessas cadeiras, seja no Legislativo Municipal, seja no Estadual, seja no Federal, seja em qualquer cargo público, até como policial, ele tem a obrigação de atender todas as ocorrências, ele tem a obrigação de fazer... projetos de leis que atendam diversas situações e não só aquela que ele domina. Então, isso também, claro, talvez pela minha formação, por ter consumido bastante conteúdo, estudo, eu sempre quis furar essa bolha que eu vivia e entrar em temas que eu era total desconhecedor, por exemplo. E quando eu sento na cadeira de vereador... minha apresentada, vai lá até mim, a pessoa da Keyla. A Keyla está aqui, levanta a mão, Keyla. Eu já queria, de antemão, uma salva de palmas para ela, pela guerreira que ela é. Essa mulher que sentou e falou, você pode me ouvir? Eu não sou vida. Eu não consigo falar para as pessoas o que eu passo, as pessoas não sabem o que eu vivo, e eu venho aqui representando uma dor silenciosa de centenas, de milhares de pessoas no mundo, no Brasil. que carecem de atenção e de política pública. Quando ela vem falar isso para mim, Eu joguei muito limpo com ela, ela vai lembrar. Eu era vereador, tinha acabado de começar, não era da política, não tem nenhum amigo na política, parente, não tinha padrinho político, não tenho até hoje. tem um mandato independente, quando eu sentei, eu falei, olha, Keyla, Zabafa. fala, chora, Como é que é sua rotina? Como é que é seu dia? Não se preocupe em falar bonito, não se preocupe em falar em tom jurídico. O nosso trabalho aqui vai ser... tentar transformar sua dor juridicamente em um projeto de lei ou em alguma iniciativa que convém ao meu gabinete como vereador em São Paulo. E aí ela começou a contar. E aí eu percebi o quanto eu era ignorante em tudo isso. o quanto que, não vou dizer que eu era egoísta, mas... porque eu tinha essa preocupação com coisas que eu não dominava, mas o quanto eu era... desconhecedor de tudo isso, e às vezes a gente fala: "Eu reclamo disso e de aquilo, de uma dor de cabeça". a gente começa a refletir como ser humano, não como vereador, não como político. E ela me contou... Tudo que ela vivia, e eu lembro de alguns trechos, por exemplo, eu não consigo parar num shopping, porque não tem vaga para o autista, tem vaga para o deficiente, as vagas estão lotadas, mas não tem uma vaga para o autista, então... A gente começa a rodar e a criança tem uma crise. Eu não consigo numa fila de banco, eu não consigo... E aí você fala: "Cara, eu reclamando de uma dor de cabeça, eu reclamando de alguma coisa que não saiu conforme eu queria." Diante disso, gente, a gente ouviu que essa mulher tinha para relatar como mãe atípica e fizemos diversos projetos de lei em São Paulo, na capital, em São Paulo. Eu sou o vereador da história que mais teve leis e projetos de lei do autismo. Vejam vocês. desconhecedor de tudo isso porque eu tive a abertura, eu tive o contato com essas mães através delas, e pude contribuir, que não é favor, não sou bonzinho, nada disso, é obrigação do parlamentar. Então, eu separo muito bem o joio do trigo nesse sentido, de falar que aqui eu só estou prestando o meu dever. E quem dera, se todos os deputados tivessem um tempo, pelo menos, nas suas agendas, nas suas pautas. Quem der esse congresso aqui, uma crítica que eu faço nas minhas redes sociais, eu não tenho nenhum tipo de pudor para falar isso, nenhum receio, rabo preso, O Congresso hoje tem tido momentos vergonhosos, momentos improdutivos, Momentos onde não existe um consenso, um debate democrático, e só se baseia no ódio. O Congresso se dividiu hoje em dois lados, esquerda e direita, e nada mais importa. Eu já vi dezenas de projetos importantes, interessantes da direita, que é a esquerda barra porque são da direita. e eu vi vários, dezenas de importantes projetos da esquerda que a direita vai lá e barra. E eu fico pensando... Por quê? Por quê? que, pelo menos em alguns minutos ou instantes, ou em algumas pautas e demandas, isso não fica de lado, porque tem tanto conflito e nada se entrega. Isso é uma realidade, é a famosa política do ódio. Por isso que na minha vida, nas minhas redes, no meu trabalho, eu não entro nesse debate. Já tem muita gente fazendo isso. Já tem muita gente fazendo vídeos e cortes para o Instagram... para querer lacrar na internet... E pouco se ajuda essas pessoas. Então, essa é uma crítica construtiva, evidente. Eu acho que isso vai piorar ainda nesses próximos meses, ano de campanha eleitoral. Um ano que não sai refletir. A Keyla sabe disso, já que eu tenho mais proximidade aqui, mas todos os senhores e senhoras sabem. É um ano de promessas, de soluções mágicas, onde todo mundo... posa do lado de um autista e fala que tem a solução, onde eu, na minha pegada, que são os animais, milhares de candidatos, pré-candidatos, pegam um cachorro no colo e falam que vão resolver o problema, que os deputados que aqui estão, como eu, não fazem nada. sendo que não temos nem onde tirar mais ideia para fazer projeto. e tentar nos bastidores aprovar as coisas. Porque o Congresso vive essa guerra do ódio. Então, a Keila, que vai falar daqui a pouco, eu faço questão, ela tem que sair 5h30, não é? Vai dar tempo, calma. Obrigado. Ela é uma mãe atípica e, gente, é... a força que essa mulher tem, como todas as outras mães atípicas, pais atípicos, mas acho que as mães atípicas têm um grau ainda mais elevado de tristeza, de sofrimento, já que até vários esposos, maridos, etc., largam as mulheres. É uma coisa totalmente inconcebível de pensar. Hoje eu sou casado, tenho uma filha que vai fazer seis meses... E eu fico pensando como você destitui uma família... por causa de um problema desse, mas isso é uma outra discussão. Então, a Keyla, hoje, ela cuida. de mais de 300 mães, Mães O projeto daquele é focado nas mães também. principalmente, na verdade. É aquela história do avião, você põe a máscara primeiro em você, Propor em alguém. Quem anda de avião aí sabe, eu sei até o tom de voz que a pessoa da cabine fala. Você foi a máscara primeiro em você, para depois fazer não sei o quê, porque a verdade... Se você não for acudido... você não consegue acudir ninguém. Então, queim lá, publicamente... A gente está aqui na maior casa legislativa do país... você hoje nos representando, Parabéns, minha amiga, em nome de todas as mães atípicas, parabéns em nome de todos os pais e pessoas que lutam por tudo isso. Lions Club, eu agradeço aqui na pessoa do Francisco, presidente da fundação, do Messias, do Christian. Cadê o Christian? Cris, que foi o interlocutor com o nosso gabinete, todos aqui da mesa... Senhora, todo mundo que participou dessa construção, Obrigado por vocês me oportunizarem isso. oportunizar isso para as pessoas. E aqui dá vazão para um Brasil todo, para um país inteiro. da importância disso daqui. Eu sei que são milhares de casos sociais, milhares de demandas, mas a escolha de vocês em tratar do tema autismo... Foi uma coisa sensacional. para tentar realmente separar o que é populismo do que precisa, quais são os anseios. Então, é um privilégio e, assim, vocês ganharam... um admirador, um apoiador, um parceiro, não só como deputado, como pessoa. o que tiver ao meu alcance, vocês contem comigo, não só vocês, como todas as organizações aqui presentes. porque realmente a causa do autismo, essas pessoas são das que mais precisam nesse país e no mundo. Mas, em Brasil, estamos muito atrasados. Muito! Então, muito obrigado, Lyons, pela iniciativa Mágica. importante de ter tocado nesse tema e ter escolhido ele como centro, como cerne aí dos seus movimentos nessa semana. Vou passar a primeira palavra aqui, então, rapidamente ao Francisco, presidente da Fundação Internacional do Lions Club. Depois aqui é o Messias. Depois, deputado Zacarias, também, a brilhantar nossa audiência, também vai ter uma palavra. A Keyla vai falar, nem que a gente perca o voo, a gente manda parar o avião, faz qualquer coisa, isso é importante. e depois ouvimos todas as organizações aqui. Francisco, presidente. A palavra é sua. Muito obrigado pela sua presença.

15 de abr, 16:33
#2
Presidente da Fundação Internacional de Lions Clubs Francisco Fabrício de Oliveira Neto
Francisco Fabrício de Oliveira Neto

Presidente da Fundação Internacional de Lions Clubs

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Meu cordial boa tarde. A minha saudação ao... Isso. presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Causa Autista. Nominado corretamente... Ah... Felipe Becardi, deputado federal. Também quero saudar... o ex-diretor internacional Messias Melo. coordenador do Advocacy Day o dia de defesa de causa dos leões, na pessoa de quem eu quero saudar todos os membros da mesa. Meus caros leões, convidados É... Amigos todos. Eu agradeço ao senhor deputado. Por... nos proporcionar esta sessão para um debate tão importante. de uma causa que interessa a todos nós, mesmo aqueles que não tem... um problema direto com seus familiares mais próximos. Ontem nós tivemos a oportunidade... de realizar um workshop. e com a participação de vários líderes que estão aqui e pessoas especialistas no tema. Eu tive a oportunidade, em pouco tempo que eu passei lá, porque tive que me deslocar para um outro compromisso, de aprender bastante... sobre o tema Autismo. inclusive termos. Ah... formas de se dirigir às pessoas. um deles que eu aprendi aqui, ouvi o senhor falando Há pouco tempo... mãe atípica Não é? Então, isso eu já sei o que é hoje. Bem, não sei muito. Assim como o senhor... que com certeza já adquiriu muito mais conhecimento, sobre o tema, eu estou aprendendo. No entanto... Como leão, eu sou um voluntário... E tive a oportunidade... na condição de dirigente executivo internacional, de Lions Internacional, e hoje como presidente da Fundação de Lions Clubs Internacional, de viajar de visitar projetos de serviço nos últimos cinco anos, em mais de 100 países. e nós tivemos a oportunidade de nos deparar com projetos de toda natureza. projetos que são desenvolvidos e apoiados pelos leões. e também projetos em parceria com outras instituições. Temos muitas instituições... que trabalhamos de mãos dadas. Esse é um tema que aflige as pessoas no mundo todo. E, claro... Tem países... com suporte... para as pessoas muito mais avançadas, E tem países que... tem muita dificuldade. país da África e outras partes do mundo, e nós sabemos que o nosso próprio país também tem suas dificuldades e dependências. Mas, felizmente, nós já sabemos que hoje já tem muitos congressistas, a exemplo do deputado Felipe que... ...emponhou esta bandeira... em prol de políticas públicas em prol de desenvolver e elaborar leis para aprovar... tornar obrigatória determinadas ações e execuções, pelo poder público, E isso... É importante. Mas eu percebo também, deputado, que nós estamos precisando... nos organizarmos melhor em relação às entidades que trabalham com esse tema, temos um foco mais direcionado e... um direcionamento... que congregue o pensamento... de todas essas pessoas que representam essas entidades. Nós sabemos que as famílias, além das pessoas... e... portadoras do Té, as famílias também têm um sofrimento muito grande Hoje nós ouvimos a doutora Kátia... Ela que é... uma mãe atípica também, eu acho que ela está por aqui, Ela tá... as dificuldades que tem em ser mãe de uma... de uma jovem, de uma adolescente... de 23 anos Claro, todos os pais... passam por essas dificuldades. E nós sabemos também... que não tem cura, mas pode amenizar a situação. E é isso que nós estamos aqui como voluntários do Lions e de todas as outras entidades que estamos aqui congregadas. para discutir, encontrar meios para trabalharmos juntos e oferecer... essas É... Essas situações... que as pessoas portadoras do Té, Tenham uma convivência melhor no seu ambiente... natural e no ambiente em que todos nós convivemos. Então, senhor deputado Filipe, E senhoras e senhores deputados, companheiros Leões. como dirigente executivo, eu tenho a possibilidade de realizar um dia de defesa de causa em qualquer país aqui da minha área constitucional, que é formada pelos países da América do Sul, América Central, México e Ilhas do Mar do Caribe. Obviamente... pelo tamanho do brasil pelo Tamanho e quantidade dos problemas... Nós escolhemos o Brasil... para trabalharmos esse dia de defesa de causa em prol do autismo deste ano. E aqui estamos... mais para aprender e ansiosos para ouvir esse debate que seguramente... vai contribuir... para nós aprendermos e fazermos muito mais trabalho, conscientemente. Muito obrigado por esta oportunidade, eu não quero mais tomar tempo, mas quero lhe entregar aqui rapidamente Uma flâmula que representou o meu ano de presidente internacional, e lá aos clubes internacionais, que foi o último ano, 2004 e 2025... que eu adotei como lema presidencial, make your mark. Make your mark significa deixe a sua marca. O senhor já deixou a sua marca, o senhor tem uma marca, tem um legado, todos nós temos um legado. então para registrar e corroborar com tudo o que nós fazemos... Eu quero passar às suas mãos esta flâmula para que o senhor... coloque no lugar mais apropriado que achar conveniente. Obrigado. Obrigada. Muito obrigado. Obrigado. Vamos jogar bem. Obrigado. Ah, deputado, desculpa. Ainda temos aqui... a nossa carta que foi preparada com muitas mãos de todas as entidades, E eu quero passar essa carta para o Senhor... E aqui tem as nossas principais reivindicações. O senhor terá tempo, através de uma leitura, posteriormente, junto com sua assessoria, para trabalhar e fazer o que for possível. Ok, não vai. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado.

15 de abr, 16:47
#3
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Obrigado presidente Francisco, vou passar aqui a palavra então para o Manuel Messias Mello, ex-diretor do Lions Club. Obrigado. Obrigado, Sr. Tremont. E aí

15 de abr, 16:55
#4
Ex-diretor do Lions Clubs Manoel Messias Mello
Manoel Messias Mello

Ex-diretor do Lions Clubs

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Boa tarde a todos. Quero saudar o nosso deputado Felipe Beccari, que preside... a Frente Parlamentar de Proteção às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista... Saudar o nosso presidente da Fundação. de LCIF, Francisco Fabrício de Oliveira Neto. E saudar... no nome do querido Paulo... Roberto, Roberto, Roberto Paulo Valetné, que é o presidente do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência... Saudar os demais membros que compõem essa mesa, e saudar também na pessoa do Christian, todos os leões que estão aqui presentes nessa sessão. Obrigado. É... Deputado, e eu sei que estamos transmitindo, então será ouvido por outros deputados e também ouvidos aí fora na comunidade. Me veio à mente agora, depois de... participar de um longo workshop com as entidades, para tratar da questão dos autistas. Me vem à mente quando nós ouvimos a divergência, mas não uma divergência positiva de ideias, mas a divergência pelo simples objeto de ser de um lado ou do outro. Me parece isto... é muito um contrassenso Uma outra divergência, a neurodivergência, que... envolve as pessoas com o transtorno do espectro autista. E mira, e parem, Porque essa divergência... É... não vai ajudar a resolver as questões da neurodivergência. Então, nós estamos vivenciando, deputado Felipe... tão generosamente concedeu para nós espaço nessa frente para tratar do tema. E sabemos, e já conversamos numa reunião particular, da sua dedicação às causas, e isso nos deixa muito felizes. Quero crer que nós tenhamos um avanço vindo na frente. Avanço primeiro para tentar desmistificar o que hoje se faz com a pessoa do espectro autista. Simplesmente há uma... falsa ideia de que o diagnóstico, ele ocorre para a busca de benefícios, de benesses. Enquanto não é verdadeiro, porque os exames, os testes, os diagnósticos, eles são todos eles cientificamente comprovados e é possível fazê-lo. Só que nós, numa sociedade que fecha os olhos para as pessoas desse mundo invisível que eu tenho dito, simplesmente não temos diagnóstico precoce. É muito preocupante que essas divergências no universo de tamanhas necessidades, que é o que o Lyos necessita e prega... Não observa que no meio das pessoas detectadas com o espectro do autismo... E... tem três a quatro vezes mais suicídio dessas pessoas simplesmente pelo isolamento. Obrigado. Não se me preocupa muito... Nós não temos a capacidade de fazer pensar acerca... da questão da vulnerabilidade social das pessoas com TEA. Porque... Hoje, o número de pessoas com TEA numa violência sexual, nós que somos da área de segurança, deputado, é muito maior. muito acima da normalidade envolvendo as mulheres e as jovens autistas. Nós poderíamos mencionar também essa divergência não atende, por exemplo, a empregabilidade, das pessoas autistas. E não atende porque não se emprega o autista. Quando se emprega, não prepara o ambiente para que essa pessoa possa se manter no trabalho, compreendida e aceita e trabalhada da forma que ela é. Então, me preocupa muito. E esse é o motivo da existência de Lions no Advocacy Day. A existência do laio dos leões é exatamente chamar atenção para essas divergências, da neurodivergência. Essa é a mais importante para nós. Por isso, nós pedimos essa reunião, uma audiência pública, que pudesse amplificar essa necessidade. que é uma das facetas, essas mulheres que têm filhos ou parentes na família com neurodivergência, com espectro autista, elas não podem trabalhar muitas vezes, a sobrecarga é muito alta, mãe de neurodivergente no nível 3, é... praticamente se dedica 100% do tempo a essas pessoas. E a sociedade fecha a porta para essas mães, e aí ainda bem que surge uma abençoada como a Keila, que tenta empregar a mãe naquele tempo que ela pode, que são tão poucos. Ou surgem grupos de laios que fazem um acampamento, um momento de reflexão para as mães permanecerem, Descarregar um pouco todo aquele peso que ela carrega, cuidando do seu filho ou do seu parente. É... neurodivergente ou do espectro autista. Nos preocupa muito e isso faz sentido para o Lyos, que busca sempre atuar no mundo em necessidade. E hoje não há tempo para divergências que não toquem nesse mundo invisível que nós estamos tentando trazer à superfície nessa sessão, dessa frente parlamentar, de uma pessoa tão dedicada como o deputado Felipe Beccari. E não pense que é pouco, deputado, que o senhor está fazendo nessa tarde, nessa abertura que dá. O senhor colocou os números da sua rede, tanto o deputado como o pessoal, em todas as formas de redes sociais. Isso vai se juntar agora, só no Brasil, a 1.500 clubes no Brasil de Laios e a mais de 40 mil leões que o Brasil tem em todos os estados brasileiros, numa capilaridade incrível. sobre a questão do TEIA. E mais do que isso, com a presença do presidente mundial da Fundação de Lions Internacional, que vai levar o mesmo manifesto brasileiro e inglês para difundir ao redor do mundo. A sua rede, deputado, estará sendo multiplicada em mais de 210 países, em aproximadamente 46 mil células de Lions ao redor do mundo. milhões de associados de nossa associação. Então, veja que não é pouco o que nós estamos fazendo hoje aqui. Aprendemos com as entidades, estamos usando uma linguagem mais apropriada que eles nos ensinaram ontem, E a partir dessa linguagem e de compreensão do problema, estamos conseguindo trazer a voz do Lyos para dar voz às entidades e às pessoas despercebidas que passam na sociedade, nesse mundo invisível, que são os autistas. a sua capacidade de autonomia, de aumentar a sua felicidade, como disse a deputada hoje pela manhã. Mas, principalmente, aquelas pessoas que pertencem à invisibilidade do mundo invisível, que são as pessoas pobres. Temos mais, aproximadamente, 2 milhões de autistas no Brasil. Eu digo aproximadamente, deputados e deputados. porque nós não temos um censo nacional estruturado de pessoas com TEA. Esse número já é ultrapassado, é muito além, é muito além. É um para cada 300, 400 pessoas. Pessoas. No mundo, um a cada cem... Alguns falam em um a cada 31, mas a realidade brasileira traz de um a 350 daí para mais. E nós não temos um censo estruturado das pessoas com TEIA no Brasil. Isso precisa ser feito. É necessário ser feito, principalmente porque, como homem de estratégia, como senhor, como homem de planejamento estratégico, é inconcebível desenhar qualquer política... política pública, se nós não sabermos qual é o tamanho do problema. Então, diante desse quadro, como coordenador para a Advocacy Day no Brasil, com essa delegação que me foi concebida pelo presidente Fabrício, eu quero deixar esse debate aberto para que nós possamos melhorar essa capacidade. Então, nós estamos falando em capacitar a sociedade brasileira. A sociedade brasileira precisa, de qualquer forma, entender como eu me relaciono... com uma pessoa neurodivergente. Porque se eu conhecer isso, a capacidade que tem o neurodivergente, a sua sinceridade, a sua capacidade de realizar algumas tarefas específicas, ela se torna mais produtivas do que muitas pessoas que se dizem normais. Então, esse é o grande desafio, e é isso que nós viemos buscar aqui. querido deputado Felipe Beccari, que nos abre essa porta. E isso vai ser para nós um motivo de sempre gratidão. Lions e o poder público e a sociedade civil. podem e devem fazer muito mais para essa parte do mundo invisível, que são os autistas, que não recebem atenção devida no nosso país e que está no mundo. Então, dito isso, eu quero agradecer imensamente ao deputado Felipe Beccari, ao deputado Zacarias, que está aqui conosco. É sempre bom ter um deputado aqui, viu, doutor? É muito importante. E também àqueles que nos ouvem. sair daqui, pelo menos com movimento de consciência, de reflexão para a mudança do status quo. Muito obrigado.

15 de abr, 16:56
#5
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. I'll pass the word to my friend and colleague, Dr. Zacharias Calil, renowned doctor. The senhor has the word.

15 de abr, 17:08
#6
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Boa tarde, boa tarde a todos. Cumprimento aqui meu colega Felipe Beccari. Prazer enorme. Muito honrado aqui, né, em poder participar e o senhor presidir na mesa. Pobrimento aqui o Sr. Fabrício. Francisco Fabrício Neto, presidente, e no qual cumprimento a todas as pessoas. que estão aqui presentes, em especial a Ana Teófilo. também lá do nosso Goiás, né? Prazer enorme. Dizer que o Brasil hoje, o senhor falou aí, doutor Manuel, hoje nós temos 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com OTEA. segundo o censo demográfico 2022 do IBGE. Este número corresponde a aproximadamente 1,2% da população brasileira. e representa o primeiro dado oficial sobre o autismo divulgado no Brasil. Obrigado. Então, é muito importante dizer também que os homens, cerca de 1,4 milhão, que significa 1. 1,5% da população sexo masculino, e 1 milhão 0,9% da população... feminina. A faixa etária de crianças é de 5 a 9 anos. Com 2,6%. Então, a prevalência estimada mundialmente varia entre 1% e 2% da população. o que coloca o Brasil em linha com os índices internacionais. E a inclusão do TEA do Censo de 2022 foi um marco histórico, pois até então não havia dados oficiais sobre a população brasileira. autista no país. Então isso é muito importante a gente falar, nós temos trabalhado muito aqui na Câmara, e hoje, por coincidência, uma coincidência muito positiva. Eu tenho um projeto de lei. Esse projeto de lei aqui, 2063 de 2025. que foi para a Comissão de Saúde, no qual eu sou titular, e com a relatoria da deputada Júlia Zanatta, de Santa Catarina, aprovou esse projeto de lei, sobre o diagnóstico precoce do autismo. Eu vou ler aqui o que saiu no jornal agora, aqui de Brasília. Tchau. E veja bem. Deus já deu destaque nacional. A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou... Hoje, o parecer da deputada Júlia Zanatta... ao projeto de lei número 2063 de 2025, que institui diretrizes nacionais para a identificação precoce do transtorno do espectro autista. De autoria do deputado Dr. Zacarias Calil, MDB de Goiás, a proposta busca estruturar no âmbito do Sistema Único de Saúde, mecanismos padronizados para a triagem de sinais de autismo ainda na primeira infância. E eu sou o presidente da Frente Parlamentar do Congresso Nacional da Primeira Infância, e também da saúde. Ou seja, isso é importante para nós. Ou seja, possibilitando o diagnóstico e intervenção mais rápidos e eficazes. O parecer aprovado acolhe o mérito do projeto e apresenta um substitutivo que aprimora o texto ao estabelecer critérios técnicos claros para a triagem, com base em instrumentos cientificamente validados, preferencialmente entre 16 e 30 meses de idade. A proposta também reforça a capacitação de profissionais e a integração entre as áreas de saúde, educação e assistência social. Segundo a relatora, a medida representa um avanço importante, tanto na política pública de saúde, quanto na segurança jurídica dos diagnósticos. Hoje, o autismo muitas vezes se transforma em uma guerra de laudos sem critérios, o que prejudica justamente quem mais precisa. Esse projeto estabelece parâmetros técnicos e garante o diagnóstico precoce, trazendo mais justiça e dignidade para as famílias. A parlamentar também destacou que a identificação precoce é fundamental para ampliar as chances de desenvolvimento das crianças com TEA, além de tornar o uso dos recursos públicos mais eficientes. O projeto já havia sido analisado pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e agora segue para a Comissão de Finanças e Tributação, E, posteriormente, para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, CCJ, que é aqui nesse plenário. Então, é isso. Acho importante a gente trabalhar com isso. Obrigado. algumas doenças complicadas, cirurgia de separação de cianesas, Muitos aí de vocês já devem ter me visto em alguns programas. como o do Fantástico, na Record e tudo mais, mostrando o nosso trabalho. Então, assim, e além disso, como deputado federal, a gente tem a oportunidade de trabalhar aqui na Câmara, em prol da população mais carente, que mais precisa, e foi isso que me trouxe para a política. para a gente poder, cada dia mais, trabalhar. E eu fiquei muito feliz hoje de ter tido essa... essa relatoria lá da comissão da deputada Júlia Zanato. Então, boa tarde a todos. Muito obrigado, é que eu tenho que sair agora. E um bom evento. Vou ver se eu consigo lá no jantar. O nosso presidente aí... Tá bom? Obrigado, pessoal. Uma tarde a todos.

15 de abr, 17:08
#7
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Obrigado, doutor, caro deputado. Acompanhei, viu doutor, acompanhei a questão dos seus meses, tá? Fiquei acompanhando na internet, torcendo também. Obrigado. Admiração pela sua profissão, assim como policiais também, professores. São pessoas de suma importância, enfermeiros, etc. Parabéns, Edson. Obrigado. Ele vai só entregar rapidamente a carta de intenções, etc. Olha para a foto, olha para a foto. Aplausos. Obrigado. Obrigado. Pessoal, olha só, antes de passar aqui a palavra brevemente para todos os membros da mesa, a gente ouviu todas as organizações. Chegou a hora dela. São 5h16 e ela tem a oportunidade de falar. Keila, como seu amigo, cara, assim, de verdade, sem formalidade nenhuma, como seu amigo, te conheço há um tempo, conheço seu filho de alguns anos. Que legal te ver no Congresso Nacional. Mandar um abraço para a Simone também, a Simone que está com a gente também lá de São Paulo assistindo, mãe atípica. Dei lá o projeto de esporte com autismo. Que legal te ver aqui, cara. Sabe, no topo do legislativo nacional. representando tantas pessoas. Muito feliz em te ver aqui, você merece. E o que depender de nós, você vai ser essa porta-voz aí. Onde a gente puder chegar e estar, você vai estar lá com a gente. Tem seu tempo agora, nada de perder o voo, Francisco está ali atrás. Acabou de jogar o carro. tá? Cuidado na direção, sem direção perigosa, que a gente precisa dessa mulher. Que é a palavra toda sua.

15 de abr, 17:14
#8
Participante Keila
Keila

Participante

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Boa tarde. para que as pessoas... Com deficiência visual consigo me localizar. Eu sou uma mulher parda. Veste uma camisa creme. com óculos preto e cabelos castanhos. Muito honrada de fazer parte de um momento tão lindo que foi desde ontem com o pessoal do Lions. Muito obrigada pela oportunidade de conhecer vocês, tantas mulheres de potência que conheci aqui. mais atípicas que Há muito tempo eu gostaria de conhecer que está ali, doutora Carla, e que trouxe para mim hoje... Como é bom a gente ter amigas que possam levar a gente a tantas causas que estão por aí perdidas. Minha amiga Simone, que está do outro lado, lá em São Paulo, cuidando também. de nossas mães que temos hoje na nossa associação, mais de 312 que são cuidadas por nós. Eu vou ser bem rápida, eu vou ler um texto... no qual eu... Eu não gosto muito de ler texto. Mas como hoje estou representando tantas mulheres, eu vou ter que ser bem cautelosa. Hoje eu estou aqui como mãe e como representante de mulheres que vivem todos os dias. Uma realidade que ainda precisa ser muito acolhida. ser mãe atípica Não é sobre força, é sobre necessidade. necessidade de acesso à saúde, de continuidade nos tratamentos, de educação inclusiva, e principalmente de apoio no seu dia a dia. Obrigada. Porque quando falta suporte... Quem sustenta tudo isso são nós. Somos nós, mães. E isso não pode ser naturalizado. Hoje, mais do que reconhecimento, nós precisamos de parceria do poder público, das instituições e da sociedade. Por quê? Cuidar de quem cuida é garantir que esse cuidado continue existindo. E eu vou deixar uma frase, que quando uma mãe atípica é apoiada... Núe Só uma família que se fortalece. É toda a sociedade que avança. Eu, Keyla, quero agradecer Felipe Beccari, deputado Felipe Beccari, pela sua oportunidade de ser voz de muitas nesse momento. E dizer para todas as minhas mães que estão me assistindo do outro lado, muito emocionada, Eu não estou aqui para brincar. Eu vou fazer a mudança junto com todas as mães que eu conheci aqui, com a minha amiga Simone, que está lá do outro lado. Vamos fazer a diferença. A gente não é invisível. A gente nunca seremos invisíveis. Eu não estou aqui sozinha, eu estou aqui por muitas e com muitas. Muito obrigada pela oportunidade de falar. Eu vou sair e agradeço lá os meninos que eu conheci hoje, as meninas, a quem eu não tive oportunidade de conhecer, estou levando no coração. Estamos com um grupo lá que eu quero continuar, temos muito a fazer. Muitas cidades por aí, muitos lugares com projetos lindos. Parabéns às meninas. Parabéns ao projeto da Bahia, de Belém, de todos os lugares que eu conheci aqui hoje, Fátima, os meninos. Muito obrigada, o seu trabalho é lindo, depois precisam conhecer o trabalho. Então, muito obrigada pela oportunidade, um bom discurso para todos. E que Deus abençoe, fiquem com Deus e até uma próxima. Aplausos.

15 de abr, 17:16
#9
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Obrigado, Keyla. Um bom retorno. Vai com Deus. Obrigado. Cuida lá do Bernardo. Quando você deitar hoje, você olha para... Pensa no seu dia de ontem, no dia de hoje. Onde você tem chego... Né? E agradeço a Deus que a gente tem força para lutar, que você tem forças. Dá um beijo no B lá pra mim. Tá bom? Boa sorte. Francisco, juiz, vem no volante. Tchau, querida, um beijo. Vou passar aqui rapidamente, gente, a palavra para os demais membros da mesa, começando aqui pelo... Pelo nosso querido Roberto Paulo Valle, TINÉ, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Roberto, a palavra é sua.

15 de abr, 17:19
#10
Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da PcD Roberto Paulo Vale Tiné
Roberto Paulo Vale Tiné

Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da PcD

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Boa tarde a todos e a todas. Eu quero fazer um cumprimento especial ao deputado Felipe Beccari. em nome do qual eu cumprimento todos os demais membros dessa mesa, as autoridades presentes e todos os presentes aqui. Eu vou falar um pouco fora do microfone, para que as pessoas com deficiência visual identifiquem minha posição. Na mesa, né? Eu sou um homem de 67 anos, tenho 1,75m, pele branca, cabelo castanhos escuros já ficando grisalhos, uso óculos de grau, tenho um roxo redondo estou trajando um terno corra de chumbo, com pequenas listas, listas finas, brancas, uma camisa branca e uma gravata verde... escura. Obrigado. É... A importância de estarmos aqui hoje... nessa casa discutindo o hoje dificuldades as soluções chorando as lágrimas. das famílias que têm pessoas autistas ou das pessoas autistas, estarmos num ambiente... propício para discutir os nossos problemas. e buscar soluções. aqui nessa casa A Frente Parlamentar de Proteção da Pessoa com Transtorno do Aspecto Autista ela atende um nicho muito específico da pessoa com deficiência. Pessoa com deficiência... é um termo muito abrangente. da deficiência física visual auditiva e deficiência intelectual e mental. Seja um pouco detalhada. os nichos existentes nas pessoas com deficiências são acredito que chega a centenas E aqui, especificamente, essa comissão está trabalhando um nicho. o altizo. E o que isso representa? para a pessoa com deficiência. representa que essa comissão essa frente parlamentar tem condição de fazer um trabalho específico, focado... nos direitos da pessoa... com transtorno do aspecto autista. Isso é afinar. a legislação brasileira. É afinar... as políticas públicas, é afinar aquilo que precisa ser feito para que a pessoa com autismo em sua família... tenha uma condição de vida melhor. Eu acho muito importante focar nesse ponto, sua família... Não adianta a gente cuidar apenas da pessoa com deficiência, se a gente não cuida... da família. A entidade da qual eu faço parte, que daqui a pouco o Djalma, o presidente, vai falar, a APABB, associação de pais amigos e pessoas com deficiência de funcionários do Banco do Brasil e da comunidade, desde a sua criação, Em 1987, ela cuida da pessoa com deficiência e de sua família. E não adianta fazer um trabalho de excelência com a pessoa com deficiência se a família está desestruturada. Tudo que é feito com aquela pessoa com deficiência... Pode... perder quando ela volta para casa com a família. Então, por isso que é importante... A gente está sempre tendo esse foco, hoje se fala muito, em pais e mães atípicos. Termo que há pouco tempo atrás não se falava. Por quê? Porque é necessário cuidar de quem cuida. Cuidar de quem cuida... Como o deputado bem lembrou, primeiro a gente bota máscara. na gente, no avião, para depois cuidar de quem está do lado. Então precisa cuidar de quem cuida, para que essa pessoa... Cuide bem. do seu filho, que deve ser esse. Obrigado. Eu tenho um filho O síndrome de Down. Memor, senhor, quando falo dele... Porque... Eu sei que ele está em casa me vendo. Obrigado. Sim. Ele fica brabo quando o seu pai, é assim que ele chama comigo, É a lógica dele, vai chamar seu pai, ele me chama de seu pai. Então, ele fica bravo quando seu pai sai de casa e viaja, principalmente para Brasília. Mas toda vez eu mando o link de onde eu estou... Isso olha. E ele fica lá, grudado no tablet, me vendo. Ele também não gosta do Congresso, é isso? Não, não é do Congresso. Ele se junta a milhares de brasileiros que estão insatisfeitos. Ele não gosta do pai fora de casa. Ele não gosta do pai fora de casa. O meu escritório, home office, é do quarto dele. Meu computador fica lá. Então, eu passo o dia trabalhando com ele. E quando sai, ele fica bravo. Mas eu digo isso porque... Quando o meu filho nasceu, há 34 anos atrás... eu e minha esposa abandonamos tudo que tinha Eu tinha uma carreira no Banco do Brasil, Eu passei nove anos para retomar a minha carreira. Minha esposa é psicóloga e ela passou três anos... sem atender ninguém até voltar a atender. Graças a Deus nós fizemos essa escolha e tivemos condição de fazer essa escolha. Eu de parar a minha carreira, ela de encerrar o consultório, para a gente atender o nosso filho, para dar o melhor... que a gente poderia para ele. Mas muitas famílias não conseguem fazer isso. Quantas mães Não conseguem Ah, vou parar de trabalhar para fazer. E quem vai trazer a comida para dentro de casa? Então, essa é uma dificuldade que a gente tem que ter em mente e lembrar que quando a gente está fazendo políticas públicas, Para pessoa com deficiência, a gente tem que lembrar também das famílias. Essa... a frente parlamentar... está tendo uma oportunidade... Única... de ter um grupo desse do Lions com entidades... voltadas para pessoa com deficiência para discutir suas políticas. E nunca abandone isso. Presidente Filipe, Nunca solte um projeto de lei sem antes ouvir a sociedade civil. sem antes ouvir Quem tem... realmente respaldo de dizer Esse projeto é bom. ou esse projeto não é bom para pessoa com deficiência. E nesse ponto, eu ofereço... A ajuda do Conad. Para que... no momento que Essa casa... aprovar um projeto de lei... ela tem a consciência de que aprovou um projeto de lei que foi discutido com a sociedade civil, e de que teve um parecer favorável do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência. Pegando agora um gancho... no que o presidente da Fundação Internacional do Lais Clube, Francisco Fabrício, falou, Use o lema Make of Mark. faça disso a diferença A diferença de todo projeto de lei... ser ouvido pela sociedade civil e ser remetido ao Conad, para ter o seu parecer eu fechei esse acordo com a Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara, Hoje... no Senado, conversei com o senador, porque eu acho importante isso aí. Muitos absurdos que a gente vê em determinadas leis que são aprovadas Poderiam ter sido filtrados se tivesse sido ouvido a sociedade civil e quem manja daquilo. Por quê? da mesma forma que o senhor ouviu uma mãe... E a partir daí o senhor aprendeu... Como é... uma mãe de uma pessoa com deficiência com do aspecto é uma pessoa autista Se o senhor ver a sociedade civil, o senhor vai saber o que é a dificuldade que uma pessoa com deficiência tem, não só no autismo. Queria agradecer a todos. Pela atenção, muito obrigado. Aplausos. Obrigado.

15 de abr, 17:20
#11
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Presidente Roberto, a sua fala é muito oportuna, e só antes de passar a palavra para o próximo, é justamente isso que eu estava falando na minha fala, acabei a estar desviando e não concluí, mas é justamente essa preocupação com a técnica, do que é preciso, do dia a dia, e a parte técnica dos projetos. Quando eu disse que é um ano delicado, por ser um ano de eleições, E a gente vê pessoas, por exemplo, com um animal aqui no colo, do lado de uma pessoa que tem autismo, e falando que vai resolver o problema, todos são mágicos, etc. É isso que a gente teme. Existem muitos projetos com pouca qualidade. Então, os projetos podem ser protocolados pelos deputados a toque de caixa. Hoje a gente pode fazer 10 lá no gabinete. E não é essa a função, não é esse o objetivo do trabalho. Então, a gente se preocupa muito com a técnica e por isso que a gente tem, hoje, por exemplo, no gabinete, uma é a típica, conosco, como na assessoria, para que ela traga e ela fale esse trabalho. Então, nós mesmos, eu lido com animais há mais de 15 anos... Já vi tudo, absolutamente tudo pessoalmente na internet, entendo um pouquinho bem dessa causa, mas mesmo assim, nos nossos projetos de animais, nós ouvimos conselho... Federal de Medicina Veterinária, chamamos as ONGs para tentar trazer uma tecnicidade maior para o projeto. E é isso que a gente pede para quem está assistindo. Agora o recado é para quem está assistindo. para quem vai chegar a esse conteúdo, para que as pessoas pesquisem a parte técnica, a produção de cada propositura, seja de um deputado eleito, de um vereador, ou de alguém que vem com uma proposta de campanha. Porque falar do tema pode ser até mais fácil. Você mirar realmente no problema, ouvir a sociedade, construir um projeto efetivo, ele dá trabalho, e as pessoas não querem ter esse trabalho. Então, é esse cuidado que a gente pede para as pessoas. É justamente essa a preocupação. Obrigado. ou remediados, e muitos problemas, falhas, vêm oriundos de próprias iniciativas do poder público, que foi construído, às vezes, a toque de caixa, às vezes, por um intuito politiqueiro, às vezes, por um intuito populista, e não ouvindo realmente o problema e tentando entender, ouvindo quem passa por aquele problema. Então, a sua fala é muito legal. Um beijo para o seu filho, inclusive, que está assistindo, para o pai dele, para o seu pai, enfim. E a gente fica muito feliz com a sua contribuição. Francisco de Jaume de Oliveira, que é da Associação Pais e Amigos de Pessoas com Deficiência, de funcionários do Banco do Brasil. Jaume, Francisco de Jaume, tem a palavra. Só trocar Obrigado. Boa tarde.

15 de abr, 17:29
#12
Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade - APABB Francisco Djalma de Oliveira
Francisco Djalma de Oliveira

Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade - APABB

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das pessoas. Tchau. Obrigado. Boa tarde a todos. Eu... Sou um homem de pele parda... cabelos pretos também já ficando grisalhos uso barba, uso óculos, Estou vestindo um perno cinza escuro, camisa branca e gravata azul. E Gostaria de cumprimentar a mesa, o excelentíssimo senhor deputado Filipe Beccari, o presidente da Fundação Internacional do Lions, o meu xará Francisco Fabrício, e o Manuel Messias, que é o coordenador desse evento, em nome dos quais eu cumprimento todos os colegas aqui da mesa, e senhoras e senhores aqui presentes. A APABB, Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de funcionários do Banco do Brasil e da comunidade, é uma associação, como o próprio nome diz, fundada por funcionários do banco que tinham filhos com deficiência. Eu tenho um filho com deficiência também. O meu filho tem paralisia cerebral. Eu tenho certeza que, ao dizer isso, vocês imaginam uma figura de uma pessoa com paralisia cerebral, né? E o nome leva aqui assim, que a mente está paralisada, né? Paralisia cerebral, paralisia do cérebro, né? Mas não, assim, é tanta complexidade que tem nisso, né, que com certeza vocês não saberiam quem é exatamente o Davi, né, o meu filho tem 21 anos, né. Por quê? Alguns têm comprometimento físico, outros têm comprometimento sensorial, na audição, na visão, ou seja, é um mundo de possibilidades. Assim, eu estou começando a entrar exatamente na minha abordagem, que é a complexidade que são as pessoas com deficiência, particularmente as pessoas do transtorno do espectro autista. Então, não dá para a gente colocar tudo na mesma caixa, não dá para a gente qualificar as pessoas como sendo um único tipo. Então, tem várias possibilidades. Então, essa é uma primeira abordagem que eu faço, individualizadas, compreender quais são as necessidades daquela pessoa do ponto de vista individual. Na APABB, nós trabalhamos muito em duas frentes. Esporte e lazer, e aqui eu tenho a honra de ter o nosso coordenador de esporte, que é um leão, o Vinícius Savioli, essa pessoa que está aqui, que nos honra com a contribuição dele desde a época... do nascimento da PABB há 37 anos, na época ele tinha cabelo, ele tinha tudo, estava bem diferente, mas era ele mesmo, pode acreditar. Então, e temos uma outra frente, que temos também a honra de ter a nossa coordenadora aqui, Fátima Rebouças. Essa jovem que está ali, que também é a nossa coordenadora dos projetos sociais da APABB. Então, o que a gente faz? A gente faz atividades de esporte, de lazer, para trazer as pessoas... Para a vida, as pessoas com deficiência, para ter oportunidade. E com isso a gente está buscando o que? Autonomia. A independência delas... É... Autonomia às vezes é coisa simples. de colocar a pasta na escova, de tirar a camisa, de ir ao banheiro sozinho. São coisas assim simples que para a gente é tão trivial fazer, mas para a pessoa com deficiência é importante. Então, a atividade do lazer, a atividade do esporte, são fundamentais para isso, para trazer essa pessoa para essa realidade. Eu gostaria de contar uma história... É um fato, aconteceu aqui em Brasília há 30 anos, Uma colega levou o filho... a um profissional, para... para fazer uma consulta tal na época não tinha diagnóstico de autismo né não foi depois aqui lá na frente começou-se a suspeitar que a pessoa tinha autismo. E aí... Fabrício, o que aconteceu? O profissional olhou para o filho dela e tal, disse: olha aqui, eu sugiro para a senhora Comprar uma televisão e colocar grades na janela. Obrigado. Então isso choca. a gente, mas foi um fato, isso aconteceu há 30 anos, e é para isso que a gente... tentou fazer a nossa associação para que as pessoas não fiquem em casa com a televisão ligada. Não fica em casa... não podendo sair porque tem uma grade na janela. E era assim que eram tratadas as pessoas. Tenho certeza que muitos de vocês aqui lembram dessa parte, que há 30, 40 anos era assim que as pessoas eram tratadas. Bom, então, para finalizar, eu gostaria de também trazer mais um aspecto para nós ponderarmos, que é a necessidade de a gente desconstruir, o estereótipo do autismo. Autismo virou uma forma de qualificação. Ah, você parece um autista? Isso significa que a pessoa... antissocial, que não fala, que está lá no canto dela, não sei o quê. Então, a gente precisa desconstruir isso. Então, esse fórum aqui, eu acho que o Lions... toca numa peça fundamental ao ter feito esse evento. É uma contribuição muito importante, talvez nós nem saibamos a repercussão que ele pode ter, mas uma contribuição fundamental para que a gente crie uma nova sociedade onde esses estereótipos fiquem de lado e o preconceito também. Muito obrigado.

15 de abr, 17:31
#13
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Obrigado, vamos passar a palavra agora para o Luiz Geraldo Matheus Figueira, que é o ex-diretor internacional do Lions Club. Aqui.

15 de abr, 17:37
#14
Ex-diretor Internacional do Lions Clubs Luiz Geraldo Matheus Figueira
Luiz Geraldo Matheus Figueira

Ex-diretor Internacional do Lions Clubs

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Bom. Deputado Felipe Beccari. Sempre. para a sua... Comissão. Muito sucesso! O nosso... Presidente, Obrigado. Francisco Fabrício de Oliveira Neto, Eu me lembro quando eu era... Diretor. dizendo que a nossa área 3 tinha uma pretensão. ter um presidente internacional. Hoje... Fabrício está aqui, presidente internacional já foi, ele hoje é presidente da nossa fundação, nosso braço. Caritativo. Messias, não preciso falar. do êxito que ele está tendo, com esse Advocates Day. Minha família leonisca sempre fala... É a minha família. Deus permitiu que eu escolhesse essa família para mim. Família que é como uma árvore. Não vou dizer que os galhos são diferentes, não. A árvore nunca fica de costa para ninguém. Então, nós estamos sempre prontos para o trabalho. membros nominados da mesa, O que a gente está aprendendo... E eu... parceiro, na presença e no conhecimento que está distribuindo entre nós. E eu tenho um lema. Vai melhorar. Então, é otimismo. Se nós estamos fazendo essa reunião aqui... É porque vai melhorar. Está sempre melhorando. E eu costumo comentar que quando lá em 1942 eu entrei, no primário, me deram uma série de papéis com as figuras geométricas, para medir a minha capacidade. E eu, com uma tesoura, tinha que cortar aquilo. E numa dessas eu dobrei o papel e cortei, cortei de uma vez só, eu cortei o... E a professora... viu? Ficou lá... pegando, querendo falar com a minha mãe, Mas tudo bem. Mas passado o tempo eu já era galarote, já cantando. Já, né? Ali na rua apareceu o QI. Obrigado. O cara que tinha um QI 120, o cara que leu O Pequeno Príncipe, o cara era bom de bola, era quase flamenguista. mas aí se passou que não era só A inteligência. Era preciso também o emocional e ver o que é. Para utilizar a sua inteligência, você tinha o emocional. Passou um pouquinho de tempo e veio o QS... consciente, espiritual, social, você tinha que interagir uma vez E um garoto veio... Para mim, pedir que eu assinasse um papel dizendo que ele pertencia ao Léo Clube. Você vê, e era uma empresa de informática. pedindo para... mas então o espiritual ou social. Mas aí veio uma outra coisa, que, por você empregar a sua inteligência, a sua emoção e a sua parte interativa, você precisava de autocontrole. Aí começaram a ensinar. Já nas escolas, começaram a ensinar o autocontrole... para os alunos. Mas hoje, quando eu estou reunido aqui, eu coloco mais um dado aqui. da melhoria. É a saúde mental. Você precisa estar preparado. Você não pode decidir se você estiver ansioso, se você estiver depressivo. Eram? Você, então, tem esse problema que eu vou colocar também, e certamente essa reunião vai fazer com que a gente melhore. Mas eu queria... fazer uma... Uma citação que eu não fiz lá, no Senado, que vocês têm aqui, Quatro países. O DMLA, o DMLB, o DMLC e o DMLA são distritos múltiplos. Distritos múltiplos são países. E os presidentes desses países estão aqui. Obrigado. E depois desses países, nós temos também os estados, que são os nossos distritos, e os clubes. São os nossos municípios. Então, trabalhamos como Estado. Temos... E também trabalhamos com comissões. As comissões, não os seus pareceres, levamos para a diretoria executiva e depois vai para a deliberativa. nós trabalhamos também como Estado. E a presença dos quatro presidentes aqui do nosso presidente internacional, do nosso diretor internacional que está ordenando Essa nossa sessão é fundamental e diz respeito que nós, Queremos melhorar e nós estamos apresentando aqui o que nós temos de melhor. Tá? Então, muito obrigado por me deixarem usado a palavra. Obrigado. Obrigado.

15 de abr, 17:37
#15
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Obrigado! Luiz Geraldo, obrigado pela sua presença, pelas palavras. Vamos chamar agora o Marcelo Vitorino, presidente da Especialisterne, para dar a sua contribuição. E depois a gente vai para a doutora Carla Berlim aqui. Um troço com Deus. Muito obrigado. Pronto. Pronto, resolvemos. Não vou roubar água. E aí Obrigado. Obrigado.

15 de abr, 17:43
#16
Presidente da Specialisterne Marcelo Vitorino
Marcelo Vitorino

Presidente da Specialisterne

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Obrigado, senhor Luiz. Eu queria cumprimentar rapidamente, a gente está com o tempo apertado, mas eu queria cumprimentar o deputado federal, Felipe. Essa iniciativa é extremamente importante aqui para o Brasil. Essa semana eu estou muito feliz porque semana passada nós tivemos uma audiência pública no Senado Federal, liderado pela senadora Damares, onde ela trouxe o tema empregabilidade de pessoas autistas e a gente pôde ter um debate muito rico também. Parabenizar o Lions aqui na figura do Messias e do Francisco pela ação. E para nós aqui da Especial Externa é muito importante esse espaço, porque efetivamente a gente acha que dá para melhorar. A gente acha que dá para melhorar e a gente acha que a inclusão das pessoas autistas nas suas diferentes esferas da nossa sociedade, vão fazer o nosso país muito melhor. Eu não tenho dúvida disso. E falar rapidamente da nossa experiência com relação à empregabilidade. Eu trabalho... Qual? inclusão de pessoas com deficiência há um certo tempo. Eu me formei em 1995. Então, Vini, já tem mais de 30 anos que eu atuo nessa área, sou psicólogo de formação, atualmente eu sou CEO da Especialista Eno Brasil. A Especialister é um negócio social, é uma organização social de origem dinamarquesa, Está presente em 26 países... e viemos para o Brasil em 2015. É... Mas eu queria falar o porquê nasceu a Especialisté, e pensando no... que dá para melhorar as coisas. Nós fomos fundados em 2004 por um dinamarquês chamado Torquio, e sua esposa, Anete. E esse casal tem um filho autista, E eles sempre ficaram muito incomodados assim, e tinham sempre um questionamento assim: O que vai ser do futuro do meu filho quando a gente não estiver? Será que ele vai conseguir entrar no mercado de trabalho? né então será uma angústia na a gente escutou várias histórias parecidas aqui é de organizações depois a A Carla vai falar um pouco aqui também. E, a partir dessa angústia, Tórquio era diretor de tecnologia numa empresa na Dinamarca. E... Ele observava características do seu filho, dificuldades de comunicação, de interação, alguns comportamentos diferentes. Mas ele também começava a observar em seu filho características que ele falava assim, opa, Isso é diferente. Então, certa vez, eles foram para uma viagem de férias à Europa... Torky e sua esposa e Lars, e voltaram depois dessa viagem de férias, E depois de 20 dias que eles tinham voltado dessa viagem de férias, o seu filho pegou um papel, E fez um desenho como se fosse uma torre com 150 caixas, e dentro dessas caixas tinham números de letras. Eram 500 números de letras. Ele fez um desenho e Tóricio ficou incomodado com aquilo. Mas o que é isso? E... ele não entende o que era aquele desenho. E isso é mais sinceramente, uma coisa da minha época, antigamente a gente não tinha o Waze, a gente tinha o guia rodoviário, então você pegava o guia, onde está aquela rua? E você manuseava aquele guia. E aí, Torkio descobriu no carro dele, um guia rodoviário, e com um índice de mapas da Europa. E aí ele comparou com os desenhos, ele reproduziu o índice de mapa da Europa, com 500 números de letras, de memória, com sete anos de idade. E aí, Tórico falou: "Mas peraí, meu filho, com todas essas dificuldades Tem uma memória como essa... E aí ele começa a se questionar: "Mas por que a sociedade olha pro que falta?" para as dificuldades... Por que a gente não coloca o foco no talento que as pessoas têm, do que elas podem trazer para a nossa sociedade de melhor. E aí E a gente acredita muito nisso. A gente sempre fala... dá importância também para algumas pessoas de processos de capacitação, de preparo para o mercado de trabalho, mas a gente fala isso para todas as pessoas, não só para as pessoas autistas. E aí, a partir dessa ótica, do foco no talento, que Tórkel criou a Especialisté. E pediu demissão da empresa que ele trabalhava, ficou sem dinheiro, hipotecou a casa dele e criou a organização. E, passados 20 anos, a gente está presente em 26 países. Hoje a nossa sede fica na Espanha. A gente já incluiu mais ou menos 10 mil pessoas autistas, autistas. no mundo dando suporte para as pessoas e para as empresas, para que elas consigam fazer, ou consigam trabalhar com acessibilidade. Sem acessibilidade não existe inclusão, as pessoas não vão dar certo e elas tendem a ter sucesso, então é necessário a gente pensar nisso. Aqui no Brasil, nós temos mais ou menos mil pessoas trabalhando, que é especialista em dar suporte, com uma equipe de profissionais, E a gente tem várias histórias aí de talento. Eu queria contar uma história muito rápida aqui, em 2018. E... 15. A gente foi procurado por uma pessoa do Banco Itaú, A gente tem parceria com o Itaú, com o Bradesco, com o Goldmann Sarkis, várias B13, já fizemos a inclusão de várias pessoas, mas eu queria contar do Itaú, porque o Itaú, eu acho que é muito simbólico. Em 2015, a gente foi procurado por um... um pai chamado Raposo, o Raposo tem um filho autista, e Raposo falou o seguinte, falou: "Marcelo, a minha esposa descobriu um especialista fora do Brasil e ela atormentou minha cabeça para que eu ligasse para vocês, para fazer uma reunião com vocês, para entender o que vocês fazem". Porque assim, como assim pessoa autista pode trabalhar? Que história que é essa? Porque no mundo inconsciente, no mundo invisível, as pessoas autistas não podem trabalhar. Ou no mundo invisível, as pessoas autistas podem trabalhar em funções menores. e a gente precisa quebrar isso aí o raposo ligou Ele falou: "Vamos fazer uma reunião". Fizemos uma reunião. E a esposa... do raposo, a Bettina ficou muito feliz, etc, etc. E a Bettina veio a falecer depois de pouco tempo. Mas a gente brinca que ela é madrinha dessa experiência Nós começamos um projeto com o Banco Itaú, fazendo a inclusão de dois jovens que foram preparados por nós, nós preparamos os times, acompanhamos essa inclusão. É... Deu tão certo, o projeto foi crescendo. Um desses garotos que tinham... dificuldades importantes comportamentais e tinham dificuldades importantes Ele foi trabalhar na área de TI também, e ele com um jeito diferente dele, nós preparamos o time para recebê-lo, porque era necessário, né? As pessoas perguntavam para ele, vamos tomar um café? Eu falei assim, eu não gosto de café. Obrigado. Ok, ok. Então, eu não gosto de café. As pessoas têm uma tendência a serem sinceras e honestas. Isso não é defírito, isso é qualidade. Em determinado momento, ele estava com um grupo... que ele trabalhava E o chefe dele contou uma piada muito sem graça. E ninguém deu risada da piada. Aí ele olhou para todo mundo, pessoal, pessoal, vamos dar risada. O chefe está contando a piada. E aí, esse tipo de situação começa a trazer uma leveza, uma humanização das relações, que começa a fazer a diferença. E depois dessas primeiras duas experiências, a experiência foi para 10 pessoas, isso passou para 20, isso passou para 50. Hoje o Banco Itaú tem mais ou menos 600 pessoas autistas trabalhando, e que são acompanhadas por profissionais que dão esse suporte, preparam os times que vão receber esse profissional, dão acessibilidade. Mas o que o banco percebeu? Que isso... para além da questão de a gente pensar num projeto social, ele vê um valor do talento das pessoas. E é isso que a gente espera. Um dos rapazes que trabalhava nessa área, ele pegou um processo que demorava três horas para rodar um sistema, e ele, com a impaciência dele, com a forma de ver diferente, falou, não, três horas é muito tempo. O pessoal colocava o sistema para rodar três horas, ia fumar, e ele ficava assim, não, três horas é muito tempo. Bom, sintetizando, ele... Ele fez uma mudança no algoritmo lá, e o sistema de três horas passou para 15 minutos. E aí ele falou: "Seu Marcelo, acho que o lucro que eu toço foi de alguns milhões". Muito bom, exatamente. Por que ele conseguiu trazer esse resultado? Porque ele teve acessibilidade, as equipes foram preparadas, a gente desmistificou... preconceitos que existiam e você teve um acompanhamento. Então, eu só quis trazer o caso que eu vou chamar de Edu, mas a gente tem pessoas... eu conheci experiências de pessoas autistas, quando a gente fala de inclusão no mercado de trabalho, a gente foca muito nas pessoas nível 1 de suporte, algumas pessoas nível 2... Mas existe tecnologia social. O emprego apoiado é algo que a gente consegue proporcionar a inclusão de pessoas com dificuldades mais importantes, dificuldades e necessidades de suportes importantes, Em 2004, tive a oportunidade de conhecer uma experiência, nos Estados Unidos, em Maryland, onde tinha um rapaz nível 3 de suporte... porque a sua comunicação era não verbal. E ele trabalhava como repositor de mercadorias dentro de um supermercado. Trabalhava três horas por dia, três vezes na semana. E quando esse menino faltava no trabalho dele, a comunidade pergunta: "Bom, o que aconteceu com o John? Por que o John não está aqui?" "Ah, eu gosto tanto quando ele está aqui." Por quê? Essas questões... Eles trazem o melhor para a nossa sociedade. Eu tenho um lugar que... A pessoa pode trabalhar, ele tem o suporte e... E eu tenho muito orgulho de comprar um produto desse mercadinho, porque esse é um mercado diferente, um mercado que cabe em todas as pessoas. E a gente tem que pensar assim também, enquanto consumidor. Assim como a gente tem que pensar na política, Felipe, que a gente não pode olhar para os candidatos que agora vêm trazer o tema, que nunca... chegaram perto, a gente tem que olhar para as pessoas que efetivamente estão olhando para a causa, estão buscando alternativas para que a gente tenha uma sociedade melhor, que as coisas continuem melhorando, que a gente tenha mais empregos para pessoas... autistas e pessoas com deficiência como um todo. E, para fechar minha fala, a gente tem aí resultados dessas inclusões, onde as empresas trazem, assim, que ela teve um ganho de engajamento dos seus colaboradores. Então, as equipes que recebem profissionais com deficiência e neurodivergências, pessoas autistas, tendem a ter um grau de engajamento maior. O que isso significa? Elas têm mais orgulho da empresa que elas trabalham. A gente tem uma questão de produtividade. E lá na especialista, a gente mede a taxa de retenção depois de um ano que a pessoa está trabalhando. A gente tem uma taxa de retenção de 92% das pessoas autistas que estão trabalhando. Isso é uma taxa de retenção para quem trabalha com RH, Obrigado. Muito alta, muito alta. Então, para finalizar, estou feliz que nesse momento as coisas podem melhorar. Eu quero fazer um desafio aos clubes. Não combinei isso com ninguém. A gente tem 1.500 clubes aqui no Brasil, que são fantásticos. Se cada clube desse puder incentivar de alguma forma, a inclusão de uma pessoa autista e uma pessoa com deficiência, a gente está falando de 3 mil postos de trabalho. Então, eu acho que... pelo engajamento dos senhores aqui, eu acho que isso é super possível. E eu queria deixar essa mensagem. Focamos no talento, as pessoas precisam ter oportunidades, elas precisam ter oportunidades com acessibilidade. O Brasil é signatário. da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência na ONU, no seu artigo 27, a gente diz lá que o nosso país vai fornecer e vai proporcionar toda a acessibilidade para que as pessoas possam trabalhar. Então, isso tem peso de lei. A gente está falando do Advocacy Day, a gente está tentando trazer um viés aqui de coisa boa, mas a gente nunca pode esquecer... Que isso é um direito, as pessoas têm direito a um trabalho decente. Muito obrigado pela oportunidade, era essa experiência que eu queria trazer.

15 de abr, 17:43
#17
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Obrigado, Marcelo. Obrigado, seu... O teu discurso é muito bom, obrigado. Muito bom mesmo. Manuel, quer ter uma parte nessa? Quer comentar?

15 de abr, 17:56
#18
Ex-diretor do Lions Clubs Manoel Messias Mello
Manoel Messias Mello

Ex-diretor do Lions Clubs

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É só para dar um comunicado a Marcelo, que... O Advocacy Day já está fazendo efeito. Indo agora, depois do Senado, ao hotel. Foi conosco o Sérgio Delcístia, que é um empresário em Rondonópolis, Leão, E ele já disse que vai passar para o RH dele, ensinar o RH dele, vai fazer reunião com o CDL e com a Associação Comercial de Rondonópolis para estimular a empregabilidade. Parabéns!

15 de abr, 17:56
#19
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Vai melhorar. Está melhorando. Vai melhorar. É isso mesmo. Tem dias que é difícil, né? Mas... Vai melhorar. Vou começar a falar isso também. Não vou falar a parte do Flamengo, mas o resto eu vou tentar seguir a risca do que o senhor falou, prometo? Lógico. e que se vê melhor aqui Obrigado. E o amanhã. muito melhor que hoje. E eu vou fazer agora em mais 90 anos. Eita, nossa. Que maravilha. Doutora Carla Berlim, do Autismo Legal, palavra toda sua. Obrigado.

15 de abr, 17:57
#20
Autismo Legal Carla Berlim
Carla Berlim

Autismo Legal

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Tack. Tack. Det är en respons. Falar no final, en är ena som är ena som i banca. och alla som är här. Jag har en bra att säga om alla som är i alla som är i alla som vi har en stor. Vi vet att många människor är i färdigt. Men som borde det här för oss. När jag tänker på "Lån" Det är mycket till "O Leão Animal". "O leon protege a region, men som hän har med dem i läste är leon." Elas que vão a caça, elas que alimentam a família. Muitas vezes, en leo av sån kan se urbana med sin bando. ett leå såvans inte är förväntning av att övervika. När vi ser så här engagerade i den här av autistiska, någon av oss involverade av en ett motivåg. och när vi berättar om att strukturen av autistiska, i hem hem med hjälp med en lite mer. Det är två autistiska i minnen, en de 15 år och en de 24 år, det är 25 år. Tack. När jag var här, Jag har inte bara en stor memoria, men de som jag har 4 år i. När vi hade en triste notície av om STJ. J.Q. Hall ...da NS, som var exemplificativ för 20 år, nu var det betyderad för taxativa. Det var en väg att jag inte hade tid att inte dormit. Jag bara chorade och jag skulle säga till min marid, nu vad vi ska göra? Jag lämnar honom att han säger: "Karla, du har inte det här." Jag säger att han inte har det. Men de männen har jag mig mig stått och frågar: "Og jag ska göra det här?" Och, graças till Gud jag inte var en som är en sån här ljusen. ... Vi var och vi hade en stund som vi hade en stund som för oss. och vi fokuserade präckligt. En personen inte kan göra stora saker. Men när vi är en ett sätt, mycket kan förändras. Och, conversant med de andra kålgården här, vi var om det en väldigt viktig och väldigt bra. Lions kan organisera det utan att hämna oss. att de varför politiska, varför att de varför alla av de läns, de varför alla av de varför, de varför alla av de varför, de varför alla av de varför, Múltiplos, jag har alla nomenklatura, jag är kraft. Jag är fullt av här. Jag är en stor del här. Jag är en stor del här. Jag är en stor del här. Jag är en stor del här. Jag är en stor del här. Men hos Lions har en stor. att ni som hatt för att vi har vårt liv, för att vi har vårt vocabularium, för att vi har vårt erfaren, för att vi har vårt dores. Jag har en fråga om det här med att kvällda och jag har det här. 12 år sedan, när jag fick jag den minst nog. Jag trodde det här om det var. För att jag hade en mer av, jag skulle kunna ta med en mer av av. Jag har inte tid för att jag inte min. Jag inte hade tid för att göra exercit, jag inte hade tid för att dörmåga. Jag inte hade tid för att jag hade att jag hade min fjell och hjälpte med hatt. Det är inte det som inte var en bättre beslutning, men det var en bättre beslutning. Jag och så många andra som har fått en grån av oss för oss för oss. och övre man av vårt, vårt vårt, vårt vårt, vårt vårt, vårt vårt. E cada en av de oss colhe saker som var olika. En av de var de varor, en av de varor, en av de varor, en av de varor, en av de varor, en av de varor. Vi har inte om att hämma om att hämma utbildning, men som om av personer som utbildning, men av männen. Många av människor säger att de männen, de autistans, de männen inte är i verktyg. Vi har inte. Vi har inte. De som är att de männen är utbildning av dem som utbildning av dem. För att en gång ska man ska utbildning för att hämma utbildning för att hämma utbildning. för att vänna, som inte var med, nu inte kan. Eller för att o maridna förstås att det är väldigt kräftat. Så han gjorde ett bra och och kom embora. Vi har vi vänster av vi, och vi säger om vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi som vi. Men vi inte har filer med autist. När jag och vi var grävidar, inte orade för att Gud. "Så, jag ska få en bänskning och, för att du är autistiskt." Vi inte escolher det. O autismo cae i vårt. Vi kommer inte att inte vilja för att vi är för att vi är. Så vi måste huvudt. Vi måste huvudt med en som i sin realitet, i sin necessitet, i sin familie, i sin orsakning. att någon oss och. att det är någon "Ole för våra barn. att någon inte oss julgade. att vi har varit mycket julgats. att inte är autista som inte har för julgats är för att inte sa av. A questão é que eu também julgava. Crianças que se jogavam no chão. och grittade, för jag trodde att jag var en som inte var med, som inte var med. till Gabriel apareste och spelade på alla min teorier om materniteten. Jag har en att 1+1 inte är 4. Men vår liv är inte så så främst. Vi har glädjningar som kanske männen av neurotypiska inte kommer att förstå. A alegria de um filho que come uma banana, a alegria de uma criança que toma água, a alegria de um menino que come uma bolacha e toma leite, mesmo babando e derrubando a mesa inteirinha. A alegria de uma criança que fala uma palavra, a alegria de uma criança que aprende, que consegue sair da fralda com 6, 7 anos de idade. Essas alegrias... A maioria dos pais Não entendem Porque os seus filhos aprenderam no ar Enquanto os nossos filhos precisam ser ensinados E repetidas e repetidas E repetidas e repetidas vezes Até que um dia eles aprendem Tack. När Marcelo falou om det här, "O que vai ser dos nossos filhos". E ele trouxe a história dos criadores da Especialisterna. Tack. Vi, männen med defekten, och vi är om det här om autistisk, vi tänker på vårt rättvning. Vi måste ha oss oss fjärns som vi är autånomsom. för att de kan få ut lite arbete. för att vi ska huvudas om vi får vi. Enquanto muitas famílias estão preocupadas com a herança que deixam para os seus filhos, muitas vezes estamos preocupados em ter pelo menos um bem que renda algum aluguel, para que possa pagar o plano de saúde, para que aquela pessoa possa ter um atendimento. ...au longo da vida. Vi ska sema om att vi ska ha oss färdigt för att de återna bänskning såzill. För att de återna bänskning. För att de inte återna bänskning, matematikning, inte att deta om att dekna. Att de inte att dekna en stor text. Men att de återna funcjera. Quando... Tack. Vi ser på att alla de leåns, vi är väldigt fel, för vi vet att vi har kommit här. med de ni och med de ni och med de ni. De ni har blån med sin jobb, de ni har blån med sin familj. De ni återade här för att ni. För att du lite om autistiska. Och att ni kommer tillbaka tillbaka. Vi kommer med här med o coração som är fullt, fullt avgärna, för att ni är interesserade i att vi är vårt. Men jag har säker att ni återar att vi är fullt av information och idéer av. Cada um pode fazer. i sin influens för att göra en annan vid andra personer. För när du tittar på en autista och inte julgade, inte criticade, du är validat en existenskap av dem. "Våste är validat hur mina barn och mina barn kommunerar, hur du är det inte. Det är inte det. Det är inte det. Det är inte det. Det är inte det. Det är inte det. Det är inte det. Det är inte det. Det är inte det. Jag är advogad. Och när Gabriel fick den här diagnosen, jag var advogad för 15 år. Jag har aldrig varit med på en sak som en sak som en sak. Jag, i verkligen, inte var att autistiska var att vara betänska, i dvr med det. Jag inte var med absolutt om det som jag skulle vilja ha. Jag skulle bara vilja ha om det som jag skulle vilja ha. Até que, om dagen, en assistente social falou att jag skulle kunna köpa en kväll i sin säng. Jag frågade om det här skickade. Och hon sa: "Semana vi kommer jag te berätta. Och, jag inte var på att seende. Jag var på att jag var. Det var att jag fick. på internet, där jag inte alla kunde hitta absolutt mycket. Só tinha propaganda de advogados dizendo, autista tem direito a isso, consulte o advogado. Det var en stor. Jag skulle säga: "Een har ingen till att hitta advogadet?" Som de som är de som har fått till att ha rätt till dirett. Som de som har vänverdighet, finansier och social. De precisar exercer a cidadania. De inteleisar inteleisar de att dekörerar. De inteleisar de att dekörerar. De att dekörerar. De att vi har en sån. Det är det jag kriar Autism Legal. Och är det här med. Det är det här med. De divulgning av de direkte av autistiska. Vi har inte det här. Men jag tror att den därför honade och sa: "Jag har en bra vondt, jag vill hjälpa." "Våste är här för att göra det. och det gör med Acho que a mão de Deus... Encosta i alla de cada um ocha ocha ocha ocha. Och, kanske... "Dåg bra våldtade de vissa, min sabedoria, vissa kan gå långt." När vi om direkte, vi inte är präverk, vi inte är präverk, vi inte är präverk. Vi är präverk. Och som är advogad som är här, vet att det är väldigt bra avg. Vi är inte enskilda. Aristóteles falou 350 år sedan, att de C. att vi måste trattar oss i att de forma iga och de olika, och de olika, och de olika, och de olika. Cada en på med i den här desigualdaten. Det är det som att det är en balans, att det är en balans, att det är en balans. Vi, männen, är vi väldigt att vara i många plats, att vi har med mina, men vi är rådgjort efter de barn, vi är bränsligt med dem, vi är återkjort tillbaka. De här är ett sätt att de här kärlekskörn. Jag färde, de fattande, väldigt agradecita, inte bara på min nom, -O autismo. Det är milares av människor, inte bara i Brasilien, men som är väldigt agradeciga, för att vårt samhälle är nu förstås. O autismo. Quando eu... Teve um dia que assisti uma palestra a respeito de mudança da mentalidade da sociedade, mudança de paradigmas. E essa pessoa dizia que, para mudar a mentalidade de uma sociedade, nós temos um processo. För att man ska prata om ett visst och ingen gör det. För att man ska prata lite, men vi börjar med att göra något. För att en dag inte vi ska prata, för att alla är det som gör det rätt. Jag tror att inte var så mycket om autistiska, men vi har inte lite. Men vi är i processen. Det är melhor. Det är melhor. Vi kommer att komma till en dag, där vi inte kommer att ha en kommissan av de direkte av autistiska. Vi kommer att ta en annan. Men när det inte kommer, vi måste ta en vans. Até o dia em que eles kommer att vara här. Fål om i första person. Och att säga för dem. Det finns människor som inte är autistiska. Vi måste respektas, men jag ämnar autist, för att autist är det som är av Kaj och Gabriel. Om jag utgärder av min barn, jag har två barn som jag aldrig vet. Om de autistiska människor. Men ämna autistiska. För att de är väldigt ämna i sinaas. De som precisar av de du för att vårt samhälle. För att vi kan förändra oss. Tack.

15 de abr, 17:57
#21
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- Okay. Carla, thank you. for the explanation I think it's a little bit more about the speech, and it made me remember just one story, I'm going to say quickly, Before I pass the word to you. It was also through the Queira, but I don't remember the name of the guy. I don't have any contact with him. Remember to say this with a Kayla, please? He is a man who is a Jiu Jitsu. Remember that. She's in the group, she's embarcando there, we'll see her to see if she's in contact with her. After I met her autism through a Keira and the project that she's in care of, We had a great event in 2021 where we took the parents There was a manicure, the eye, because they didn't make a eye for a month. You know very much about it. There was a part of makeup to bring the minimum of care for her mother. And then there was a father there, There was a mother, but there was a father together. I remember this story now. And maybe... We change, we change every year, we change every year, we are different. You know very well about this. And, you know, the Felipe, some years ago, is different from today. So, for example, I always wanted to have a son of my life. It was my biggest dream of my life. I always said that. And then I met my wife, we got married, we got married, we got married for six months. It's a little girl. It's not that you can see it. But look at that beautiful. It's true. It's a princess. Oh my God. It's a princess. It's a princess. My husband is watching now, and he said to me. So, the Felipe of today, maybe, would receive that information, which I will tell you now, of a way totally different from what I think I'm doing today. But I remember that this father came to me in this event and he said to me that his son, not precisely, but in turn, He had 11 years of age. His father was a Jiu Jitsu, a black and etc. He said that... He was telling me, in general, what I remember, I don't remember, I didn't remember, I didn't remember, I didn't remember, but I had a memory of a bad thing, but I remember, it really marked me. He told me that he was discovering through Jiu Jitsu He managed to hug the son for the first time after 7 or 8 years. The boy didn't have contact, he didn't put it in. He didn't like it. And then, through sport, which he did not know, when he tries to put a child in Jiu Jitsu, and The fact of the talk, the kimono, the "fair" from the kimono. It was happening, he was accepting I'm going to be arrepiado, I'm going to be a terno, if I didn't show you. And then with the touch of the kimono, slowly, with a super adaptable class, He managed to lose this fear, I don't know how to qualify it, I'm sorry, technically, but... this hyper-sensibility that comes with sentiments, and then he got to embrace his son with 7 or 8 years, for the first time. In the end, in the middle of this process, he became a Jiu Jitsu teacher. Today, at that time, at least in the past, in 2021, They give classes to children, autistic, etc. and they move their lives through sports, through Jiu Jitsu. like you said about sports, not it? Sport salva vidas. I was a police officer and I saw a child who did sport, who was not in the community, in the street, practicing crimes, for example. I am a professor with a school of law, so I defend this very much. But then he told me, He was a great teacher of Jiu Jitsu, focused on this. He is a Jiu Jitsu champion. and struggle with children who don't have autism And he told me, I remember this phrase, I swear by my daughter, he said this to me, "Felipe, today. "I am all night. I'm going to be agarred with my son. Thank you. It will improve. So, today... I'm sorry to hear this. I'm here. I'm here. I'm here. I'm here. I'm here. I'm here. I'm here. I'm here. And this day I'm a little bit chateado, I've been talking to Lucas, the team's team's back, because in the last few days I didn't get to stay at home, working, resgates and so I didn't get to stay at home with my wife and my wife. So I'm going to keep up the agenda for tomorrow to stay a little bit and stay at home and stay at home, literally. I think she's a girl who receives thousands of kisses every day. When she starts to say, she'll say, "I'm going to give a time." I feel like I'm getting ready to breathe, I'm going to breathe. So she's there at the good. And tomorrow I'll get ready. But anyway, I have this love, like everyone has here, but I'm going to grudel with her. Sorry for the lack of technicality in this personal statement, it's not political, it's not anything. But I was thinking: "I have 7 or 8 years to give a first hug to his son." So, who knows I don't get in contact with this man to see how he is. But, I remember that now. When you talk about the happiness, the child eats a banana. And so it goes. So that's why this event, this talk, is very much more than politics, very much more than anything. It's about humanity, it's about altruism, it's about you For those who don't live this every day, like my case, and put it minimally in place in the other place. In fact, this is what autism, this cause, me teaches, within my limitations. But I remember this story and I wanted to tell you. I'll open it for you now. You can help people here. I didn't have an event yesterday, but it's open. just raise your hand, at least one representative of each organization. I can pass it first to the lady. So, you have all... The name of the lady, what is it? Is she? What's your name? My name is Maria do Carmo. Maria do Carmo, welcome here. Thank you. Good. A woman has the word to contribute with our knowledge. How many dentists do you have?

15 de abr, 18:12
#22
participante Maria do Carmo
Maria do Carmo

participante

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Caio Souro. para quem não tem visão. Eu sou uma mulher parda, eu tenho um... Mori, me... Os cabelos já prateados, 74 anos de idade. Um filho autista com 42 anos de idade. Obrigado. E... Tudo que eu ouvi falar, tudo que eu fico falar, eu fico relembrando, já foram 42 anos, muita coisa aconteceu. Obrigado. E lhe digo com sinceridade, a maior alegria da minha vida Meu filho é autismo severo, bem severo. Foi com seis anos de idade que ele manteve o primeiro olhar contato comigo. Ele não olhava pra ninguém. E de repente ele olhou aquilo ali para mim, a gente disse que o autismo não tem cura. Mas naquele momento, aquilo que eu queria, ele foi curado, ele olhou para mim. Ele não olhava. Já com... 12 anos ele tinha medo de água. Eu chego na instituição, encontro meu filho nadando. Eu venho do emprego, encontro ele nadando, eu fiquei parada, eu chorava. Entendeu? Então as coisas assim, para quem diz assim o autismo É um transtorno na vida de qualquer pessoa? É. Mas ele traz tanta coisa boa pra gente, Eu sempre digo assim, trabalhei 30 anos, e sempre meus colegas de trabalho dizem: "Você, são duas pessoas, você é Maria do Carmo antes do Ramiro e Maria do Carmo depois do Ramiro". porque a minha vida mudou muito. me deixou mais humana, me deixou mais solidária, me deixou mais comunicativa. O meu filho me ajudou muito. Hoje, deputado... Eu sempre digo assim: "Eu vivi, até publiquei, eu vivi com muito, ainda vivo." Esses 42 anos na minha vida, medo. Medo de deixar meu filho no local e alguém maltratar. medo dele atravessar uma rua porque ele não tem... Ele não tem medo de perigos reais. Medo de morrer. E não saber com quem meu filho vai ficar. Mas, por outro lado, todo esse medo, toda essa vida, ele me ensinou uma coisa. Para mim, foi o maior mestre que eu tive na minha vida. Ele me ensinou muita coisa boa. Ele me ensinou a ser a pessoa que eu sou hoje. Ele me ensinou a lutar por ele e a lutar por muitos autistas que nós tivemos. Eu hoje estou presidente da Associação Brasileira de Autismo, a primeira associação brasileira no Brasil, fundada em 1987. Eu sempre digo que sou da época da década de 80, do autismo, onde a gente não tinha quase nada. Aliás, quase não, não tínhamos nada. Hoje está uma maravilha, com todas as dificuldades que eu vejo que ainda temos, mas melhorou muito. E eu peço aqui, eu tenho um apelo que eu faço, inclusive, é que eu sempre digo assim: esses autistas severo, adulto, Eu fico imaginando... Mães como eu, na minha idade, com um filho, com 42 anos, que ela apanha, porque ele bate nela mesmo, entendeu? E ela apanha e não diz nada. Mãe disse que vê os filhos se machucando. Entendi. E essa mãe sofre, essa mãe não está aguentando. Mães que chegam para mim e dizem, eu não aguento mais viver. Porque ele não tem... Os filhos casam. O marido, logo cedo... daquela continência e vai embora, e ela fica sozinha com ele. E essa mãe, quando chega nessa idade, ela não tem uma rede de apoio. E esse autista adulto não tem apoio. um atendimento. Eu suplico aqui a vocês, providencie um atendimento, que o Centro Dia, que tem da assistência, que tem um Centro Dia... especificamente para autista, para atender esses meninos, para que a gente, nós mães, né, podemos ter, pelo menos assim, um momento de lazer, um momento de descanso. Porque quando eu digo assim, hoje eu vi a passeata do menos seis, seis menos um do trabalho, né, mas mãe de autista, ela não trabalha seis por um, não. Ela trabalha 24 horas por nada. Obrigada. Aplausos.

15 de abr, 18:18
#23
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Você era da onde? Qual o estado? Eu sou do estado de Sergipe. Sergipe. Com seis anos que o seu filho olhou... Fou com seis anos de idade. Eles estavam numa sala

15 de abr, 18:23
#24
participante Maria do Carmo
Maria do Carmo

participante

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Fazendo uma terapia. com uma psicóloga, e eu entrei de repente, entrei procurando alguma coisa, não sabia que estava lá, na hora que eu procurei por ela: "Marta, você está aí?" Ele levantou, viu a minha fala, ele levantou e ele olhou para mim assim: Então aquilo ali pra mim foi... Foi a primeira vez que eu tive aquela alegria, eu disse: "Não, agora ele vai ficar bom, ele vai ficar bom". Sabe aquela coisa que a gente tem assim, que... É difícil. Eu me sinto

15 de abr, 18:23
#25
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Eu fiquei envergonhado porque ontem eu fiquei chateado que eu não consegui almoçar, entendeu? É sobre isso. Isso nem é piada, é sério. para refletir. Obrigado, tá bom? Obrigada. Vai passar para ela?

15 de abr, 18:24
#26
Participante Tatiane Souza
Tatiane Souza

Participante

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Boa tarde a todos aqui presentes. Para quem precisar me localizar... Sou uma mulher negra, sou baixinha, tenho cabelo crespo, estou com um tolso colorido no cabelo, um vestido branco e um blazer. vermelho. Me chamo Tatiane Souza, estou como diretora do Centro Palmares e também como conselheira nacional no Conad na vaga de autismo. Sou mãe de Nairobi e sou muito feliz por ser mãe de Nairobi, porque a gente comemora Cada avanço de nossos filhos. Fiquei muito emocionada na fala de Carla, porque representa muito o que a gente vive. Tem o avanço de a gente comemorar o nosso filho comendo uma banana, mas o autismo do meu filho tem umas faixas regressivas. Há um ano ele comia banana, os dois ele parou. Ele é uma criança que recebeu o diagnóstico pós-pandemia. Eu achava que meu filho era muito esperto, ele não chorava porque eu era uma excelente mãe, mas ele não chora porque ele é hipossensível. dificuldade expressador. Então, quando a gente recebe o diagnóstico dos nossos filhos, também vem o excesso de culpa, né? Por não perceber antes. E você recebe um papelzinho com diagnóstico. E dizendo praticamente... Se vire. Se vire, você tem uma lista de especialistas para você correr atrás, uma lista de terapias que você não consegue vaga para pôr seu filho, ou você recebe 30 minutos de terapia para poder seu filho receber o atendimento com o fonoaudiólogo, uma vez por semana, às vezes com mais crianças ao mesmo tempo, às vezes 30 minutos nem é o tempo para ele se acalmar, para ele se organizar. A gente tem dificuldade de conseguir o diagnóstico Porque a consulta de um especialista hoje É acima de 800 reais O salário mínimo é R$ 1.600. Hoje, a gente enfrenta diversas reavaliações no BPC para pessoas com deficiência gerais, que já tem a sua deficiência, tem seu CID. E está com um cadastro único, tudo certo. Ano passado a gente recebeu corte de 150 mil pessoas, num benefício que a gente tem que comprovar que a gente é miserável. Então o número de pessoas com deficiência miserável e suas famílias miseráveis estão piorando a cada momento. vai melhorar, mas eu sei que está melhorando porque tem muitos avanços, mas assim, está muito difícil, muito difícil hoje em dia. A gente consegue colocar nossos filhos, matricular nossos filhos na escola, mas não quer dizer que eles consigam ter frequência como os outros. Hoje a gente enfrenta falta de acompanhantes dentro das escolas, que acompanham nossos filhos. São pessoas que são praticamente babás, porque elas não têm especialização para estar na sala de aula com nossos filhos. Elas não entendem sobre a deficiência deles. Já teve uma situação do meu filho comer uma bolacha e vomitar a manhã inteira, porque ele tem intolerância à lactose. Se ela não entende o consumo de leite, ela vai entender o que é autismo do meu filho, porque autismo não tem cara. Não tem cara o autismo. Então, aí essa pessoa que acompanha ele, que é praticamente uma babá, permanecer dentro das escolas, porque tem crianças que se autoagridem, que machucam outras crianças, e que fogem da sala de aula e que não conseguem se alimentar sozinhas, e diversas outras situações. Não vou nem falar, vou falar, que temos a questão do PEI, que não é aplicado o planejamento educacional individualizado em nossas crianças. O que é esse PEI? Ele vai avaliar quais são as características que nossos filhos têm. Se a escola não sabe as características, não sabe as habilidades que ele tem, como que ela vai adaptar o material escolar? Porque é direito dele aprender o que as outras crianças estão aprendendo. As professoras saem hoje da faculdade, das universidades, sem saber como lidar com as pessoas com deficiência. A gente precisa que a universidade, as licenciaturas, elas tenham matérias obrigatórias, os médicos tenham matérias obrigatórias sobre o que é deficiência, sobre o que é autismo. Porque eles saem de lá sem saber... nada sobre os nossos filhos. Como que a professora adapta o material escolar? Não é aumentar a letra, gente. Meu filho não tem dificuldade de visão. Ele precisa ser reduzido, precisa ser direto para ele poder resolver. O autismo não tem nada a ver com a parte de aprendizado. Eles aprendem. Aprendem de forma diferente, mas eles aprendem. É direito deles de estar na escola e aprender como os outros. Mas, infelizmente, a educação está muito falha. A gente tem as salas de recurso hoje, né? Tem a educação especializada, que infelizmente estão em decadência, porque falta-se investimento. E aí a gente tem hoje, dentro das salas de aulas, as salas de recurso que viram depósito de criança. Porque eles botam uma pessoa, um professor especializado para essa sala, para atender uma escola, às vezes, que tem 70 alunos. de mães que seus filhos não vão ser atendidos porque não tem vaga para a educação especializada, que é direito. Leis a gente tem, mas na prática... Falta-se muito. Está melhorando porque tem a lei, mas a prática. Quem fiscaliza a prática? Quem está no dia a dia para acompanhar a nossa realidade? Então, na prática, não está acontecendo. Aí você vai para a saúde, tem uma sobrecarga enorme, falta de profissionais, a gente entende também. Do lado, você tem os planos de saúde, que cobram R$ 35 mil, R$ 50 mil por mês para uma criança. R$ 35 mil por mês, num CEPA, atender diversas crianças autistas. Enquanto no plano de saúde, R$ 35 mil é uma criança. Então, a realidade de investimento, porque a gente necessita, não bate essa conta e não vai fechar, enquanto não tiver investimento real para a questão do autismo. Não tem o mapeamento, mas a gente tem uma média de 31 autistas. A cada 31 crianças que nascem, uma autista. Na Carolina do Norte, a cada 12 crianças que nascem, uma autista. Então, a gente precisa realmente de investimento geral. E aí a gente fala da sobrecarga dos pais. Eu tenho 28 anos e já tive dois burnouts. Eu tive que parar de trabalhar e não me arrependo quando recebi o diagnóstico do meu filho, porque ele precisava. Tranquei a faculdade, tranquei tudo e faria de novo, e faria quantas vezes precisar. Mas a gente não tem. suporte nenhum. Não existe política pública para os pais, não existe acompanhamento... psicológico, não existe um treinamento. Porque, assim, você recebe uma terapia de 30 minutos, mesmo que você receba uma terapia maior, quem fica no dia a dia, quem são os maiores especialistas em autismo hoje no mundo? São os pais, porque existem autismos. O médico passa a orientação da medicação, mas quem vai regular, quem vai ver se essa medicação funciona, somos nós, o dia a dia. Então, a gente precisa de uma formação para os pais, saber como entender, porque tem várias coisas que a gente vai aprendendo com as próprias mães, porque a gente se organiza em vários grupos, mães e pais, e aí a gente vai aprendendo um entre os outros, porque isso deveria ser função do governo fazer, não da gente, e aí a gente vai se aprendendo, por exemplo, meu filho precisa ser antecipado. Eu vou pegar o metrô e vou dizer para ele, meu filho, na próxima estação a gente vai descer. Se eu não fizer isso, só na hora pegar ele, porque a gente acaba fazendo isso com nossos filhos. Pega eles e faz alguma coisa. Vou passear, pego ele e levo para um lugar. A gente fala, não vai em lugares estranhos, sei lá o que é, mas a gente faz isso. E no autismo a gente aprende que a gente tem que respeitar nossos filhos. A gente tem que dar precibilidade para eles, mas nenhum lugar diz isso para a gente. A gente vai aprendendo com as famílias. Precisa avisar ele que a gente vai descer do metrô, que a gente vai viajar, que a gente vai para algum lugar. uma foto do lugar para eles conseguirem fazer. Já recebi visita em casa de outras crianças autistas que demoraram uma hora para entrar dentro da minha casa, porque tem dificuldade na socialização, de estar em mudança. Então, são muitas e muitas e muitas demandas que a gente tem. Eu agradeço esse espaço que vocês estão dando. Eu agradeço vocês colocarem isso como tema nacional, porque é um tema extremamente importante. As famílias estão morrendo. A gente fala Não é? Tem um autismo nível 1 e nível 2 suporte, porque antes colocava com moderado e leve. Mas eu vou perguntar para vocês... Quando a gente se fala em suicídio, tem como colocar a palavra leve ao lado? Porque existe um alto nível de suicídio nas pessoas autistas de nível 1 de suporte. Aonde isso é leve? Não cabe. A gente tem um alto nível de suicídio das mães atípicas e elas não levam com si sozinhas. Muitas vezes elas estão matando os filhos. Eu já cansei de quantas ligações eu virei noite esse ano de mães pensando em suicídio. É muito desgastante. Eu agradeço esse espaço. A gente precisa de muita ajuda de vocês. Muita ajuda. E obrigada. Aplausos.

15 de abr, 18:24
#27
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Passar o rapaz que tinha levantado, depois a senhora, depois o senhor e eu venho pra esse lado, tá bom? Pode falar, eu só peço, eu vou no banheiro um segundinho, mas pode falar, tá? Já volto. Obrigado. Obrigado.

15 de abr, 18:33
#28
Participante Participante
Participante

Participante

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O deputado, mas você tem que voltar. eu posso falar então depois porque acho que tem uma ação que você por acaso está aí. E pode tomar. em relação ao que eu vou aguardar Quem é? Primeiro, eu gostaria...

15 de abr, 18:34
#29
Participante Participante
Participante

Participante

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...de avocar a premissa do "Nada sobre nós, sem nós". Então, quando a gente fala de eventos sobre autismo, é importante a gente primar pelas representatividades. Então, é importante aqui, eu me coloquei hoje, apesar de estar exausta, na condição de falar, enquanto o pessoal tissa, que eu acho que é importante a gente também ser ouvido, né? Na condição de uma pessoa autista com diagnóstico tardio, o que eu digo para vocês é que a gente escuta a dor dos pais, eu também sou mãe atípica, vivo essas dores que já foram compartilhadas, mas a gente precisa olhar para a dor do autista adulto. Porque não adianta nada a gente focar aqui em todo o cuidado e assistência à criança, replicando uma premissa de que o autismo é uma questão infantil. Porque a gente tem, dentro das invisibilidades, a gente tem a invisibilidade da comunidade autista que cresce. Todo mundo olha para o autismo, fala muito do diagnóstico precoce, mas ninguém fala, e como é que vai ser esse adolescente na escola, quando a gente sabe que tem esse aumento do bullying? A taxa de suicídio é altíssima. Eu fui uma sobrevivente. São quatro tentativas. A mãe compartilhou de burnout, eu tenho 17, por inadaptação no mercado de trabalho. Então, a gente tem que sair um pouco do teórico, às vezes, de trazer as informações de uma forma ampla. E eu gostaria que vocês olhassem para um pouco do que eu estou dizendo aqui. para verificarem que Se não for efetiva a ação, vai gerar adoecimento e vai gerar uma eliminação da comunidade autista. Principalmente quando a gente fala de autistas no nível 1 de suporte. A gente fala de pessoas que têm um cognitivo preservado. Quando a pessoa está no nível 3, geralmente as pessoas pensam que quem tem mais suporte sofre mais. Não. Quem tem mais suporte, os pais sofrem mais. Quem tem menos suporte, o autista sofre mais. Então, a gente tem que ter esse olhar bilateral. A gente tem que olhar para a realidade do autista adulto, porque o autismo é uma... frequência está aumentando em quantidade e vai ser a realidade do futuro. Hoje a gente tem autistas adultos aí, especial externe aí, tá? Tem um grupo de autistas que pode falar. Eu me coloco na condição de pessoa autista para falar, mas é importante essa representatividade. É importante que só a gente que é autista... sabe o que a gente vive e o que a gente passa. sempre, deixar sempre a sugestão, eventos que envolverem a comunidade autista, tragam, escutem depoimento de pessoas autistas para ouvirem qual é a nossa realidade da nossa boca. O que a gente quer é ter o direito de ser cidadão, de ter representatividade, de ter autonomia e de ter voz, de ter o local de fala preservado e não ter esse local de fala apropriado por outras pessoas. Por quê? Porque a gente precisa preservar a experiência vivida como uma fonte de conhecimento. O próprio Lions trouxe a questão da pesquisa científica. É importante a pesquisa científica, mas também é importante o estudo de caso. É importante a gente ouvir as realidades, porque, como a gente diz, nosso objetivo é que os autistas cresçam, cresçam, ocupem espaços. Mas a gente cresce muito sequelado, muito adoecido, com histórico de saúde mental muito ruim, com comorbidades adquiridas. E o que a gente quer para o futuro, no meu caso não, já tenho 42 anos, as sequelas já estão aqui, estou fazendo o possível para que não se prolongue. Mas no caso dos nossos filhos, que pelo menos eles não tenham tantas sequelas. Então, é isso que eu queria deixar para vocês. esqueçam de nos dar local de representatividade para não teorizarem sobre nós. A mãe atípica tem uma demanda, eu falo como mãe atípica, mas a pessoa autista tem outra. Não confundir essas demandas. Então, esse é o meu pedido aqui hoje, né? Agradecer a todos que me deram esse espaço, isso é bem breve, por conta do horário. Obrigada.

15 de abr, 18:34
#30
Ex-diretor do Lions Clubs Manoel Messias Mello
Manoel Messias Mello

Ex-diretor do Lions Clubs

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Obrigado, doutora Larissa. Me pede o deputado para passar a palavra, se identifique, por favor, e pode falar. Obrigado. Tudo bom? Meu nome é Vitor

15 de abr, 18:37
#31
Participante Victor
Victor

Participante

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Tenho 25 anos. Opa! Até. Meu nome é Vitor, tenho 25 anos de idade. sou autista do nível 1 de suporte E eu posso dizer que O autismo, na minha vida, foi sempre um desafio. Porque eu, desde pequeno, assim, eu era... Eu fui um menino... que sofri muito bullying, tive muito problema na escola desde os cinco anos, então eu fiquei assim, dos cinco até os dezessete, dezoito anos sofrendo bullying, bullying pesado assim porque eu nasci em 2000 então não se tinha informação não se tinha questão de discutir, de conversar sobre isso. Então, para mim, sempre foi muito difícil essa questão e eu tive que sobreviver ao mundo. tive que sobreviver ao mundo. E o que eu venho a dizer a vocês é... A gente acaba que, quando você fica muitos anos nesse... sofrendo, tendo os problemas que você teve, acaba que você fica é revoltado. E você fica achando assim: "Cara, eu preciso de direitos, Por que eu não tenho direito? Por que que só uma pessoa... é... neurotípica tem direito entendeu então assim É esse o meu ponto. Mas graças a Deus, assim, eu venho me superando muito. todos os dias, todas as horas, todos os momentos. E vem me dedicando a entregar o melhor tanto no meu trabalho que eu estou hoje aqui na Câmara, quanto... na minha vida, nos meus estudos, e lutar por essa pauta. Porque é uma pauta importante. A gente precisa lutar. E não é só aqui: "Ai, vamos conversar sobre". Não! é políticas públicas aplicadas. aplicadas para nós. E eu não falo não é só para os autistas, é para a sociedade como um todo. Então, assim... Eu, inclusive, fiz um projeto de lei Eu redigi um projeto de lei sobre o esporte e o autismo. em que nesse projeto de lei eu é pleiteio pela pela equalização das pessoas autistas no quesito do esporte e tanto pessoas autistas do nível 1, do nível 2 e do nível 3. Obrigado. Só que cada... Só que cada tipo... É... É como se fosse assim, cada modalidade Vai ter os três tipos. Então, vou ter competições para pessoas altíssimas do nível 1, para pessoas autistas do nível 2 e para pessoas autistas do nível 3. Porque assim... Vamos combinar, não dá para a gente colocar... Pessoas autistas do nível 3 competindo com pessoas autistas no nível 1. São níveis diferentes, são... são níveis diferentes, então não dá para a gente equalizar isso. Então, essa é a ideia do meu projeto de lei. Eu agradeço muito aos deputados, agradeço ao presidente Felipe Beccari, que está nos ajudando nessa pauta, às pessoas da mesa, porque a gente precisa... fazer políticas públicas e precisa atuar nessas políticas públicas, para que os autistas tenham os seus direitos garantidos. A gente precisa dos nossos direitos. Obrigado. Então, é isso. Muito obrigado. Um abraço a todos.

15 de abr, 18:38
#32
Ex-diretor do Lions Clubs Manoel Messias Mello
Manoel Messias Mello

Ex-diretor do Lions Clubs

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Muito obrigado. Eu só gostaria de acrescentar que a nossa fundação tem uma parceria muito importante com a Special Olympics Mundial, e aqui no Brasil também. que faz exatamente a sua colocação de separação por níveis. Eu só preciso passar aqui, por conta do horário... Mas eu só queria fazer esse registro. Por favor, o senhor que pediu a palavra. Obrigado. Então, a doutora Carla gostaria de fazer uso da palavra.

15 de abr, 18:42
#33
Autismo Legal Carla Berlim
Carla Berlim

Autismo Legal

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Só queria complementar uma coisinha, e é muito importante que vocês dois se manifestaram, apesar de a gente estar focando muito, e o material, inclusive, que o Lions preparou foca mais na infância, porque é isso que a nossa sociedade enxerga mais. É essencial que a gente entenda que o autismo continua para o resto da vida, e que não é porque uma pessoa fez faculdade, não é porque uma pessoa trabalha, porque ela passou num concurso, ou porque ela é casada, ou porque ela constituiu família, ela consegue se sustentar, que ela não tenha prejuízos. Hoje em dia, quase que metade dos meus atendimentos jurídicos são com autistas que receberam o diagnóstico tardio. E eu não saberia contar quantas dessas pessoas estão afastadas por conta de burnout, por conta de depressão. E se vocês repararam, na fala dos dois, eles trouxeram uma palavra. Eles são sobreviventes. Obrigado. Toda vez que vocês entrarem em contato com uma pessoa que é meio esquisita, que é meio estranha na forma de falar, que é meio diferente na forma de comunicar, que às vezes parece que é uma pessoa meio sem filtro, ou uma pessoa meio grosseira, ou uma pessoa às vezes meio deselegante, não olhem com esse primeiro olhar. Talvez você esteja em contato com uma pessoa autista e talvez ela nem saiba que ela é uma pessoa autista. Como todo mundo contou uma história, vou contar uma bem rápido, ok? Meu filho, Caio, mais velho, ele tem um QI de 145. É um QI muito, muito, muito alto. Ele fez faculdade, pós-graduação, está noivo, comprou o apartamento com a noiva e tudo, mas continua sendo uma pessoa autista. E teve um dia que a gente estava em uma festa de família, meu pai descobriu que ele estava com diabetes. cheio de melecas e um copo de Coca-Cola junto. E todo mundo da família olhou para ele pensando, não tinha necessidade disso, mas todos nos calamos. E o Caio olhou bem para ele e disse, vou, só quero te dizer... que quando você estiver no hospital com o pé amputado, eu não vou te visitar. porque você sabe que não tinha que comer isso. Sabe quando revira o estômago? "Filho, pelo amor de Deus, fala direito com o seu avô". Muitas vezes é a forma que uma pessoa autista se comunica. Aquilo que muitas vezes você pensa, mas você não fala. Porque a gente ainda usa alguns filtros sociais que a sociedade considera como educação e, na verdade, são mentiras sociais que a gente usa no nosso dia a dia e que isso não faz o menor sentido para pessoas autistas. Então, quando você tiver contato com uma pessoa meio sem filtro, muitas vezes que parece intolerante, com questão de atraso, que... tem combinados e que alguém descumpriu combinados, e ela fica muito, muito irritada. Talvez seja uma pessoa autista e talvez essa pessoa nem saiba que é. Então, pegue a informação, e não a forma que foi dito, mas o que foi falado como informação, porque pode facilitar muito a nossa vida. Eu tenho experiência de causa nisso.

15 de abr, 18:42
#34
Ex-diretor do Lions Clubs Manoel Messias Mello
Manoel Messias Mello

Ex-diretor do Lions Clubs

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Eu vou passar então a Carolina e depois a doutora Cátia, até que o deputado possa retornar. Obrigado. Obrigado.

15 de abr, 18:45
#35
Participante Carolina
Carolina

Participante

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Boa tarde a todas. Primeiro eu gostaria de agradecer novamente O espaço. não só o espaço nessa casa né eu sou da área jurídica então é aqui a casa do povo a casa das leis É daqui que a gente consegue algum apoio. É daqui que sai muito apoio. E gostaria de agradecer novamente ao Lions. por esse olhar atento. O autismo não faz parte da vida de vocês. Muitos de vocês estão conhecendo o autismo através dos nossos olhos. Uma responsabilidade muito grande. Porque não é um autismo, são... inúmeros autismos. Cada autista é único. Cada mãe aqui vai saber te dar o testemunho vai compreender o autismo do filho da Mas... Cada autista... É um. Obrigado. Eu tive a oportunidade de dizer a vocês ontem... que... Aliás, nem fui eu que disse... Manoel que falou, Manoel Messias, que... E... Eu acabei sem querer, sem saber, sem imaginar... eu acabei ensinando a meu filho a fazer mais skin A mascara E com isso... Isso era muito bom para ele socialmente falando. notava muita coisa, mas dificultou bastante O diagnóstico dele. E... A gente precisa de um diagnóstico precoce para fazer as intervenções necessárias e você poder ter um retorno. mais efetivo. nas terapias. Pedro já chegou a fazer 11 horas de terapia. por semana. atualmente ele faz quatro horas E aí E... Uma criança que aos nove anos virou para avó e disse, vó, eu não aguento mais viver. Minha mãe gelou do pé à cabeça e assim não era que ele tava aborrecido é que efetivamente a gente ficou com medo de suicídio. porque Foi a primeira vez que cogitamos Estou... a possibilidade que O índice... entrou lá em casa. A gente já sabia que o índice de tentativas de suicídio, de pensamentos suicidas, no autista de nível 1, é muito maior do que uma população. Mas ninguém nunca imaginou. que ele viesse de uma criança de 9 anos. Obrigado. então assim o o autismo ele entrou em lá em casa e ele mudou Tudo. Ele mudou a minha família inteira. Eu falei com A Carla falando... contate. Que bom do Carmo! com a Kézia, porque a gente vive isso diariamente. E nunca, nunca é fácil. Eu trabalho com isso, E eu sei que a gente tem leis... muitas leis principalmente leis voltadas para a criança. que podem ser aplicadas aos adolescentes, sobretudo na área da educação. Mas a gente tem pouco olhar para o autista adulto e nenhum olhar para o autista idoso. Obrigado. O autista nasce autista. e morri. Autista. Vamos sobreviver. vamos resistir Então... envelheceremos e como é que vai ser esse envelhecer Se eu tenho uma família estruturada afetivamente e estruturada financeiramente... Eu já estou... 80% melhor do que a maior parte dos autistas. Então, assim, se eu tenho condição... de exigir a adaptação escolar para o meu filho, meu filho tem PEI, Mas ele é uma raridade. A maior parte das mães nem sabe que P.E.I. existe. E está lá no regramento. Obrigado. Toda criança tem direito a um plano de ensino individualizado. Porque a partir dele... que a escola vai conhecer efetivamente as peculiaridades daquela criança, daquele adolescente, e vai poder adaptar material, adaptar currículo escolar. no caso lá de casa especificamente ele a outras habilidades então eu não tenho problema para ensinar ele a somar Mas eu tenho muito... do trabalho, porque somar dois, três dígitos é muito chato, é muito entediante. E como fazer... com que ele continue interessado em aprender a ensinar, como fazer com que ele continue estudando que ele venha a ser um adolescente funcional uma adolescente com amigos Fazer amigos é tão importante. Quantos amigos, amigos de verdade... Nós temos. Quantos amigos de verdade nossos filhos têm? Eu não estou falando do primo, que é de sangue. Eu não tô falando do filho do seu amigo que tem a mesma idade e acaba aceitando ou convidando ele pra festa. Eu estou falando... Efetivamente. Quem tem filho típico aqui? Quantas vezes você levou... um atípico. Quantas vezes você levou um PCD... para um final de semana na sua casa, no sítio. Quantas vezes você convidou o atípico... para ir para a festa de aniversário do seu filho. para ir para um cinema. Quantas mães... atípicas Você já chamou para tomar um café. É desse dia a dia pesado. Muitas vezes diz que a gente sente falta. legislação a gente tem mas falta interesse político e financeiro para cumprir a legislação. a exigência do peito lá Mas não se cumpre. Carla junto com várias amigas minhas se acorrentaram aqui em Brasília literalmente E conseguiram. O rol é exemplificativo. Mas quantas ações você tem contra o plano de saúde? Obrigado. Quantas mães ligam para a gente chorando desesperadas? porque elas não têm... Muitas vezes a família divide o custeio do plano de saúde daquela criança. E só aquela criança tem plano de saúde na família. e o plano de saúde é assim é pago uma parte pelo primo outra parte pela madrinha outra parte pelo tio outra parte pela vizinha outra parte pelo dono do mercadinho que quando eu daquela... Criança E mesmo assim, Na hora que precisa de terapia, essa terapia é negada. Essa terapia é limitada. Quantos nãos a gente ouve por dia? Precisamos pensar. não só em fazer legislação sobretudo para os autistas adultos, sobretudo para acolher e aumentar essa empregabilidade, e não só a empregabilidade, mas fazer com que eles permaneçam nas empresas. E não só em cargos públicos. Por exemplo, todo mundo aqui tem contato com o PCD quando vai no mercado, porque todo empacotador é surdo. Quantos temos? Tá. mas ele Consegue chegar à gerência? A gente tem Libras na escola? Não tem. A gente tem... uma adaptação efetiva nas empresas... que faça com que o colega de trabalho entenda que filtro social pode ser aprendido... Ele não é inapto para o autista. São várias barreiras, são várias dificuldades. e dificuldades, elas vão mudando... ao longo da vida. Mas o autista continua... tendo dificuldades a vida inteira. os prejuízos fazem parte do DSM, faz parte do diagnóstico ter prejuízo. Então, todo autista tem prejuízo. São inúmeras as vertentes, eu podia ficar aqui falando a noite inteira. Porque temos os planos de saúde, temos a educação, temos a empregabilidade, temos o centro-dia, temos... uma casa que acolha os autistas. Temos a questão da saúde não poder entrar na escola, mas aí às vezes precisa, e a terapia, como é que fica essa coisa? Temos escolas que não têm AE. e temos escolas que não tem professor de apoio, temos escolas que não tem nem PEI. E aí temos tanto E falta tanto. Obrigado. A gente tem uma legislação linda uma legislação rica Obrigado. mas onde está a efetividade disso? Quem é que está observando se a legislação está sendo cumprida ou não? Quem é que está observando se há recursos suficientes para cumprir o que está na legislação? A inclusão custa caro. Custa, é verdade. Mas é necessário investir. Porque se a gente não investir... em uma educação inclusiva, por exemplo, se a gente não conseguir adaptar e dar o apoio necessário, a gente não consegue ir lá na frente, que ele tenha empregabilidade, que ele se torne autossuficiente, que ele não precise viver de BPC. porque eu não conheço pessoa que deseje viver de BPC. O BPC é um salário mínimo, não tem nem décimo terceiro. Ninguém pede para ser deficiente, ninguém pede para ser uma pessoa com deficiência, ninguém pede para ser menos. Ninguém. ninguém pede para que o autista entre Ninguém pede pelo autismo. Mas ele vem. E quem não é PCD pode se tornar PCD. porque pode ficar doente, porque pode sofrer um acidente. Aqui, no caso, uma pessoa típica, ela não vai se tornar atípico com o autismo, mas ele pode vir a se tornar PCD. Então a população também precisa pensar nisso. São inúmeras as camadas que a gente precisa discutir. Então, mais uma vez, muito obrigada. a abrir essa casa. para poder trazer tudo isso. para ser discutido aqui. Aplausos.

15 de abr, 18:45
#36
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Vamos passar a palavra, acho que são dois homens, e a gente se acha que também tem um evento, né? Eu também tenho outra agenda, tenho um evento no jantar também, então... Vamos ouvir os dois. Começar por ele, posso? Comunicação. O que é isso? Chico Sá, pode começar. Você foi o primeiro lá no comecinho, né?

15 de abr, 18:58
#37
Participante Participante
Participante

Participante

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15 de abr, 18:58
#38
Transcrição automática

Passa a palavra para o senhor, o último. bem rápidos

15 de abr, 19:20
#39
Participante Participante
Participante

Participante

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Eu vou ser bem rápido, porque eu sei que vocês têm outro compromisso. E não vou falar o que já foi dito, mas são duas informações bem interessantes. nós vamos fazer O primeiro censo, o nosso censo, Nós já fizemos na cidade de Passo Fundo... Hoje nós usamos... Dados do CDC... Eu participei de audiência pública no Senado, aqui mesmo. Está todo mundo... É governo federal, é governo municipal, é estadual, a desinformação é muito grande. Aí a gente ouve dizer... na questão do nosso censo, Um a cada... 36, aí vem o outro, um a cada 31. Alguns dias atrás, no Senado, eu ouvi alguém dizer um a cada 24. E aí Eu também nunca tinha escutado falar... Hoje nós ouvimos aqui o número de autistas no Brasil. Se pegar na internet, está lá 2 milhões e 400 mil, alguma coisa. O IBGE, ele faz por amostragem Ele passa em 10% das residências, passaram na minha aqui em Brasília, e ninguém perguntou se tem um autista nessa casa. Hoje, segundo dados do CDC, que é os números que nós usamos aqui, pois nós não temos o nosso ainda, são 13 milhões de autistas no Brasil. De 2,4 mil para 13 milhões, a diferença é bem grande. Agora, então, nós vamos fazer o nosso censo. Nós fizemos na cidade de Passo Fundo o... O CDC, o último dado, deu um a cada 31... Acho que a maioria aqui sabe disso. E nós fizemos na cidade de Passo Fundo, deu um a cada 30%. iniciamos o nosso censo aqui no brasil E agora nós vamos trabalhar o Ministério da Saúde com o Ministério da Educação, nós vamos trabalhar nos 5.570 municípios do Brasil. não tem como trabalhar, saber do censo, sem a ajuda das prefeituras. Nós vamos, Ministério da Saúde com o Ministério da Educação, nós vamos elaborar algumas perguntas e o prefeito vai designar... A equipe dele para bater de porta em porta... Para bater de porta em porta, ainda que essa família não tenha internet, o funcionário do prefeito vai lá. Então, nós vamos conseguir ter números exatos... Hein? E uma outra pauta, isso foi uma informação... Agora, uma pauta que nós vamos precisar muito do deputado. 80%... dos PLs que tramitam na Câmara, não tem comprovação científica Isso é terrível. Tem muita gente querendo ganhar dinheiro. E tem PL que coloca o autista em risco de morte. Uma coisa que o deputado tem acompanhado e eu vi aqui, então vou citar esse exemplo. O cão de assistência... Tem muita gente querendo ganhar. Não, cangrinha para cego, né? O pautista, o cão de assistência. Tem muita gente querendo ganhar dinheiro. Eu trabalho aqui, nós iniciamos um trabalho com a... A Polícia Militar do DF, eles treinam com guia, mas treinam bem treinado mesmo. Em São Paulo, eu... Até se tiver oportunidade, eu quero apresentar para o deputado um camarada que realmente tem autorização... de um órgão americano e ele faz esse mesmo trabalho aqui. Um cão bem treinado, enquanto ele está com aquela... com a guia, pode passar um gato no nariz dele, ele não tira o foco. do do dono dele. Ao passo que tem muita gente querendo ganhar dinheiro, o cara fala para o cachorro assim, é, senta, o cachorro senta, deita, o cachorro deita, não está preparado. Aí eu confio... Eu confio... E um cachorro desse, eles estão cobrando em torno de 80 mil reais. para treinar. E nós, em São Paulo, treinamos de graça. Por quê? Porque o nosso objetivo não é ganhar dinheiro. é prestar esse serviço para essa comunidade. Aí, o que acontece? É... esses que dizem que treinam eu estou lá com fio para o meu filho passa um gato, ele larga o meu filho e sai correndo atrás do gato. Por quê? Porque o cara diz que treina, mas não treina é nada. Eu presenciei isso aqui em Brasília. Um jovem autista de 13, 14 anos... ele estava atravessando a pista. Eu moro aqui no Guaradois. Na faixa... Obrigado. Só que quando ele está no meio da pista, barulho de carro, esse tipo de coisa, o menino travou. O cachorro parou o trânsito. emociona, como muitos ficaram aqui. O cachorro parou o trânsito... Pegou o garoto que estava travado na faixa, pegou e colocou em... em segurança do outro lado. É isso que nós precisamos. E esse senso, para qualquer tipo de política assertiva, nós precisamos saber aonde... Quantos nós somos e aonde que essa população está? A necessidade de uma família autista na região norte é diferente da necessidade da família autista na região sul, na região sudeste. Então, eu gostaria muito, nós vamos precisar muito da vossa ajuda, porque nós estamos pedindo uma audiência pública com o presidente da Câmara, Hugo Mota, e uma audiência pública com o presidente Davi Alcolumbre, do Senado, justamente por conta disso. 80% das peles não tem comprovação científica e algumas ainda colocam o autista em risco de morte. Então, eu quero agradecer a oportunidade. Falei até mais do que eu... Pensei que ia falar. E Deus abençoe a todos.

15 de abr, 19:20
#40
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Antes de encerrar, a última menção só, a Joana está por aí? Joana, assessora... Só pegar aqui para não falar... da deputada Flávia Moraes. Deputada Flávia Moraes, quer dar uma palavrinha muito breve, né? Só para a deputada estar ativa na pauta também, né?

15 de abr, 19:27
#41
Assessora da Deputada Federal Flávia Morais Joana
Joana

Assessora da Deputada Federal Flávia Morais

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Exato. Bom, primeiro quero cumprimentar a todos. Em nome do doutor Isaías Costa Dias, que é presidente do Lions Club... de Goiânia Norte, que convidou a deputada para estar presente aqui com todos vocês. E parabenizar o deputado Felipe... pela realização dessa importante reunião. A deputada não pôde estar aqui no dia de hoje, mas pediu que eu viesse representando. E foi uma honra ouvir a fala de cada um de vocês. Então, falando um pouquinho, muito rapidamente prometo, em nome da deputada Flávia, ela atua muito nessa área. não só de teia, mas de doenças raras, a pauta de saúde é a principal pauta da deputada. e ela teve a oportunidade nos últimos anos de relatar dois projetos que eu acho importante serem ditos aqui, porque foram temas trazidos mais uma vez, que é a proteção das mães e dos cuidadores de pessoas com deficiências e autistas. Esse projeto está aguardando apreciação no Senado Federal, é o projeto 3124 de 2023. que ela foi relatora, e esse projeto... ele dispõe sobre o atendimento mais rápido para cuidadores e mães e pais atípicos no Sistema Único de Saúde. E um outro projeto é o 2859 de 2020, de autoria do deputado Léo Prates. que institui a Semana Nacional da Maternidade Atípica. que está aguardando designação de relator aqui na CCJ. Acabei de ver isso e vamos... em nome de todos vocês, buscar um relator para essa matéria. para que a gente tenha essa semana de conscientização das mães atípicas. aprovado o mais rápido possível aqui na casa. Além disso, a deputada foi também em 2024 presidente da subcomissão, dentro da Comissão de Saúde. que tratava sobre TEA, Então, a gente tem um olhar muito firme para essa pauta. E vocês todos fiquem à vontade para nos procurar. O gabinete está aberto para todos. E foi um prazer novamente estar com vocês aqui nesta tarde, ouvindo depoimentos tão importantes. Obrigado. só mais uma palavrinha aqui o doutor Isaías está me pedindo para lembrar que nós vamos replicar esse evento Lá em Goiânia, junto à deputada Flávia... para levar esse tema para a localidade também, para o Estado de Goiás. Obrigado.

15 de abr, 19:27
#42
Ex-diretor do Lions Clubs Manoel Messias Mello
Manoel Messias Mello

Ex-diretor do Lions Clubs

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Eu vou pedir bem ao deputado... Mas nós temos, são 19h30 e nós temos um compromisso às 20h no hotel e vai chegar lá deputados, senadores que foram convidados. E vai ser muito indelicado, tanto eu como o presidente e os membros do LAIS não poder recebê-los lá. Então eu pediria, se possível, nós tivemos uma longa sessão, deputado, que se nós pudéssemos encerrar, eu lhe peço convênia.

15 de abr, 19:30
#43
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Bom, dito isso, mais de três horas, né? Mais de três horas líquidas de conversas, de exposições, de testemunhos, que acho que é a parte principal de tudo isso. E eu só tenho a agradecer, só tenho a parabenizar pela luta. Minha total admiração pela força que vocês têm. por todo o trabalho. Quero agradecer o Lyons aqui pela brilhante semana, brilhante ideia... em estar cuidando dos autistas, famílias, está trazendo esse tema para vocês, que tem um alcance internacional. Então, acho que aqui a honra é toda minha. Quero que vocês contem com o nosso mandato, mesmo que não seja de São Paulo. Fiquem em contato conosco através do nosso gabinete. Todos têm aí o nosso cartão, endereço, telefone... Para qualquer tipo de anseio que vocês queiram, seja um caso particular, seja alguma ajuda, seja alguma ideia de projeto... de intervenção política. nós estamos à disposição. Então, para a gente não delongar mais, gente, obrigado. Obrigado e uma boa noite a todos. Foi muito interessante, né?

15 de abr, 19:31