
A participante questiona a compatibilidade entre a gestão fiscal, a concentração de renda e o financiamento de políticas públicas em uma economia financiarizada. Também critica a ausência de centralidade da agenda de trabalho, incluindo as condições laborais no campo e o debate sobre jornadas de trabalho, no Plano Clima.
Boa tarde a todas. Primeiro eu gostaria de agradecer novamente O espaço. não só o espaço nessa casa né eu sou da área jurídica então é aqui a casa do povo a casa das leis É daqui que a gente consegue algum apoio. É daqui que sai muito apoio. E gostaria de agradecer novamente ao Lions. por esse olhar atento. O autismo não faz parte da vida de vocês. Muitos de vocês estão conhecendo o autismo através dos nossos olhos. Uma responsabilidade muito grande. Porque não é um autismo, são... inúmeros autismos. Cada autista é único. Cada mãe aqui vai saber te dar o testemunho vai compreender o autismo do filho da Mas... Cada autista... É um. Obrigado. Eu tive a oportunidade de dizer a vocês ontem... que... Aliás, nem fui eu que disse... Manoel que falou, Manoel Messias, que... E... Eu acabei sem querer, sem saber, sem imaginar... eu acabei ensinando a meu filho a fazer mais skin A mascara E com isso... Isso era muito bom para ele socialmente falando. notava muita coisa, mas dificultou bastante O diagnóstico dele. E... A gente precisa de um diagnóstico precoce para fazer as intervenções necessárias e você poder ter um retorno. mais efetivo. nas terapias. Pedro já chegou a fazer 11 horas de terapia. por semana. atualmente ele faz quatro horas E aí E... Uma criança que aos nove anos virou para avó e disse, vó, eu não aguento mais viver. Minha mãe gelou do pé à cabeça e assim não era que ele tava aborrecido é que efetivamente a gente ficou com medo de suicídio. porque Foi a primeira vez que cogitamos Estou... a possibilidade que O índice... entrou lá em casa. A gente já sabia que o índice de tentativas de suicídio, de pensamentos suicidas, no autista de nível 1, é muito maior do que uma população. Mas ninguém nunca imaginou. que ele viesse de uma criança de 9 anos. Obrigado. então assim o o autismo ele entrou em lá em casa e ele mudou Tudo. Ele mudou a minha família inteira. Eu falei com A Carla falando... contate. Que bom do Carmo! com a Kézia, porque a gente vive isso diariamente. E nunca, nunca é fácil. Eu trabalho com isso, E eu sei que a gente tem leis... muitas leis principalmente leis voltadas para a criança. que podem ser aplicadas aos adolescentes, sobretudo na área da educação. Mas a gente tem pouco olhar para o autista adulto e nenhum olhar para o autista idoso. Obrigado. O autista nasce autista. e morri. Autista. Vamos sobreviver. vamos resistir Então... envelheceremos e como é que vai ser esse envelhecer Se eu tenho uma família estruturada afetivamente e estruturada financeiramente... Eu já estou... 80% melhor do que a maior parte dos autistas. Então, assim, se eu tenho condição... de exigir a adaptação escolar para o meu filho, meu filho tem PEI, Mas ele é uma raridade. A maior parte das mães nem sabe que P.E.I. existe. E está lá no regramento. Obrigado. Toda criança tem direito a um plano de ensino individualizado. Porque a partir dele... que a escola vai conhecer efetivamente as peculiaridades daquela criança, daquele adolescente, e vai poder adaptar material, adaptar currículo escolar. no caso lá de casa especificamente ele a outras habilidades então eu não tenho problema para ensinar ele a somar Mas eu tenho muito... do trabalho, porque somar dois, três dígitos é muito chato, é muito entediante. E como fazer... com que ele continue interessado em aprender a ensinar, como fazer com que ele continue estudando que ele venha a ser um adolescente funcional uma adolescente com amigos Fazer amigos é tão importante. Quantos amigos, amigos de verdade... Nós temos. Quantos amigos de verdade nossos filhos têm? Eu não estou falando do primo, que é de sangue. Eu não tô falando do filho do seu amigo que tem a mesma idade e acaba aceitando ou convidando ele pra festa. Eu estou falando... Efetivamente. Quem tem filho típico aqui? Quantas vezes você levou... um atípico. Quantas vezes você levou um PCD... para um final de semana na sua casa, no sítio. Quantas vezes você convidou o atípico... para ir para a festa de aniversário do seu filho. para ir para um cinema. Quantas mães... atípicas Você já chamou para tomar um café. É desse dia a dia pesado. Muitas vezes diz que a gente sente falta. legislação a gente tem mas falta interesse político e financeiro para cumprir a legislação. a exigência do peito lá Mas não se cumpre. Carla junto com várias amigas minhas se acorrentaram aqui em Brasília literalmente E conseguiram. O rol é exemplificativo. Mas quantas ações você tem contra o plano de saúde? Obrigado. Quantas mães ligam para a gente chorando desesperadas? porque elas não têm... Muitas vezes a família divide o custeio do plano de saúde daquela criança. E só aquela criança tem plano de saúde na família. e o plano de saúde é assim é pago uma parte pelo primo outra parte pela madrinha outra parte pelo tio outra parte pela vizinha outra parte pelo dono do mercadinho que quando eu daquela... Criança E mesmo assim, Na hora que precisa de terapia, essa terapia é negada. Essa terapia é limitada. Quantos nãos a gente ouve por dia? Precisamos pensar. não só em fazer legislação sobretudo para os autistas adultos, sobretudo para acolher e aumentar essa empregabilidade, e não só a empregabilidade, mas fazer com que eles permaneçam nas empresas. E não só em cargos públicos. Por exemplo, todo mundo aqui tem contato com o PCD quando vai no mercado, porque todo empacotador é surdo. Quantos temos? Tá. mas ele Consegue chegar à gerência? A gente tem Libras na escola? Não tem. A gente tem... uma adaptação efetiva nas empresas... que faça com que o colega de trabalho entenda que filtro social pode ser aprendido... Ele não é inapto para o autista. São várias barreiras, são várias dificuldades. e dificuldades, elas vão mudando... ao longo da vida. Mas o autista continua... tendo dificuldades a vida inteira. os prejuízos fazem parte do DSM, faz parte do diagnóstico ter prejuízo. Então, todo autista tem prejuízo. São inúmeras as vertentes, eu podia ficar aqui falando a noite inteira. Porque temos os planos de saúde, temos a educação, temos a empregabilidade, temos o centro-dia, temos... uma casa que acolha os autistas. Temos a questão da saúde não poder entrar na escola, mas aí às vezes precisa, e a terapia, como é que fica essa coisa? Temos escolas que não têm AE. e temos escolas que não tem professor de apoio, temos escolas que não tem nem PEI. E aí temos tanto E falta tanto. Obrigado. A gente tem uma legislação linda uma legislação rica Obrigado. mas onde está a efetividade disso? Quem é que está observando se a legislação está sendo cumprida ou não? Quem é que está observando se há recursos suficientes para cumprir o que está na legislação? A inclusão custa caro. Custa, é verdade. Mas é necessário investir. Porque se a gente não investir... em uma educação inclusiva, por exemplo, se a gente não conseguir adaptar e dar o apoio necessário, a gente não consegue ir lá na frente, que ele tenha empregabilidade, que ele se torne autossuficiente, que ele não precise viver de BPC. porque eu não conheço pessoa que deseje viver de BPC. O BPC é um salário mínimo, não tem nem décimo terceiro. Ninguém pede para ser deficiente, ninguém pede para ser uma pessoa com deficiência, ninguém pede para ser menos. Ninguém. ninguém pede para que o autista entre Ninguém pede pelo autismo. Mas ele vem. E quem não é PCD pode se tornar PCD. porque pode ficar doente, porque pode sofrer um acidente. Aqui, no caso, uma pessoa típica, ela não vai se tornar atípico com o autismo, mas ele pode vir a se tornar PCD. Então a população também precisa pensar nisso. São inúmeras as camadas que a gente precisa discutir. Então, mais uma vez, muito obrigada. a abrir essa casa. para poder trazer tudo isso. para ser discutido aqui. Aplausos.
Eu sou nutricionista, eu trabalho no CFN com a senhora Manuela Dolins, que eu sou coordenadora de relações governamentais, então estou sempre aqui lutando pela aprovação dos nossos projetos. E gostaria de aproveitar aqui a presença da senhora e também da deputada Erika Kockay, que é da CCJC, para dizer que esse projeto de lei, o 539 de 2002, que trata da prescrição de exames laboratoriais, ele está na CCJC prontinho para ser pautado e aprovado. gentileza, conversar com o presidente da CCJ, para que ele seja pautado, para que ele já siga diretamente ao Senado, o relatório do deputado Diego Garcia está redondo, né, apoiamos integralmente o relatório dele, então é só pautar, aprovar, e esse projeto segue para o Senado Federal, e eu queria aqui contar com a ajuda de vocês para que esse projeto seja pautado brevemente na CCJ, e agradecer pela oportunidade. Muito obrigada. Obrigada a você
A Participante convocou as mulheres a adotarem o projeto de lei como símbolo da luta feminina.
A participante defende a manutenção das autoescolas na educação de trânsito, destaca a união das trabalhadoras do setor e convoca o apoio da bancada feminina para fortalecer a luta política da categoria.
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