Crise no TRT-2 mobiliza comissão
A Comissão Mista de Orçamento dedicou sua pauta nesta terça-feira para discutir a precariedade operacional do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo. Representantes da categoria e parlamentares denunciaram o déficit de servidores, que sobrecarrega o sistema e prejudica o atendimento ao cidadão. O alto volume de processos, aliado à escassez de pessoal, tem causado adoecimento mental entre os trabalhadores [1].
Durante o encontro, houve cobranças diretas pela nomeação imediata de aprovados em concursos. Os debatedores apontaram que a falta de verbas para o preenchimento de cargos vagos contrasta com gastos destinados à dívida pública e a verbas indenizatórias de magistrados. A comissão decidiu encaminhar cobranças formais ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que medidas urgentes de recomposição das equipes sejam tomadas.
Saúde e metas para 2030
Na Câmara dos Deputados, as atenções se voltaram para a saúde pública com a apresentação da agenda Brasil Mais Saudável. A iniciativa marca os 20 anos da organização ACT Promoção da Saúde e propõe metas estruturantes para combater doenças crônicas no país até 2030. O debate serviu como um roteiro para que políticos e gestores saibam quais caminhos tomar para melhorar a qualidade de vida da população [2].
Pesquisadores da Fiocruz destacaram que não existe saúde sem o combate às desigualdades. Segundo os especialistas, fatores como raça e gênero aumentam os riscos de doenças e precisam ser levados em conta no desenho de novas políticas. O grupo defendeu, ainda, que a reforma tributária seja usada como uma aliada para incentivar a alimentação saudável e garantir a segurança alimentar de todos os brasileiros.
Desafios políticos
O encontro na Câmara também abriu espaço para um balanço sobre os obstáculos que essas pautas enfrentam dentro do Poder Legislativo. Foi citado que a forte influência de grupos econômicos pode frear o avanço de leis que beneficiam o bem-estar coletivo. Para os participantes, a solução passa pela mobilização social constante e pela transparência no debate parlamentar. A ideia é assegurar que o interesse público tenha sempre o protagonismo na construção das leis que afetam o cotidiano de milhões de brasileiros.