CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

13 mar. 2024 06:16 às 09:29

Sobre o Evento

Evento discute desigualdades de gênero no serviço público, abordando equidade, assédio e políticas para mulheres. Lançamento de cartilha e painéis com participação de diversas especialistas. Ênfase em dados, capacitação e promoção de lideranças femininas. Desafios incluem discriminação, assédio moral e necessidade de políticas públicas efetivas.

Status
Concluído
ID: 72031Total: 92 discursos
#9
Coordenadora-Geral do observatório Brasil da Igualdade de Gênero Roberta Viegas
Roberta Viegas

Coordenadora-Geral do observatório Brasil da Igualdade de Gênero

Transcrição automática

Uns comportamentos bastante comuns, mas eu queria chamar atenção é que, quando a gente trata dessa discussão sobre diversidade, a gente não está querendo criar oposição entre homem e mulher, entre estilo de liderança, então inicialmente por exemplo a Enap chamava os cursos de liderança feminina. Hoje a gente já mudou isso não é liderança feminina não tem estilo de liderar feminino é liderança para mulheres era aquele momento onde a gente vai discutir temas e questões específicas que as mulheres vivem e que precisam aprender a gerenciar o seu dia a dia e a superar em termos de autoconfiança e estratégia de negociação e específicas do ambiente feminino e por outro lado durante muito tempo a gente também não se sentiu segura pra fazer uma turma, por exemplo, exclusiva pra homens, porque também tínhamos dúvidas, né, se a gente estaria falando de uma liderança masculina e ele falou, não, não é uma questão de ser liderança, não tem jeito que é comum e que influenciam uma forma como esse grupo é na média se a questão da oposição ela é muito importante é que a gente não tá fazendo querendo criar grupos nós contra eles e viceversa Então acho que isso é muito importante então nós continuamos tendo as turmas mistas, né, e cada vez mais diversas, porque é na diversidade que esses pontos surgem também e os pontos de vistas podem ser trabalhados de uma maneira respeitosa dentro de ambiente de sala de aula, por exemplo. Simular determinados comportamentos e ajudar né a todos nós aprendermos e desenvolvemos competências de liderança com esse foco né humano diverso é para a Equidade Então esse é ponto que eu quis trazer assim pra gente não ficar parecendo que ao fazer turmas separadas o objetivo é quem vai superar quem? Não, é o contrário. É como que você percebe e tem ambiente seguro pra discutir determinadas questões, mostrar suas inseguranças num ambiente realmente fechado e se preparar para quando você estiver no movimento, num ambiente aberto, não repetir determinados comportamentos que agora você tem consciência. Então o conhecimento é que transforma o comportamento, né? Enquanto a gente não tem consciência de que o comportamento a, b ou c gera consequências para sua equipe para segurança psicológica para o engajamento da sua equipe que determinados comportamentos não contribuem né, pra esse movimento, você vai fazendo no automático. Sempre foi assim, foi assim que eu vi, foi o meu chefe que me mostrou que era assim que fazia. E durante muito tempo, nesse espaço de conquista, de poder e de posições, muitas mulheres copiaram esse vulgo modelo de liderança tradicional e também foram criticadas por isso, né. E hoje a gente tem aqui espaço para discutir e para exercitar e desenvolver novos modelos de liderança que sejam comuns, independente se você é homem, se você é mulher, se da sua preferência de gênero raça e etc Então acho que isso é é ponto e especificamente acho que AAA Roberta já trouxe alguns exemplos, né, de comportamentos, existem estudos teóricos sobre isso, então tem nome pra essas coisas e existem técnicas para revertêlas também, né. E a gente tem trazido isso também para os nossos cursos. E aí, por exemplo, algumas das coisas que a Roberta falou foram tratadas nesse curso para liderança para homens e para eles foi Total surpresa eles não percebiam que isso era comportamento que gerava uma dificuldade para que que as mulheres expressassem as suas ideias, a sua liderança, que isso minava a confiança e que isso gerava problema extremamente estruturante e dificultador para a participação feminina de uma forma igualitária nos processos decisórios. Na hora que caiu a ficha, cara, eles falaram, que sensacional, por que que esse curso não aconteceu antes? Porque a gente não erra querendo errar. Entendeu? A maioria dessas pessoas não tinha consciência sobre isso. Então, a gente só cria consciência a gente discute, se a gente leva o conhecimento num ambiente, como eu falei, sem conflito, né, sem crise e sem tentando classificar as pessoas como os bons e os maus e por aí vai, Tá bom? Aí será meu complemento, deixa a Luana fazer a complementação dela também aí. Uhum.

13 de mar, 09:31