REUNIÃO CONJUNTA

5 a 6 nov. 2024 09:28 às 06:35

Sobre o Evento

Reunião conjunta discutiu danos das enchentes no Rio Grande do Sul com participação de secretários, deputados e representantes do setor agro.

Status
Concluído
ID: 74659Total: 147 discursos
#66
Transcrição automática

Eu quero cumprimentar a todos os colegas. Oi, oi, oi, oi, oi. Está ouvindo? Está bem. Quero, quero cumprimentar os colegas deputados e deputadas, deputada Afonso Han, deputado Marcel Banhaten, há tantos quantos, especialmente a a Grazi, que representa aí o nosso SOSRS, enfim a todos os produtores produtores agricultores e agricultoras. Dizer assim primeiramente que, nós temos 1 audiência pública e o Marcelo é de autoria do do nosso deputado Afonso, o Marcelo é o é o presidente da nossa comissão externa, eu tenho a honra de ser o relator, e o nosso objetivo é fazer 1 luta, 1 boa luta em favor dos nossos agricultores. Eu sempre digo que tem a diferença do que é briga e do que é luta. A briga é 1 luta sem regra, que vem na boca tu diz que tem na mão tu atira. E a luta é 1 briga com regra, ou seja tu faz de maneira mais respeitosa, mais equilibrada, mais consequente. E o que eu quero é que a gente possa fazer a boa luta, que não deixa de ser 1 briga, não deixa de ser mais 1 boa briga, 1 briga com, como diria o Brizola, com conteúdo, com conteúdo, com fundamento, com expressão, com atitude. E nesse contexto nunca é demais, e eu sempre afirmo isso, dizer que nessa tragédia do Rio Grande do Sul, o Rio Grande do Sul sim foi socorrido, o Brasil socorreu o Rio Grande, a gente não pode desconhecer, O Brasil como cidadania, as pessoas olharam generosamente, o próprio governo brasileiro teve quantas vezes lá no Rio Grande, atendeu em várias áreas. Aliás, eu quero registrar que eu recebi da, 1 síntese de ações para o Rio Grande do Sul, entregue aqui pelo pessoal do Ministério da Fazenda. E é rosário de ações e de atitude. E a gente não desconhece, muito pelo contrário, quer dizer que a gente reconhece e agradece, e quem reconhece agradece muito mais merece. Mas se isso é verdade, não é mesmo verdade, é que tem muita coisa pra ser feito. Isso é importante a gente deixar claro, pra não parecer impressão assim que alguns ah não foi feito nada. Não é verdade. Por outro lado já fizemos tudo. Também não é verdade. Foi feito bastante e tem muita coisa pra fazer porque a tragédia é grande. É tal tanta tamanha que irão precisarão de anos, de muito tempo, de muitas ações pra nós sermos atendido em vários setores, na indústria, no comércio, no serviço, mas especialmente o agro é o mais sofrido, porque na minha percepção em que Pese tenha sido atendido de tudo pouco, quem menos foi atendido na minha percepção foi exatamente o agro por conta porque é 1 magnitude maior também, os valores são expressiva, as perdas são expressiva e já vem de longe. Eu sei não é culpa da enchente, houveram empataram gravemente a questão do agro. Não é pouco, tanto que tem agricultores que não vão poder pagar a conta por conta da enchente, cuja conta já não era paga antes por conta da seca. Então é preciso ter esta noção. Não cruza com o outro mas impacta o outro. De repente, ah mas choveu e tinha seca, se foi a seca. Não, que tipo a seca nós perdemos. E o que a gente ia colher com a chuva a gente perdeu com a enchente. Então é preciso ter esta noção, esta comparação lógica. E nesse contexto, nós aqui por exemplo, deputado Bomgás, que legitimamente e corajosamente faz a defesa do governo, nós aqui por exemplo aprovamos nessa casa a a desnegativação dos agricultores. Aprovamos na câmara, no senado, ato dessa casa, trabalho feito pela nossa comissão inclusive com os senhores todos. Os bancos não obedecem. Os banco não cumprem. E eu sou do Banco do Brasil, sou funcionário Banco do Brasil, os agricultores sabem o que eu estou falando. Entro aqui e sai aqui. Quando eu tinha que entrar num ouvido e ficar na cabeça e não sair no outro. Ficar na mente. Pois é, eu já eu faço os banco não tem nos atendido. Então como é que eu não vou falar? Como é que eu não vou reclamar? E aí é 1 coisa que transcende o governo mas que passa pelo governo. Ah eu sei, eu sou bancário, eu sei. O banco vai lá, pega a ficha, olha, o endividamento está bem, é é negativo positivo, positivo negativo, mas o endividamento é tanto tal e tamanho que não tem mais como fazer, eu entendo os banco. Eu também entendo. Mas 1 coisa é que não dá pra ficar do jeito que está. O agricultor não adianta plantar a meia boca, plantar sem adubo, plantar sem calcário, sem tecnologia, não vai colher, vai colher mal. E se não plantar, aí que não colhe de vez, e não colher não vai pagar nunca o banco. Pode fechar, fecha o balanço. Não vai pagar nunca. E o Brasil precisa que o agricultor plante e ele tem que plantar com tecnologia, com equipamento, com estrutura, enfim, com insumos e tem que plantar na época certa, tem janela. Fechou a janela Deus tinha xícara. Quem é agricultor sabe eu venho da eu venho da roça da pequena propriedade ali que eu me criei, fechou a janela o agricultor não planta e se plantar não adianta, joga fora, não colhe, perdeu o tempo. Então essa é a realidade. Então nós precisamos ter isso muito claro, no mesmo contexto, a questão do fundo de aval. Não funcionou. O fundo de aval não funcionou. E nós aprovamos aqui e não funcionou. E eu nem estou dizendo que é culpa do governo, eu estou dizendo que não funcionou. E nós temos que fazer funcionar. Eu vou encerrando, eu vou encerrando, pra que a gente tenha compreensão. Nós aprovamos ontem 3 medidas provisórias. Eu atravessei o Brasil, cruzei o Rio Grande, atravessei o Brasil e vim ali, inclusive tive a honra de presidir a sessão ontem à final da noite. E essas 3 medidas provisórias, todas elas em favor do Rio Grande. Bilhão e meio pra educação, lá não sei quanto pra salvar os prédio do do Ministério Público Federal, do Ministério do Trabalho, outro projeto lá pra salvar umas questões da saúde. 2 medida provisória, 1 a 12 46, e outra a 12 48. No meio estava qual é? A 12 47. Ou seja, aprovouse 1 antes e aprovouse 1 depois, a do meio pulou. Por que pulou? Então nós temos que nos perguntar, por que pulou? Essa é a essa é do agro. Aí aprovamos 3, nenhuma é do agro. Então pra ver que o agro não está tendo o olhar, o cuidado, o zelo. E eu estou falando. Porque é absolutamente verdade. Eu estava lá cobrei e estou cobrando aqui. E essa medida provisória ela ainda é aquém, mas nós temos que pegar, a gente tem que pegar agradecer reconhecer e pedir mais, porque é maior o desastre, ela tem mais amplitude. Então nós temos que brigar pela pela pela 12 47 até porque essa nos interessa e, vou concluir, e nessa a a Paula, está ali a Paula, Paula Costa do Banco do Brasil, minha colega do Banco do Brasil, o Banco do Brasil que é o grande instrumento de relação do governo com a produção primária, o Banco do Brasil fez encaminhamento pra pro BNDES de bilhão e 300000000000, não é isso? 0.3, pouco mais. E tem 2, esse está contemplado, tem 2000000000 encaminhado, disse o diretor do BNDES, na no questionamento que fiz pra ele, que não tem esse dinheiro. Esse dinheiro, ele disse ali não, não é o deputado Pompeu de Matos, os senhores ouviram que não tem esse dinheiro. Então, tem a demanda do agricultor legitimamente contemplada pela medida provisória que está em vigor, de maneira justa, adequada, legal, formal, real, verdadeiramente, sim. Aí encaminha, o Banco do Brasil acolhe porque não pode ser diferente, está na lei, o banco acolhe e encaminha pro Banco Central, é o Banco Central, é tipo cheque sem fundo, cheque boi, não dá, não tem. Aí aí nós vamos chegar onde? Então nós temos que resolver esses 2000000000 é o desafio que nós ficamos aqui como dever de casa pra que o Banco Central ache o jeito, veja o que precisa ser feito, se há mais 1 medida provisória, se é mais instrumento, nós precisamos dessa resposta. O que que nós temos que fazer? Então eu concluo dizendo 1 frase. Eu sei que os agricultores cruzaram o Rio Grande, atravessaram o Brasil, nós todos estamos preocupados, nós estamos todo no mesmo barco, seu barco afundar, todos vamos num olhar e muitos vão morrer. Nós estamos todos no mesmo barco, tem que ter a compreensão, veja alguns brigando ali, não, esse é mais aquilo, esse é mais aquilo. Não, nós estamos juntos, nós estamos juntos. Como fazer às vezes a gente nem sabe como fazer mas a gente sabe que tem que ser feito. A gente sabe que tem a missão pra desempenhar. E essa questão transcende ser de direito porque transcende ser de esquerda. É a agricultura, é lavoura, é produção primária, é alimento, é pão na mesa, é boia no prato. A coisa é séria, é de responsabilidade com a gente. O Rio Grande fez o Brasil grande. E o Brasil só é grande pela grandeza das ações do Rio Grande. Não tem estado do do Brasil que não tenha gaúcho que ajudaram fazer cada estado e juntos fizeram o Brasil. Agora o Rio Grande grande precisa da grandeza do Brasil pra nos manter grande, senão nós vamos nos apequenar. Do jeito que está o agro está sendo apequenado. E nós não podemos concordar, não temos podemos consentir, não podemos nos calar, nós temos que reagir, resistir, persistir, teimar e jamais desistir. Muito obrigado. Obrigado.

05 de nov, 14:34