REUNIÃO CONJUNTA

5 a 6 nov. 2024 09:28 às 06:35

Sobre o Evento

Reunião conjunta discutiu danos das enchentes no Rio Grande do Sul com participação de secretários, deputados e representantes do setor agro.

Status
Concluído
ID: 74659Total: 147 discursos
#80
Agricultor - Cachoeira do Sul Mário Vainer
Mário Vainer

Agricultor - Cachoeira do Sul

Transcrição automática

Vou só começar pelo fim né? Quando vem o líder do governo diz, o que faremos? Não está funcionando o fundo de aval, não está funcionando dando a a desnegativação. Nada funcionou. Bom nós viajamos 2500 quilômetros, vai dar 5 ida e volta, e o líder do governo nos diz isso, quando a gente ficou ouvindo seu Claudio, ficou ouvindo seu Gilson, como se tudo tivesse quase que funcionando, quando na ponta e eu vou fazer exemplo rápido pros senhores deputados saber como está acontecendo lá no dia a dia, E isso eu queria muita atenção, até peço desculpa pro seu Gilson que não pediu a parte aquela hora. Na verdade, eu só quero fazer esclarecimento, mas eu queria também, que a Paula do Banco do Brasil e o Robson do do Banco do Sul ficassem atentos a isso que eu vou mostrar pra vocês qual é a realidade. Eu tenho participado também assim como o seu Gilson das reuniões do MAPA e do MDA, toda quartafeira e ele participa com os bancos, a gente não participa com os bancos, aí eles trazem algumas matérias e como é que funciona deputado Afonso na prática? Ele vai, põe o tema, a gente discute com várias entidades, e isso está bem democrático, Ocorre que na próxima quartafeira a gente volta lá ele não vai. Aí está outro colega dele, do da fazenda, que nem sabe o que que nós estávamos discutindo no outro dia. Então a gente não consegue terminar. E aí eu vou trazer exemplo, e o que mais me magoa, EEE não é só o governo que traz números maravilhosos, viu seu seu Vilson, a EMATER lá no Rio Grande do Sul, que deveria estar defendendo o produtor, também traz números maravilhosos na Expointer, depois de toda a Garanhunscheng ela disse que o trigo, a a colheita seria maior 57.4 por 100. Nosso trigo sequer vai dar para ração eu acho, né? Mas lá na Expointer eles já eles já estavam prevendo isso. Então quando o senhor faz essa previsão da da CONAB e do governo, eu entendo, mas não cola mais pra gente você entendeu? Não cola mais. Mas voltando ao que a gente está falando e de novo, vou no seu Gilson tá? Falando só das enchentes e eu vou trazer número pra vocês e número do governo. Só enchente, deputado Marcelo. Nós plantamos 10000000 de hectares. A enchente, só a enchente, destruiu 20 por 102000000 de hectares. 3 eu acho. Que que eles dizem? 3 hectares. Dados do governo, precisa de 5000 reais pra refazer só pra refazer hectare. Então nós precisamos de 10000000000 bilhões só pra ter a Terra de volta, fora o dinheiro do custeio acesso a custeio e enfim seguir a vida. Então os números são maravilhosos. Eu eu já vou encerrar só quero trazer esse exemplo pros bancos tá? Pode usar mais 2 minutos porque acho que é importante o depoimento. Tá e eu estou trazendo números. Então principalmente pro seu tá? E foi o cara da Emater, eu estava lá nessa reunião, que deu problema de laudos, a Emater não estava fazendo laudos, a gente sabe que é problema de acerto do financeiro do governo com a Emater, mas a Emater parou de fazer laudo, e e ele falou numa determinada reunião lá no começo de agosto falou que não estava mais fazendo laudo porque o produtor ao invés de recuperar o solo o produtor queria comprar trator. E é isso que eu que eu pedi a parte que funciona aquela hora. Aí eu vou lhe explicar como é que funciona. Pra eu recuperar o meu solo e isso não me afeta porque eu sou produtor médico, mas eu vou falar do pequeno. Tá? E eu vi nas suas lá várias vezes eu falava olha, o dinheiro do do pra recuperar o solo o produtor está usando pra comprar trator. O que que acontece? Quem vai recuperar o solo do produtor é o produtor. Só que ele tinha tratorzinho lá, cinquentinha, forzinho, 60. Hoje, ele já vai ter novos equipamentos e precisa de trator melhor. E o que que ele vai comprar pra recuperar o solo dele com dinheiro que é o melhor crédito do do do BNDES, é pra recuperar o solo, tem mais prazo, menos juro, tem auxílio do governo, aí ele vai buscar o trator, ele vai buscar 2, ele vai buscar equipamento, por quê? Porque o calcário, entendeu? O o produto que ele que ele precisa pra recuperar o solo, ele consegue na cooperativa, ele consegue na na na nas empresas da indústria, agora ele não consegue comprar trator da empresa, ele não consegue comprar. Então 1, e o banco não sabe disso. Quando os comitês lá vão avaliar os créditos disse assim oh não esse aqui está está pedindo pra recuperar o solo mas ele quer comprar trator? Não esse outro aqui está pedindo pra pra recuperar solo mas ele quer comprar implemento. Porque ele precisa do prazo pra esse implemento que ele não consegue comprar fora, mas na verdade se ele não recuperar o solo não adianta ter trator grande não adianta ter nada só que esses equipamentos ele não consegue comprar fora aí aí vai buscar esse crédito porque ele não tem mão de obra terceirizada. O o pessoal do PRONASS pode falar isso aí? É ele que executa só que ele precisa do equipamento ele ele tem essa chance de comprar ele vai lá e compra. Agora calcário, potássio, qualquer outro tipo de segunda, ficamos 6 meses nos reunindo. Nós podíamos reunir nós os bancos e vocês, entendeu? Então não precisa essa intermediação. Entendeu seu Gilson? E não precisa ter mediação. E isso mais me deixa magoado porque o senhor engenheiro problema, o senhor devia saber disso, e não orientar os bancos a não dar crédito pra quem, em vez de recuperar o solo, está buscando o implemento ou trator ou 1 máquina, embora a lei permita. O pior é isso, a lei permite, tá? Obrigado e me me desculpem aí a a exaltação mas é que é.

05 de nov, 15:01