REUNIÃO CONJUNTA
Sobre o Evento
Reunião conjunta discutiu danos das enchentes no Rio Grande do Sul com participação de secretários, deputados e representantes do setor agro.
Sindicato Rural de Tapes
Que faz 39 anos eu plantei arroz no município de Itapes, mais uns 10 anos eu plantei soja, e ao longo desse período, eu passei por situações de ficar inadimplente em banco, por falta de colheita, por falta de política agrícola, porque o arroz é produto da cesta básica, e o governo sempre, o arroz e o feijão, o governo sempre interfere muito forte. Fruto dos planos econômicos, plano Funaro, plano cruzado, plano bresser plano verão, nós geramos endividamento, que não foi fruto da nossa falta de dedicação à nossa atividade, foi 1 coisa decorrente da economia dos planos econômicos. E gerou endividamento tremendo, e graças a mobilização dos produtores, e aí eu estou trazendo recado pro pessoal aqui do SOS agro. Graças a mobilização dos produtores, nós conseguimos a CPMI do endividamento agrícola. A reunião hoje é renegociação da dívida dos produtores gajos em razão das enchentes. Nós conseguimos a CPMI e fizemos 1 grande mobilização nacional e foi conquistada, e o agrônomo aqui de Júlio de Castilho manifestou há pouco, a securitização que o governo da época separou os pequeno dos grande e a securitização só atingiu até 200000 reais em no ano de 1995. Depois saiu o Pesa, que pegou as dívidas maiores. Eu quero deixar recado ao pessoal do SOS agro, que tem que, não tenham a ilusão, não tenham a ilusão de quem foi contemplado com alguma medida até agora, 3 anos, 4 anos de prazo, esse pessoal em seguida vai estar junto com vocês que ainda não foram contemplado. O deputado Alceu, caracterizou muito bem a situação. Estão tratando 1 situação anormal, catastrófica, como 1 situação normal. Os que foram abrangidos até agora, e eu não tenho a ilusão que todos vão ser abrangidos pelas medidas, em seguida vão ter com está com dificuldade de pagamento, porque não tem como pagar essa dívida em 3, 4 anos. A a proposta original fruto da Farsul e da Fetag era 15 anos de prazo, juro de 3 por 102 anos de carência. Aí já fica mais ou menos parecido. Estou deixando então esse recado à à à Grazi, que representa a verbalização maior do movimento junto com as colegas e os colegas, que não, e não esmoreçam. Continue trabalhando e fortificando grande movimento que vocês tenham certeza, isso vai desembocar num numa busca por 1 securitização, não tem outra saída, não há mal que sempre dure nem bem, que nunca se acabe. As coisas às vezes não não dão certo num governo, mas vai passar pra outro governo dentro de 2 anos e, como disse o deputado Marcelo, o governo é que nem feijão, só cozinha com pressão. Vocês se unam, AAA regimentem força, busquem esses pessoal, eu nem vou entrar na questão do resto do Brasil, porque o endividamento é em todo o Brasil. Vocês estão vendo o Brasil inteiro numa situação aí de recuperação judicial das grandes empresas. E eu eu já faz 2, faz 16 meses que me mudei, estou morando aqui em Goiás, e convidei minha esposa, digo olha, nós estamos aqui a 300, 400 quilômetro, vamos lá dar calor humano pra eles. Muito obrigado.




