PLENÁRIO
Sobre o Evento
Resumo da sessão de abertura do Fórum do P20: líderes e representantes discutem desenvolvimento sustentável, representatividade feminina e autonomia econômica, abordando desigualdades de gênero e raça.
Deputada Federal
Senhora presidenta da união interparlamentar, Tulia Axon, senhora deputada federal Benedita da Silva, através de quem eu cumprimento, além da secretaria da mulher a procuradoria, o observatório, prezadas colegas Laura Carneiro, Soraia Santos, Daiana Santos, Maria Rosas, colegas que que vejo aqui, que fizeram trabalho tão importante em Maceió, e o fazem no cotidiano. Em homenagem também a essa integração com a presença da secretária geral da de das relações exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha, quem cumprimento também o Itamaraty, o Poder Executivo, senhoras e senhores, é 1 honra participar da abertura desse evento, que reúne a cúpula do p 20, dos parlamentos do g 20. Saúdo calorosamente as parlamentares, aqui presentes destaco que hoje, realizamos evento histórico. Temos a oportunidade singular de debater e traçar caminhos para futuro mais justo e ambiental e é ambientalmente sustentável, tal como sugere o lema do nosso encontro. Quero renovar aqui o cumprimento o presidente Arthur Lira e a representação brasileira, que em Nova Délhi propôs a realização desse importante momento em que há reconhecimento do papel para as democracias contemporâneas da presença das mulheres no parlamento em todas as esferas. É fato, o mundo enfrenta desafios complexos e interconectados, que exigem mais de nós. Exigem que a diplomacia seja exercida, no plano da relação entre os poderes executivos, entre as nações, no ambiente e na esfera global, mas também se fortaleça a dimensão da diplomacia no âmbito dos parlamentos, para podermos assim atuar na dimensão legislativa, na dimensão normativa, de 1 forma promover avanços e barrar porque este deve ser o papel dos parlamentos do mundo qualquer retrocesso quando falamos em direitos humanos e responsabilidades ambientais, e em democracia. O mundo portanto, exige ações abrangentes e colaborativas, que devem estar organizadas em eixos estruturantes de de debates como os debates que realizaremos hoje e nos próximos dias. A mudança do clima não será amanhã, ela já acontece hoje. O desenvolvimento sustentável é 1 necessidade imediata, que permeia orçamentos, decisões, escolhas que as nossas nações devem produzir no âmbito das suas soberanias, mas também em pacto global pela humanidade, pela responsabilidade coletiva. A inclusão social e o enfrentamento à fome e à pobreza deve ser 1 responsabilidade comum. E portanto, ao debatermos a reforma das instituições globais, também nós, parlamentos, presidente Lira, temos papel essencial que o Brasil neste momento procura desenvolver, reunindo as mulheres, mas realizando esse p 20 com a marca profunda do compromisso com a justiça. Eu peço licença para 1 abordagem. Pouco particular em certo sentido, mas vinculada à dimensão dos esforços por meio ambiente sustentável. Neste Parlamento tem a honra de compor a mesa diretora. Coordenada dirigida pelo presidente Arthur Lira e com brilhantes participações. Mas representa aqui estado, 1 unidade da federação brasileira, o Rio Grande do Sul, que viveu neste ano, momento dos mais dramáticos em torno do tema ambiental. E trago essa questão, porque da aprendizagem real, de 1 população muito ampla, abandonada e jogada de dia pro outro em 1 condição de atingida, pela crise climática, viveu a condição de imigrante, de transferência, de abrigagem emergencial, assim como em tantos países do mundo, diante de alterações climáticas bruscas, temos vivenciado. Quero destacar alguns aspectos de assistência prática, porque dela vem também 1 aprendizagem fundamental. Precisamos sair, sair, ainda que a solidariedade seja o tom principal que eu quero sublinhar e agradecer ao Brasil e ao mundo aqui reunido, pelo olhar. Preciso dizer presidente Lira, senhores e senhoras, que é hora de globalmente, quando falamos na emergência climática, sairmos da gestão exclusivamente da tragédia que já aconteceu, para 1 análise, para a possibilidade de fazermos a prevenção em todos os sentidos destes eventos climáticos graves e da forma com que eles impactam as populações. Pude ver na prática, na prática, que os mais pobres, as mulheres, as crianças, os negros e negras, as populações indígenas, os povos originários são mais atingidos, não ao acaso, mas que no nosso país, como em tantos outros, vivem em condições ainda muito precárias de acesso à moradia e direitos. Portanto, ao me pronunciar diante de vocês, quero deixar aqui a convicção de que esse encontro amarra elementos e oferece 1 perspectiva para todas as comunidades ao lar ao redor do mundo. Quando ele assume a responsabilidade por 1 representação maior sempre e sempre valorosa das mulheres e de todas as comunidades, mas ao mesmo tempo quero estabelecer aqui o diálogo e o link de que a representação das mulheres, além de ser positiva em si e por si, ela carrega a responsabilidade de fazer diferente do que talvez a política tem até os dias atuais, e carregar consigo estas populações, essencialmente na sua condição vulneráveis para 1 nova relação onde o desenvolvimento sustentável seja algo. Ao alcance da mão e da vida de todas as de todas as pessoas. Precisamos nos comprometer, de enfrentar o risco das mudanças climáticas. Talvez já estejamos passando do ponto no qual tenhamos lugar de retorno. As mudanças climáticas que estão aqui exigem de nós, portanto, mais democracia, mais diálogo para além das fronteiras nacionais, maior compromisso com o desenvolvimento sustentável, com a transição energética e com a superação da pobreza, para que justamente não tenhamos populações vulneráveis num grau excessivo e absurdo à condição que elas nos trazem. Portanto senhores e senhoras, com imensa fé na humanidade, com confiança na democracia, quero destacar por último que não nos é dado direito ao negaciosismo científico ou climático. Os parlamentos devem se encontrar na vanguarda do diálogo, em todos os sentidos da democracia, porque a essência da vida parlamentar é o diálogo entre diferentes. Se somos assim como instituições, se dos parlamentos nascem e se alimentam as democracias representativas e constitucionais, é missão sim da nossa unidade interparlamentar e sobretudo das mulheres produzirmos a cada momento para o próximo futuro o que já vivemos a possibilidade de mundo sem injustiças, de mundo onde tenhamos. 1 visão científica da abordagem das mudanças climáticas e sobretudo compromisso com a democracia, os direitos humanos e a prevenção dos eventos climáticos graves que atingem os povos, a natureza e a vida no planeta. Belo encontro, bom encontro, abraço a cada mulher, a cada homem e a certeza de que a democracia nos une para futuro melhor, muito obrigada. Agora eu tenho a honra de conceder a palavra




