PLENÁRIO
Sobre o Evento
Resumo da sessão de abertura do Fórum do P20: líderes e representantes discutem desenvolvimento sustentável, representatividade feminina e autonomia econômica, abordando desigualdades de gênero e raça.
Líder da Bancada Feminina no Senado Federal, representando o Presidente do Senado Federal, Senador Rodrigo Pacheco
Maria do Rosário, senhoras e senhores parlamentares e e todos que nos acompanham. Hoje estamos diante de desafio global que transcende fronteiras, classes sociais e gêneros. A crise climática. No entanto devemos reconhecer que seus efeitos, por vezes devastadores, são profundamente desiguais, impactando mais intensamente as populações em situação de vulnerabilidade, dos quais infelizmente se destacam as mulheres e meninas espalhadas em vários cantos do planeta, especialmente aquelas que vivem em contexto de vulnerabilidade extrema, com a privação de seus direitos mais fundamentais. Construir mundo justo e planeta sustentável, não deveria ser obstáculo a superar, mas sim a base natural das nossas ações e decisões. Nossa discussão nessa sessão portanto, não é apenas sobre mitigar os efeitos da mudança climática, mas sim sobre garantir que a justiça climática seja 1 realidade para todos, com especial atenção às mulheres e às meninas, que representam a esperança e a força de nossas comunidades. Essa sessão de trabalho que promove a justiça climática e o desenvolvimento sustentável sob a perspectiva de gênero e raça, reforça a importância de colocarmos esses temas no centro das nossas agendas. Em julho deste ano, na primeira reunião de mulheres parlamentares do P 20 realizada em Maceió, aprovamos a carta de Alagoas, Alagoas perdão. Esse documento histórico, define recomendações claras para promover a igualdade de gênero, e fortalecer a resiliência de mulheres e meninas em face às mudanças do clima. O ponto central da carta, é a necessidade de direcionar investimentos para políticas climáticas sensíveis ao gênero. Precisamos de financiamento público, que apoie a criação de sistemas de cuidado acessíveis, e que promovam a segurança econômica e principalmente a sustentabilidade das mulheres e meninas. No Brasil como em tantos outros países, a mulher tem papel essencial no combate à fome, à pobreza e à desigualdade. Quase metade dos lares brasileiros, são liberados por mulheres, que por sua vez, conhecem de perto o desafio de garantir o sustento familiar. Desse total, 60 por 60 por 100 são mulheres negras. Essa experiência fortalece seu compromisso, com o equilíbrio climático, reconhecida a interdependência entre o cuidado da família e o cuidado com a natureza. Nossa responsabilidade senhora presidente, enquanto parlamentares, é utilizar a nossa posição para adotar e promover legislações, que não apenas reconheçam, mas que tratem com eficiência e desigualdades agravadas pelas crises ambientais. Isso envolve, como aponta carta, a necessidade urgente de políticas que valorizem o trabalho não remunerado de cuidados, essencial em tempos de crise, e desempenhado principalmente por mulheres. Este reconhecimento pode transformar a maneira como nossas sociedades respondem a eventos climáticos extremos. Para além das ações locais, a cooperação internacional é indispensável. Neste contexto o P 20 nos oferece, 1 plataforma única, para unir forças, e pressionar por compromissos globais, que respeitem, e promovam as contribuições das mulheres, na luta contra a crise climática. É essencial reforçar a importância de 1 transição ecológica justa e inclusiva, onde as legislações, não só considerem as mulheres, a população negra e indígena, mas que coloquem esses grupos como protagonistas desse processo. Devemos devemos buscar e promover políticas, que incentivem a participação ativa de mulheres nos espaços de decisão climática, a participação ativa de mulheres nos espaços de decisão climática, a justiça climática exige, que as mulheres tenham acesso à mesa em todos os níveis de decisão, desde a criação da política até a sua implementação. Somente assim seremos capazes de construir 1 transição ecológica verdadeira verdadeiramente inclusiva, que proteja a nossa biodiversidade e enfrente à pobreza e assegure principalmente a igualdade de gênio, inclusive sob a perspectiva. De gênero também. O instrumental normativo do Brasil possui legislações que tratam da justiça climática, de gênero, e raça de América dispondo sobre a proteção de pessoas em em situação de vulnerabilidade, por forma ampla e até inclusiva. Porém é preciso mais, é preciso políticas afirmativas, nesse sentido. Bom senhora presidente eu vou encerrar porque o discurso está em torno do mesmo propósito e já agradecendo a todos pela pela oportunidade obrigada. Muito obrigada, senadora Leila.




