PLENÁRIO
Sobre o Evento
Resumo da sessão de abertura do Fórum do P20: líderes e representantes discutem desenvolvimento sustentável, representatividade feminina e autonomia econômica, abordando desigualdades de gênero e raça.
Coordenadora Residente das Nações Unidas no Brasil
Excelências, cumprimento todas as autoridades presentes, senhoras e senhores, é grande desafio ser a última oradora da última sessão de hoje, não é? Mas como coordenadora residente da ONU no Brasil, é prazer representar o SecretárioGeral das Nações Unidas, Antônio Botteres, nesta reunião do P 20, para falar sobre o papel crucial dos parlamentos no combate às desigualdades e no empoderamento econômico das mulheres. A participação igualitária das mulheres na política, e na vida pública é direito humano, e a base para sociedades democráticas. Além disso, o empoderamento econômico das mulheres, principalmente levando em consideração as interseccionalidades entre gênero e raça, é essencial para erradicar a pobreza e construir 1 sociedade próspera e sustentável. Ter mais mulheres em espaços de poder, com seus conhecimentos e experiências, contribui para menos conflitos, melhores condições de vida e mais igualdade. O empoderamento econômico das mulheres garante mais estabilidade para suas famílias e impulsiona o desenvolvimento de suas comunidades. Adicionalmente, a participação das mulheres torna o processo de tomada de decisões mais abrangente, de modo a favorecer o aproveitamento de todas as capacidades disponíveis e levar em conta as aspirações gerais das sociedades. Todos esses estados são objetivos, comprovados em dezenas de estudos e pesquisas. Ainda assim, temos diante de nós desafio enorme para vencer as desigualdades persistentes de gênero, raça e etnia. No âmbito político, apenas 26 têm 1 mulher como chefe de Estado. 35 por 100 dos assentos no governo locais são ocupados por mulheres. E somente 27 por 100 das das dos parlamentares do mundo são mulheres. Na esfera econômica, para além da lacuna salarial entre homens e mulheres, que existem em todos os países do mundo, as mulheres enfrentam também obstáculos para participar da tomada de decisão. Ocupam 28 por 100 dos cargos de gerência no mercado de trabalho, e essa subrepresentação limita a capacidade de contribuir para esse setor e tem impactos, direitos na economia econômica. Atuação parlamentar comprometida com o desenvolvimento sustentável e decisiva para o progresso dos países e para a a eliminação das desigualdades de gênero, raça e ernia. É preciso que as leis que nascem nos parlamentos assegurem participação igualitária nos espaços decisórios, tanto político, privado, público, como econômico e agora digital, com representação adequada de mulheres de todos os grupos sociais. Precisamos de vontade política para transformar os sistemas estabelecidos, as políticas públicas e as instituições, de modo que mulheres e meninas tenham voz na definição dos rumos de suas comunidades e de suas próprias vidas. Muito obrigada. Muito obrigada.




