COMISSÃO DE INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS

13 nov. 2024 07:14 às 10:14

Sobre o Evento

Comissão discute impacto econômico da venda ilegal de cigarros eletrônicos com diversos especialistas e deputados.

Status
Concluído
ID: 73835Total: 59 discursos
#18
Coordenador da Comissão Científica de Tabagismo - Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia Paulo Cézar Corrêa
Paulo Cézar Corrêa

Coordenador da Comissão Científica de Tabagismo - Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

Transcrição automática

Bom dia, me escutam bem, vamos ver se se conseguimos aqui, 1 posição. Bom dia, deputado Heitor Show, cumprimentar deputada Gisela, eu cumprimento todos os parlamentares, e, bom vamos fazer que fica melhor. Estão conseguiram me escutar? Então, a gente vai mostrar nesses próximos minutos o que está atrás da cortina de fumaça dos cigarros eletrônicos. No meio acadêmico eu sou professor universitário pesquisador, a gente sempre fala de conflitos de interesse, eu trabalho ou trabalhei em algumas instâncias com o laboratório que produz remédios pra DPOC no viés de produzir materiais educativos para que os médicos aprendessem sobre essa doença. A própria sociedade precisa aprender sobre a DPOC. Primeira coisa que eu queria falar com vocês é que tem vários mitos prevalentes e que cigarro eletrônico apresentado como item pra fazer brincadeiras e truques como se fosse vapor de água, fosse inofensivo e nas redes sociais a gente vê essa série de malabarismos feitos com a fumaça. Sim gente, a fumaça não é vapor d'água porque está cheio de substância química, está cheio de metal pesado e substâncias, esse estudo que é muito interessante o o estudo de análise química mostrou que existem quase ou mais de 2000 produtos químicos, sendo que a maioria é não identificada. O que a gente conseguiu identificar lá já é o suficiente pra dizer que é produto proscrito, que não pode ser usado. O ácido benzoico que é usado no Jumbo, que a Mônica falou vira benzeno cancerígeno comprovado para seres humanos. A própria substâncias que são usadas para produzir a fumaça que é o propilenoglicol produz outro cancerígeno comprovado para seres humanos que é o formaldeído, além disso existem produtos químicos industriais, pesticidas, e não existe a indústria vai adicionando coisas nos produtos e não tem segurança por exemplo da cafeína inalatória, então não, né os cigarros eletrônicos são ir regulamentáveis ou melhor eles já são regulamentados no Brasil com a única regulamentação possível, que é a sua proibição porque eles são produtos danosos. Em relação ao contrabando, ainda que a nossa fiscalização não seja perfeita, vejam os senhores que a prevalência de uso de cigarros eletrônicos nos Estados Unidos entre os jovens é 10 vezes maior do que na população brasileira então sim, a proibição foi efetiva, porque o fato de não ser proibido aumenta a experimentação. Vejam que existe 1 estabilidade do consumo de cigarros eletrônicos no país, outro argumento pra pra liberação do cigarro eletrônico seria que está descontrolado então vamos liberar, não, então nós temos tanto o estudo Vigitel esses 4 quanto o Covitel, que mostram que o consumo está estável e está até declinando. Nos comentários, deputada Heitorchu eu posso comentar sobre esse por esse fato que aconteceu no pH porque Health Ing o Ministério da Saúde em inglês, que disseminou que os cigarros eletrônicos é o mais dos mitos errôneos, que e os cigarros eletrônicos seriam 95 por 100 menos perigosos ou menos tóxicos, isso foi usado por 1 das indústrias brasileiras quando AAA Anvisa fazia avaliação de impacto regulatório, e isso é colocado até mesmo em papers que na realidade são produzidos pela própria indústria e que são colocados pra pra poder publicar. O grupo do Stanton Glents na Universidade da Califórnia em São Francisco mostrou com muita clareza que tem até alguns produtos de fato são menos, mas tem muitos produtos que são iguais, tem produtos que são muito mais, e tem produtos que não tem no cigarro convencional que tem no cigarro eletrônico e no e no tabaco aquecido, então esse argumento também não se sustenta, isso é usado como argumento pras campanhas de publicidade, como vocês veem isso publicado o tabaco control na Coreia dizendo que tem menos substâncias e as pessoas acreditam que ter menos substâncias, transformam esses produtos em seguros que eles não são. Para dirimir essa dúvida, o grupo do Stanton Glentes inclusive, inclusive temos pesquisador brasileiro o André Luiz que é da Anvisa portanto a Anvisa está representada aqui sim, que mostrou que eles não são 95 por 100 mais seguros. Como 1 pessoa versada em epidemiologia eu tenho que mostrar isso pra pra vocês, mostrando qual que é o risco, o o que o cigarro eletrônico faz é aumentar o mercado global de nicotina, assim é que o cigarro eletrônico triplica ou quadruplica iniciação no cigarro convencional. E vejam aqui, o risco de de fazer de de do cigarro eletrônico produzir hipertensão é de 0.24 ou seja aumenta em 24 por 100 a chance da pessoa ter hipertensão. O cigarro combustível sozinho é 0.4, mas o uso mais comum é o uso do uau então vejam que você soma o efeito dos 2 produtos pra produzir 66 por 100 mais risco de hipertensão com o uso do uau que é a forma de uso mais prevalente na sociedade. Aqui os cientistas né o que o Santo Glenn fez, eles fazem 1 revisão sistemática com metaanálise, e isso existe esse diamante que é a medida resumo então o que que eles pegam? Deputada Gisela eles pegam todos os estudos e fazem tratamento estatístico. Quando essa quando essa linha passa pelo significa que não existe diferença. Número dividido por ele mesmo o risco do cigarro eletrônico dividido pelo risco do cigarro convencional é igual a portanto eles não são mais seguros, eles têm o mesmo risco cardiovascular de infarto, de insuficiência cardíaca, et cétera. E mais, 1 coisa importante desse estudo foi mostrar que o risco de de alteração de disfunção erétil é 2.13 vezes mais, então é novo produto que faz mais mal que o velho produto que já faz mal, que faz mal. Então 2.3 vezes o cigarro eletrônico faz muito mal pros vasos por causa da massa de partícula ultra fina que ele tem. E vejam esse estudo muito importante o estudo em então, o cigarro fazendo mal pro vaso ele faz mal pro vaso da relação sexual, pro vaso do coração, pro vaso do cérebro. Então vejam aqui, o que que os pesquisadores fizeram aqui, eles separaram no as pessoas que estavam usando cigarro convencional e as pessoas que estavam usando cigarro eletrônico. Quem teve AVC com cigarro convencional em média com 59 anos e vejam os senhores, com cigarro eletrônico com 48 anos de idade, portanto 11 anos antes do que a do que as pessoas então, o AVC é 1 doença que dá muito impacto em termos de saúde. Até 2020 a gente tinha esse estudo que mostrava né, no mundo da carochinha da da das indústrias vai arrecadar 7 e meio bilhões que é número inflado e não verdadeiro. 125000000000 eram os custos em 2020, sem considerar os custos ambientais pra 1 receita de 12000000000. Mas espera aí, nós temos tudo mais novo, então a perda de 0.8 por 100 do PIB, e com a cada 15 minutos morrendo 5 brasileiros nesse estudo que eu publiquei. Esse dado foi atualizado em 2022 pra 153.5 bilhões de prejuízos causados pelo tabagismo convencional, e isso é 1 subestimativa grosseira dos gastos. Aqui vou mostrar pra vocês estudo coreano que é muito interessante a ciência desse estudo é muito boa, mais de 47000 estudantes, DPOC 1 doença respiratória pela destruição do pulmão pelo cigarro comum ou pelo cigarro eletrônico, mais de 12000 quase 13000 pessoas fizeram espirametria, e tinham lá 164 usuários doais principalmente homens. Então o que que eles viram? Eles viram que o risco de desenvolver, o risco desenvolver DPOC é de 3 vezes e meia o risco quando você usa os 2 produtos. Então, na parte mais velha da coxa ou seja as pessoas mais velhas, é 3.70 ou seja quase 4 vezes mais DPOC. E as pessoas não conhecem gente a DPOC. A DPOC é 1 doença que tem impacto econômico extremamente importante. Em média nesse estudo americano, as pessoas perderam 4.6 dias de trabalho nos 6 meses anteriores. A gente tem que pensar que a doença que mais incapacita é o AVC, mas a doença que está mais perto do AVC em termos de incapacidade é a DPOC que causa mais problema do que isso do que as doenças cardíacas e o câncer. 1 dos problemas vocês estão vendo nessa foto essa essa senhora usando oxigênio, quando o paciente exacerba e ele pode exacerbar porque continua fumando, ele precisa usar oxigênio que é remédio extremamente caro. Esse é estudo aqui que acabou de sair e que eu chamo a atenção de vocês. Mais de 196000000 de dias de trabalho foram perdidos devido a DPOC no período de 2017 a 2022. Essa essa mortalidade tem a ver com óbitos precoces como vocês estão vendo o número, afastamentos permanentes e aposentadorias precoces. Vejam que esses dados foram dados oficiais do governo e a maior parte dos beneficiários está em idade economicamente ativa, sendo que 55.05 por 100 dos beneficiários têm idade entre, pasmem, 40 anos de idade e 65 anos, e a duração, já estou acabando, e a duração média dos benefícios observados é de 10 anos. Então vejam que é 1 doença que causa enorme incapacidade, pra quem quiser o estudo está aqui, é estudo muito bem feito e as perdas da DTOC por ano são de 240000000000 gente, por ano então cigarro eletrônico ser legalizado, ser vendido é absurdo completo e a comissão a comissão aqui não pode pra quem quiser estudar realmente coisa de saúde pública tem esse esse artigo que eu escrevi com colegas europeus, e se o o Congresso Nacional quiser fazer alguma alguma coisa realmente pela saúde da da população, é fazer isso, isso é estudo que eu também participei, foi lançado há mês, numa revista de alto impacto que é o lance cito Public Health, a gente está estimando o impacto da proibição pra geração, geração que nasce de 2006, primeiro de janeiro de 2006, até o final de 2010, se fosse proibida a venda de tabaco pra essa geração toda, seriam evitadas 0.2 bilhões de mortes por câncer de pulmão, das 2.9 que aconteceriam até 1085, 2085, a gente evitaria 0.2 bilhões. Então o Congresso não tem que legalizar cigarro eletrônico, ele tem que fazer, nos ajudar a fazer geração sem tabaco. E em conclusão, eu eu vou apresentar essas grades da SBT, esses positivos apresentam risco significativo pra saúde pública, devido à presença de substâncias nocivas, pesados, alta quantidade de nicotina e que gera muito dependente. A conclusão é a gente reafirma que a gente é contra qualquer liberação de cigarro eletrônicos e produtos de tabaco aquecido. Digamos não enfaticamente a comercialização de cigarros eletrônicos, aprovar cigarros eletrônicos representa o lucro é privatizado gente, pras indústrias, o prejuízo é socializado pra sociedade brasileira, 240000000000 por ano por causa de DPOC no nosso país. Cancela o voo de deputados. Obrigado.

13 de nov, 10:53