COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
Comissão de Saúde aborda cenário da oncologia no Brasil, com participação de diversos especialistas e representantes de instituições.
Médico Sanitarista
Perguntas complexas deputada, deputada, deputado, pedindo pra ser breve com perguntas tão complexas. Eu acho que com relação à radioterapia, o Tiago está aqui acredito que ele vai estar na próxima mês ou na última, não não não lembro agora na programação, mas ele pode falar mais a fundo sobre a questão da da radioterapia. Eu acho que tem ponto, deputado, que a gente quando estava na gestão, a gente de fato colocou assim, precisa substituir esses equipamentos, certo? Isso foi ponto que a gente fez aí dos equipamentos velhos, esses equipamentos que o Alisson colocou de mais de 20 anos. A gente começou ano passado, foram mais de 30 equipamentos que a gente aprovou convênios pra substituição, E eu sei que tem planos pra outras substituições que o Tiago pode depois falar com mais calma. E com relação ao equipamento do PSUS, a gente, a gente teve aí 1 questão aí administrativa, certo, aí num de não conseguir, naquele momento, financiar diretamente mas a gente abriu via Pronon, e aí diversas instituições conseguiram fazer projetos pelo Pronon e vão ser podem ser ter sido beneficiadas no ano passado e e esse ano também, teve novo ciclo e podem ser beneficiadas, né? Então acho que esse é ponto aí sobre a radioterapia no geral. Eu acho que o principal desafio hoje aí em relação com o tema da nossa mesa é esse é o diagnóstico precoce, certo? E pra fazer isso eu acho que, deputado, tem aí 1 grande complexidade. Uhum. Porque o Ministério da Saúde pode fazer muitas coisas, mas quem executa as ações de serviço de saúde são estados e municípios. No câncer, a gente tem aí 1 1 realidade também que 70 por 100 dos serviços são filantrópicos contratados, certo? Então aí você tem 1 grande complexidade, certo? E aí até teve iniciativas né na gestão anterior, foi foi repassado recurso pra estados e municípios com relação a câncer de mama e colo de útero, pra melhorar o rastreamento e nenhum dos estados nenhum atingiu a meta, né do recurso que foi passado. Então é muito complexo, né, eu acho que o o que eu penso hoje enquanto estratégias eu acho que o ministério está seguindo na linha bastante acertada de, estruturar o rastreamento do câncer do colo do útero com esse novo modelo com teste molecular e com a perspectiva de fazer rastreamento organizado, certo? Eu acho que no momento que a gente organiza o rastreamento pro câncer do colo do útero, é muito fácil na sequência a gente organizar o rastreamento pro câncer de mama também porque a gente vai ter o principal problema hoje que a gente tem é de o principal problema hoje que a gente tem é de fato saber quem são as pessoas elegíveis, ter sistema de informação, ter essa navegação da paciente ao longo da linha de cuidado, garantir que faça os exames então acho que a perspectiva é de se a gente conseguir fazer isso com câncer colo de útero que a gente está falando de contingente bem menor populacional, a gente consegue depois fazer isso pro pro câncer de mama também em termos de pessoas com que vão peatar positivas e precisar. Eu acho que a gente tem aí 1 necessidade de estruturar esses serviços diagnósticos eu acho que a UCI é vai ter papel importante de estar pagando a mais por esses serviços que vão ser feitos aí no dentro do prazo correto, então vai estimular, mas eu acho que a gente precisa, e aí falando a minha opinião pessoal, eu acho que 1 1 ponto importante de investimento que a gente precisa priorizar, é anatomia patológica. Se a gente não investir em ter mais anatomia patológica, em ter mais laboratório de anatomia patológica, modernizar os equipamentos, ter aí telepatologia, a gente não vai conseguir enfrentar porque câncer precisa de diagnóstico, o diagnóstico é com anatomia patológica, se eu não tiver isso, eu vou estar só aumentando a fila da anatomia patológica e virar daqui a pouco, eu estou aqui com sei quantas 1000 lâminas aguardando ser analisadas, então eu acho que talvez seja ponto que a gente não tem abordado com força nas políticas, a gente precisa abordar, a gente precisa ter 1 política pra patologistas.




