Alisson Borges

Alisson Borges

Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star

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25 de nov, 17:40

COMISSÃO DE SAÚDE

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Ao trabalho do Tiago a sociedade reconhece muito o esforço que você tem feito aí, e é plano extremamente importante pra gente como sociedade médica ver o desenvolvimento da terapia ainda mais tendo essa excelente notícia de que a gente vai ter já nesse programa novo equipamentos mais mais modernos né, e que não vão ser só aquele aquele kit mais básico. Mas só comentando pouquinho o que o doutor Roberto já falou, e aí eu acho que esbarra numa outra questão que é a questão do financiamento né, por isso que a gente bate tanto na tecla. Hoje a gente tem 1 demanda né de de radioterapeuta e vem ocasionando por quê? Só pra você ter 1 ideia deputado, cerca de 30 por 100 das nossas vagas de residência médica hoje estão vacantes, ou seja não tem médico pra dentro dessas vagas. Isso bate em quê? Acesso, dificuldade de emprego, baixo salário, que também vai parar lá na questão do financiamento, então é outro detalhe importante além da manutenção desses equipamentos estarem em dia, da gente conseguir fazer os upgrades como sociedade seja do ponto de vista filantrópico ou próprios hospitais públicos, há também a qualificação e a manutenção desses profissionais no mercado, também passam por 1, como o Lucas até disse, 1 questão relacionada a financiamento. E aí Tiago, eu sei que você é cara que apoia muito a rádio, e aí nos deixa também como sociedade sempre aí à à disposição de você, né, que no que precisar, o próprio relatório 20 30 está à disposição, a gente pode colocar em em em em em contato aí contigo o doutor Marcos, doutor Arthur, que são quem elaborou o projeto e e vai ter o maior prazer de ajudar você aí nessa nessa missão nobre que você está tendo aí de realmente revolucionar a terapia que é o que você está no caminho correto aí que está fazendo A gente vai te procurar também Alisson porque, eu.

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25 de nov, 15:38

COMISSÃO DE SAÚDE

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Oportunidade dessa vez não não vai ter apresentação já gastei meu, mais do meu tempo na primeira, mas acho que focando pouquinho né, quando a gente vai falar de avanço tecnológico, diagnóstico precoce e tratamento, a gente primeiro precisa entender que nem sempre quando a gente vai falar de tecnologia a gente vai falar de tecnologia a gente vai falar de medidas mirabolantes ou coisas que vão ser muito onerosas né? Eu acho que o que a gente tem que fazer no SUS talvez seja pegar bons exemplos de rede privada que a gente já faz. Quando a gente fala de acesso ao diagnóstico precoce a gente estava falando muito por exemplo de radiologia né, na mamografia, nos exames de imagem, a gente vai falar de patologia que o Fernando até falou que é 1 dor que a gente tem né, hoje no nosso país em relação a acesso à patologia, mas a gente vê que tem grandes instituições hoje no Brasil, que já conseguem trazer telepatologia, teleradiologia e você consegue ter acesso a excelentes profissionais mesmo que de maneira remota com a mesma qualidade e relativamente com custo muito baixo. E 1 outra ferramenta que no diagnóstico pode nos ajudar também e já vem tendo várias pesquisas mostrando isso, é a própria inteligência artificial. Hoje por exemplo nos exames de radiologia, a gente tem ferramentas que já são disponibilizadas pelas grandes companhias, em que a gente consegue ali de 1 maneira muito precisa descartar os exames que já não tem nenhum tipo de alteração ou seja não precisa chegar ao médico exame que já está normal, ele vai chegar aquele exame que já vem ali como maneira alterada, mas são 2 caminhos muito muito práticos que a gente já tem hoje experiência na medicina privada e fora, que poderia ser incorporado. Mas focando pouco de tratamento né e eu que a gente vê de acesso e aí eu vou focar em radioterapia que é o o meu papel né o a minha área, a gente vê que a gente hoje tem 2 mundos né? Quando a gente vai pra radioterapia do SUS, quando a gente vai pra radioterapia privada. Eu tenho amigo, colega de trabalho né que trabalha na na na na medicina pública e infelizmente ele fala que toda vez que ele sai da instituição privada que ele trabalha e vai pra instituição pública em que ele trabalha, é como se ele pegasse 1 máquina do tempo e andasse 30 anos atrás, né e por que que a gente vai entender isso? Como eu falei, a gente hoje trata no SUS infelizmente né, quando a gente vai lembrar daquele gráfico que eu mostrei, só 10 por 100 do serviço do SUS hoje deputado, tem equipamento que vai fazer radioterapia guiada por imagem, que vai fazer radiocirurgia, que é esse tratamento mais preciso. Quando a gente olha, 20 por 100 apenas dos dos dos equipamentos do SUS fazem terapia de intensidade modulada. Se a gente for pegar a terapia de intensidade modulada é na década de 90, então quando eu comparo isso com a medicina privada 90 por 100 dos serviços públicos hoje fazem esse tipo de tecnologia contra 10 por 100 então por isso que ele, ele faz 1 brincadeira que é 1 brincadeira triste né? Que é como se ele pegasse 1 máquina do tempo para quem lembrado de volta pro futuro ele fala pega o meu Deloria anhando 20 anos atrás e vou fazer tratamento que se fazia 20 anos atrás. E é importante entender por que a causa disso, né porque que a gente tem essa essa discrepância tão grande? O primeiro grande ponto é isso que a gente mostrou, as máquinas nossas são muito obsoletas né, a gente 50 por 100 do nosso parque radioterápico está em mais de 20 anos. Então estratégias em que a gente tenha empurrão pra que os serviços e como o, acho que foi o Geiradi comentou né grande parte do nosso serviço edição filantrópicos, então, 1 estratégia de que eu consiga apoiar essas instituições, adquirir tecnologias novas, faz muito sentido, mas além de adquirir tecnologia nova a gente precisa pensar em como é que eu vou manter essa tecnologia nova, vamos dar exemplo, se eu pego equipamento antigo de 20 anos atrás, ele vai ter 1 manutenção que eu vou pagar, 1 empresa pra fazer manutenção, na casa de 20000 reais. Se eu coloco 1 tecnologia moderna, 1 radiocirurgia e GRT, essa manutenção vai pra 60000 reais. Será que hoje essas empresas essas esses hospitais filantrópicos, esses seus pais públicos têm custeio pra aguentar isso? E aí muitas vezes a gente viu no próprio programa de expansão inicial quem participou da época, que grande parte dos serviços, não grande parte, até peço perdão mas é parte dos serviços, quando eles entenderam o custo da radioterapia deixe não quiseram mais o equipamento, falar não não não quero radioterapia aqui porque eu não, vai chegar momento que eu não tenho como, então se a gente for pegar o empurrão da gente adquirir essas tecnologias, eles ele é fundamental porque senão a gente não vai renovar esses 20, esses 20 essas 20 anos atrasados de máquinas que a gente tem em grande parte do país e que estão cada dia que passa elas estão ficando mais obsoletas, mas se a gente também não pensar na maneira de custeio e aí é o que a gente olha né naquele gráfico que eu mostrei né o quão pequeno foi incremento de verba pra radioterapia pública ao longo dos últimos 10 20 anos, a gente não vai conseguir daqui a 5 anos a gente está acrescentado de novo que a gente não consegue incorporar mais tecnologia. Então a gente precisa do empurrão, é importante que essas ações sejam feitas pra que a gente ganhe tecnologia, mas se a gente não pensar em algo sustentável ao longo do tempo né numa maneira de custear melhor esse tratamento, pra que o próprio serviço tenha a capacidade né de pagar a manutenção, de fazer o equipamento está funcionando, de fazer o equipamento está bem qualificado pra fazer o tratamento, e o próprio serviço conseguir dar continuidade ao avanço tecnológico né de maneira sustentável a gente não vai, a gente não vai andar. E aí a causa disso tudo né além dessa questão do financiamento tem a própria questão das regulações. Hoje deputado, se a gente for olhar a conitec ela não aprovou o uso de MRT no SUS, então a gente já tentou emplacar, série de vezes o uso do MRT no SUS, e aí é umas, é 1 situação que nos deixa muito triste né, porque eu tenho no rol da ANS a possibilidade de usar MRT, ou seja pra saúde suplementar eu tenho esse tratamento, pra saúde pública eu não tenho. MRT é radioterapia de intensidade modulada, seria tratamento que eu falei lá da década de 90 que trouxe a possibilidade de eu dar dose mais alta onde eu quero e dose mais baixa onde eu não quero, através da modulação do feixe, concentrar a radiação onde eu quero e dar baixa dose no tecido sadio. Então se a gente vai olhar hoje, na dentro da do do SUS né do que da APAC do SUS eu não posso fazer MRT, mesmo serviços que tem MRT eles não recebem esse valor do MRT, não paga. Foi feito trabalho muito interessante na época até o doutor Eronides que trabalhou na Fundação Osvaldo Cruz que prestava serviço pro ministério hoje trabalha doutor Girade Anustrilibanês, em que ele tentou, ele fez projeto dentro do ministério muito interessante, que era de você empacotar esses serviços e dar como o Fernando disse valor maior pra quem tem tecnologia menor pra quem não tenha, ou seja 1 forma de você estimular não só manter a tecnologia mas manter ela atualizada, infelizmente a gente não conseguiu, a gente criou pacote que já foi avanço, né tirou aquele tratamento por número de campos né, só para todo mundo entender, antigamente eu pagava a sessão de radioterapia pelo por número de sessão, ou seja, se eu fizesse 30 dias eu recebia mais do que se eu fizesse 5, então o gestor não tinha muito interesse de também diminuir o número de sessão porque senão ele perdia dinheiro. Foi avanço em que foi feito né então o SUS ele aprovou 1 pacote de radioterapia, ou de independente do número de sessões eu vou receber o mesmo tanto que faz mais sentido. Isso já foi avanço tem estudos que mostram que a gente conseguiu aí no serviço que tinham fila reduzir a fila em 10 15 por 100, porque o, é interessante pro serviço reduzir o tratamento que ele conseguia tratar mais doente, então é isso eu acho que entendeu pouquinho a importância do investimento nos equipamentos, eu acho que essa casa de a gente conseguir colocar né, emendas que ela tem ajudado muito mas nos pacotes aí de de do ministério novas tecnologias, mas entender que se a gente não mexer no custeio, a gente vai estar daqui a 2 anos de novo falo sentado aqui falando que os equipamentos não conseguem ser atualizados, daqui a 10 anos a gente vai ter cenário pior do que a gente tem hoje. Então é isso, agradeço mais 1 vez obrigado. Aí esse é o importante né? O, muito obrigado

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25 de nov, 14:33

COMISSÃO DE SAÚDE

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Essa comissão como o senhor muito bem falou o deputado Wellington, o senhor deputado Foletto, deputada Silvia, tem vestido a bandeira da radioterapia a gente invariavelmente vem aqui a Brasília né encontrar com os senhores e e eu fico muito feliz de estar aqui. Agradecer também a Vari que me apoiou pra estar aqui nessa nessa apresentação, esses são meus conflitos de interesse, e o foco é a gente falar pouquinho de tentar linkar diagnóstico precoce e acesso à radioterapia e determinadas tratamentos oncológicos. Ninguém tem dúvida do que a nossa população está envelhecendo, isso vai trazer o quê? Aumento exponencial do número de diagnóstico e consequentemente de tratamento oncológico pra esses pacientes pra população brasileira como todo, e quando a gente olha né, falando em detecção precoce eu fico muito feliz de vocês estarem aqui porque sempre que a gente fala em detecção precoce diagnóstico a bandeira do Outubro Rosa a bandeira de campanhas de organizações como a de vocês fazem muita diferença em conscientizar a população a importância de buscar o diagnóstico precoce ou a própria prevenção no caso, e eu resgatando pouquinho o tubo rosa eu vou focar muito nisso porque eu acho que é exemplo muito ideal do como a falta de acesso vai impactar em toda essa cadeia, né isso aqui é 1 reportagem mídia leiga várias n reportagens por todo o Brasil a gente vê né daqui o número excessivo de pacientes mulheres que estão na fila aguardando mamografia por exemplo, E quando a gente olha né e aí eu trouxe esse dado do do do do do do ministério da saúde aqui do distrito federal, quando a gente olha e o Fernando falou muito bem, a gente vai ver que o impacto da mamografia não é muito a questão da máquina, apesar da gente ter 1 gama de pacientes aguardando os exames de detecção precoce, a gente vai ver que quando a gente vai olhar o cenário de de equipamento disponível, não parece ser ele o gargalo. E aí aqui eu vejo né, a gente vai olhar de 1 maneira geral, que a população do Distrito Federal ela precisava em média 136000 pessoas precisariam estar fazendo mamografia anualmente. E olha o que a gente realizou antes da pandemia a gente realizava 7000, focando em Distrito Federal. Agora a gente realizou em 2023, 19964 mamografias. Então cerca de 50000 mulheres deixaram de fazer exame. Só que hoje no Distrito Federal a gente tem em torno de 13 equipamentos dedicados à mamografia. Equipamento vamos pegar performance normal faz em média uns 20 exames por dia. Então a gente conseguiria dar 60000 exames, se esses pacientes chegassem à mamografia aqui no Distrito Federal. Praticamente a gente fecharia o número, apenas aí com os equipamentos que estão aqui disponíveis. E 1 das coisas que acontece, o Fernando já até mostrou muito bem, né e vai refletir no nosso número nessa baixa, rastreio que a gente tem, e 1 das coisas que acontecem é, a dificuldade do acesso a essas pacientes aos serviços que têm mamografia, seja dificuldade por conta logística, né então como o Fernando bem mencionou, pacientes principalmente de estados maiores vão ter dificuldade aí grandes centros, transporte público, acesso, gerência de fila, gerência de agendamento tudo isso acontece a ineficiência nossa em fazer os agendamentos adequados, mas tem 1 outra coisa que é muito importante, que é o próprio também conhecimento do médico que está atendendo essa população de indicar corretamente o protocolo correto ou protocolo correto ou o protocolo ideal de se fazer o rastreio. Esse é estudo muito interessante Fernando foi publicado agora no na revista do Einstein, que pegou população de São Paulo então população médica de São Paulo que atende os pacientes em PSF, UBS, e separou ali entre médicos da família ou ginecologistas que fazem esse atendimento primário às populações da cidade mais rica do país. E o que é que eles viram? Que cerca de terço dos profissionais que estão atendendo esses pacientes, não têm a ideia do protocolo correto que eles devem usar como rastreio. Então ou seja, eles não têm conhecimento em quem indicar a mamografia de rastreio. Por exemplo, e aí cai no que o Fernando muito bem falou indica para pacientes de 30 anos, não indica para pacientes de 52 indica ultrassom e veja mamografia então, a gente vê que existe uns umas certo ainda descasamento entre os próprios conhecimentos dos profissionais em relação aos protocolos vou dar exemplo também o nosso próprio protocolo do ministério da saúde é diferente do protocolo que a sociedade brasileira de nossologia recomenda. Então existem essas essas questões que atrapalha pouco a esse acesso, né? E quando a gente vai ver, e aí é importante, né? Esse é dado da sociedade americana de oncologia. Então quando a gente olha, a taxa de sobrevida e todo mundo aqui sabe disso, quando eu descubro essa doença dessa paciente num estádio inicial, o estádio por exemplo, eu vou ter 99 por 100 de chance de cura em 5 anos ou seja a chance dessa paciente está sem doença em 5 anos vai ser 99 por 100. Quando eu já pego essa paciente com doença avançada metastática, 30 e por 100 de chance dela estar vivo em 5 anos. Então esse é dado muito impactante, porque a gente vai deixar de curar 1 série de pacientes talvez com 1 ineficiência nossa em fazer gestão dessas pacientes lá no rastreio. E aí eu vou mais além vou pegar exemplo então além da gente ter 1 diminuição na chance de cura dessas pacientes, ao fazer diagnóstico mais tardio, eu vou dar impacto na cadeia toda, por exemplo, se eu pego 1 paciente com o estádio inicial deputado estádio vai ter 1 doença localizada na mama axila negativa provavelmente essa mulher vai para 1 cirurgia conservadora, dia de internação, ou a gente tem excelentes serviços que hoje dão alta no mesmo dia fazem cirurgias até em hospital dia. Essa paciente então não vai consumir gasto cirúrgico de OPME pro SUS, ela não vai consumir internação, ela não vai consumir UTI, e eu vou deixar essa cadeia pouco mais tranquila. Ela vai para tratamento sistêmico doutor Girade está aí depois pode até falar melhor, se ela for receptor hormonal positivo 1 doença inicial ela vai provavelmente para tratamento hormonal. Ela vai seguir aí com 5 anos com o comprimido que ela vai pegar, chega chega seja, pode ser lá no UBS, pode receber em casa, mas ela vai usar tratamento domiciliar de baixíssimo custo, 100 130 reais. E ela vai para 1 radioterapia. E se a gente tiver tecnologia e eu vou mostrar pra essa radioterapia, como o senhor muito bem mencionou, se a gente faz hoje 1 radioterapia no setor privado, essa paciente vai fazer o tratamento em 5 sessões. Porque? Porque o equipamento tem 1 qualidade, 1 hora a gente vai mostrar, tem 1 localização, 1 precisão maior, eu consigo fazer o que a gente chama de hipofracionamento. Aumentou a dose por fração, reduz o tempo total de de acesso a esse de tempo total de tratamento, isso melhora o acesso dela, porque muitas vezes eu quando trabalhava em barretos, a gente recebia pacientes do Brasil todo, e você tirar paciente pra ficar 20 25 dias fora do seu domicílio é muito difícil. Então tem até estudo muito interessante deputado americano, vamos pensar na ação mais rica do mundo, que 30 por 100 dos pacientes principalmente dos estados centrais não fazem radioterapia por dificuldade de acesso, então isso é importante. E aí quando eu for pra 1 doença localmente avançada, o que vai acontecer? Essa paciente ou ela vai para 1 quimioterapia neoadjuvante, ou ela vai para 1 cirurgia radical, vai usar o PME, vai precisar de reconstrução, voltar ao hospital outras vezes, vai fazer tratamento sistêmico, porque a radioterapia aqui se a gente for pensar num serviço de qualidade mediana vai fazer em 15 sessões, ou seja eu tripliquei o tempo de tratamento na rádio. Imagina o quantos novos pacientes eu podia estar fazendo nessa mesma máquina, porque eu estou ocupando máquina porque a minha qualidade do tratamento ela é inferior. E aí aqui são dados que só para chamar atenção, que câncer de mama por exemplo é o nosso maior volume de tratamento no SUS. Então se eu conseguir técnicas que, tenha diagnóstico precoce e reduzam o tempo total de tratamento, talvez eu não precisaria de tantas máquinas novas. O investimento seria menor como o senhor falou em qualidade de radioterapia. E eu poderia estar apenas brigando para substituir aquelas máquinas mais antigas que é o novo Persus que, que o senhor está está muito bem por dentro. Então tecnologia e acesso à à diagnóstico elas vão andar junto, então o que a gente já falou, equipamentos mais modernos vão trazer menos sessões de rádio, mais hipofracionamento, menos toxicidade então isso impacta bastante. Aqui é só detalhe geral eu sei que eu estourei meu tempo, mas só pra gente é importante a gente mencionar, como é que está a distribuição hoje das máquinas de radioterapia pelo nosso país né? Esse é trabalho muito importante da nossa sociedade chamado RT 20 30, e que mostra panorama de cobertura de radioterapia. E a gente hoje tem em torno de 409 máquinas ali são é o que a gente tem hoje instalado no Brasil. Dessas, 409 máquinas a gente vai ver que a grande parte delas, tem mais de 20 anos, ou seja são máquinas muito antigas. E aí a gente não está nem falando de máquina que a gente trata do próprio programa de expansão, a gente não está falando de cobaltoterapia, que são equipamentos extremamente difíceis de manejar, além de tudo, geram muito mais efeito colateral no nosso paciente. E quando a gente vai falar de alta tecnologia como o rádio cirurgia por exemplo, olha o número de de máquinas que estão disponíveis para o SUS. Então assim, a gente tem 1 realidade muito diferente hoje do que a gente tem na medicina privada e na medicina pública, O que impacta necessariamente no nosso, no nosso na nossa qualidade e no próprio acesso à paciente então eu saio de tratamentos tecnológicos como esse, e vou para pacientes tratamentos como esse, né que é tratamento 2 d, baseado em raiox em que a gente teoricamente não vê o coração não vê o pulmão. E tem muitos lugares infelizmente na nossa nação que estão pacientes recebendo esse tipo de tratamento, que é muito mais tóxico para o paciente. Isso vai gerar muito mais efeito colateral, né então são várias reportagens, só que a gente sabe que a gente tem qualidade pra oferecer coisa melhor. E aí detalhe importante, diagnosticar essa doença de maneira tardia vai causar 1 cascata de eventos, na toxicidade na lesão e no custo que o nosso governo vai desperdiçar em tratamento. E o que acontece? Hoje a gente vê por cenário em que a gente diagnostica doença muito avançada, custo gasto extremamente alto nos não alto do ponto de vista desse dinheiro está sendo direcionado de maneira intencional né, mas ele é forçado a direcionar parte grande parte do investimento para o tratamento sistêmico. Então a gente gasta hoje em torno de 2800000000 em tratamento sistêmico, porque as doenças são avançadas, o paciente é metastático então ele vai fazer quimioterapia, imunoterapia, drogas alfa por muito tempo. Quando a gente vê o gasto em cirurgia oncológica e radioterapia que normalmente são tratamentos mais pra doenças iniciais, ele está praticamente estagnado. E como o senhor muito bem mencionou, a gente hoje gasta 600000000 apenas com raterapia. Ainda há 7 anos atrás a gente gastava 432000000 e a radioterapia tem detalhe muito importante que é basicamente o a inflação dela atrelada ao dólar. Os equipamentos normalmente são em dólar, a manutenção é atrelada em dólar. Então a gente hoje não consegue avançar no investimento em radioterapia porque a gente precisa tratar 1 doença muito avançada que vai consumir muito mais recurso em outras esferas, isso é detalhe importante. Então, como a gente mesmo mencionou, né, a gente tem 1 série de outras além da mama de programas de rastreio importante, que também seguindo essa mesma lógica podem impactar bastante na nossa na nossa qualidade de tratamento e talvez em melhorar as nossas alocações de recurso. Outro exemplo que eu gosto de falar é câncer de pulmão, a gente sabe que o câncer de pulmão é tratamento que cirurgicamente ele é curável quando detectado no início, diferente até da mama a gente não tem tanta mídia e e visibilidade no câncer de pulmão, mas existem já protocolos muito bem estabelecidos de rastreio pra doença inicial, e a doença inicial quando ela é operada ela tem 1 chance de cura muito alta. Só que a a cirurgia vai impactar muitas vezes em quê? Disponibilidade de leito, acesso ao paciente e à condição clínica do paciente aguentar 1 cirurgia. E hoje a gente sabe que com as cirurgias robóticas que infelizmente são pouquíssimos serviços que tem no SUS, o paciente poderia até ser beneficiado mas a grande parte desses pacientes não vão ser operados. E aí eles vão pra radioterapia. Se eu uso 1 radioterapia convencional, isso é muito importante, eu praticamente vou condenar esse cara à morte. Porque com a radioterapia convencional e quimioterapia eu vou sair de 1 chance de cura de 90 por 100 para em torno de 30, além de gastar mais de fazer o paciente ficar mais tempo, eu vou impactar bastante na chance de sobrevida desse paciente. E quando a gente usa equipamentos como esse né, que a gente vai ter como o senhor mencionou, radioterapia guiada por imagem, mesa robótica, modulação de feixe, eu consigo fazer o que a gente chama de radiocirurgia, que é tratamento ambulatorial, o paciente vai ao hospital faz de 3 a 5 sessões e tem 1 chance de cura muito semelhante ao processo cirúrgico. Sem precisar internar, indo muito menos vezes ao hospital e consequentemente tendo 1 chance de cura maior, né? Então como conclusão acho que o diagnóstico precoce deputado, ele tem que ser 1 política de estado, a gente tem que fazer algo duradouro independente do tipo de governo que a gente tiver, a gente tem que colocar regras assim como fez o Reino Unido, existem as políticas muito claras do que que a gente tem que fazer, a restrutração da oncologia e radioterapia ela é fundamental, acho que todo mundo aqui vai falar, a gente vai ter opinião do da oncologia também, mas na radioterapia essas novas soluções que chegam não é só questão de de tecnologia, muitas elas não, elas mudam o nosso tratamento, elas mudam nossa qualidade de vida do paciente, elas diminuem o risco de eventos adversos desse paciente, e também principalmente eles vão diminuir o número de sessões e consequentemente vai aumentar a oferta sem precisar por exemplo trocar a máquina. Financiamento do setor ele é extremamente importante aí a gente tem que pensar também que esse financiamento não é só na aquisição que é importante, mas também na forma de custeio dessas operações como eu falei, a gente vê que o gasto em radioterapia ele ele foi muito pequeno ao ao longo do tempo, diferente do que a gente teve de dólar, de inflação, et cétera. E muitas vezes o investimento em tecnologia através de parcerias até público privadas que é o que a gente tem feito né? De apoiar com tratamentos aí que seja com instituições filantrópicas ou própria instituições privadas, aqui em Brasília é exemplo né o governo ele acaba ajudando instituições privadas pra ter acesso a essas tecnologias, mas eu acho que esse seria caminho. Desculpa pelo tempo, mas era importante e agradeço vocês mais 1 vez obrigado.

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