COMISSÃO DE SAÚDE

25 nov. 2024 11:11 às 14:51

Sobre o Evento

Comissão de Saúde aborda cenário da oncologia no Brasil, com participação de diversos especialistas e representantes de instituições.

Status
Concluído
ID: 74918Total: 60 discursos
#18
Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star Alisson Borges
Alisson Borges

Radio-Oncologista - Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e Hospital DF Star

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Oportunidade dessa vez não não vai ter apresentação já gastei meu, mais do meu tempo na primeira, mas acho que focando pouquinho né, quando a gente vai falar de avanço tecnológico, diagnóstico precoce e tratamento, a gente primeiro precisa entender que nem sempre quando a gente vai falar de tecnologia a gente vai falar de tecnologia a gente vai falar de medidas mirabolantes ou coisas que vão ser muito onerosas né? Eu acho que o que a gente tem que fazer no SUS talvez seja pegar bons exemplos de rede privada que a gente já faz. Quando a gente fala de acesso ao diagnóstico precoce a gente estava falando muito por exemplo de radiologia né, na mamografia, nos exames de imagem, a gente vai falar de patologia que o Fernando até falou que é 1 dor que a gente tem né, hoje no nosso país em relação a acesso à patologia, mas a gente vê que tem grandes instituições hoje no Brasil, que já conseguem trazer telepatologia, teleradiologia e você consegue ter acesso a excelentes profissionais mesmo que de maneira remota com a mesma qualidade e relativamente com custo muito baixo. E 1 outra ferramenta que no diagnóstico pode nos ajudar também e já vem tendo várias pesquisas mostrando isso, é a própria inteligência artificial. Hoje por exemplo nos exames de radiologia, a gente tem ferramentas que já são disponibilizadas pelas grandes companhias, em que a gente consegue ali de 1 maneira muito precisa descartar os exames que já não tem nenhum tipo de alteração ou seja não precisa chegar ao médico exame que já está normal, ele vai chegar aquele exame que já vem ali como maneira alterada, mas são 2 caminhos muito muito práticos que a gente já tem hoje experiência na medicina privada e fora, que poderia ser incorporado. Mas focando pouco de tratamento né e eu que a gente vê de acesso e aí eu vou focar em radioterapia que é o o meu papel né o a minha área, a gente vê que a gente hoje tem 2 mundos né? Quando a gente vai pra radioterapia do SUS, quando a gente vai pra radioterapia privada. Eu tenho amigo, colega de trabalho né que trabalha na na na na medicina pública e infelizmente ele fala que toda vez que ele sai da instituição privada que ele trabalha e vai pra instituição pública em que ele trabalha, é como se ele pegasse 1 máquina do tempo e andasse 30 anos atrás, né e por que que a gente vai entender isso? Como eu falei, a gente hoje trata no SUS infelizmente né, quando a gente vai lembrar daquele gráfico que eu mostrei, só 10 por 100 do serviço do SUS hoje deputado, tem equipamento que vai fazer radioterapia guiada por imagem, que vai fazer radiocirurgia, que é esse tratamento mais preciso. Quando a gente olha, 20 por 100 apenas dos dos dos equipamentos do SUS fazem terapia de intensidade modulada. Se a gente for pegar a terapia de intensidade modulada é na década de 90, então quando eu comparo isso com a medicina privada 90 por 100 dos serviços públicos hoje fazem esse tipo de tecnologia contra 10 por 100 então por isso que ele, ele faz 1 brincadeira que é 1 brincadeira triste né? Que é como se ele pegasse 1 máquina do tempo para quem lembrado de volta pro futuro ele fala pega o meu Deloria anhando 20 anos atrás e vou fazer tratamento que se fazia 20 anos atrás. E é importante entender por que a causa disso, né porque que a gente tem essa essa discrepância tão grande? O primeiro grande ponto é isso que a gente mostrou, as máquinas nossas são muito obsoletas né, a gente 50 por 100 do nosso parque radioterápico está em mais de 20 anos. Então estratégias em que a gente tenha empurrão pra que os serviços e como o, acho que foi o Geiradi comentou né grande parte do nosso serviço edição filantrópicos, então, 1 estratégia de que eu consiga apoiar essas instituições, adquirir tecnologias novas, faz muito sentido, mas além de adquirir tecnologia nova a gente precisa pensar em como é que eu vou manter essa tecnologia nova, vamos dar exemplo, se eu pego equipamento antigo de 20 anos atrás, ele vai ter 1 manutenção que eu vou pagar, 1 empresa pra fazer manutenção, na casa de 20000 reais. Se eu coloco 1 tecnologia moderna, 1 radiocirurgia e GRT, essa manutenção vai pra 60000 reais. Será que hoje essas empresas essas esses hospitais filantrópicos, esses seus pais públicos têm custeio pra aguentar isso? E aí muitas vezes a gente viu no próprio programa de expansão inicial quem participou da época, que grande parte dos serviços, não grande parte, até peço perdão mas é parte dos serviços, quando eles entenderam o custo da radioterapia deixe não quiseram mais o equipamento, falar não não não quero radioterapia aqui porque eu não, vai chegar momento que eu não tenho como, então se a gente for pegar o empurrão da gente adquirir essas tecnologias, eles ele é fundamental porque senão a gente não vai renovar esses 20, esses 20 essas 20 anos atrasados de máquinas que a gente tem em grande parte do país e que estão cada dia que passa elas estão ficando mais obsoletas, mas se a gente também não pensar na maneira de custeio e aí é o que a gente olha né naquele gráfico que eu mostrei né o quão pequeno foi incremento de verba pra radioterapia pública ao longo dos últimos 10 20 anos, a gente não vai conseguir daqui a 5 anos a gente está acrescentado de novo que a gente não consegue incorporar mais tecnologia. Então a gente precisa do empurrão, é importante que essas ações sejam feitas pra que a gente ganhe tecnologia, mas se a gente não pensar em algo sustentável ao longo do tempo né numa maneira de custear melhor esse tratamento, pra que o próprio serviço tenha a capacidade né de pagar a manutenção, de fazer o equipamento está funcionando, de fazer o equipamento está bem qualificado pra fazer o tratamento, e o próprio serviço conseguir dar continuidade ao avanço tecnológico né de maneira sustentável a gente não vai, a gente não vai andar. E aí a causa disso tudo né além dessa questão do financiamento tem a própria questão das regulações. Hoje deputado, se a gente for olhar a conitec ela não aprovou o uso de MRT no SUS, então a gente já tentou emplacar, série de vezes o uso do MRT no SUS, e aí é umas, é 1 situação que nos deixa muito triste né, porque eu tenho no rol da ANS a possibilidade de usar MRT, ou seja pra saúde suplementar eu tenho esse tratamento, pra saúde pública eu não tenho. MRT é radioterapia de intensidade modulada, seria tratamento que eu falei lá da década de 90 que trouxe a possibilidade de eu dar dose mais alta onde eu quero e dose mais baixa onde eu não quero, através da modulação do feixe, concentrar a radiação onde eu quero e dar baixa dose no tecido sadio. Então se a gente vai olhar hoje, na dentro da do do SUS né do que da APAC do SUS eu não posso fazer MRT, mesmo serviços que tem MRT eles não recebem esse valor do MRT, não paga. Foi feito trabalho muito interessante na época até o doutor Eronides que trabalhou na Fundação Osvaldo Cruz que prestava serviço pro ministério hoje trabalha doutor Girade Anustrilibanês, em que ele tentou, ele fez projeto dentro do ministério muito interessante, que era de você empacotar esses serviços e dar como o Fernando disse valor maior pra quem tem tecnologia menor pra quem não tenha, ou seja 1 forma de você estimular não só manter a tecnologia mas manter ela atualizada, infelizmente a gente não conseguiu, a gente criou pacote que já foi avanço, né tirou aquele tratamento por número de campos né, só para todo mundo entender, antigamente eu pagava a sessão de radioterapia pelo por número de sessão, ou seja, se eu fizesse 30 dias eu recebia mais do que se eu fizesse 5, então o gestor não tinha muito interesse de também diminuir o número de sessão porque senão ele perdia dinheiro. Foi avanço em que foi feito né então o SUS ele aprovou 1 pacote de radioterapia, ou de independente do número de sessões eu vou receber o mesmo tanto que faz mais sentido. Isso já foi avanço tem estudos que mostram que a gente conseguiu aí no serviço que tinham fila reduzir a fila em 10 15 por 100, porque o, é interessante pro serviço reduzir o tratamento que ele conseguia tratar mais doente, então é isso eu acho que entendeu pouquinho a importância do investimento nos equipamentos, eu acho que essa casa de a gente conseguir colocar né, emendas que ela tem ajudado muito mas nos pacotes aí de de do ministério novas tecnologias, mas entender que se a gente não mexer no custeio, a gente vai estar daqui a 2 anos de novo falo sentado aqui falando que os equipamentos não conseguem ser atualizados, daqui a 10 anos a gente vai ter cenário pior do que a gente tem hoje. Então é isso, agradeço mais 1 vez obrigado. Aí esse é o importante né? O, muito obrigado

25 de nov, 15:38