COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
Comissão de Saúde aborda cenário da oncologia no Brasil, com participação de diversos especialistas e representantes de instituições.
Médico Oncologista - Hospital Sírio Libanês - Brasília
Todos. É prazer estar aqui com vocês. Cumprimento aqui toda a mesa, na figura do doutor, deputado Paulo Foletto. Vou me apresentar aqui rapidamente e entrar já no tema. Eu sou Daniel Girade então, como o doutor Paulo falou, eu trabalho no Hospital Síriolibanês onde eu coordeno a oncologia clínica, mas eu também trabalho, no hospital de base que é o maior hospital público aqui do Distrito Federal, lá eu atuo também como gestor, como chefe da oncologia clínica, e atuo como médico nos 2 serviços então eu conheço bem as realidades e as dificuldades dos 2 cenários, tanto o cenário da oncologia no serviço público do SUS, quanto também dentro da saúde suplementar. Eu também tive oportunidade na minha formação, de ficar ano nos Estados Unidos, no Institute of Health, que é hoje o maior serviço de saúde, que destinado à pesquisa clínica do mundo então são mais de 27 prédios, mais de 25, 27 serviços lá estruturados basicamente pra pesquisa clínica, não só em câncer mas na medicina como todo. E também atuo como dos coordenadores técnicos da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Câncer do Distrito Federal, aqui representado pelo Augusto. Eu tenho bastante familiaridade no câncer. E o objetivo da gente hoje aqui é falar pouquinho sobre o uso da tecnologia a favor do diagnóstico e do tratamento de câncer. Esse é tema bastante importante, a gente sabe que a incidência de câncer é grande só no Distrito Federal são esperados mais de 600000 novos casos de câncer, e a gente sabe que a tecnologia pode nos ajudar muito com relação a isso. Também a gente sabe que existem entraves importantes para o acesso da tecnologia no nosso país, principalmente quando a gente está falando de combate ao câncer dentro do Sistema Único de Saúde. Como eu disse eu trabalho no sistema de saúde suplementar e também no SUS, e as realidades são bastante diferentes. A quantidade de acesso a novos medicamentos e à tecnologia que a gente tem dentro do serviço privado, são muito distintas do que a gente tem no serviço público. No serviço público, os medicamentos mais modernos como imunoterapias e terapias alvos, não estão disponíveis, muito pelo custo que essas medicações, o que essas aquisições trazem consigo. Também não temos acesso no SUS a equipamentos mais modernos de radioterapia. Geralmente é pelo menos aqui no DF, os nossos equipamentos são antigos, não sendo capazes de oferecer o melhor que a gente poderia pros nossos pacientes. Então são muitos desafios em a questão de acesso à tecnologia. E essa é tema bastante complexo, pra gente conversar aqui sobre como melhorar o acesso à tecnologia do SUS, a gente poderia estar falando de vários parâmetros, a gente poderia estar falando inclusive do próprio financiamento do SUS, como eu falei o acesso a novas tecnologias muitas vezes, trazem aumento de custo importante que tornam isso inviável dentro do orçamento do SUS, e é o que a gente vive na oncologia hoje, muito dos medicamentos novos que chegam não chegam no SUS porque os preços são muito elevados e não há orçamento que que que consiga suportar isso. A gente pode estar falando de políticas públicas também pra acesso, e pra incentivo à aquisição de novas tecnologias. Enfim, o tema é bastante complexo. Eu quis trazer aqui tema pouco mais específico pra gente falar sobre como a gente pode usar a tecnologia pra enfrentar o câncer, que é relacionado à pesquisa clínica. A gente sabe que a pesquisa clínica ela tem, 1 capacidade de fomentar a aquisição EAE ao desenvolvimento de novas tecnologias e trazer isso pra realidade dos nossos pacientes. A gente viu isso acontecer na pandemia da covid 19, onde estudos clínicos foram desenvolvidos rapidamente pra poder desenvolver novas tecnologias pra enfrentar a pandemia e desenvolver novas vacinas e novos medicamentos. E toda a sociedade se beneficiou disso. Então a gente gostaria muito de ver esse modelo mais ágil de desenvolvimento de novas tecnologias e aquisição de novas tecnologias no câncer como todo. E pra isso a gente tem vários desafios também que a gente precisa enfrentar com relação a isso. Quando a gente falando de pesquisa clínica, eu acho que o nosso país tem potencial enorme, nós temos país grande, nós temos inúmeros experiências internacionais, que teriam toda a competência pra conduzir e ajudar a desenvolver novos estudos, em desenvolver novas tecnologias e trazer isso como acesso pra nossa população. No entanto a gente enfrenta muitas barreiras, sejam elas burocráticas ou sejam elas relacionadas ao custo, e ao financiamento da pesquisa clínica. Então 1 das coisas que eu acho fundamental e que se discuta aqui nesse parlamento são justamente isso, políticas públicas de fomento à pesquisa, né, né, pra poder viabilizar mais estudos clínicos dentro do país em relação ao combate ao câncer, assim como a gente teve o exemplo do que aconteceu na pandemia. Não só isso, também precisamos obviamente de recursos financeiros pra conduzir estudos clínicos. Estudos clínicos eles são pra conduzir estudos clínicos. Estudos clínicos eles são caros, exigem recursos financeiros, que podem ser captados das mais diversas formas, não só com a ajuda do governo, mas também através de parcerias e colaborações no setor privado, indústria farmacêutica e outros setores da sociedade. E esse é ponto super importante que quando a gente fala de tecnologia e quando a gente fala de estudo clínico, que é a colaboração. É fundamental que haja colaboração entre todos com o objetivo comum de facilitar e ter acesso a esses estudos clínicos e às tecnologias. Então a colaboração do setor público, do parlamento, dos gestores, dos hospitais públicos e privados e também, da indústria farmacêutica é fundamental pra que a gente tenha mais estudos clínicos no nosso país, que são 1 forma de avanço de tecnologia, criação de nova tecnologia e também de acesso, através de estudos clínicos a gente consegue oferecer aos pacientes do SUS, acesso a novos medicamentos, novas tecnologias, novos equipamentos, que de outra forma esses pacientes não teriam condições de receber. Então acho que é 1 coisa bastante interessante e importante. E pra finalizar aqui, só pra trazer pouquinho algumas informações da Frente Parlamentar Diferente ao câncer do Distrito Federal, que o Augusto acabou de me dizer, que mostra pouquinho desse exemplo de colaboração entre os parlamentares e a sociedade pra dar acesso à tecnologia a novos tratamentos. Pela Frente Parlamentar, a gente está adquirindo que é presidida pelo deputado Eduardo Pedrosa, a gente está conseguindo agora novo aparelho, acelerador linear pro hospital de base que já é 1 demanda bastante antiga, a gente tinha 2 aparelhos, teve que ser desativado, o outro já está em fim de vida que a gente fala que é equipamento que já não, não quase não funciona mais e que não tem acesso mais à reposição de peças, então a gente deve conseguir através de parceria dos parlamentares do Distrito Federal, a aquisição de novo aparelho pra radioterapia, pra radioterapia aqui do Distrito Federal, e o Augusto acabou de me dizer aqui também que foi através da frente parlamentar conseguido 1 nova rubrica né Augusto? Para o orçamento do Distrito Federal da área da saúde do ano que vem, que destina recursos exclusivamente pra oncologia. Isso vai poder trazer maior celeridade pra combate ao câncer aqui no Distrito Federal e também pras políticas que são necessárias pra incorporação de tecnologias que são tão necessárias quando a gente está falando de enfrentamento ao câncer. Obrigado a todos.




