COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
Comissão de Saúde aborda cenário da oncologia no Brasil, com participação de diversos especialistas e representantes de instituições.
Representante - Instituto Oncoguia
Eu tenho 1 apresentação muito rápida, prometo ficar no tempo também e lhe atentar, se puder me me passar só o passadorzinho, acho que ajuda. Só pra gente contextualizar pouquinho acho que enfim né como tudo na oncologia é problema complexo. Agora me ouvem bem? Pronto. Ai se tiver eu acho que facilita. O microfone de bastão. Pode Obrigada pessoal prometo ficar no tempo aqui, mas como eu dizia né acho que na oncologia a gente só tem problema complexo que é desafio mas enfim né está tanta gente aqui hoje ao longo dessa tarde reunida, exatamente em busca de solucionar esses desafios. E aí acho que Tiago mostrou super bem né o que o ministério vem fazendo aí ao longo dos últimos 10 anos né em relação à radioterapia, acho que aqui a gente traz pouquinho de desafios que a gente do ponto de vista de representação de pacientes né, de né de 1 organização que está ali no dia a dia, lidando com os pacientes, ouvindo, buscando e propondo soluções pra isso tudo né o que a gente ainda vê de desafios pra que a gente possa seguir cada vez mais, melhorar esse cenário de 1 forma geral. A gente já sabe né o Brasil é país gigantesco e com 1 disparidade regional importante principalmente em relação à à aos serviços de saúde que estão disponíveis né aqui esse mapa, a gente tem os tem os serviços de oncologia de 1 forma geral, não só os que têm radioterapia né, todos tendo ou não radioterapia eles estão dispostos aqui então só pra gente ter 1 noção acho que isso também não é novidade pra ninguém que a gente tenha 1 concentração sul e sudeste ali né, região norte nordeste principalmente, centrooeste também a gente tem 1 dificuldade maior de serviços isso obviamente impacta em acesso também né. 60 por 100 dos pacientes realizam tratamento fora de seus municípios acho que esse é dado importante que a gente precisa guardar aqui com a gente né, Olhando de 1 forma geral. Se eu não me engano essa apresentação é 1 versão anterior, acho que tem 1 última atualizada que eu mandei também pra vocês que eu passei pras meninas no pendrive, que tem dado atualizado aqui. Não sei se vocês conseguem trocar. Só enquanto eles dão 1 checada nisso, enfim né, 60 por 100 então assim, mais da metade dos pacientes precisam sair da sua cidade pra conseguir acesso a tratamento, isso não só de radioterapia, isso de tratamento oncológico de 1 forma geral, mas mostra também gargalo importante, 1 dificuldade bastante importante muito obrigada gente. Que que traz pro SUS né, que traz pro nosso sistema de saúde, e claro quando a gente fala de radioterapia esse esse desafio pode ser ainda maior porque a pessoa precisa viajar, as sessões muitas vezes são diárias né, elas são recorrentes, a pessoa precisa interromper o tratamento por qualquer motivo né, chegou lá a máquina está quebrada, muitas vezes ela precisa retroceder né no tratamento dela enfim então, esse é desafio importante, a importância né de e e desse tipo de iniciativa, pra fazer com que os tratamentos cheguem mais perto da da residência das pessoas né que elas tenham menos dificuldade pra acessar esse tratamento. E aqui a gente traz dado interessante que a Fiocruz divulgou em 2022, de que são entre 296 e 870 quilômetros a média de deslocamento de pacientes das regiões norte e centrooeste pra realizar tratamento então só pra gente ter 1 noção também de que não é só sair da sua casa, sair da seu município, mas é deslocamento muitas vezes bem grande né e claro quando a gente fala da região norte isso é muito gritante. Quando a gente olha especificamente pra radioterapia né, a gente tem 1 média aqui de que 60 por 100 dos pacientes vão precisar de radioterapia, o que é bastante, tratamento muito significativo, principalmente nos estágios mais iniciais né, que você tem 1 chance curativo importante a radioterapia é 1 alternativa terapêutica importante então a gente precisa sim que isso esteja muito disponível né pros nossos pacientes, mas claro né disparidades regionais a gente tem 1 série de desafios que se colocam para que isso esteja de fato perto, e disponível pra todo mundo e a gente tem aqui né, alguns dados inclusive algumas máquinas aí que já chegam, que estão operando, que chegam a ter perto de 40 anos, a gente sabe que a vida útil, o ideal ali é de que 1 máquina opere até 15 a 20 anos e que depois haja 1 renovação dela para que ela esteja né, ofertando o tratamento da melhor forma para as pessoas, isso é o dado aqui do RT 20 30, que é relatório brilhante né da da SBRT, que fez esse senso aí em relação a tudo que a gente tem hoje de radioterapia no país, é relatório de 2022 então, pra trazer aqui alguns dados, desse relatório pra gente. Em março de 2020 e a gente tinha 420 e máquinas operando de radioterapia no país. E a estimativa que a sociedade fez então né, de que em 2030 pra atender todos os pacientes, todo mundo que vai necessitar de radioterapia, é de que a gente tenha 530 equipamentos disponíveis no SUS. Então acho que esse aqui é número super importante e e estratégico pra gente conhecer, especialmente aqui nessa comissão né deputado? Que tem que ser o nosso o nosso objetivo né? Pra onde a gente vai mirar. Se a gente saiu de 527, o que que a gente vai fazer pra em 1 década conseguir atingir 530, né? Então acho que esses são dados super importantes e que tenho certeza que o Ministério da Saúde tem trabalhado com bastante afinco em relação a eles. E aí junto também nesse relatório, a a SBRT nos traz, porque claro né, as máquinas vão ficando obsoletas, quebram, enfim né, precisam de 1 renovação de que ao longo dessa década agora, a gente também vai ter aí que metade dessas máquinas vão precisar ser substituídas, então isso também claro né entrando aí nessa conta do Ministério da Saúde, e isso aqui acho que corrobora muito com esse novo momento em que a gente vem né que a SAES né o secretário vem anunciando PSUS 2 né, o PSUS 2, enfim 1 nova etapa de expansão desse plano de expansão da radioterapia, que acho que é muito bemvinda exatamente pra gente conseguir alcançar aí todos esses números quem sabe até 2030 né então, só pra gente contextualizar pouco. E aí enfim né, a gente tem 1 série de de consequências que vêm desses desafios né, jornadas longas, filas excessivas, toxicidade financeira muitas vezes pacientes não conseguem tratamento no SUS, buscam isso de forma particular e pagam do próprio bolso, né. A gente tem sistema de saúde sobrecarregado, 1 série de desafios que se somam aqui, e que trazem de 1 forma geral, né, contextualizando e sumarizando aqui pro Oncoguia ou como a gente tem visto essa questão acho que 3 principais pontos. 1 questão de infraestrutura né, então como eu falei a gente precisa sim continuar os investimentos na modernização né, novos equipamentos, é pra pro atendimento em relação à radioterapia. A gente tem 1 questão de organização e capilarização dos serviços, então garantia da organização e da otimização da jornada do paciente né, a gente tem a questão da fila, a gestão né, 000 que a gente fala da referência dos pacientes né, toda essa organização ali, a regulação, ela precisa precisa estar muito bem organizada, a gente sabe que esse é ponto que estados e municípios têm bastante dificuldade hoje né, quantos pacientes não ficam vários meses na fila esperando, pra que possam ser contemplados né, com sessões de radioterapia, prometo que estou terminando deputado. E claro qualidade de vida né, isso tudo também tem que estar sempre no centro, a gente quando fala que sempre vai trazer a qualidade de vida como algo central porque é algo muito prioritário pra pacientes. É em relação à à infraestrutura então né já mencionei aqui, né acho que Tiago apresentou super bem né todos os números e o que o ministério vem fazendo em relação a esses equipamentos novos e e com essa promessa agora né de Persues 2 que aí a gente vai ter 1 continuação né dessa expansão. Em em relação à organização da rede acho que a gente tem momento muito importante agora que a gente tem 1 oportunidade de falar de navegação de pacientes, é algo que a nossa nova política né do câncer do ano passado pra cá trouxe né, essa essa navegação como algo institucional do SUS, como algo de fato pra ser realizado em todos os 4 cantos do país, que ainda a gente ainda precisa começar a colocar na em prática de forma institucional, tem vários hospitais, várias organizações fazem navegação de pacientes pelo país né, então como a gente também pode usar isso, é pra otimizar esses recursos, pra fazer essa conexão entre os serviços e pra ajudar com que esse paciente não fique perdido na rede, porque é isso que acontece muitas vezes hoje. E a qualidade de vida né? Acho que aqui tem vários pontos que a gente pode falar, né? E entre eles não pode, a gente não pode esquecer em relação a cuidados paliativos né? Todo esse cuidado tem que estar ao longo da jornada do paciente no paciente no momento da radioterapia também né, pra acompanhar esse paciente, pra olhar pra dor né, muitos pacientes ficam sentindo dor e e possuem vários efeitos colaterais e muitas vezes isso acaba não vindo à tona né nas suas sessões, não vindo à tona no tratamento em prol de você realizar o tratamento então enfim a gente precisa ter sim profissionais que estão olhando pra isso também, que estão acompanhando o paciente sob essa ótica. A gente tem né várias questões também a gente tem possibilidade de ir pro fracionamento né, redução do número de sessões necessárias pra você otimizar aquele tratamento inclusive pra melhorar a experiência pro paciente né, com menos sessões enfim de 1 forma mais efetiva, então acho que tem várias questões aqui que a gente também pode conversar. Bem aí isso tudo entra claro no guardachuva da regulamentação da política, acho que desconfigurou pouquinho mas sempre o juízo pro pro nosso conteúdo de que é esse momento que a gente está falando né acho que nas nos os que me antecederam já falaram bastante sobre isso aqui né, a gente está nesse momento em que a gente tem essa oportunidade de regulamentar a política pra colocar ela em prática da forma que a gente vá reduzir todos esses desafios, claro isso é processo complexo, processo longo, a gente não vai resolver isso da noite pro dia, mas que a gente consiga sim aqui pra que esses pontos sejam prioritários no momento que a gente estiver olhando pra essa regulamentação né? Acho que é isso pessoal, muito obrigada.




