COMISSÃO DE SAÚDE

25 nov. 2024 11:11 às 14:51

Sobre o Evento

Comissão de Saúde aborda cenário da oncologia no Brasil, com participação de diversos especialistas e representantes de instituições.

Status
Concluído
ID: 74918Total: 60 discursos
#32
Físico Médico - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e Hospital Santa Marcelina Lucas Radicchi
Lucas Radicchi

Físico Médico - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e Hospital Santa Marcelina

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Cumprimento aí a a mesa tão nobres participações aqui fico honrado e boa tarde. Fico honrado também de como físico médico representar aqui também é 1 é 1 1 especialidade que passa pouco despercebida aí dentro da radioterapia, mas tem papel fundamental, né em toda essa parte tecnologia que a gente está conversando em processos, toda a parte legislativa aí que a gente trabalha muito próximo aí com com o Tiago então, fico contente também desse espaço aqui. Agradeço a Varian pela pelo convite. Bom o meu envolvimento com a com a com o programa, eu sou entusiasta muito grande, além de prestador de serviço, porque eu atuo hoje em 2 instituições que têm, foram contempladas que já usam há alguns anos as soluções. Outras 2 soluções desses poucos projeto a gente está assessorando, Parnaíba e Bauru também a gente está assessorando a implantação, esperamos já está bem avançado né Tiago? Então a gente tem eu tenho participado também, além da parte de comissionamento então eu tive o privilégio de conhecer aí 16 radioterapia, centros aí fazendo os condicionamentos então eu tenho envolvimento muito grande com esse com esse com esse projeto. E também o nosso grupo atua o grupo RTCOM né a gente é 1 empresa física médica a gente atua no hospital de base aqui em Brasília. Então, o o radioterapia do SUS está na no meu DNA né? Bom aqui são meus conflitos de interesse tudo que eu vou falar aqui é minha opinião pessoal. Bom o projeto a gente sabe foi começou em 2012 né e eu queria destacar então aqui alguns benefícios né, desse pacote básico que a gente já toda a solução já vem né? Então é o óbvio aqui muito que eu vou falar aqui acho que é repetição, eu vou reforçar e ilustrar algumas coisas que já foram faladas mas isso é bom sinal, que acho que a gente está convergindo em pontos nevrálgicos ali né pra pra desenvolvimento de 1 fortalecimento de políticas. Então a ampliação do acesso quando chega 1 nova máquina é óbvio né? E isso a gente sentiu na na nossa prática eu vou mostrar. 1 coisa que foi pouco falada aqui mas as radioterapias antigamente né, elas acabavam tratando até de madrugada, né ainda existem, mas aí diminuiu muito. Então isso com o plano de expansão, é a redução da jornada diária né às vezes tem radioterapias que funcionava quase que 24 horas o equipamento, e na nossa realidade então a gente conseguiu trazer essas jornadas diárias mais curtas né, que acaba sendo conveniente pro paciente ninguém gosta de sair de casa 2 da manhã pra receber 1 radioterapia, e pro profissional também né? É muito mais seguro, tem que ter atenção pra fazer a radioterapia. A introdução da radioterapia 3 d, né então em muitos lugares ainda tem a o 2 d como o doutor Alisson já colocou, mas o programa já trouxe isso essa essa evolução tecnológica de ter a radioterapia 3 d, né, que é, eu vou falar pouco mais adiante ali de maneira bem bem simples, né? Maior segurança nos tratamentos, então o projeto básico já contempla colimadores e multilaminas, até então tem a máquinas que você precisaria o técnico ele pegava blocos de 15 quilo de chumbo pra colocar na máquina, né? Pra em cada campo de tratamento técnico tinha que entrar na máquina e colocar bloco de chumbo pesado, né? E com esse projeto isso já não não é mais necessário, né? Sistema de gerenciamento informatizado, muitos detectores de radiação, né? Veio completo em tudo que envolve legislação, então é 1 solução realmente completa, não é só a máquina de tratamento né? Todos os as câmaras de ionização, os detectores pra gente garantir a dose, veio completo então isso foi grande grande benefício. A evolução da radioterapia a gente já comentou, passa por, entregar doses mais restritas no tumor né como a gente pode ver aqui, a tecnologia 3 d ela é 1 tecnologia já, desde a década de 90 mas ela ela comprimiu ainda mais essas margens, e com as altas tecnologias que a gente vai comentar aqui o MRT que a gente já passou, ela permite ser muito mais restrita ainda né? Então aqui a isso depende de tecnologia, a evolução das máquinas foi importante pra isso dos aceleradores né? Então Então a gente vê aqui a máquina do projeto do ministério, o pacote básico aqui na no meio, né? E a gente vai falar pouquinho dos upgrades que permite essas novas tecnologias. Então, a o grande ganho do pacote básico é a tecnologia 3D, então que a gente permite fazer cálculos, o médico definir aonde que ele vai irradiar, com imagens de tomografia, né? Então já é muito mais preciso, isso é grande ganho que o projeto já, pra em todas as soluções entregou, né? E agora a gente fala também dessas novas sopa de letrinhas aí né, o IGRT, o INRT, o SBRT, tudo, são letrinhas que a gente usa que envolve tecnologia. Mas pra isso a gente precisa de soluções, os upgrades né, os pacotes avançados. Mas o lado bom é que os equipamentos do ministério já vieram prontos para esses upgrades né, já é possível entregar tratamentos mais mais conformados. Então o hipo fracionamento é a palavra da vez né, é a estratégia a gente vem utilizando que é hipo é poucas né, frações ou sessões, é é é é a base é a unidade que a gente entrega todo dia o paciente tem que repetidamente fazer a radioterapia. Então o hipofracionamento significa reduzir o número de sessões, aumentar a dose que dá por sessão, e com isso a gente consegue entregar menos pra mais pacientes a radioterapia. Então a gente tem espectro aí de 3 tipos de fracionamentos que a gente costuma falar né? O fracionamento convencional, que é aquelas quando a gente tem muitos dias de tratamento, o hipofracionamento moderado e o hipofracionamento extremo. Então só pra ilustrar aqui tem artigos mostrando a ampliação do acesso em países em desenvolvimento igual o nosso né, em países de baixa renda também. A aderência ao tratamento, então é aspecto importante quando eu diminuo o número de sessões, o paciente falta menos e a falta na radioterapia, a ausência do paciente no meio do tratamento é prejudicial ao tratamento. Então com o hipofracionamento aumenta a aderência e a redução de custo que é tão importante pra tudo que a gente está falando. Aqui ilustrando pra mama e pra próstata, então como que antes né, quando a gente não tem o hipofracionamento os pacientes vão de 6 a 8 semanas todo dia, fazer o tratamento lá 15 minutos indo fazer o tratamento. Com o hipofracionamento moderado, a gente já otimiza bem isso, a gente cai pra 3 a 4 semanas o paciente precisando ir na radioterapia. E com o hipofracionamento extremo, a gente já cai de 1 2 semanas, 5 dias, podendo chegar a 1 sessão, a 3 sessões, como o doutor Alisson já colocou, mas pra isso, é importante que a gente precise de tecnologia. E existem trabalhos então inclusive brasileiros aqui, qual que é a perspectiva do que que a gente precisa? A gente precisa acertar o alvo, então a gente precisa de miras né? A radioterapia é importante ter mira, quando eu estou, atirando menos vezes, eu preciso ter 1 mira muito bem calibrada então, é por isso a importância da tecnologia, eu não posso errar, né? Aqui é o upgrade né como que a máquina se transforma aqui a gente coloca braços ali né pra fazer imagens durante o tratamento então a gente tem capacidade de fazer 1 tomografia durante o tratamento, nos upgrades né? Aqui dado então eu vou passar rapidinho por conta do tempo, de 1 das instituições veja que é o número de de ao longo desde 2017, aqui a gente tinha 2 2 aceleradores, quando a máquina do PARSUS chegou, a gente obviamente teve 1 ampliação do número de atendimentos, mas isso não parou de crescer. Depois quando chegou o upgrade, a gente continuou crescendo mesmo com a mesma base instalada, deputado. Então, a gente continuou com a nessas essas 3, a gente avançou o hipofracionamento nessa instituição né e a gente viu que, mesmo não colocando mais máquina como o doutor Borges colocou, a gente continuou crescendo. Por quê? Por causa do hipofracionamento. E aqui eu quantifico isso né? A gente vê que, quando a gente tinha no cenário b, a gente tinha 3 aceleradores, no cenário a teve 2, a gente aumentou em quase 30 por 100. Só que a gente teve o mesmo aumento com a mesma quantidade de aceleradores, com a mesma jornada de atendimento, a gente reduziu de 14 pra 11 horas, e só que a gente incorporou tecnologia. Ou seja a gente ampliou, sem precisar estender horários, sem precisar de novos aceleradores, mas incorporando tecnologia, a gente ampliou em precisar de novos aceleradores, mas incorporando tecnologia, a gente ampliou em 35 por 100 o nosso número de pacientes atendidos, sem precisar de mais base instalada e mais jornada de atendimento, tá? E acabando aqui, o upgrade agora tem benefício né que, já está no Pronô muitas instituições foram contempladas de possibilitar, foi 1 grande ganho né possibilidade de fazer os upgrades com o custeio do Pronô, mas até então isso não estava contemplado e a gente teve que convencer instituições a investir esse dinheiro que é hoje está em 850000 dólares. E eu fiz algumas simulações aqui, com o ticket do SUS hoje quanto tempo se pagaria se não viesse via pronúncia e 1 instituição resolvesse dar do bolso né, recurso próprio como as instituições fizeram. E e eu fiz então essa essas análises pra trazer a seguinte mensagem, em alguns cenários se a gente continuar com protocolos antigos, com equipe não qualificada, pode não ser viável, pra serviço 100 por 100 100 por 100 SUS. Pra serviço que eu otimize, use os protocolos, eu tenho 1 equipe com protocolos atualizadas, isso se torna mais viável, mas mesmo assim o Payback ele é bastante desafiador, né? A gente está falando aí de 8 anos a 12 anos a depender das características. Então a gente precisa de hipofracionamento, a gente precisa de eficiência operacional, as a gestão do serviço tem que ser muito otimizada, e eu posso de alguma forma 1 estratégia, alguma porcentagem dos pacientes complementar com rede suplementar, é 1 outra estratégia né? Em resumo então a mensagem aqui, as soluções do PerSUSs é grande avanço pra ampliação do acesso e à tecnologia né, ampliou a tecnologia também. O hipofracionamento é 1 estratégia com benefícios clínicos aos pacientes, e também operacionais a instituições, né? Os upgrades do CNAC CX é importante pra ampliar ainda mais o avanço tecnológico e é ampliar ainda mais o acesso, é a grande estratégia que a gente precisa pra poder ter aquela mira né de ter 1 1 arma com 1 mira bem afiada, e os desafios que eu trago aqui acho que já foi falado só destaque eu acho que 1 coisa que a gente falou talvez pouco aqui, é a qualificação da equipe, porque não tiver segurança pra aplicar esses protocolos, não tiver equipe técnica pra garantir a segurança, a qualidade e o financiamento de novas tecnologias né, e financiamento com CAPES então tem que ter desembolso de dinheiro e o custo operacional como a gente já discutiu. A tabela de reembolso do SUS ainda é bastante defasada e espreme bastante. A gente sente isso na no dia a dia como prestador de serviço como essa tabela de reembolso é crítica de ser avaliada. Agradeço ao meu grupo, aos hospitais, a todo mundo e estou à disposição deputado, obrigado.

25 de nov, 16:33