COMISSÃO DE SAÚDE

25 nov. 2024 11:11 às 14:51

Sobre o Evento

Comissão de Saúde aborda cenário da oncologia no Brasil, com participação de diversos especialistas e representantes de instituições.

Status
Concluído
ID: 74918Total: 60 discursos
#6
Presidente - Instituto Lado a Lado pela Vida Marlene Oliveira
Marlene Oliveira

Presidente - Instituto Lado a Lado pela Vida

Transcrição automática

Tá. Tá. Eu fiz 1 apresentação mas pelo tempo aí né e como o doutor Alisson né, pegou pouquinho do tempo vou fazer aqui sem a apresentação mesmo. Eu acho que o doutor Alisson ele trouxe ponto que pra mim é é muito importante, o Instituto Lado a Lado é 1 organização que existe há 16 anos, onde nós sempre atuamos na questão da prevenção e do diagnóstico precoce. EE0 ponto e o ponto principal pra nós, é esse. O diagnóstico precoce e a prevenção tem que ser 1 política de estado. Não dá pra ser política de governo. Enquanto isso não acontecer no nosso país, a gente vai continuar enxugando gelo. E aí, eu não vou fazer aqui 1 apresentação apaixonada. Eu vi as tecnologias né, 000 deputado Paulo trouxe a questão do equipamento de próton que é 1 coisa maravilhosa, só que quando a gente vai pro dia a dia, deputada, a gente vê outras dores, né, é outras realidades, né? E aí, eu queria muito trazer a questão do diagnóstico precoce. Primeiro, a gente vive 1 indefinição de que, nós estamos falhando enquanto sociedade com homens, mulheres e crianças com relação ao diagnóstico precoce. Isso é fato. Nós temos 2 políticas de rastreamento que é pra câncer de mama, e colo de útero. E mesmo assim, eu até trouxe número aqui né, que nós tivemos aqui, em 2023, 7084 óbitos pra colo de útero. É número muito alto. Estamos, errando, estamos falhando, onde está o diagnóstico precoce? Colo de útero. O Fernando é 1 das pessoas que tem trabalhado muito, tem se dedicado, e a gente sabe que é câncer que é prevenível. A minha instituição tem trabalhado na questão da eliminação do câncer de colo de útero, só que o câncer de colo de útero, a gente tem trabalhado para as futuras gerações. E o que que eu faço com as mulheres hoje? Elas estão morrendo com câncer de colo de útero. E pra isso a gente precisa entender a equidade do acesso, a gente precisa entender que a gente tem a lei dos 30 e dos 60 dias que elas não estão sendo cumpridas. E não estão sendo cumpridas, em quase 90 por 100 dos estados brasileiros. E aí o paciente vagando na rede, de lado pro outro. Existe a desinformação, por mais que a gente fale que a informação está aí, que as pessoas têm acesso, que está com o celular à disposição, mas a informação não chega. E com isso a gente tem 1 insuficiência de equipamentos de imagem, insuficiência de patologistas, a regulação e acesso que pra gente é algo que é muito complicado. E aí vem a questão dos vazios assistenciais, As distâncias que os pacientes enfrentam, pra ter acesso aos centros de alta complexidade. As longas filas, e aí eu falo de diagnóstico precoce. E com isso, eu tenho 1 má utilização dos serviços especializados, eu tenho 1 imprecisão, e qualidade dos exames de imagem, isso a gente precisa falar, O impacto socioeconômico, as pessoas vendendo carros, vendendo suas casas, vendendo o que tem pra conseguir fazer seus exames, pra conseguir ter acesso. Fazendo. Fazendo. Fazendo. Então, isso é a realidade que a gente vive. E com isso, a gente precisa entender que essas pessoas estão tendo diagnóstico tardio. E estão chegando no sistema com o estadio 3 e 4. E aqui, a minha mesa é para falar de prevenção e diagnóstico precoce. Então isso é muito doloroso. Porque não é essa a realidade que a gente vive. E com isso, a gente precisa falar, dos números de cirurgias que são reduzido, a baixa efetividade, aí a gente tem a a questão da alta judicialização com relação a medicamentos e a todo a a toda essa jornada desse paciente. E também a gente precisa entender a questão do gasto em oncologia. A gente fala que falta financiamento, que falta recurso pra oncologia, mas também falta gestão. E aí quando a gente olha pra questão do financiamento, a gente sabe que está faltando recurso. Agora está pra se discutir pra sair aí, né o pacote aí que o Haddad vai anunciar, não sabemos se vai cortar a questão da saúde. Não sabemos, está pra sair aí, a gente está aguardando amanhã vai ter a reunião do com Sinca, estamos todos aguardando aí, a as nossas, né, tão esperadas, né, liberações aí das nossas PCDTs. Vamos ver o que vai sair. As pacientes, todos os pacientes estão aguardando. E com isso, o que que a gente tem? Precisa ter 1 verba direcionada pra questão da prevenção e do diagnóstico precoce. E isso tem que ser monitorado, tem que ter 1, a gente vocês costumam falar verba carimbada né, Que tem que tem acompanhamento pra isso. E com isso, a gente precisa entender também que a gente vive num país que é tripartite, onde você tem federação, estado e municípios. E hoje a nossa realidade é que os estados está terceirizando a questão da oncologia para os municípios, e os municípios não estão suportando esse custo. Essa essa é a realidade que a gente está vivendo. Então não adianta a gente ficar aqui discutindo se a gente não mudar essa realidade. E pra isso, eu coloco o seguinte, ou a gente coloca o bode na sala, e fala, olha, a gente tem que tirar esse bode da sala e colocar o câncer como prioridade nesse país, ou a gente vai continuar vindo nessa casa todos, todas as semanas, sessões, falando as mesmas coisas, reclamando, falando e a gente não mudando esse cenário. Então, a gente só vai mudar essa realidade se todos nós caminharmos na mesma direção e fazer com que esse governo coloque como prioridade o câncer. Obrigada. Obrigado Malene.

25 de nov, 14:47