REUNIÃO CONJUNTA

26 nov. 2024 12:25 às 16:33

Sobre o Evento

Reunião conjunta sobre defesa dos direitos da mulher, com diversas apresentações e participações de deputadas, psicólogos e representantes de instituições.

Status
Concluído
ID: 75001Total: 52 discursos
#35
Ministério da Saúde Renata de Souza Reis
Renata de Souza Reis

Ministério da Saúde

Transcrição automática

Em seu nome, é prazer estar aqui, obrigada a quem nos acompanha. Então vamos lá. Eu acho que eu queria começar também dizendo quanto cada eu fiquei com documentário, com trabalho de pesquisa, de relato, acho que, cada 1 de nós se vê se reconhece em alguma medida naqueles relatos, muito embora nossas atuações políticas não necessariamente ocorrem em casas legislativas né? E dizer que, na mesma medida em que eu fico doída eu me sinto convocada né porque eu ocupo hoje essa cadeira chamada coordenação geral de atenção à saúde das mulheres, muito me honra estar nela e muito reconheço todas que me antecederam pra construir o programa e que virou política e que esse ano completou 20 anos. E lá também às vezes a gente precisa enfrentar desafios enormes né pra avançar nas pautas que não são caras e necessárias nessa sociedade que constitucionalmente é machista, misógina, racista e violenta nas suas raízes não é? Então acho que a violência política de gênero ela é quinhão, de 1 violência baseada em gênero que nos afeta de diversas ordens. Enquanto coordenadora geral de atenção à saúde das mulheres, a gente, eu e minha equipe nos nomeamos como guardiãs da política, da APNAISM, a política nacional de atenção integral à saúde das mulheres então, dentro dessa discussão de integralidade, deve caber todo e qualquer tipo de violenta de violência assim prevê a política, e é por ela que a gente se norteia. E esse ano no na comemoração dos 20 anos da PinaISM, nós nos propusemos a 1 atualização dessa política, de modo que pudéssemos deixar mais explícitas e visíveis as próprias interseccionalidades que foram aqui faladas, e as diversidades, todas elas sempre existiram, mas nos últimos 20 anos ainda bem se tornam mais visíveis e Clamam por mais espaço, e por se verem contempladas em políticas específicas então eu reconheço que essa atualização da a normativa é importante muito embora não se baixe em si mesmo né, a gente precisa formular ações bem concretas, mas acho que é o locus ideal pra discussão e pra avançar em proposições de estratégias que contemplem também a questão da violência política baseada em gênero. Não só pras mulheres que já estão nessa vida política, mas pra outras tantas que assim gostariam de estar e não conseguem, por ausência do estado, por falta de apoio, por falta de creche, por falta de emprego, por falta de condição socioeconômica, de transporte, por por serem, por estarem carregando em suas costas todos esses papéis e estigmas de gênero, que condicionam toda a economia do cuidado e toda a né a rede de cuidados a esse trabalho que não tem reconhecimento, que não tem remuneração, e adoecem adoecemos por diversos motivos em em todos os contextos que que ocupamos né a gente não estamos seguras nas casas legislativas, não estamos seguras dentro das nossas próprias casas, sofremos violência naquele ambiente em que deveria ser o nosso ambiente de segurança, conforto, descanso, refazimento, e então acho que a proposta 0 é que a gente continue empenhadas em mudar essa lógica patriarcal, em reesperançar cotidianamente, e acreditar que de fato é possível vermos em algum em alguma medida ou deixar o legado pra aquelas que nos sucederem essa mudança de fato materializada na nossa sociedade né? Acho que o Brasil assumiu alguns compromissos importantes né no nos objetivos de desenvolvimento sustentável, então o que me toca particularmente são os ODS de número 3 5, e o proposto pelo Brasil que diz respeito à equidade étnicoracial, que é o ODS de número 18. Então a gente está falando de do no ODS 3 de saúde e bemestar, e no ODS 5 de igualdade de gênero. Então são metas bastante ousadas pra gente conseguir atingir até 2030, que no tempo político né, de tanto a gente está falando, é depois de amanhã, mas seguimos empenhadas né, acho que hoje a gente tem a oportunidade de fazer certos debates e nomear com liberdade certas violências e condições, que há bem pouco tempo atrás a gente não podia. Recentemente estava com, num debate sobre mortalidade materna e 1 pesquisadora, 1 mulher, Emanuela Góes né, 1 1 mulher preta, pesquisadora de morte materna me disse há pouco tempo eu não poderia falar que o racismo é 1 cauda de morte materna e hoje a gente fala isso em alto e bom tom, e assume que o racismo é determinante social de saúde, que outras condições socioeconômicas ou clínica ou estéticas não são suficientes pra explicar por exemplo esse fenômeno que viola o direito das mulheres pretas de maneira absolutamente desproporcional. Da mesma forma, AAA capacidade, o canal de comunicação pra vocalizar as violências baseadas em gênero, que acontecem no campo da política e em outros campos, também são maiores hoje, e a gente precisa continuar aproveitando isso e vocalizando isso. Aproveitando inclusive esse tempoespaço deste governo, e eu sou 1 integrante de composição do atual governo federal, e é importante dizer isso, que a gestão a, né os 6 anos anteriores a 2023 foram marcados por violências cruéis, e que sim a gente teve 1 presidenta que foi deposta por ser mulher, né, é 1 violência política de gênero, o impeachment da presidenta Dilma, a gente teve 4 anos, anteriores né, enfim, eu não gosto muito de falar o nome completo do que aconteceu, então os 4 anos entre 2019 e 22, em que todos os absurdos estavam vocalizados e assustadoramente legitimados pelo voto então nós temos desafio enorme de conseguir diálogo produtivo com a sociedade brasileira, pra que a gente saia da banalização do mal do absurdo, do preconceito, enfim, possa continuar construindo projeto de país no no em que seja possível acreditar e não só sobreviver, mas viver bem, viver com felicidade, com saúde, no sentido integral, completo da palavra, como assim nos determina a política, e aí eu já vou encerrando porque ficar por último é bom mas depois desse tanto de fala maravilhosa também é ruim, porque não tenho muito mais o que contribuir e acho que todas as falas já foram incríveis e maravilhosas. É isso, muito obrigada.

26 de nov, 18:48