PLENÁRIO

26 nov. 2024 10:55 às 18:13

Sobre o Evento

Sessão de Comunicação e Votação na Câmara, com participação de diversos deputados, trocas de presidência e momentos de silêncio.

#148
Transcrição automática

Muito obrigado presidente pelo espaço. Olá pessoal. Hoje eu estou aqui para falar de algo muito sério e grave, o aumento alarmante da violência contra médicos e profissionais de saúde em nosso país. Essas pessoas estão sendo ameaçadas, agredidas, em alguns casos até perdendo a vida, como aconteceu recentemente. De acordo com o próprio Conselho Federal de Medicina, desde 2013 foram registrados mais de 38000 casos de agressão contra médicos no território nacional. O equivalente a caso a cada 3 horas, sendo que 47 por 100 as vítimas são mulheres. Entre os estados afetados presidente, São Paulo lidera com 18000 registros até hoje. Paraná, 3900 casos. Minas Gerais, 3617. A mesma pesquisa aponta que Goiás foram registrados 325 casos de violência contra médicos, entre 2013 e 2024. Os episódios incluem ameaças, injúrias, lesões corporais, de desacato. Esses casos geralmente envolve parentes ou familiares insatisfeitos, em menor grau, outros profissionais de saúde. Essas agressões são frutos de contexto de desrespeito agravado pela precariedade, precariedade estrutural do SUS. Nós precisamos agir, não permitir que mais isso aconteça. Recentemente, agora, o pai de 1 criança e de bebê ele entrou no posto médico quebrando tudo, ameaçando de incendiar e veja bem ninguém está preocupado também com os outros pacientes que estão ali aguardando acompanhamento, né. Então, nós temos que lutar pela valorização dos nossos profissionais de saúde, é 1 luta digna de todos os brasileiros. Não podemos aceitar mais que essas pessoas, esses profissionais que salvam vidas, sejam silenciados pelo medo e pela violência. Poucos dias atrás senhor presidente, eu vim aqui fiz questionamento da Secretaria de Saúde do Município de Goiânia. E, pasmem, só essa semana foram 4 pacientes que foram a por falta de UTI. E hoje inclusive, daqui a pouco nós estaremos reunidos reunidos com o futuro prefeito de Goiânia. Quer dizer, a falta de leitos em Goiânia resulta numa sobrecarga da regulação estadual, quando a solicitações extrapolam a capacidade municipal. Então, a população não pode ser penalizada por isso. São vidas perdidas, pessoas que pagam seus impostos e precisam deste retorno do poder público. Fica aqui o meu relato senhor presidente, e peço que seja registrado na voz do Brasil. Muito obrigado.

26 de nov, 17:13