COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA
Sobre o Evento
Audiência da Comissão de Minas e Energia sobre exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas, com participação de autoridades e especialistas.
Especialista em Políticas e Indústria - Confederação Nacional da Indústria - CNI
Gostaria de agradecer o convite feito pelo deputado Júnior Ferrari, presidente dessa comissão, a deputada Silver Waianpi e ao deputado Sidney Leite pra participar dessa importante audiência aqui né, aproveitando também pra cumprimentar todos que compõem compõe a mesa e a todos presentes que estão que estão nos acompanhando virtualmente. Bom a nossa fala. É a apresentação. A nossa fala que vai no sentido de apresentar importância da exploração de novas fronteiras, dando enfoque na margem Equatorial, vai reforçar muito do que o Ardengue já falou aqui. O que também já foi falado pela NP e pela M pelo MME. Eu tenho 1 pequena apresentação mas eu acho que. Bom mas eu vou dando continuidade enquanto eles colocam a apresentação aqui na tela, mas muito se discute sobre o papel do petróleo nesse cenário de transição energética, né? Quando se busca 1 eficiência, 1 maior eficiência, 1 maior participação de fontes renováveis na matriz. A agência internacional de energia fez 1 série de de projeções considerando diferentes cenários de transição até o horizonte de 2050. Então já vou passar aqui. Leila não pode passar Esse gráfico é mais pra ilustrar essas projeções que foram feitas pela agência internacional de energia, eles consideraram diferentes cenários de transição e em todos esses cenários se observou a presença da demanda por petróleo e gás. Independente do cenário, mesmo em cenário onde a gente esteja emissões líquida 0 até 2050, ainda vai haver demanda por petróleo e gás. Então, o petróleo ele ainda é essencial mesmo nesse contexto. Quando a gente, quando a gente observa a transição pra demanda nacional, o que a gente vê é que a projeção também realizada pela EPE, aqui é a empresa de pesquisa energética brasileira, é que há 1 tendência crescente demanda de derivados de petróleo. Mesmo nesse contexto onde a gente discute 1 série de de medidas sobre biocombustíveis. Mas em relação à oferta, a gente vai ter oferta pra suprir essa demanda? Esse esse gráfico também foi apresentado pela ANP essa manhã né, o que é o que é que acontece? A gente tem, considerando todo esse petróleo já descoberto, o Brasil deve atingir pico até o final dessa década e depois entra numa trajetória de queda. Então considerando essa trajetória de declínio de produção de petróleo, e essa essa condição de crescimento da demanda por derivados de petróleo, o Brasil passaria a cenário de importador, né, e o que é que isso quer dizer? Isso reflete tem 1 série de impactos, 1 redução no nível de investimentos, o impactos fiscais, impactos na balança comercial, além do aumento da vulnerabilidade do país. Né em estudo recente publicado, pela EPE, ele se conclui com com essa seguinte observação, o futuro descarbonizado não é futuro sem hidrocarbonetos. Eu trago isso porque é importante a gente discutir aqui a questão estratégica do país, porque vai porque vai vai ser necessário garantir a oferta de petróleo pras reservas consumidas e garantir também a segurança do abastecimento da demanda. Esse também foi ponto colocado aqui pelo MME. Outro ponto importante que o Ardenig já comentou, é a intensidade carbônica da produção de petróleo, né o petróleo produzido no no Brasil ele possui importante vantagem, que é o seu baixo nível de emissões, né o a taxa de CO 2 do petróleo produzido no Brasil é inferior à média mundial. Diante desse cenário, a margem Equatorial que já foi apresentada aqui também localizada no extremo norte do país, ela representa 1 importante fronteira, ela se estende do litoral do Rio Grande do Norte ao Amapá, inclui bacias sedimentares semelhantes à Guiana e ao Suriname, que apresentaram sucesso nesse nesses nessas explorações recentes. Mas não se trata apenas de reforçar a importância da reposição dessas reservas, mas também a importância do setor de óleo e gás pra economia brasileira, né? Esse segmento ele tem impactos importantes pra arrecadação, pra balança comercial, é 1 importante dimensão no debate no em relação aos benefícios econômicos, e essa produção ela pode trazer impactos positivos principalmente pras os estados que estão localizados naquela região norte, né? Então essa exploração, ela traz oportunidades pra impulsionar não só o setor petrolífero, mas também o setor de serviços, comércio, infraestrutura, geração de empregos, geração de renda, além da arrecadação, né? E pra contribuir com essa discussão, a CNI desenvolveu simulador pra avaliar esses impactos econômicos, essa outra perspectiva dessa exploração. Então as as estimativas apontam que o desenvolvimento da região pode gerar acréscimo de 65000000000 no PIB nacional, mais de 326000 empregos formais, além de 3.87 bilhões de arrecadação indireta, né, esses números, eles destacam o impacto expressivo, né, da descoberta e da exploração desse petrolífera, pode trazer não só pra a nível nacional, mas principalmente pra aqueles estados ali do Arco Norte. Então, eu queria só finalizar aqui, falando que é importante sim a gente discutir de forma criteriosa essas questões ambientais, mas a gente tem que levar em consideração esses impactos da dessa decisão pra economia brasileira, a Petrobras que também vai estar aqui na mesa, ela tem 1 expertise e longo histórico em águas profundas e outras e ultra profundas. Então, a gente tem que compreender a importância dessas novas dessas novas fronteiras, a nossa janela de oportunidade, e a que a decisão tomada hoje, ela vai refletir daqui a 5, 10 anos. Então a gente precisa sim discutir e reconhecer que o potencial petrolífero nacional é muito maior do que já tem, que já está associado aos campos de opressão. A Confederação Nacional da Indústria se coloca aqui disposição pra contribuir com esse debate, e pra impulsionar a indústria e o crescimento do do país, obrigado. Foi bem? Obrigada. Obrigado Renato, pela exposição.




