PLENÁRIO

10 dez. 2024 11:03 às 20:50

Sobre o Evento

Sessão da Câmara com diversos deputados interagindo. Inclui votações e trocas de presidência.

#241
Transcrição automática

Presidente, senhoras deputadas e senhoras deputados, olhem como quando decidimos discutir o tema da segurança pública com seriedade e coerência, nós chegamos a consenso. Olha, como nós estamos aqui de lado e de outro da tribuna, discutindo algo que é importante porque lida com o problema real que aflige a população brasileira, e sobretudo dando elementos pra que o uso da inteligência seja o primordial. Nós estamos aqui a discutir a criação de cadastro nacional para que a gente possa identificar pessoas que tenham sido condenadas, façam parte do crime organizado, sejam eles as facções criminosas, sejam eles as facções criminosas caracterizadas como milícias. E aqui eu quero destacar e agradecer o relator, porque acolheu as os pedidos da bancada do PSOL e ao autor do projeto, pra que a gente primeiro, tomasse o cuidado de não fazer deste projeto mais 1 mais instrumento pra criminalização das favelas e periferias, ao identificar que todo negro pobre que mora na favela é faccionado. E aqui, eu quero dizer claramente, que é absurdo que continuem a usar aquele boné do CPX do complexo do alemão, como elemento a tentar criminalizar as pessoas que utilizam entre elas o presente Lula. É absurdo, que na prática, muitas vezes populista, do debate da segurança, as pessoas teimam em criminalizar o território das favelas e os favelados. Por isso a nossa preocupação, deputado Patrícia Ananias, de identificar muito bem quem seriam esses membros de facção criminosa, apenas aqueles que tenham sido condenados, transitado em julgado por este crime, por essa questão. Isso é importante. E ao mesmo tempo, lembrar que há braço armado dentro do poder do estado, presente nas organizações políticas inclusive do estado do Rio de Janeiro, que são as milícias, e que hoje atuam em várias outras partes do território, sobre os quais a gente precisa de ações de inteligência, sejam elas no campo da segurança pública, seja no sufocamento econômico da renda do crime, como nós dissemos o tempo inteiro. Esse ano nós lançamos no Rio de Janeiro 1 1 campanha que chamava com milícia não tem jogo, que tinha objetivamente essa função, essa lógica objetiva de, é preciso usar a inteligência e sufocar a renda desta máfia criminosa que está hoje dentro do aparelho do estado. Que este projeto deputado Gervasio sirva pra que a gente possa avançar no uso da inteligência e no enfrentamento a este crime organizado e seja ele.

10 de dez, 19:39