CENTRO DE ESTUDOS E DEBATES ESTRATÉGICOS

12 dez. 2024 07:10 às 10:00

Sobre o Evento

Debate sobre impactos da inteligência artificial na economia com especialistas de diversas instituições.

Status
Concluído
ID: 74519Total: 92 discursos
#35
Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Luis Claudio Kubota
Luis Claudio Kubota

Pesquisador - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Transcrição automática

Angelo muito obrigado pela questão. Acho que antes de de responder acho que é interessante pontuar que as apresentações foram de certa forma muito convergentes né perfil parecido 4 economistas, incerteza nas projeções, a dicotomia entre complementaridade e substituição, se você tiver mais complementaridade o potencial de ganho de produtividade de PIB é mais favorável, e no cenário por substituição aquele problema da da substituição de emprego desemprego e aumento da desigualdade. Mas agora com a sua questão vou vestir chapéu, desde dia 2 de janeiro de 2000 eu assinei minha azulzinha lá da na numa operadora. Então já trabalho com xícara, no dia primeiro de janeiro agora vou completar 25 anos, trabalhando com tiques né? E e aí vou vestir esse esse chapéu mais do do meu da minha experiência anterior. China, tem estudo que a gente publicou que saiu depois que eu vim aqui ano passado vou encaminhar via via Juliana, fazendo analisando a bíblia biometria. E é claramente Estados Unidos e China é o primeiro bloco, tá. E essa tem alguns países europeus e entre os emergentes quem se destaca é a Índia, tá. Mas sobre a China eu recomendo livro chamado AI SuperPowers, é traduzido já no no em português eu não lembro o título em português, do Kai Fu Lee. Ele foi presidente do Google Team, China e várias outras dessas grandes empresas. A tese dele é de que, os 2 grandes players são os Estados Unidos e China. E por que que, por que isso né? Acho que é interessante aí do ponto de vista mais técnico falar que esse cenário que a gente vive da chama de IA hoje, é a IA baseada né, em machine learning, em em grande base de dados. Já tivemos no passado outros paradigmas de IA mais simbólica que não eram tão dependentes dos dados. E aí quando você pensa nos dados a gente tem no cenário ocidental né as americanas, quer que todos nós aqui somos certamente cliente, e tem cenário lá da China que tem outras empresas né, Alibaba e tal, de posse dos seus dos dados dos chineses. Então ele argumenta que isso é algo que vai dar, dar 1 grande vantagem para esses 2 países. Ele comenta o seguinte, aí óbvio que ele ele é de Taiwan nem é nem nem a da China continental, mas ele defende no livro, que é pouco a vantagem da Índia que tem é, pra esse tipo de algoritmo né de técnica, o volume né, volume de engenheiros por exemplo, que a China e a Índia produzem hoje em maior número do que do que o ocidente, pode ser mais determinante, né. E aí ele faz a ressalva que os grandes pulos de tecnologia se dão, eu falei China e Índia dominam a bibliografia, publicam mais artigo. Mas aqueles artigos que fazem diferença, são poucos. E aí posteriormente a esse livro, foi publicado né artigo da Google, foi a Google que publicou, do transformers, que é o artigo que da arquitetura que está sendo utilizado nesses algoritmos de LLM. Então esse, em função desse algoritmo, os Estados Unidos conseguiu dar esse salto. Mas ele defende que a China E0E os Estados Unidos são grandes players, tem essas vantagens que eu comentei. E aí no no no que diz respeito a outros países que que o senhor comentou, acho que o Japão, acho que o Japão e Coreia EEA GrãBretanha são países que tem procurado apesar de estar bem entrando esses outros 2, procurado se colocar como plataformas inovadoras, né? O sediou evento interessante no no no da há pouco tempo, o Japão tem procurado retomar né sua sua proatividade na questão de semicondutores, mas eu diria assim, China, Estados Unidos é o primeiro bloco e outros países tentando correr atrás. Mas eu recomendo fortemente esse livro. EE0 eu comentei com com o deputado antes da sessão, tem professor daqui da UFG, Anderson Soares, procurem por gentileza aí no no Linkedin dele, ele analisa alguns modelos de LM da China, aí ele é ele é aí ele é ele é cientista de computação né, e ele fala que os resultados são muito interessantes compatíveis com esses LMs que que a gente conhece do ocidente. Aí é cientista mesmo da computação falando que a China já está, correndo atrás nessa área também. Obrigado pela pergunta. Pode ir. É só mesmo só mesmo agradecer a resposta obrigado. Vamos abrir agora.

12 de dez, 12:02