Fernando Veloso

Fernando Veloso

Pesquisador do IBRE - Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Últimos Discursos

12 de dez, 12:59

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Só gostaria de agradecer a oportunidade acho que é debate rico agradecer deputado Hélio Lopes às perguntas dos consultores e também dos convidados mas espero colaborar no que for possível obrigado.

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12 de dez, 12:46

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Obrigado deputado. Eu vou comentar brevemente eu acho que a preocupação é inteiramente legítima né? Não não ainda não está muito claro o que fazer mas é algo que mesmo lá fora existe muita discussão né, empresas de grande porte, muitas vezes comprando, né, empresas de menor porte, não necessariamente pra inovar mas simplesmente pra bloquear a competição. E, acho que o Cláudio comentou realmente que o uso de energia é muito intensivo, as bases de dados são caras, então isso também naturalmente tende a concentrar o mercado né? E isso claro que é negativo porque isso não dissemina a tecnologia, eu acho que precisamos pensar em formas de de maior competição, talvez estimular o fornecimento da desse em forma de serviço né, não necessariamente a empresa precisa ter sua base de dados, mas pensar em forma de estimular a aquisição de desses dados por meio de serviços, formas de competição mas eu acho que não é algo que ainda não está ainda não está amadurecido nem nem lá fora, eu falei assim aconteceu nas últimas décadas essa enorme concentração, e a dificuldade que a própria tecnologia ela tende a gerar ganhos de escala e ela naturalmente concentradora então se poder público através de ferramentas de estímulo a competição não atuar a tendência natural é que essa concentração permaneça, mas eu pensaria em formas de competição e eventualmente pensar em forma de disponibilizar o acesso a essas informações para conjunto maior de empresas.

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12 de dez, 12:38

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O estudo pesquisador Valdemar Pinho Neto, meu colega da formação de Getúlio Vargas, que é sobre esse tema, tá? Foi publicado na revista acadêmica Public Choice recentemente o título inglesa depois eu posso até mandar morre hum hum hum hum hum hum hum medindo o político bias né o viés político do chefe GPT publicou recentemente encontram viés político disse que o estudo é construouse o chat GPT ainda favorecer os democratas nos estados unidos sendo esse viés observado também no reino unido e no brasil essas tendências levantam preocupações sobre a possibilidade de influenciar opiniões políticas dos usuários mas aí a minha combinação é de 1 atenção de tudo não precisar do sério é é publicado recentemente eu tô vendo aqui 1 matéria de 14 de maio desse ano é muito

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12 de dez, 12:38

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Só comentar é porque eu posso Pode sim.

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12 de dez, 12:27

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Excelente pergunta Charles, é, quando quando você olha a experiência das últimas décadas, eu mencionei no início da minha apresentação, de fato tem algumas razões pra gente se preocupar, né, que é o chamado fenômeno da polarização do mercado de trabalho e aconteceu, principalmente nos Estados Unidos, mas também na Europa, que é o fato de que trabalhadores com qualificação intermediária que não tinham ensino superior, eles foram negativamente afetados por tecnologia de automação. Então o que aconteceu ali não foi desemprego em massa, pelo contrário, economia americana, antes da pandemia estava no mínimo do do desemprego da da série histórica e mesmo depois da pandemia o mercado de trabalho se operou rapidamente. Então não me parece assim pelo menos com base no que a gente já viu, que ameaça seja desemprego estrutural de grandes proporções, mas o que pode acontecer é que esse que aconteceu nos Estados Unidos, esses trabalhadores perderam emprego na indústria ou escritórios também né softwares de automação utilizados em escritórios as pessoas quisessem atividades rotineiras perdem emprego, muitos foram para o setor de serviços, onde o salário é menor, muitas vezes a proteção social também, e isso ter efeito negativo foi o padrão de vida de vários deles, né? Quem foi mais protegido é quem tinha qualificação maior, ensino superior, ou trabalhador de baixa qualificação que exercem atividades que ainda não podem ser substituídas pela máquina, trabalhos por exemplo cuidadores de idosos ou trabalho de limpeza, segurança. Então, os 2 extremos da distribuição de qualificação foram menos afetados mas o segmento intermediário foi bastante atingido. E em termos de produtividade também os ganhos foram bem menores do que se esperava, né? Então existe até 1 expressão conhecida como o paradoxo da produtividade que já tinha sido anunciado lá pelo Robert Solo, no prêmio Nobel, ele falou isso no final dos anos 80, que a os computadores, os efeitos de produtividade dos computadores estavam, todo mundo usava computador mas os efeitos de produtividade não apareciam nas estatísticas. E eventualmente apareceu, eventualmente o efeito positivo do uso de computadores apareceu em meados dos anos 90 e durou mais ou menos 10 anos nos Estados Unidos depois arrefeceu. E e essas tecnologias das últimas décadas, anos 2000 e da década passada, também não tiveram efeito assim significativo na produtividade dos países desenvolvidos que é paradoxo porque a gente esperaria é claro né? Que inovação, tecnologia é a principal fonte de crescimento da produtividade. Isso não aconteceu e 1 das razões possíveis é que esses ganhos ficaram muito concentrados em determinadas empresas, não se espalharam pela economia. Então assim, se você olha a experiência do passado de fato acho que tem motivos para preocupação, mas não nesse sentido desemprego em massa eu acho que a nossa preocupação tem que ser no sentido de preparar os trabalhadores para encontrar bons empregos então foi nesse sentido que eu tentei falar de algumas propostas de requalificação a novas formas de intermediação para que esse trabalhador consigam se recolocar e o último ponto você falou de tributação das máquinas eu pensaria pelo menos no caso do brasil em algo que vai talvez com a mesma ideia mais diferente é 1 desoneração do custo do trabalho ao custo do trabalho é muito elevado no brasil inúmeras contribuições sociais já existiu já alguns anos a gente discute a exoneração da folha, mas essa que existe né, ela serve para apenas alguns setores, e é muito cara, eu acho que a gente deveria pensar numa desoneração da folha de pagamento mais ampla, mas com maior foco em trabalhadores de baixo salário e provavelmente vão ser os mais afetados é porque aí a fé tem a relação com o salário mínimo então 1 combinação de 1 tributação elevada com o salário mínimo torna trabalhador de baixa qualificação muito caro para a empresa diante da baixa produtividade então eu acho que 1 desoneração da folha para baixo salários é o que a gente deveria pensar para no sentido de proteger mais esse trabalhadores mas proteger no sentido não de preservar necessariamente o emprego mas facilitar a recolocação

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12 de dez, 12:10

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Não obrigado pela pergunta, eu não conheço exatamente o teor né, eu vi que o projeto foi aprovado no senado acho que vai pra câmara agora né, e é trabalho que trata mais da questão de governança né, mas eu teria que ver o conteúdo pra opinar de forma mais mais convicta mas em princípio não me parece que a questão de proteção do emprego seja a melhor forma de lidar com o tema seja essa. Por exemplo, o projeto de contrato impacto social como mencionei eu acho que seria caminho né como eu falei, a melhor forma de proteção do emprego, a gente não quer exatamente proteger o emprego, o objetivo é facilitar a realocação do emprego pra novas atividades e setores que que vão ser criados né? Então acho que não não faria nenhum sentido pensar em preservação de emprego dado que é da natureza e da tecnologia que, alguns empregos efetivamente vão diminuir algumas tarefas vão desaparecer, então eu acho que a minha preocupação seria mais no sentido de favorecer essa realocação, pra outras atividades ou até mesmo outras localidades geográficas, e acho que aí eu mencionei esse contrato de impacto social que é 1 forma possível, agora existe outras eu falei por exemplo desse vertentes do Pronatec, Midik, que era chamado também de supertech, possa ter eventualmente existe estudo do banco mundial, nesse meu trabalho com meu colega, senhor de Holanda Barbosa filha, a gente entra em detalhes tá, então se tiverem interesse está disponível lá na na página lá do do observatório da produtividade, a gente comenta esse programa, porque que a gente acha que ele foi bemsucedido, mas aí se trata mais de 1 política pública né do do governo federal eventualmente pode envolver projeto de lei, é 1 possibilidade também que a ideia de mapear a demanda que eles fizeram foi efetivamente perguntar para as empresas em determinadas localidades que tipo de trabalhador que perfil eles necessitavam né, para evitar por exemplo se formar a cozinheiros em áreas que não estão demandando cozinheiros e isso é obviamente certa caricatura, mas o Pronatec né, que foi realmente o programa muito maior, ele tinha muito essa característica, não, não foi bem sucedido, ele formou trabalhadores basicamente em áreas ocupações que não eram demandadas pelo setor privado, então as pessoas não conseguiram emprego, ou não tiveram aumento de salário, então eu acho que essa vertente do desse PRONATECMIDIC é contrato de impacto social e eventualmente outras iniciativas que mencionam sobre melhorias do SINE, o nosso sistema nacional de emprego, eu acho que seria muito importante envolver o setor privado, seja de forma complementar claro né, seja fornecendo acesso a dados desidentificados, ou parcerias como se tem o caso da alemanha onde o setor privado participa junto com o setor público nesse processo de tentar fazer essa esse net né essa ligação dos trabalhadores com as empresas e muitas vezes envolvem coisas simples né o sim é 1 plataforma como outras né tem várias plataformas de transporte né e o valor da plataforma depende da qualidade das informações então sistema nacional de emprego que não é abastecido por informações de qualidade vai defasado não é atualizado com frequência as empresas perdem interesse e consequentemente diminui a chance do trabalhador conseguir 1 oportunidade. Então, eu também olharia isso, acho que é outra possibilidade de aprimorar, que acho que é muito pouco discutido no Brasil, questões parecem mais técnicas né mas trata de exatamente achar a empresa que vai demandar aquele trabalhador e o senhor acha que pode ser muito melhorado nesse sentido. Espero ter

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12 de dez, 11:10

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Assim, muito muito se fala da rede de proteção social né existem propostas de renda universal mas o maior foco tanto desses autores como o que eu vou concluir agora meio de alguns colegas é no sentido de políticas ativas de mercado de trabalho. São políticas de qualificação profissional e que a gente chama de intermediação de mão de obra que é facilitar a essa ligação entre trabalhadores e empresas ou seja, as empresas estão demandando trabalhadores com qualificações que possam ser utilizadas em inteligência artificial mas nem sempre elas encontram e existe muita coisa que pode ser feita para facilitar esse processo e em geral essas propostas elas envolvem o setor privado assim como é muito difícil saber o que as empresas vão demandar que tipo de qualificação é acho que o mais importante é ouvir as empresas entrar em contato com o setor privado extrair essas informações e fornecer qualificação de acordo com a demanda das empresas então em 2022 eu fiz trabalho com meu colega do ibere fernando violano barbosa filho em que a gente fez várias propostas nesse sentido eu vou falar rapidamente de algumas por exemplo tem pronatec né que foi 1 política de qualificação utilizar usado no brasil na década passada que não teve bons resultados mas teve projeto piloto do pronatec é o chamado pronatec midic que foi 1 parceria o ministério da indústria e comércio que teve essa muito bom as basicamente eles mapeavam demanda das empresas em determinadas regiões e ofereciam cursos de acordo com que era demandado então eles não tentavam adivinhar o que que seria oferecido que seria demandado eles ouviam e ofereciam de forma customizada é o problema que esse esse programa foi descontinuado e entregou somente por 100 dos recursos mas eu acho que é bom modelo é para o que poderia ser feito a outra possibilidade é disponibilizar voucher é para empresas capacitarem futuros funcionários ou requalificarem seus atuais empregados ou seja basicamente vale para a empresa usar a e procurar serviço de qualificação profissional para fornecer 1 qualificação de cada necessite 1 terceira possibilidade inclusive existe projeto de lei no cenário infelizmente acho que é o autorizo senador tasso Jereisatti é projeto que cria instrumento de contrato de impacto social o que que é isso é basicamente é contratar 1 empresa privada para oferecer qualificação ou intermediação e ela só recebe o pagamento se o programa tiver bom resultado ou seja pagamento condicionado no resultado é hoje em dia muitas vezes o pagamento é feito sem nenhuma preocupação se o trabalhador vai conseguir emprego ou não e os resultados costumam ser bastante ruins então esse projeto assim quem tiver interesse eu acho que ele ainda vai ser encontrado 338 2018 e finalmente sobre intermediação é o brasil tem sistema nacional de emprego que é o cine e tenta fazer essa ligação entre a demanda das empresas e a oferta dos trabalhadores mas faz isso de 1 forma muito ineficiente então é possível melhorar de várias formas basicamente o cine é 1 plataforma digital mas que precisa ser atualizado por exemplo trabalhador que faça curso recentemente essa informação precisa ser rapidamente incorporada ao cine para as empresas terem conhecimento e compartilhar também esses dados com a iniciativa privada seja pode ser o cine aberto que é dar acesso desde identificado das informações ou o cine misto como é feito na Alemanha e outros países que é incorporar o setor privado a essa tarefa de encontrar trabalhadores que sejam demandados pelas empresas. Então essa questão pequena lei depois eu dou as referências aqui no no final, eu acho que tem várias muitas coisas podem ser feitas nessa área de qualificação e intermediação, para pelo menos a gente tentar maximizar diante da incerteza né aumentar a chance dos benefícios da inteligência artificiais artificial serem serem maiores obrigado

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12 de dez, 10:56

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Então acho que alguns temas inclusive já foram comentados anteriormente é assim a discussão sobre novas tecnologia já vem de algum tempo né antes mesmo da inteligência artificial generativa roupatização softwares softwares utilizados em escritório tiveram grande impacto nas últimas décadas então tem muitas evidências para estados unidos principalmente economias avançadas de que tarefas rotineiras elas foram automatizadas e tiveram impacto negativo sobre salário e emprego de trabalhadores com qualificação intermediária principalmente trabalhadores da indústria até poucos anos atrás os trabalhadores de mais elevada principalmente com ensino superior completo, eles conseguiram certa forma escapar desses efeitos negativos, porque as tecnologias não conseguiam substituir o que eles predominantemente fazem, que é trabalho de natureza mais abstrata, criatividade, então trabalhadores com ensino superior completo, teneiro a ter ganho de salário em comparação com trabalhadores de qualificação mais intermediária por exemplo seria equivalente ensino médio no brasil, e a principal diferença da inteligência artificial generativa em relação às tecnologias anteriores que agora ela também pode afetar esse trabalhadores mais qualificados porque ela pode inferir relações estácitas que não são passíveis de escrever no código de computador e podem gerar conteúdo texto imagens como já foi mostrado anteriormente então mesmo trabalhadores de mais alta qualificação eles podem ter suas atividades automatizadas por essas máquinas, então atividades não rotineiros só podem ser afetadas. Então o que eu vou entender fazer aqui como foi dito existe muita incerteza em relação aos impactos da inteligência artificial, tanto sobre produtividade, como sobre o mercado de trabalho, então existem desde economistas que preveem 1 grande aceleração do crescimento econômico, da produtividade, empregos de melhor qualidade, ou seja, vão empregos em que atividades rotineiras seriam substituídas e os trabalhadores poderiam trabalhar exercer tarefas mais recompensadoras, até economistas foi citado por exemplo ganhador do prêmio imóvel, que tem 1 visão bem mais negativa, no sentido de que é possível que os efeitos sejam pequenos sobre a produtividade, mas bastante disruptivos disruptivos no mercado de trabalho, afetando negativamente o dever e salário. Então existe muita incerteza acho que ninguém aqui vai ser capaz de resolver essa incerteza mas eu vou tentar pelo menos assim na minha avaliação de alguns elementos que que eu acho por que que existe tanta incerteza o que que pode ajudar pelo menos a diminuir essas dúvidas e é em relação à produtividade por exemplo acho que tem pelo menos 2 elementos essenciais para entender o impacto Primeiro é qual vai ser o uso, se essas tecnologias forem usadas pra complementar o trabalho, é criarem maus produtos e serviços, e como aconteceu no passado em que setores que não existiam passaram a existir e crescer, é o efeito pode ser bastante produtivo também é muito importante que essas tecnologias sejam disseminadas ela não fiquem concentradas em poucas empresas que é a situação atual nesse caso é pouco provável que tem efeito muito grande sobre a produtividade da economia como todo, nesse caso o que pode acontecer que poucas empresas vão se beneficiar muito em termos de grande produtividade, valoração no mercado acionário, mas economia como todo se beneficia menos. Em relação ao trabalho também é fundamental entender essas tecnologias elas complementam o substituir o trabalho elas forem complementares elas tendem a aumentar o emprego e salários caso sejam mais na sentido de automação de substituição, os impactos podem ser mais negativos. 1 boa notícia é que várias pesquisas recentes, alguns já foram citadas anteriormente eu vou comentar 1 que acabou de ser divulgada, e a primeira pesquisa representativa sobre o uso de inteligência artificial generativa nos Estados Unidos, da população entre 18 e 64 anos, então nos investigam os autores que Alexander Bic outros investigam quem usa qual o percentual de uso para que usa tecnologia e estimam possíveis efeitos sobre produtividade e mercado de trabalho Então em agosto de 2024 é 39 por 100 da população americana, nessa faixa etária entre 18 e 64 anos usava a inteligência artificial generativa, mas a intensidade era bem menor então 28 por 100 usavam no trabalho e somente 11 por 100 fizeram uso diário da tecnologia O produto mais usado foi o ChatGPT seguido do GNI do Google. Eles também comparam ao uso de tecnologia generativa com tecnologia do passado, por exemplo, uso de computadores pessoais na década de 80 e a disseminação da internet nos anos 90, enquanto 39 por 100 da população já usa e a generativa 2 anos após a introdução do ChatGPT, no caso dos computadores pessoais depois de 3 anos somente 20 por 100 usavam e no caso da internet somente 20 por 100 usavam depois de 2 anos então a disseminação da IATA sendo bem mais rápido é que esse gráfico mostra então o eixo vertical é a taxa de adoção é o percentual da população que utiliza a tecnologia o eixo horizontal é o número de anos desde que o produto foi introduzido no mercado então essa linha vermelha é com quadrado é o uso de computador pessoal a verde internet e esse ciclo azul é aí a generativa então que esse grave está mostrando aqui ele usa e a generativa né ele vem mais para esquerda ou seja em menos tempo o uso é bem maior se aproxima de 40 por 100 enquanto que as demais tecnologias estavam mais na faixa de 20 por 100 mais ou menos depois de 2 anos de criação então tem sido bem mais rápido e eles tentam calcular então qual vai ser o impacto na na produtividade da economia americana. Já existem vários estudos, geralmente experimentos com essas novas tecnologias que estimam grandes ganhos de eficiência, então de 25 por 100, é só que são experimentos muito limitados para determinadas tarefas, mas eles usam basicamente essas estimativas e combinam com o fato de que quando a gente olha a intensidade do uso ou seja, 39 por 100 da população usa mas somente 8 por 100 no máximo de horas trabalhadas é realmente uso na prática. Então em termos de intensidade é bem menor. Então combinando as 2 fontes de informação, eles existiam ganho de produtividade para economia americana na faixa entre 0.2 por 100 que seria algo parecido com a Cemobo tem estimado algo muito pequeno, para algo em torno de 21 por 100 que seria pacto maior a se o seu intensidade for maior mais próximo de 8 por 100 das horas e é claro que se os disseminar e mais pessoas usarem e as horas aumentarem esse papo pode ser bem maior do que esses números, mas é possível também é que esses ganhos de 25 porcento que se observam no momento eles não sejam tão altos para outras atividades então permanece ainda a dúvida mas acho que eu diria que os ganhos são positivos mas é difícil saber se vão ser transformadores. Tem estudo recente do FMI, que avalia o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho do Brasil, e economias como o Reino Unido, Estados Unidos e outros emergentes como Colômbia, África do Sul, Índia. O que eu achei interessante nesse trabalho deles é que eles é muito conhecido o fato de que estudos que estimam a exposição das ocupações à inteligência artificial né ou seja, a capacidade da nova tecnologia exercer tarefas que são exercícios por seres humanos, mas eu acho que também foi apontado na apresentação anterior, é isso não significa necessariamente que o trabalhador vai ser substituído, pode ser complementar. Particularmente, eles olham também aspectos sociais e por exemplo decisões judiciais, ou mesmo 1 máquina seja capaz de tomar 1 decisão judicial, dificilmente a sociedade vai delegar essa tarefa completamente a robô ou 1 máquina. Então, nesse tipo de atividade cirurgias por exemplo, é provável que o efeito seja mais complementado que substituição. E eles apresentam números para o brasil também então eles estimam que pro brasil cerca de 40 por 100 da população ocupada está exposta a essas tecnologias é maior nos economias como estados unidos e reino unido porque essa economias que tem 1 proporção maior de atividades produtores de conhecimento e que utilizam conhecimento mas no brasil é menor está em linha com os outros países então eu fiz gráfico mostra a o vermelho aqui tanto vermelho escuro com vermelho claro é o grau de exposição então como eu falei nas economias avançadas está na faixa de 60 por 100 da população ocupada brasil, colômbia, e a frente do sul como a gente só vermelho escuro com vermelho claro em torno de 40 por 100 e ainda pouco menor. Agora o que é interessante que mais ou menos esse vermelho escuro mostra a parcela que pode ser beneficiada a tecnologia seria complementar dar mais ou menos em torno da metade então seria mais ou menos 20 por 100 no caso do brasil podem se beneficiar 20 por 100 estão mais sujeitos a o efeito negativo da automação negativa que eu falo sobre o emprego eventualmente Outro dado interessante que eles mostram que trabalhadores com ensino superior completo eles são mais expostos né como eu comentei é quem exerce atividades não rotineiras agora está mais pode ser mais afetado. É por outro lado, esse trabalhadores também tendem a se beneficiar mais das novas tecnologias, então embora a exposição seja de 80 por 100 para quem tem ensino superior no Brasil, 50 por 100 provavelmente vão se beneficiar dessas tecnologias segundo as estimativas do FMI então qualificação continua sendo algo fundamental a exposição maior ela de certa forma é compensada pelo fato de que esses trabalhadores podem se adaptar com mais facilidade podem trabalhar em outras atividades. E tem estudo da FMI também recente, o Articofor tinham o efeito sobre a produtividade e crescimento do PIB no Brasil. E eles consideram 3 canais de ganhos de eficiência, ganhos da automação, ganhos de complementaridade, e o ganho decorrente do uso disseminado e impacto no investimento. E somando todos esses efeitos as estimativas do da feminissa que a IA poderia aumentar o PIB no brasil em 5 por 100 em período de 10 anos, é que é bastante alta é certamente bem maior que a estimativa da SEMOLGA e outros é para os estados unidos então pode estar pouco superestimado e essa medida de produtividade total dos fatores que é 1 medida de eficiência poderia aumentar mais de por 100 e eventualmente pode chegar números maiores se a complementaridade for ainda maior e os trabalhadores mais qualificados de maiores salários têm de se beneficiar mais, como eu falei quem tem ensino superior completo provavelmente vai ter ganho de salário porque tende a ser mais complementar com essas tecnologias, então é o que esse gráfico está mostrando, ganho de PIB na faixa de 5 a 8 por 100 em 10 anos, e produtividade total dos fatores pode chegar entre e 4, é claro que tem muita incerteza em relação a esses números mas dá pouco da ideia da magnitude. E pra concluir, gostaria de falar pouquinho de algumas recomendações para tentar tornar esses efeitos mais positivos né tanto temos de produtividade como o mercado de trabalho então tem vários estudos divulgados recentemente que mostram que essas tecnologias elas podem aumentar a capacitação de trabalhadores o ensino médio por exemplo não necessariamente tem ensino superior é trabalhador do setor público por exemplo acho que foi comentado na apresentação anterior a setores de educação e saúde pública é que são setores onde a produtividade em geral cresce pouco eles podem se beneficiar bastante dessas tecnologias no sentido de certa forma e compensar algumas lacunas na qualificação dos trabalhadores então esses estudos mostram que geralmente trabalhadores de menor qualificação eles se beneficiam mais quando a tecnologia é voltada no sentido de complementar as suas qualificações, então esse é o lado positivo. Aí tem trabalho do miti coordenado pelo david Otto e outros que mostram fazem várias recomendações do que fazer no sentido de maximizar fazer a probabilidade de que os efeitos sejam positivos em termos de criação de bons empregos então eles falam da possibilidade de estender a rede social

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12 de dez, 10:55

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12 de dez, 10:53

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Bom dia a todos, meu nome é Fernando Veloso, sou pesquisador do FGV híbrido e codeno o observatório da produtividade Régis Bonelli, é centro de produção de indicadores e estudos sobre utilidade no mercado de trabalho no brasil eu vou eu sou homem branco 57 anos estou de óculos e terno apresentando de forma remota Eu vou agradecer o convite do CEDS deputado Hélio Lopes, todos os parlamentares presentes consultores, os colegas panelistas e todos que estão nos assistindo. Eu vou fazer 1 tentativa de apresentar aqui de forma remota mas eu enviei a apresentação se eu tiver problema eu vou pedir 1 ajuda e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí Todos conseguem observar? Os slides estão? Sim. Talvez me avisa. Minutinho.

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