COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

12 dez. 2024 07:06 às 09:36

Sobre o Evento

Comissão de Minas e Energia discute matriz energética ideal para o Brasil até 2050, com participação de diversos especialistas e representantes do setor.

Status
Concluído
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#2
Transcrição automática

Tem que ligar o som, acredito que o teu microfone está desligado. Alô? Vocês me ouvem agora? Perfeitamente irmão. Está bom. Obrigado primeiro eu queria parabenizar deputado Paz vêlo pela pela o requerimento dessa audiência extremamente importante, desculpa não estar presencialmente é que eu estou de férias e, mas fiz questão de vim pra poder participar. Se for possível eu só queria colocar alguns slides, né, pra falar pouco dessas múltiplas dimensões, então se o pessoal puder liberar só aqui pra eu compartilhar os slides. Falar dessas múltiplas dimensões que nós temos com o setor elétrico quando pensar matriz do futuro, o uso de energia, a eficiência energética, os ativos descentralizados de energia, né? Eu acho que a gente vive contexto global de grande mudança, de grande transformação, né se puderem só me dar ok que a a tela está está aí. Está ok, pode mandar. Maravilha. Então né no setor elétrico eu trabalhei muito no setor elétrico, alguns anos antes de entrar no governo, tema da mobilidade, energia renovável, e a gente falava muito desses d's da descarbonização, a descentralização, a digitalização, a democratização, a diversificação. Aqui no Brasil a gente sempre trouxe esse sexto d do desenvolvimento, o papel do setor elétrico na criação de emprego, no desenvolvimento, em ter energia disponível, confiável, que possa gerar oportunidades de emprego, acessível também, 1 tarifa justa, por isso essa preocupação cada vez maior de reduzir essas subsídios diretas e indiretos né, a gente vê com bastante frequência inclusive essa semana no PL da lá a contratação obrigatória de carvão que custa 4 5 vezes mais caro né, trazer contratação obrigatória de gás que também custa 3 4 vezes mais caro do que a solar e eólica, então todas essas dimensões que precisam estar juntas, né, seja para ter 1 sistema eficiente inovador, mas também com 1 tarifa justa que possa apoiar o desenvolvimento do Brasil. A gente sabe que esse setor passa por 1 transformação da descentralização, a eletrificação das frotas urbanas também é grande processo na criação dessa mobilidade mais compartilhada autônoma digital descentralizadas, a gente vai ter cada vez mais a casa conectada na rede, o veículo elétrico, a geração de energia solar, a gente vai armazenar descentralizadamente na casa das pessoas essa energia que você gera no horário de pico, depois consome no horário de pico, então isso ajuda muito o sistema elétrico. Então 1 relação cada vez mais de inteligência, de promover 1 cidade e 1 rede inteligente, né, a casa que tem veículo elétrico, aquela que tem solar, tem solar e carro elétrico. O carro elétrico ele é 1 bateria ambulante, então ele pode carregar no horário que está sobrando energia, ou que tem estímulos tarifários ali pra carregar, e quando não tem, quando falta energia no horário de ir porque ele não carrega ele joga energia pra rede. São múltiplos modelos né, das frotas de ônibus, de caminhões, de frotistas né, novos modelos que precisam fazer, e pra descarbonização é muito bom, né estudos globais mostram que o carro elétrico ele tem ciclo de emissão, seja na Europa, Estados Unidos, na China, na Índia ou no Brasil, em especial no Brasil que tem mais de 90 por 100 da matriz energética elétrica limpa, ele reduz 70, 80 por 100 da emissão de CO2, então quando a gente pensa também o impacto ambiental obviamente os veículos elétricos têm esse benefício muito grande né pra todos. Então a gente vai ver cada vez mais essas redes muito mais inteligentes né, o pró consumidor empoderado com a geração distribuída, o armazenamento né, as redes, 1 edição inteligente, podendo saber que tipo de equipamento você usa em qual horário quando tem certo estímulo tarifário então, essa descentralização e essa liberalização do mercado livre né, cada vez mais atores do mercado livre vai fazer com que ela seja mais inteligente. Por isso a nossa preocupação quando a gente vê né setores e organizados conseguindo cada vez mais manter. 1 coisa é subsídio incentivo pra 1 tecnologia nascente, agora por exemplo o programa combustíveis futuro acabou de criar incentivos né, mandato de por 100 lá pro biogás, pro biometano, extremamente importantes né como, o deputado passou comentou, a gente tem potencial enorme do setor agrícola, de resíduos, então precisa ter o estímulo, mas por exemplo hoje quando a gente vê aólica solar, várias outras que já cresceram bastante você não precisa de subsídios diretos, você precisa só retirar as barreiras regulatórias né, e outras questões que tem para que ela continue a crescer. Então a gente vai ver cada vez mais veículo elétrico, esses sistemas descentralizados em energia os stores, a segunda vida deles não só lá no nível da transmissão e da distribuição, mas também na geração né. A gente já tem exemplos desde 2018 a Cemig já tem grandes baterias, colocando o Brasil inteiro tem grandes projetos hoje, então a gente vai ver essa micro rede elétrica urbana muito dialogando com a matriz que a gente vai ter, então não vai ser mais aquela coisa grande geração de carvão, de de termoelétrica e tal e passa pra transmissão, pra distribuição e o consumidor não, é consumidor que gera sua própria energia, que usa esses atributos da energia renovável, então garantir a qualidade da infraestrutura, nós sabemos que precisa fazer, já tem muitas documentações, a a ANEEL trabalha muito com isso, a gente sabe como empoderar o consumidor de informação pra que ele escolha dentro dessas diferentes matrizes, aquela que possa consumir 1 energia mais barata, 1 energia limpa, o consumidor tem que ter o direito de saber eu quero consumir energia limpa, eu não quero consumir energia que vem de 1 térmica carvão, vem de 1 térmica petróleo, que polui, que causa problemas para a saúde pública, isso o cidadão tem direito de escolher. E no longo prazo isso é muito bom porque o preço do combustível, e da eletricidade social ele varia muito em função de contextos. Hoje a gente vê por exemplo né, o contexto ali no Iraque, na Líbia, no Irã, contexto difícil pro tema do petróleo, o gás, a guerra Rússia, Estados Unidos ocupando espaço da Rússia, Estados Unidos virou o maior exportador de petróleo e gás do mundo né, ocupando espaço da Rússia, então guerras geopolíticas, agora o preço da energia é mais estável, são projetos de longo prazo, investimentos de longo prazo então, é importante a gente tem isso em mente porque isso ajuda muito consumidor, empoder o consumidor pra gente ter 1 rede que dialoga com os anseios da sociedade, e várias tecnologias que vão viabilizar essa descentralização, a gente acredita muito na eletrificação de quase tudo, em especial da mobilidade, tivemos a política nacional de qualidade do ar aprovado esse ano pelo congresso, os novos padrões de qualidade do ar aprovados esse anos pelo CONAMA né, com metas para reduzir a poluição já a partir de 2025 até 2040, então a gente tem essa coisa da energia como serviço, a mobilidade como serviço, quem puder o consumidor. Eu não vou gastar muita energia mas a gente sabe o problema climático como a gente vive, o contexto de baixa capacidade de adaptação dos nossos municípios, do sistema elétrico, do saneamento, das infraestruturas urbanas, a gente tem grandes tendências que vão impactar o sistema elétrico, que vão impactar as nossas cidades, é importante estar no nosso cenário, infelizmente o mundo não caminha pra cenário de aquecer só 0.5 graus, nós já estamos vivendo aqui no Brasil aquecimento de 0.5 graus, hoje você tem de 3, 4, 5 graus de aumento até 2100, seria obviamente 1 catástrofe, temos que pensar muito com o sul de produtos, a economia circular, e essa atrito e crise planetária da perda de biodiversidade, a poluição, quase metade do a emissão de gases efeito estufa, venda os produtos que a gente consome, por isso a importância de circular mais, o Brasil acabou de aprovar esse ano 1 política nacional de economia circular. A NDC brasileira né, ela tinha já ambição, tivemos o anúncio agora na COP de clima, e 1 meta muito ambiciosa, a NDC brasileira para reduzir 59 a 67 por 100 até 2035, colocando o Brasil na liderança desse tema mundial, empoderando né o tema de energia e mobilidade por exemplo, tem metas por municípios, então trazendo essa governança multinível dos municípios participando do processo, a matriz elétrica brasileira eu vi que tem representantes da OAB, ela é majoritariamente limpa, a solar é que mais cresce saiu lá em 2022 e menos de 10 por 100 pra mais de 20 por 100 esse ano, atingindo 50 gigas e a que mais vai crescer. Então não sei se faz sentido, seja o congresso, seja os grupos de interesse, querer brigar eu preciso manter o meu carvão, eu preciso aumentar a nuclear, né. Pra terminar Angra 3 a gente está falando de 23 bi, né 1 usina de carvão nova, hoje o ministério de Minas e energia paga 50000000 por ano só pra pagar a conta da limpeza daquelas usinas, e administração de minérios que ficam lá abandonadas então, o Brasil tem potencial de biomassa, de biogás e olha e de solar e a gente tem que continuar isso, a nossa bateria é o sistema elétrico, a geração solar fotovoltaica, ela é predominantemente residencial de pequenas instalações, teve 1 narrativa importante no Brasil de que era o rico subsidiando o pobre subsidiando o rico, isso não é verdade, Solar já viabilizou mais de 200000000000 de investimento, né, arrecada emprego gera emprego e as projeções são essas. Solar vai ser a fonte número do Brasil no mundo também né em 2040, vai ser no mundo em 2050, a maior parte disso vai vim da geração distribuída não tem como a gente lutar contra as forças da tecnologia, né o que eu acho que a gente poderia pensar é bem o processo é o mundo está caminhando a venda de veículos elétricos em 2025 esse ano vai passar de 35 40 por 100 saiu de 0 para 40 por 100 em 10 anos estão como que o Brasil vai fazer parte disso O Mover agora acaba de trazer incentivos 2 grandes fábricas do veículo elétrico, você vê que todas as projeções que o mercado fazia para entrada de elétricos, para entrada de renováveis, erravam todas. Então as projeções estavam sempre erradas, por que que a tecnologia é muito boa, porque renovável é muito boa, a gente vai ter aumento da capacidade de produção de bateria, as baterias vão ser chaves dessa rede elétrica no futuro, né, com geração renovável, o armazenamento de energia tirando do pico, fazendo a estabilização das renováveis, o Brasil tem algumas das maiores reservas dos minérios estratégicos, né, a gente vê hoje o próprio exército brasileiro já começa a usar e é líder no uso de baterias pra sistema estacionário, temos reservas de lítio de todos os minérios estratégicos, podemos beneficiar, gerar emprego aqui, a Nova Indústria Brasil colocou 1 meta no grupo 3 de produção de baterias aqui no Brasil, tem os incentivos e a projeção mundial é isso, maior parte da energia solar, 1 boa parte dela de pequenas instalações descentralizadas que inclusive é 1 maneira boa de se proteger em relação aos problemas climáticos, o plano transformação ecológica traz o tema do densamento tecnológico, transição energética, essa nova infraestrutura, a nova indústria Brasil também com metas bastante deliciosas que se somam ao plano clima, seja estratégia nacional de mitigação né, que agora passou pela consulta pública, os planos setoriais e mitigação incluindo o tema de energia que vai ser debatido com a sociedade pra finalizar até junho, maio desse ano, a gente teve a política nacional de qualidade do ar, por isso também essa demanda né, do nosso legislador de reduzir a emissão de poluentes da geração de energia dessas fontes fósseis sujas como carvão e as termoelétricas, que deixam a nossa população doente, deixam essa externalidade pra conta ser paga pela sociedade e não pela própria geração, e nós temos hoje conjunto gigante de políticas do governo desde o fundo do clima, programas como mover, plano nacional de hidrogênio, plano nacional de logística, novo clima, combustíveis do futuro, aqui só pra passar pouco a questão do PAC né, os investimentos agora, mais de 2500 ônibus elétricos, infraestrutura de geração e várias coisas que são integradas, o governo vem tentando fazer isso no plano transformação ecológica, a gente sabe pelos resultados que 1 boa parte já dessas ações estão lidando com descarbonização setorial, em especial no setor de energia. As projeções futuras obviamente são do mundo inteiro avançar muito rápido até 2030 renovável já vai ser a maior fonte do mundo, as o Brasil que também tem os biocombustíveis tem o potencial de aumentar muito o biocombustível, Tivemos o Conselho Nacional de Desenvolvimento da Indústria ontem, aprovado anteontem, foi publicada ontem já as novas metas de aumento de biocombustíveis e de veículos elétricos no Brasil, importante essa integração liderada pela Casa Civil e pra finalizar, só deixar aqui o programa cidades verdes resilientes que é a implementação desses planos no território né, o ministério das cidades com o ministério meio ambiente, ciência e tecnologia, pra aumentar a qualidade ambiental contra os problemas e impactos da mudança do clima, e são nessas áreas todas em especial as tecnologias de baixo carbono, a mobilidade, resíduos, soluções baseadas na natureza, e eu deixo aqui em especial o QR Code né, pra que a gente possa depois ver que aqui sistematiza, o ano passado foram 9 oficinas inclusive aí na câmara nós fizemos as principais oficinas, mais de 2000 contribuições formais, 1300 participantes, dinâmicas de grupo na câmara, com os ministérios, com a sociedade civil, integrando a taxonomia verde, o plano de ultrassom ecológica, a estratégia nacional de biodiversidade, e aqui eu deixo o QR Code tem documentado as 312 ações que o programa cidades verdes resilientes acredita serem importantes pra implementar essas fontes, em especial os eixos de tecnologia de baixo carbono, e soluções baseadas na natureza para reduzir a demanda por arcondicionado, a gente vive processo de aumento de temperatura nas cidades, a mobilidade sustentável, uso e ocupação do solo para reduzir as viagens, entre outras ações aí eu passo pouco rápido aqui, essas ações aqui o qr Code você baixa todos, esse plano está sendo finalizado pelo MMA Alberto preciso preciso que tu encerre. Cara Está muito bom, está muito bom eu esqueci de falar que era 5 minutos, mas está tão boa a sua apresentação que eu deixei rodar entendeu? Mas o que a gente está contigo. Oportunidade de falar a gente fica feliz mas é importantíssimo esse debate, em especial porque a gente vive deputado Pazuello, momento de que, os setores que serão impactados pelas mudanças climáticas, as questões geopolíticas né do petróleo, do carvão, do gás, brigas geopolíticas muito grandes, só que o Brasil tem todas as fontes limpas e renováveis, se a gente continuar investindo a gente vai gerar muito mais emprego, a solar gera 10 vezes mais emprego do que o carvão, então pra que continuar subsidiando o carvão que vem perdendo é é traço da geração mas deixa lá impacto. O orçamento da nossa secretaria, que é a secretaria nacional de meio ambiente urbano, recursos hídricos e qualidade ambiental tem que resolver problemas do Brasil inteiro. E 8 por 100 do meu orçamento é para pagar monitoramento de regiões carboníferas de Santa Catarina, que degradam, destroem os rios, acaba o peixe, não tem mais agricultura e o MMA que deveria estar cuidando do resto do Brasil tem que estar lá ficando monitorando a qualidade. Então, é 1 decisão estratégica que envolve questões ambientais sociais de desenvolvimento, por isso a importância desse debate, parabenizo mais 1 vez deputado por essa liderança, e que a gente possa deixar com que as renováveis continuem a crescer porque o Brasil tem essa grande vocação de ser líder dos biocombustíveis, das energias limpas, gerando emprego de qualidade, espero que a gente consiga se manter como protagonista da Revolução Verde no mundo. Obrigado. Obrigado Adalberto, parabéns.

12 de dez, 10:14