COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

12 dez. 2024 07:06 às 09:36

Sobre o Evento

Comissão de Minas e Energia discute matriz energética ideal para o Brasil até 2050, com participação de diversos especialistas e representantes do setor.

Status
Concluído
ID: 75107Total: 31 discursos
#26
Transcrição automática

Todos, bom dia vossa excelência deputada Tadeu, bom dia colegas de mesa, aqueles que estão online também, os os presenciais aqui e todos aqueles que nos ouvem e veem pela internet. A gente agradece em nome da WPCH eu agradeço CH eu agradeço a oportunidade de falar mais 1 vez sobre essa fonte tão imprescindível pro país que é a hidrelétrica. Paulo me me falou pouquinho antes de mim aqui, falou muito bem Paulo. É o que a gente tem de melhor mesmo, aqui olha, eu não estou conseguindo passar. Eu vou direto ao ponto deputado porque o tempo é curto pra falar tanta coisa importante mas, muito se fala né sobre a questão da água, é recurso sob enorme pressão no mundo, né, e a gestão é 1 gestão difícil de ser feita, mas o Brasil é país de vocação hídrica deputado, país que tem quase 2 vezes mais água que a Rússia, 4 vezes mais água que o Canadá, Indonésia, China, Colômbia e Estados Unidos. Então o que nós temos no Brasil é grande desperdício, né, de todos os lados, com relação a esse recurso. E falando em matriz pra 2050, como o general, deputado general Pazuello nos sugeriu né, a gente pensa em toda essa questão de transição energética, a Irene, ela coloca que o novo papel para as hidrelétricas é conseguir atingir a meta de descarbonização e pra isso a gente precisa dobrar a capacidade hidrelétrica no mundo até 2050. O mundo está buscando fazer isso, está fazendo suas usinas reversíveis, está buscando esgotar o seu potencial elétrico. E aqui no Brasil a gente tem feito movimento pouco contrário é isso então armazenamento de água é 1 ferramenta cada vez mais importante para adaptação dessas mudanças climáticas porque falar de hidrelétrica Deputado não é só falar de geração de energia é falar de todos os usos que envolvem a geração dessa fonte. Então, atualmente nós estamos na presidência do G 20, né, que tem o objetivo de fortalecer a economia internacional e desenvolvimento socioeconômico, onde esse tema da energia é dos mais robustos e difíceis de obterem acordos. Agora no início de outubro né, o governo assinou alguns acordos de política energética com a expectativa de triplicar a capacidade de energia renovável até 2030. E nós nos perguntamos aqui, como bater essas metas sem novas hidrelétricas de todos os portes com reservatório na base da nossa matriz? Porque os atuais não estão dando conta de toda a demanda. Então a gente vê o governo buscando desenvolver projetos de programas renováveis, renova bio, descarbonizar a Amazônia com placa solar, gás pra empregar e tudo mais, mas falta o principal na nossa visão que é a energia de base que é o movimento retoma hidro, né? O Brasil é país de vocação hídrica e precisa investir nisso. E aí deputado, é dado interessante, o mundo inteiro está na direção de descarbonizar a sua matriz trocando fósforo por renovável e aqui na matriz do Brasil nós temos diminuído cada vez mais as nossas hidrelétricas e se não fores hidrelétricas só podem ser as termoelétricas na base do sistema, e elas vêm avançando. E esse slide é slide emblemático que eu já passei e algumas pessoas já o conhecem porque muita gente diz que já tem hidrelétrica demais no Brasil, e é exatamente o contrário, né o Brasil é país continental, ele é dos que tem menos hidrelétrica dos países mais desenvolvidos aí do mundo, né? Nós temos apenas 1500 hidrelétricas quando a China tem 47000 reservatórios dos quais 23000 pra gerar energia enfim, e nós precisamos de fato retomar o planejamento dessa fonte. Paulo, por acaso né Paulo, você colocou aqui essa questão da matriz e de fato nós saímos de 1 matriz hidrotérmica que eram, nós éramos felizes e não sabíamos né, na década de 90 aí, 1 matriz hidrotérmica pra 1 matriz de vulnerabilidades né assumindo as novas energias, aí a gente trouxe grande problema também junto com 1 solução grande problema, a expansão das novas hidrelétricas que são as baterias naturais, elas não ocorreram junto com a expansão das renováveis intermitentes que precisam de baterias, vejam bem né, então essa falta de expansão concomitante é que trouxe e traz hoje né 1 consequência as consequências que o Paulo também citou e agora pouco não vou repetir muito aqui mas para dizer que o sistema está cada vez mais difícil operar né? O desafio só cresce. Enfim, e aí, a gente identifica essa necessidade desse planejamento equilibrado, precificação correta dos atributos, as hidrelétricas entregam atributos e não são remuneradas corretamente pra isso, né? O ANS declarou recentemente que a partir de 2027, 2028, ele pode perder a controlabilidade do sistema, isso é, isso é muito preocupante, deputada, e o que nós vamos fazer com relação a isso, Né nos últimos 15 anos nós não tivemos 1 priorização da implantação de hidrelétrica, hidrelétrica tem que ser plano de governo por tudo que envolve a geração e os usos dela, são questões estratégicas de segurança nacional energética hídrica e alimentar, né, e aí nós nos fazemos essa pergunta quanto custa apagão? Quando o INSS diz que pode perder a controlabilidade do sistema, nós nos perguntamos quanto será que custa apagão? Quanto custa indústrias, hospitais parados? Será que a gente realmente só tem que pensar no custo da fonte? Ou a gente deve pensar nos critérios de segurança? Né? Essa é a pergunta que a gente também faz. Então esse custo tem que refletir o seguro do suprimento ou enfrentar o custo do arrependimento de não fazer esse planejamento. Junto com todos esses desafios, a gente vem num momento de eventos extremos, mudanças climáticas, ou estiagens prolongadas, ou cheias né grandes pluviosidades e das fontes de geração só as hidrelétricas podem atuar com relação a isso não é então com a conta vai ficar mais cara não fazer reservar com novos reservatórios ou planejar implementar implementar esses novos empreendimentos hidrelétricos estratégicos de todos os portos e fazer o que dá certo no Brasil e no mundo o ou seja nossas defesas naturais contra essas mudanças né, aí tem 1, coloquei 1 umas figuras de barragens aí, pra provar exatamente que essas barragens são fundamentais pra proteção né nessas grandes pluviosidades, E muitas que não geram energia hoje, que são apenas de contenção e abastecimento, elas poderiam ser usadas pra isso. E aqui, deputada, é 1 solução interessante, que o o nosso nosso setor tem essa expertise de engenharia, que são as usinas reversíveis. E o senhor como é deputado do Ceará o senhor sabe bem o valor de açude né, as p ch das pequenas hidrelétricas são açudes que geram energia. E aqui é 1 grande solução da engenharia que o mundo todo está fazendo mas nós ainda não conseguimos regulamentar. Espero que em breve pela ANEEL consigamos, né, que são as usinas reversíveis, basicamente 2 reservatórios de água, túnel, 1 casa de força pra gerar energia, e isso aí deputado pode dobrar a capacidade de armazenamento e a capacidade de geração no Brasil. Algumas estratégicas que forem feitas pode podem fazer isso, e a gente identifica já grande potencial com as PCAs, com as pequenas hidrelétricas também, né isso traz flexibilidade operativa enfim nos preocupou muito esse PDF que foi colocado recentemente para nós das hidrelétricas ele é passo atrás na matriz porque ele prevê ali cada vez mais, menos participação de hidrelétricas né? Cada vez mais as hidrelétricas vão sendo relegadas nesse PDF, e nós entendemos que o planejador do sistema tem que olhar pra esse potencial que a gente tem. E aqui, passando aqui pelas PCAS nós temos aí potencial grande inventariado a ser ainda desenvolvido, 14 giga, que é 1 Itaipu de pequenos projetos espalhados pelo país que que se desenvolvidos poderiam gerar 100 bi de investimentos, né? Isso de forma diversificada né, espalhada pelo país, pulverizada. Então, a gente precisa falar sobre essas questões de usuários de bacia, né de 1 de forma mais técnica e menos, mais desapaixonada né? Bom, essa semana, a ANEEL divulgou dados de 2024, que este ano no Brasil foram instalados 10 giga de novas usinas, 90 por 100 solar e eólica, desses 10000 megawatts, só 55 megawatts foram de p ch ECGH. Como é que essa conta pode dar certo? Nós não conseguimos entender né, como é que isso vai se dar na prática. Então a gente tem esses desafios a serem enfrentados, essa questão ambiental que é é tem muito ainda a ser discutida, o custo de implantação, a falta de isonomia tributária enfim dificuldade de financiamento, e aí o deputado Pazuello disse aqui que a gente ia apresentar soluções, né o o que que a gente gostaria que que fosse viabilizado? No nosso caso a nossa solução seria enviar, enviamos a MMA programa prioritário de reinserção dessas p ch na matriz, é de baixo impacto ambiental, em grande parte reversível, né, pode trazer muito desenvolvimento regional, então nós temos esse potencial aí a ser desenvolvido 1 indústria 100 por 100 nacional, né? E a gente identifica que não é 1 1 solicitação do setor de PCH e sim 1 necessidade do sistema. Em curto prazo né deputado, as de dos postos das hidrelétricas as PCHs é que podem ser viabilizadas. Então como eu acabei de dizer, 1 cadeia produtiva 100 por 100 nacional, nós temos a maior expertise em termos de tecnologia e construção de hidrelétricas do mundo né? Pagamos Cefu, que é compensação do uso, o uso de bem público, 0BP, 1 série de benefícios diretos e indiretos, geração de emprego, e a gente hoje tem 1 ausência de política pública pra desenvolver esse segmento. Então, nós entendemos que, infraestrutura é questão de estado e o estado é de todos nós. Então deputado pra concluir aqui, as hidrelétricas são a retomada das hidrelétricas é que vai ser a solução pra muita coisa, tanto pra estiagem quanto pra grandes pluviosidades, a gente precisa retomar essa fonte, e agradeço a oportunidade de poder falar. Muito obrigada.

12 de dez, 11:56