PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi aberta com o trâmite formal de dispensa da ata e a imediata deliberação sobre regimes de urgência para votação.
Deputado
14 de março de 2018. Uma parlamentar no exercício do mandato, foi assassinada. no Rio de Janeiro... no bairro do Estácio. Marielle Franco foi assassinada naquela noite, junto com o seu motorista. Anderson Gomes No carro também estava a jornalista Fernanda Chaves. naquela noite, A família de Marielle, sua esposa, sua mãe, seu pai, sua filha, choraram. E choraram também muitos de nós. E choraram também milhares de pessoas na Cinelândia, no Rio de Janeiro e em todo o Brasil, Durante... muito tempo choraram, se indignaram e perguntavam: quem matou Marielle Franco, quem matou Anderson Gomes. As investigações avançaram e apontaram para os executores. Rony Lessa e Elcio de Queiroz. dois assassinos profissionais dois matadores de aluguel. se parte da justiça estava feita quando esses foram condenados em júri popular a pergunta sobre: e quem contratou esses dois? Por que Marielle foi assassinada? Qual o motivo? Quem pagou os assassinos de aluguel? Pois bem, investigações continuaram e revelaram que eram os interesses podres e covardes do crime organizado incrustado no aparelho de Estado, no estado do Rio de Janeiro. domingos E Chiquinho Brasão... membro do TCE, parlamentar, deputado federal aqui desta Câmara dos Deputados, Rivaldo Barbosa, Delegado-chefe da Delegacia de Homicídios. um complô para matar uma parlamentar, para assassiná-la. E por quê? porque queriam calar o nosso partido porque queriam calar aqueles que enfrentavam as milícias, porque queriam nos impor medo, medo aos vereadores e parlamentares do PSOL, que não deixavam que a milícia no Rio de Janeiro empreendesse as suas maracutaias imobiliárias e a cada projeto de lei de interesse deles, lá naquele plenário onde Marielle foi vereadora, nós não deixávamos que passasse em branco. Obrigado. nos próximos dias 24 e 25 de fevereiro, Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa serão julgados pela primeira turma do STF. Logo depois do carnaval, Nós teremos um momento para celebrar um novo marco no Brasil. Um marco onde o crime organizado não pode mais estar no aparelho de Estado como esteve neste momento. Um momento para que a gente possa dizer justiça por Marielle Anderson. Com milícia não pode haver acordo. Com crime organizado, tem que se combater o tempo todo. Eu, como amigo de Marielle que fui, como alguém que estava lá naquela noite chorando, estarei no plenário do STF. pronto para ver parte da justiça ser feita. E continuarei neste Parlamento, neste partido, afirmando que nós vamos enfrentar os interesses econômicos e políticos do crime organizado até que justiça seja feita para todas e todas as pessoas. Justiça por Marielle e Anderson. Obrigado.




